MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

No IPCO: Força Aérea forte e organizada para enfrentar ameaças à integridade nacional

Posted: 04 Sep 2017 01:30 AM PDT
Major Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno, chefe de gabinete do Comandante da Aeronáutica falando no IPCO
Major Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno,
chefe de gabinete do Comandante da Aeronáutica falando no IPCO
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu em 20 de agosto último no Club Homs, situado na Avenida Paulista da capital bandeirante, uma brilhante conferência do Major Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno, chefe de gabinete do Comandante da Aeronáutica.

Abrindo a sessão, o Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira, diretor do Instituto, recordou as anteriores conferências de representantes do Exército e da Marinha, as quais foram de grande proveito para o conhecimento das reais potencialidades dessas duas armas.

Mas faltava que um membro graduado da Aeronáutica discorresse sobre a capacidade de defesa aérea de que o Brasil dispõe, tendo em vista nossa enorme extensão territorial.

Para atender a esse anseio, o Instituto convidou uma grande autoridade na matéria, o Major Brigadeiro Damasceno, conhecido por sua competência e brilhante carreira, premiada com 32 condecorações.

Ele apresentou um histórico da força militar mais jovem — de 76 anos, fundada em 1941 —, dividindo-a em quatro gerações de 25 anos:
primeira, de 1941 a 1966, trabalhou na consolidação das bases e do sistema civil;
segunda, de 1966 a 1991, organizou o sistema de defesa e a indústria aérea com a Embraer;
terceira, de 1991 a 2016, estabeleceu o comando, o controle e a missão de interoperabilidade; e, por fim,
quarta geração, de 2016 a 2041, está realizando a operação conjunta e combinada.

Panorâmica do auditório
Panorâmica do auditório
O mais recente plano de defesa e manutenção da soberania — Dimensão 22 — compreende 12 milhões de km2 do território mais a plataforma continental, com outros 10 milhões de águas internacionais.

Esses 22 milhões são calculados em termos de volume, por incluírem a altura do espaço aéreo.

O brigadeiro Damasceno ressaltou que essa meta só é alcançável mediante virtudes como disciplina, patriotismo, integridade, profissionalismo e comprometimento. O lema da FAB — Asas que protegem o País — baseia-se nas ações Integrar – Defender – Controlar.

O Controle Aéreo — SISDACTA — conta com 174 postos em funcionamento 24 horas por dia, ao mesmo tempo em que nas bases de aviões de caça um piloto e um sargento mecânico estão de prontidão para um eventual voo de interceptação de tráfico.

Anualmente são detectados em média 1.500 tráficos ilícitos, em sua maioria irregularidades por falta de plano de voo.

Momento da palestra
Momento da palestra
Além de uma rede de radares, o brigadeiro Damasceno explicou os procedimentos observados nas detecções, especialmente na fronteira seca.

Depois da advertência vem o tiro de aviso e, por fim, o tiro de destruição, que só é acionado com autorização do Comandante da Aeronáutica por delegação do Presidente da República.

Projetando breves filmes, o conferencista mostrou as várias funções da FAB, os novos aviões de caça Gripen, adquiridos da Suécia, bem como os cargueiros KC 390, de fabricação nacional — os maiores aviões produzidos no hemisfério sul e com boas expectativas de exportação.

Um novo Satélite Geoestacionário para Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), de duplo emprego (civil e militar), foi lançado do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.

Após voar a uma velocidade da rotação da Terra, esse satélite permanece “estacionado”, supervisionando continuamente o espaço aéreo brasileiro.

O brigadeiro ressaltou que o orçamento da FAB corresponde a 3% da receita e que nas pesquisas de confiabilidade as Forças Armadas estão em primeiro lugar, acima das Igrejas.

Ele terminou sua exposição com chave de ouro, citando Otto von Bismarck (“Com leis ruins e funcionários bons ainda é possível governar; mas com funcionários ruins as melhores leis não servem para nada”) e Plinio Corrêa de Oliveira (“Civilização é a possibilidade que Deus dá aos homens de melhorar o rascunho que Ele mesmo fez”).

Nas perguntas foi levantado o perigo da Venezuela — que praticamente caiu sob o regime comunista — e, em consequência, uma eventual invasão pelo Norte do Brasil. Estaremos preparados para defender as nossas fronteiras?

O brigadeiro respondeu que as questões políticas são ligadas a outros Ministérios, mas garantiu que a diplomacia precisa de Forças Armadas fortes.

No final do evento foram sorteados livros difundidos pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira.

Por sua vez, o brigadeiro entregou aos participantes da mesa uma bela medalha do GABAER (Gabinete do Comandante da Aeronáutica).

O encontro se encerrou com o tradicional coquetel e animadas conversas.


(Autor: Nelson Ramos Barreto)


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O BRASIL À VENDA, por Nivaldo Cordeiro

O BRASIL À VENDA

por Nivaldo Cordeiro

03/09/2017


Nota do ex-ministro Bresser Pereira no Facebook (Ver aqui) com o título acima é pertinente pela pergunta que propôs, não pelas respostas que tentou dar. Bresser está cada vez mais esquerdista e nacionalista e perdeu o senso do real. Não apenas as empresas estatais estão sendo postas à venda, mas também empresas privadas de todos os tamanhos. Ocorre que as causas que determinam as privatizações são diversas daquelas que terminam a desnacionalização. No primeiro caso é porque é preciso estancar o processo de crescimento da dívida pública, que afinal também financia os ativos governamentais, além dos déficits. Vender ativos é a forma racional e eficaz de mostrar seriedade no trato das finanças públicas. Um país quebrado não pode ser dono de tantos ativos, muitos deles gerando resultados muito abaixo do que gerariam se estivessem sob administração privada.

O crescimento desenfreado da dívida pública levará fatalmente à desordem do Estado e da economia como um todo. É dever do governante se antecipar e impedir esse mal, que poderia arruinar o país por gerações, além de convidar toda sorte de populistas e aventureiros a se candidatarem ao posto de salvadores da pátria, que poderia cair nas mãos de algum delirante. O perigo político é real e se segue sempre à desordem econômica.

Já o setor privado está à venda porque é inerente a ele vender quando aparecem boas ofertas. Além disso o empresariado brasileiro está cansado de trabalhar para dar dinheiro ao governo e aos empregados. O risco jurídico de ser dono de empresa produtiva no Brasil é imenso e quem pode se livra da folha de pagamento.

Em ambos os casos nada de mal acontece ao Brasil enquanto país, enquanto comunidade. Suponha que a Eletrobras seja vendida, até mesmo para os chineses. Ela continua em solo brasileiro, operada por brasileiros e suprindo o mercado interno. Lembramos que a cada 100 reais faturado ela continuará pagando ao menos 40% de impostos, pois o governo é sempre o sócio maior nos resultados de qualquer empreendimento. Continuará sujeita à legislação brasileira e aos órgãos de controle brasileiro. Em resumo, nada muda, exceto que ela deixaria de ter ingerência política dos conhecidos grupos políticos que a parasitam desde sempre.

No caso das empresas privadas é mais singelo: nenhuma diferença faz o dono nominal. Tal e qual a uma empresa privatizada ela continuará a pagar impostos, gerar empregos e sujeita aos controles nacionais. Levantar bandeira nacionalista nesse caso é indigente. Bresser Pereira deveria se perguntar porque o grupo político do qual faz parte – PSDB e PT – transformou o Brasil em uma nação contrária ao empreendedorismo e perigosa para empreender.

A bela frase do inglês Samuel Johnson continua válida: “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. O fato é que o Brasil se encontra numa sinuca e em um momento histórico da maior gravidade. A solução virá pela via do mercado – com a venda dos ativos, sim, para nacionais ou estrangeiros – pois a alternativa é o estatismo de triste memória. O nacionalismo à la Bresser é canto de sereia, é uma mentira política e um desastre econômico.

EMBRAPA: A destruição do último reduto petista


A destruição do último reduto petista

O PT não se contentou em quebrar a Petrobras e a Eletrobras durante os governos Lula e Dilma. Esfacelou também a Embrapa, referência em pesquisas agropecuárias. E, pior: o partido continua administrando a estatal

A destruição do último reduto petista
DEMANTELAMENTO: A empresa, uma ilha de excelência técnica, está sendo dilapidada pelo PT
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sempre foi considerada uma ilha de excelência técnica. Depois de mais de 13 anos sob administrações petistas, transformou-se em mais uma estatal que o PT teve a proeza de desmantelar. E essa não é a única má notícia para os que zelam pela aplicação correta dos recursos públicos. A ascensão de Michel Temer à Presidência não impediu que os petistas permanecessem até hoje no comando dos postos-chave da estatal. Ou seja, o horizonte é ainda mais nebuloso. Documentos obtidos por ISTOÉ retratam um cenário caótico. Desde dívidas tributárias milionárias, devido a uma péssima administração, a denúncias graves por desvios de recursos. A unidade da Embrapa em Brasília, por exemplo, até hoje paga parcelas de uma multa milionária por descumprir a legislação tributária. Uma auditoria interna do órgão também apontou que o dinheiro obtido com a venda das safras de milho cultivadas anualmente simplesmente tem desaparecido. O desfalque pode chegar a quase R$ 6 milhões.
O aparelhamento do PT na Embrapa começou no governo Lula, foi ainda mais acentuado com Dilma Rousseff e resiste até hoje, mesmo com a gestão do novo ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). O presidente da estatal Maurício Antônio Lopes foi nomeado a pedido da própria Dilma. Já sua subordinada Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças, não esconde de nenhum funcionário que é filiada ao PT e afilhada política da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Vânia é personagem principal em uma dessas irregularidades na gestão da Embrapa. Uma de suas decisões grosseiras custou aos cofres da empresa pública R$ 20 milhões referentes à multa por não recolhimento de tributos à Receita Federal. A dívida, originalmente, foi estipulada em R$ 40 milhões, mas a assessoria jurídica da Embrapa conseguiu reduzir para R$ 23 milhões. O montante foi parcelado em 60 vezes e, até agora, foram pagas cerca de 20 parcelas. Porém, por desleixo com os recursos públicos, as parcelas são sempre pagas com atraso e, por isso, corrigidos com juros altíssimos. Conforme está descrito no Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) de 22 de agosto de 2016 a dívida principal era de R$ 399 mil. Mas, devido ao atraso, passou para R$ 873 mil, mais que o dobro. Procurada para explicar o motivo da multa, a Receita Federal explicou que “devido ao sigilo fiscal, não comentaria o caso de contribuintes específicos”.
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A negligência petista
A Embrapa devia R$ 23 milhões em tributos à Receita que deveriam ser pagos em parcelas de R$ 399 mil, mas devido ao desleixo da diretora petista do órgão, que pagava com atraso, a prestação subiu para R$ 873 mil. Em sindicâncias internas, verificou-se também o desaparecimento de dinheiro arrecadado com a venda de alimentos produzidos nos campos experimentais
BARBEIRAGEM: Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças da Embrapa, é afilhada da senadora Gleisi Hoffmann. Suas decisões equivocadas geraram um prejuízo de R$ 20 milhões à estatal
BARBEIRAGEM: Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças da Embrapa, é afilhada da senadora Gleisi Hoffmann. Suas decisões equivocadas geraram um prejuízo de R$ 20 milhões à estatal
Móveis na fogueira
Em um episódio anterior, Vânia chegou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades na criação da Embrapa Internacional, nos Estados Unidos, que acabou interrompida pelo Ministério da Agricultura. A iniciativa foi feita sem ser submetida ao conselho de administração da estatal. No relatório, a CGU lança suspeita sobre uma empresa que financiou o projeto, a Odebrecht na Venezuela, que bancava as ações da Embrapa no país vizinho. O negócio teve apoio dos ex-presidentes Lula e Hugo Chávez. A CGU apontou a iniciativa como irregular.
Mesmo quando não aparece sua digital nas irregularidades, Vânia acaba pagando por omissão. Um parecer da assessoria jurídica da Embrapa obtido por ISTOÉ culpou a diretora por não acompanhar a sindicância que detectou desvio de recursos da venda de safras de milho cultivada em 70 hectares da Embrapa Hortaliças, situada na cidade do Gama. Além de desaparecer com o dinheiro, o chefe-geral da unidade, Jairo Vidal Vieira, este ligado ao grupo do ex-ministro Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula, também não revelava o montante arrecadado por ano com a venda do alimento. Servidores do setor contaram que cada hectare produz 150 sacas. Cada uma é vendida a R$ 50. Sob essa conta, o total vendido por ano seria de R$ 525 mil. A prática delituosa ocorre desde 2006, quando Lula era presidente.
Como se não bastassem esses prejuízos, a administração do departamento de hortaliças da Embrapa ainda queimou em uma fogueira, durante três dias, peças do mobiliário antigo que iria para leilão, como mesas, cadeiras e bancadas de laboratórios. A ordem era limpar o galpão para receber a ilustre visita da senadora Kátia Abreu,à época ministra da Agricultura. A PF investiga o caso – mais um exemplar, entre tantos, da delituosa gestão petista.
Foto: Orlando Brito