MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

OS GÊMEOS ENVERGONHADOS: NAZISMO E MARXISMO

OS GÊMEOS ENVERGONHADOS: NAZISMO E MARXISMO

Ênio José Toniolo

            A semelhança visceral entre as idéias nazistas e marxistas já foi apontada muitas vezes.[1]  Nem falta quem julgue o nazismo até   “menos pior”  que seu irmão gêmeo vermelho.[2]
            No presente ensaio,  comprova-se mais uma vez esta afinidade substancial e íntima. Procurou-se reunir,  com toda a fidelidade, uma ‘rede factual mínima”,[3] de  textos, tanto dos próprios teóricos das respectivas doutrinas, como de críticos autorizados, evitando-se “hipervalorizar as formas de organização, bem como o testemunho dos próprios agentes.”[4]
Não há paráfrases,  nem mesmo longos comentários:  As transcrições  falam por si.[5]
            Existindo esquematicamente dois tipos de socialismo: o totalitário  (ainda em vigor em Cuba, na China, na Coréia do Norte,  por exemplo) e o parlamentar (“gradualista,  “democrático”,  defendido pelos Partidos Socialistas e congêneres)[6],  adotam-se dois pressupostos básicos:
a)  O marxismo inspira todos os socialismos contemporâneos[7],  embora estes se declarem,  aqui e ali,  não-marxistas. Como é sabido,  socialistas e comunistas caminharam juntos até a IIa Internacional,  separando-se por divergências táticas. Mas têm sido aliados costumeiros.[8]   Os exemplos são muitos[9].
b)  O socialismo é uma primeira etapa da evolução para o comunismo,  sua fase superior e última[10].
            Inicialmente,  cabe lembrar uma objeção,  sempre feita pelos marxistas:  A de que o nazismo se distinguiria do socialismo e do comunismo,  ao opor-se fortemente aos judeus.[11]  É frágil o argumento.  Primeiro,  porque o antissemitismo, generalizado entre os nacionalistas-conservadores europeus antes e durante a Primeira Guerra Mundial,[12] não era característica essencial do nazismo[13]  (ao contrário do que alardeiam os comuno-socialistas,  interessados em evitar  o cotejo de suas idéias com as de Hitler),  nem o Holocausto foi exclusivamente judaico[14] — e até houve judeus que financiaram o nazismo[15]  e outros que dele participaram.[16] Por outro lado, para Hitler,  “Se não houvesse o judeu, dizia ele, seria preciso inventá-lo. A gente precisa de um inimigo visível e não apenas invisível.”[17] Também “não foi o lado racial que angariou multidões para o nacional-socialismo e desencadeou seu entusiasmo.”[18]
O antissemitismo, embora presente em Hitler, Joseph Goebbels, Himmler, Julius Streicher e outros líderes nazistas, não era a principal questão a angariar votos para o movimento nazista.[19]
Mesmo entre os membros do próprio Partido Nazista, o antissemitismo só era considerado o ponto crítico por uma minoria (ainda que bastante ativa).[20]
E os estudos feitos sobre o voto nazista em 1929 e 1932 mostram que o antissemitismo não foi a motivação principal dos eleitores.[21]
Ao reconhecer que o antissemitismo não era a questão mais eficaz, ou central, junto ao eleitorado, Hitler não teve dificuldade em manipular a propaganda nazista, com o propósito de chegar ao poder por meios legais. Em lugar do antissemitismo, passou a enfatizar a rejeição total de uma democracia parlamentarista que havia, claramente, fracassado.[22]
            Em segundo lugar,  admitindo-se,  só para argumentar,   que o nazismo tivesse eliminado todos os judeus da Europa — e até do mundo — isto em nada alteraria os fundamentos do Estado totalitário nazista. Vale citar um estudioso:
Quando se fala em nazismo, o anti-semitismo é uma das primeiras características que vem à mente. Mises mostra, no entanto, que esse ódio racial foi apenas um pretexto utilizado pelos nazistas, transformando os judeus em bodes expiatórios. Era impossível diferenciar antropologicamente alemães judeus dos não-judeus. Não existem características raciais exclusivamente judaicas, e o  “arianismo”  não passava de uma ilusão. As leis nazistas de discriminação contra os judeus não tinham ligação com considerações da raça em si. Eles se uniram aos italianos e japoneses, sem ligação alguma com a “supremacia racial nórdica”, enquanto desprezavam os nórdicos que não simpatizavam com seus planos de domínio mundial. Tantas contradições não incomodavam os “arianos”, pois o racismo não era a causa do movimento, e sim um meio político para seus fins.[23]
            Por outro lado,  houve racismo entre os próprios grandes teóricos[24]  e líderes da esquerda.[25]  Marx,  cujos ancestrais foram rabinos em Trier desde o século XVII,  mostrou-se claramente anti-semita em numerosos escritos.[26] Sobre o antissemitismo nos tempos de Stalin, é ilustrativo o capítulo “O último complô”, d’O livro negro do comunismo (p. 290-298). Algo semelhante aparece no livro de Geo London, "Elle a dix ans, la Russie rouge".[27]
            E o nacionalismo de Hitler tem sua contrapartida no “desvio nacional” de Stálin,  que faz da Rússia a pátria do proletariado.[28]  Nos últimos anos de seu governo,  “o nacionalismo russo era propagado com uma intensidade nunca antes observada”. [29]
            O parentesco ideológico entre as duas tiranias foi claramente admitido (antes da queda do Muro de Berlim...) por um neonazista brasileiro:
“Desde os primeiros dias do Partido Nacional-Socialista,  muitos dos seus membros tinham grande respeito ao comunismo,  geralmente recíproco,  pela sinceridade, o vigor e objetivos semelhantes aos seus. Os primeiros membros do Partido nazista vieram quase todos do Partido comunista. (...)  Em 1939 entre as semelhanças existentes entre as duas ideologias,  podem destacar-se,  entre muitas outras:
—  Tinham líderes populares;
            —  Eram anti-capitalistas;
            —  Davam todo apoio à juventude,  à educação,  saúde,  cultura,  esportes,  às artes,  à ciência e à tecnologia;
            —  Não permitiam a entrada de publicações pornográficas nos seus países;
            —  Seus Parlamentos tinham representantes das mais diversas classes;
            —  Seus Governos tinham o controle total e perfeito de tudo que era produzido,  importado e exportado;
            — Festejavam o 1o de maio[30] como data máxima do trabalhador com desfiles e manifestações populares;
            —  Estabilidade total dos preços.
         É,  pois natural que fosse assinado em agosto de 1939 [um] tratado de não agressão e outro de intercâmbio comercial entre Alemanha e União Soviética.” (Castan,  S. E. Holocausto judeu ou alemão?  6. ed. Porto Alegre:  s/ed. [1987?].  p. 46-48)
          Com a palavra uma militante esquerdista: “Muitos traços do stalinismo são semelhantes aos do nazifascismo (centralização estatal, partido único com controle total sobre a sociedade, militarização, nacionalismo, imperialismo, censura do pensamento e da expressão, propaganda estatal no lugar da informação, campos de concentração, invenção contínua dos ‘inimigos internos’), mas a diferença fundamental e trágica a entre eles está no fato de que o stalinismo sufocou a primeira revolução proletária e deformou profundamente o marxismo, marcando com o selo totalitário os partidos comunistas do mundo inteiro.”(CHAUI, Marilena. Convite à  filosofia. São Paulo: Ática,1994. p. 427). No Brasil, na década de 30, houve socialistas fascistas. (Cf. TELLES JÚNIOR, Goffredo. A folha dobrada: lembranças de um estudante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999. p. 97).
            Examinemos,  portanto,  as provas do que se afirma, levando-se em conta que “tudo que vale para a análise são as intenções que, de algum modo, ganharam forma objetiva.” (CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978. p.121).

1 - Nazismo e Marxismo são seitas.

“Bolchevismo e nacional-socialismo compartilham,  efetivamente,  uma verdadeira religião do poder,  professada do modo mais aberto possível. Para conquistá-lo e conservá-lo,  todos os meios são bons,  não só contra o adversário,  mas também contra os amigos.  Até o assassinato,  prática corrente dos dois partidos,  dos dois regimes,  dos dois ditadores.” (FURET, François.  O passado de uma ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 234) 

Nazismo: “Assim,  a Alemanha vai aproximando dos lábios o mesmo cálice que a Rússia tragou até as fezes.  E agora,  num último e violento assalto,  eles tratarão de esmagar toda crítica,  toda oposição,  ou melhor,  toda honestidade que ainda nos resta e o farão com tanto mais rapidez quanto mais claramente perceberem que as massas estão começando a compreender o evangelho nacional-socialista.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto
              Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 43)  

  “Oitenta milhões de indivíduos estão agora em marcha.  O número de nossos inimigos é mais ou menos o mesmo.  Mas estes 80.000.000 de alemães têm a melhor organização interna concebível.  Têm uma poderosa fé e eu posso dizer que não têm a pior chefia.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 
              570)

     “Para falar a verdade,  o nacional-socialismo não é um sistema político.  Pretende,  antes,  ser uma filosofia e um sistema de moral —  um Weltanschauung,  como lhe chamam pretensiosamente os nazis.” (THYSSEN,  Fritz
           Eu financiei Hitler.  Porto  Alegre:  Globo,  1942. 
           p. 247) 

     “A ‘Weltanschauung’ nazista,  ou filosofia da vida,  é em última análise um substituto da religião.
     Os nazistas fanáticos morrem murmurando o nome de Adolf Hitler.  Se ainda têm espírito religioso,  guardam o dia de seus anos na igreja,  lendo ‘Mein Kampf’  em lugar das Santas Escrituras. As notícias de falecimento,  começam com estas palavras:  ‘Morreu cheio de fé em Adolf Hitler...”
                 (LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por
                 dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional, 1944.
                 p. 17)

“Foi, contudo, no nazismo alemão que o processo de transmutação do político e do religioso atingiu níveis mais impressionantes. Talvez devido à influência do arianismo germânico em sua formação (ao contrário dos movimentos fascistas latinos que, em geral, se apoiaram também doutrinariamente na Igreja Católica), o nazismo foi um dos únicos movimentos fascistas que não apenas se apoiou nos conteúdos ideológicos e imagísticos da Igreja, mas chegou a propor sua substituição por uma nova Igreja alemã e ariana, onde a Bíblia seria substituída pelo ‘Mein Kampf’ e Cristo por Hitler.”  (BERTONHA, João Fábio. A máquina
               simbólica do Integralismo: Controle e propaganda
               política no Brasil dos anos 30. História e
               perspectiva, Uberlândia, nº 7, p. 96, 1992).

   “Ora, o estudo atento dessa crise revela que o National Sozialismus é uma pseudo-religião, sem metafística e sem transcendência, relaltivista, de finalidade puramente terrestre.” (CORREIA, Alexandre. Os mitos hitlerianos. A
                 Ordem, Rio de Janeiro, nº 8 (ano 21), p. 14, ago.
                 1941).

“N’étant plus qu’une afaire de foi et d’instinct, cette culture culmine chaque année au Congrès de Nuremberg, ce concile de la religion hitlérienne: là, se  définissent les dogmes, là sont lancées les encycliques, les excommunications et les consignes.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans.  Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 100, maio 1986.

"(...) mentre il franchismo e il governo de Vichy tentavano di inserire quest'organizzazione metaforica in una concezione cattolica generale, elemento fisso della loro ideologia,il fascismo e il nazismo adoperavano le metafore spesso anche in un senso ironico e polemico. Malgrado queste differenze troviamo dei paralleli sorprendenti: sicome la 'fede, qui una fede politica secolarizzata, ma non meno mistica, costituiva insieme al 'sacrificio'una asse vero dell'organizzazione metaforica dei regimi, troviamo una frequenza altissima di queste unità lessicali."
(ILLE, Karl. Discorso politico e glottopolitica all'epoca fascista: fascismo-nazismo-franchismo-Vichy. Lingua e stile, Bologna, ano 26, no 1, p. 24-25, 1991).

Marxismo: “Em certo e importante sentido,  o marxismo é uma religião.  Em primeiro lugar,  proporciona,  ao crente,  um sistema de fins últimos que envolvem o significado da vida e constituem critérios absolutos para o julgamento de acontecimentos e ações.  Em segundo lugar,  apresenta um guia para tais fins,  guia que implica um plano de salvação e a indicação dos males dos quais a humanidade,  ou parte escolhida, será salva.  Podemos acrescentar:  o socialismo marxista pertence ao subgrupo que promete o paraíso neste lado do mundo.  (...) Pode-se,  querendo,  dizer que a religião marxista é a falsificação da fé.”  (SCHUMPETER, 
              Joseph  A.  Capitalismo,  socialismo e
              democracia.Rio de Janeiro:  Fundo de Cultura, 
              1961.  p. 13-14)

     “(...) as teocracias laicas do mundo comunista,  onde as autoridades tomam conta do homem na totalidade.”
              (HUNTFORD,  Roland. O novo totalitarismo
               s/ed.,  s/d.,  p. 307-308)

    “O fascismo e o comunismo são pseudo-religiões; visam a moldar e modificar a personalidade de todos;  tentam imergir o indivíduo em um movimento e um objetivo comum como uma gota é imersa no oceano.” (NOVAK, 
              Michael. Tédio,  virtude e capitalismo democrático. 
              Diálogo,  Rio de Janeiro (Washington),
              24  (1) : 9,  1991.


1-A - Nazismo e Marxismo não aceitam um Deus pessoal.

“(...) não obstante, Comunismo e Nazismo, de mãos dadas, trabalham nessa obra comum de negação de Deus na sociedade e no indivíduo.”  (Registro. A ordem, Rio de Janeiro, p. 386, abr. 1937)
“O nazismo tem deuses, e o comunismo é ateu.
Entre o ateísmo e o panteísmo, a distância será tão grande? Não demonstra a História que as épocas de maior incredulidade são ao mesmo tempo as de maior superstição?
Aliás, do que vale, como barreira ao ateísmo comunista (que tem tonalidade fortemente panteísta) o panteísmo nazista?”
OLIVEIRA, Plinio Correa de.  7 dias em revista. Legionário, São Paulo,  n.º 348, 14 de maio de 1939. Disponível em:  . Acesso em: 09-01-2012.

Nazismo:“Hitler did not believe in a personal god. He believed only in the bond of blood between succeding generations and in a vague conception of fate or providence. Nor did he believe in a life after death.”
                SCHELLENBERG, Walter. The Schellenberg
               memoirs.Londres: Andre Deutsch, 1956. p.
              112)

“Caro leitor: você é de esquerda ou de direita? Calma, não sou eu que pergunto. É Paul Johnson, historiador britânico, em artigo recente para a revista ‘Spectator’. (...)
Mas o texto de Johnson criou certo ‘frisson’ com afirmação que eu julgava consensual. Afirma Johnson que é um erro considerar Hitler como um representante da direita. Hitler, para além de criminoso e genocida, era estruturalmente um socialista. E porquê? Porque Hitler consegue furar as seis regras essenciais de qualquer conservador que se preze. Primeiro: a crença num Deus omnipotente e omnipresente. Segundo: uma moral absoluta como base de qualquer sistema legal. Terceiro: a defesa de um Estado mínimo, quer em extensão, quer em ambição. Quarto: o respeito por poderes tradicionais e tradicionalmente instituídos. Quinto: um certo controlo e autocontrolo de conduta. Sexto: a procura de um equilíbrio entre o indivíduo e o Estado.


        Hitler, pelo contrário, faz o pleno: ateu, relativista, ultra-centralista, exibicionista e coletivista. Mais ainda: um conservador, para Johnson, tende a olhar para a força como o último recurso. Hitler olhava como o primeiro. Os leitores desabaram sobre Johnson. Não entendo porquê.”

(COUTINHO, João Pereira. Esquerda, direita, volver. Folha de São Paulo, 01-05-2006.
Disponível em:   .  Acesso em: 10-05-2006).
“O professor Hauer, fundador e chefe do movimento da "Fé Alemã", que tem em vista restaurar a crença nos deuses mitológicos, adorados pelos antigos povos germânicos, vinha recebendo, na sua tarefa, amplo apoio de Hitler.
Agora, porém, acaba de se demitir da ‘liderança’ de sua corrente, por verificar que ela conduzia a um ateísmo completo, e que não é outro o resultado visado pelas autoridades alemãs.
É curioso notar esta convergência do hitlerismo com o marxismo, no terreno do ateísmo. Não é a única.”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. À margem dos fatos. Legionário, no 200, 21-06-1936. Disponível em: . Acesso em 15-07-2008.
Marxismo:  “Lenin, aos 16 anos, arranca do pescoço o crucifixo que costumam trazer os jovens russos e o calca aos pés, declarando-se para sempre inimigo de Deus e da sociedade.”  (FRANCA, Leonel.  Ateísmo militante.
                Verbum, Rio de  Janeiro, t. II. fasc. 3, p. 256, set.
                 1945).

“L’enine fut um athée passionné et convaincu, et qui haïssait la religion.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 321.


2-A - Nazismo e Marxismo  têm claras vertentes esotéricas.

Nazismo: “A medieval castle near Paderborn in Westphalia was reconstructed and adapted to serve as a kind  of  SS monastery, the so-called ‘Webelsburg’. Here the secret Chapter of the Order assembled once a year. Each member had his own armchair with an engraved silver name-plate, and each had to devote himself to a ritual of spiritual exercises aimed mainly at mental concentration. (…) [Himmler] was brought up in the strictest observance of the Catholic faith but soon drifted away from the Church,  possibly out of hatred of his despotic fater, though not until after his father’s death did he dare to leave the Church.”
                      (SCHELLENBERG,Walter. The
                      Schellenberg   memoirs.Londres: Andre
                      Deutsch, 1956. p.  33)

“Bref, c’est l’apologie du ‘dynamisme vital’, des forces les plus irrationnelles. Aussi voit-on refleurir une littérature d’une remarquable médiocrité, conscrée au spiritisme, à la  chiromancie, à la métempsychose, aux ‘sciences occultes’ – littérature qui connaît alors une vague extraordinaire.  Les nazis soutiennet d’autant plus cette littérature de l’irrationnel que leur propagande cherche à toucher le coeur et les tripes d l’individu, et non à developper son sens critique: (...).”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 98, maio 1986.

Marxismo: “Os setenta anos de ateísmo oficial da ex-União Soviética não anularam o milenar misticismo nem o gosto pelo mistério do povo russo..  De acordo com a revista inglesa The Economist,  já Lênin e Stálin consultavam discreta e regularmente videntes e ficou famosa a influência que a maga Djuna exercia sobre o colecionador de medalhas e de automóveis estrangeiros,  Brejnev.”  (RIBEIRO, Leo Gilson.  Janelas abertas. Caros Amigos,  São Paulo, 11 : 8, fev. 1998)
               
2 - Nazismo e Marxismo apresentam um cerimonial idolátrico

 “Talvez a mais clara semelhança entre as sociedades secretas e os movimentos totalitários esteja na importância do ritual. As marchas na praça Vermelha em Moscou  são,  nesse ponto,  tão típicas quanto as pomposas formalidades do tempo do nazismo em Nurembergue.  No centro do ritual nazista estava a chamada ‘bandeira de sangue’,  e no centro do ritual bolchevista está o corpo mumificado de Lênin,  ambos impregnando a cerimônia com um forte elemento de idolatria.”
       (ARENDT,  Hannah.Origens do totalitarismo.   São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 427)
"Na Alemanha, o caráter da encarnação política de Hitler deu origem às representações teatrais do nascimento do Führer nas aldeias católicas, onde antes existia o costume de levar à cena a representação do nascimento de Jesus Cristo.
   As escolas iugoslavas substituíram o quadro célebre de Belém que apresentava em exergo''No começo era o Verbo',  pelo retrato do Marechal Tito, rebarbativo e de capacete, com a legenda: 'No começo era Tito'.  
    Todos esses movimentos acusam muitas outras semelhanças surpreendentes."
(CARVALHO, A. Vaz de. Ausência do Cristianismo. Brotéria, Lisboa, v. 72, no 2, p. 141-142, fev. 1961).


Nazismo:  “No início,  para despertar o sentimento de vinculação,  de ‘comunidade’,  o partido começou a enfatizar,  acima de qualquer outra coisa,  a importância do ritual e da propaganda — as bandeiras,  as insígnias,  os uniformes,  a pompa,  as saudações padronizadas,  as declarações de lealdade e a interminável repetição de slogans. O nazismo foi um culto.” (EKSTEINS,  Modris. A sagração da  primavera: 
              a grande guerra e o nascimento da  era moderna.
              Rio de Janeiro:  Rocco, 1991. p.  395)

     “Os homens que morreram durante o ‘putsch’ da cervejaria,  em Munich,  em 1923 e que fracassou,  transformaram-se nos santos do movimento.  Dois templos foram erguidos em homenagem a eles,  e anualmente,  a nove de novembro,  faz-se um cerimonial diante daquelas relíquias e que mais parece um rito religioso.
     O mais sagrado símbolo desse movimento é a bandeira ensangüentada que vem na frente do cortejo,  e que assistiu ao ‘putsch’ de 1923.
      Estive também junto ao Führer alemão na convenção de Nuremberg e assisti ao batismo das novas bandeiras que ele doou ao movimento.  Pegou na bandeira ensangüentada,  símbolo do golpe fracassado de 1923,  e com ela tocava reverentemente as nove [novas?] bandeiras,  com um cerimonial verdadeiramente religioso.
     Determinou que o hino composto pelo estudante berlinense,  Horst Wessel,  um dos ‘mártires’ do movimento nazista,  fosse adotado como o hino nacional.”  (LOCHNER, 
                 Louis P.  A Alemanha por  dentro.  São Paulo: 
                 Cia. Editora Nacional, 1944.  p. 16)

     “(...) a mixórdia de adoração de ancestrais teutônicos e o culto da natureza que atendia às necessidades espirituais da elite nazista.  A característica mais pronunciada deste Novo Paganismo era a rejeição de quase todos os aspectos do cristianismo,  das virtudes da humildade e caridade ao simbolismo da cruz.”   (GRUNBERGER,  Richard.  A
              história da SS. 2.ed.  Rio de Janeiro:  Record, s/d.
              p. 41)

     “(...) Barbarossa.  A princípio marcada para 15 de maio,  agora não seria desencadeada antes de 22 de junho de 1941,  já bem adiantada no verão.   Mas esta era a data do solstício do verão,  festa liturgicamente sagrada por Himmler.  À meia-noite de 21/22,  ao longo de toda a fronteira russa,  os SS devotamente acenderam suas velas místicas,  horas antes do início da hecatombe.”  (KEEGAN,  John.  Waffen SS –
             Soldados da morte.Rio de Janeiro: Editora Renes,
             1973. p. 69)
“Le fascisme, bien qu’il ne s’intéresse au fond qu’à un culte, le sien propre, se complaît à faire des concessions à la vieille religion traditionelle, dont il a besoin pour parachever et consolider la conquête des masses.” (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 22)

“Dans um essai – Wotan –  paru en 1936 et devenu très vite célèbre en Allemagne, Carl Gustave Jung a, certes, le mérite de traiter d’un aspect bien réel du national-socialisme, à savoir   la reprise par ce dernier d’une mythologie et d’un rituel germanique préchristiens.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 106-107, maio 1986.

“Sobretudo na criação de atos performáticos exprimidos através do rito anual comemorativo da derrota da revolta de 1923 e a veneração dos ‘testemunhos de sangue’ ou ‘mártires do movimento’ possuidores de relíquias próprias, os Nazistas copiaram os ritos e a liturgia católica pós-tridentina. (...) A elevação do herói nacional à categoria mártir sacro, a qual imita o simbolismo pós-tridentino e é uma ação absolutamente profana, é chamada por Peter Reichel de ‘aparência bonita’ (schöne Schein).”
BAUMGARTEN, Jens. Violência e imagem: Aspectos da norma do excesso na arte romana e na historiografia. Revista Tempo Brasileiro, no 169, p. 231, abr./jun. 2007.

“He [o filho de Hess] would also bear the names of his two godfathers, Adolf and Karl  (both Hitler and Professor Haushofer would attend the bizarre Nazi ‘naming ceremony,’ in which earth and water from every Gau in Germany was sprinkled on the infant, a few weeks later).
IRVING, David. Hess: the missing years 1941-1945. Focal Point Edition 2010, p. 38.  Disponível em: . Acesso em: 08-05-2013.

Marxismo:  “Em Moscou também se casa aos sábados. (...) Os noivos e os padrinhos tomam um daqueles velhos carros pretos todo enfeitado com flores e tiras de papel e se dirigem até a Praça Vermelha.  Ali iniciam um ritual que começa com a colocação de flores junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido e termina com nova deposição de flores numa solene visita ao Mausoléu Lênin onde está exposta à visitação pública a múmia do maior ídolo soviético,  Vladimir Ilich Ulianov,  o Lênin,  fundador  do Estado soviético,  mítico e cultuado herói da revolução russa.  (...)  É certo, nem todos os casais se entregam a esta contemplação ideológica.  Mas ela já está disseminada a ponto de ter se transformado num costume mecânico  (...).”   (COSTA,  Caio Tulio.  Todo sábado,  revoada de branco na Praça Vermelha. Folha de São Paulo,  28-10-1984. p. 18, 2o caderno) 

    “Verifica-se na Rússia Soviética contemporânea que a vida dos cidadãos,  desde o nascer até o morrer,  é acompanhada por ritos cívicos,  que apresentam grande semelhança com  os ritos religiosos e despertam,  a sem modo,  o senso místico dos participantes.  Também as grandes festas do calendário nacional,  a transição das estações do ano,  a celebração dos heróis do país... são ocasião de cerimônias bem significativas.  — A seguir,  examinaremos a origem e a inspiração fundamental de tais ritos,  e exporemos o desenrolar dos principais dentre eles.
(...).”   ( Os ritos soviéticos.  Pergunte e responderemos.
                   Rio de Janeiro,  292 : 35-40,  set. 1986)

   “A Ucrânia lidera o movimento,  tendo instituído complicados ‘ritos socialistas’ para  assinalar as datas importantes da vida de um cidadão,  que vão do nascimento até o casamento e a morte.  (...) Na medida em que decorre a sua vida,  os cidadãos devem ir ao palácio dos acontecimentos festivos para celebrar o primeiro e o último dia de aula;  o recebimento de um passaporte interno — ou documento de identidade — aos 16 anos;  o primeiro emprego,  simbolizando o seu ‘ingresso na classe trabalhadora’;  o casamento;  a incorporação ao Exército;  as bodas de ouro;  e por ocasião da morte.”  
                   (SCHMEMANN, Serge.  Os rituais
                    “religiosos” dos cidadãos comunistas.  O
                    Estado de São Paulo, 16-3-1983,  p. 8)

"Voici le club des ouvriers où je retrouve, bien entendu, de nombreuses effigies de Lénine et aussi le classique coin Lénine, sorte d'iconostase soviétique que préside un portrait du maître de la révolution, illuminé par une projection életrique... L'endroit est solennel et triste. Seuls les 'purs' le fréquentent en ayant soin de se découvrir dès qu'ils approchent."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 65.

3 - Nazismo e Marxismo são inimigos das religiões

“(...) tombaram diante do perfil de certas exterioridades, hipervalorizaram semelhanças organizacionais e restringiram toda preocupação analítica em estabelecer a identidade funcional das duas manifestações ideológicas. Escapou-lhes conseqüentemente a natureza real do integralismo, uma vez que nem inimigos comuns, nem papéis idênticos por si sós conduzem à compreensão de uma ideologia, visto que, apesar da identidade dos inimigos, as finalidades do combate podem ser distintas, e distintas também as gêneses que as determinam.” (CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978. p. 60).

“Poder-se-ia também aprovar as tentativas da Nomenclatura para fazer cessar certas infrações à moral pública,  se o efeito obtido tivesse relação com os resultados negativos,  nesta matéria,   da filosofia bastante laxista de Lenin e dos golpes que ele aplicou à religião.  Há uma semelhança espantosa que se constata entre esta atitude da Nomenclatura e as tentativas de Hitler para impor uma imagem  ‘sadia e intacta’ do nacional-socialismo.” (VOSLENSKY,  Michael.  A nomenklatura. Rio de Janeiro,  Record,  1980. p. 389)  

Nazismo: “Não podemos esperar que nossos arquitetos nacionalsocialistas’,  disse ele [Hitler],  ‘projetem uma igreja,  assim como ninguém pode conceber um estádio gótico.  Não podem projetar um edifício religioso porque este é incompatível com o espírito nacionalsocialista.  Não precisamos de edifícios religiosos,  precisamos de campos de desfiles. Em nossa opinião,  nada se ganha com prédios religiosos.” (WYKES, Alan.  As reuniões de Nuremberg.
               Rio de Janeiro:  Ed. Renes, s.d. [l978?], p. 21)

     “(...) e Hitler — fato curioso — embora abominasse a religião cristã,  sabia perfeitamente recorrer àquelas imagens bíblicas,  velhas como o tempo,  quando falava sobre a sorte dos judeus.”    (COHN,  Norman. A conspiração mundial
           dos judeus: Mito ou  realidade? São Paulo:  Ibrasa,
           1969, p. 190)

     “(...) los exégetas del nazismo no dejaron duda acerca de su alejamiento del cristianismo.  No podía,  en verdad,  ser de outra manera.  Habría sido sumamente dificil conciliar la teoría u la práctica nazi com los principios cristianos.  Se hizo, en cambio,  gran énfasis en el culto,  a medias estético y religioso,  de la mitología germana.  De ahí el auge de las óperas de Wagner,  en armonía com las inclinaciones musicales del próprio Hitler.” (MONTENEGRO,  Walter. 
                Introducción a las doctrinas político-
                económicas.México:  Fondo de Cultura
                Económica,   1956. p. 203)

    “De um certo modo as ‘Escolas Adolf Hitler’  são uma boa idéia. Os meninos familiarizam-se com todos os aspectos da vida;  um pouco de trabalho duro,  um pouco de escrituração comercial e vendas,  bastante de militarismo e todas as formas de esporte.  Mas a disposição de educação que há sob isso é perversora.  Eeles são ensinados a acreditar na superioridade alemã sobre todos os outros povos,  são doutrinados rigorosamente com a idéia racial,  aprendem a odiar o cristianismo como religião e como norma de valores,  e a acreditar na divindade do Fuhrer.”
              (SMITH, Howard K. O último trem de Berlim
              Rio de Janeiro: Empresa Gráfica O Cruzeiro, 1943. 
              p. 364-365)

“O livro de Rosenberg, em contrapartida, constitui um dos mais célebres acompanhamentos teóricos desse programa. Ele não foi o único e, de resto, não foi aceito sem restrições por todos os nazistas (especialmente na sua virulência anticristã). Mas a sua leitura foi praticamente obrigatória e a edição que utilizamos, de 1934, é a de número 42 e correponde a 203 mil exemplares...” (LACOUE-
               LABARTHE, Philippe & NANCY, Jean-Luc. O
               mito nazista. São Paulo: Iluminuras, 2002. p.  47)

“Le Parti admet une sorte de ‘christianisme positif’, sans se lier à aucun dogme déterminé. Il se propose de combattre ‘le matérialisme juif’. Toute la vie religieuse sera subordonné à l’intérêt de l’Etat.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 195.

"Hitler não era ateu, mas, com toda a evidência, não era católico. Era um gnóstico, firmemente empenhado em remodelar o Evangelho e realizar o Juízo Final terrestre sem esperar pelo celeste. Para isso era preciso, dizia ele, 'esmagar a Igreja Católica como se pisa num sapo'."
             CARVALHO, Olavo de.  Falta de educação. Diário
             do Comércio, 24-12-2010. Disponível em:
             
             101224dc.html>. Acesso em: 05-01-2011.

“Apesar de todas as proclamações de importância da religião, o renascimento espiritual pregado pelos nacional-socialistas tinha pouco a ver com as Igrejas Católica ou Luterana. A ênfase nazista sobre nação, raça, mito e ritual nórdico, além das críticas ao indevido humanitarismo cristão, com sua defesa dos fracos e dos pobres, inevitavelmente criaria atritos com as Igrejas.”
STACKELBERG, Roderick. A Alemanha de Hitler: origens, interpretações, legados. Rio de Janeiro: Imago, 2002. p. 193.

Marxismo:“¿Cuales eran las principales manifestaciones, supervivencias y vestigios del régimen de la servidumbre en Rusia en 1917? La monarquía,  la división en estamentos,  las formas de propiedad y de usufructo de la tierra, la situación de la mujer,  la religión,  la opresión de las nacionalidades.”
     “Hemos luchado  y luchamos de verdad contra la religión.” (LENIN,  V. I. Acerca de la gran revolución
          socialista de octubre.  Moscou:  Editorial Progresso,
          1976,  p. 330 e 331)

     “A educação religiosa das crianças,  nos anos 20,  passou a ser qualificada como um delito,  abrangido pelo artigo 58-10,  isto é,  como agitação contra-revolucionária!”
          (SOLJENÍTSIN,  Alexandre.  Arquipélago Gulag
          4. impres., São Paulo:  DIFEL,  1976.  p. 48).

     “Em seguida o Comissariado do Povo da Justiça,  na data de 25 de agosto de 1920,  emitiu uma circular acerca da liquidação de todas as relíquias em geral,  pois eram elas que dificultavam,  precisamente,  a marcha radiosa para a nova sociedade justa.” (SOLJENÍTSIN,  Alexandre. 
           Arquipélago Gulag.  4. impres., São Paulo:  DIFEL, 
           1976.  p. 317).

“Segundo fontes eclesiásticas, 2.691 padres, 1.962 monges e 3.447 freiras foram mortos em 1922.”(COURTOIS,
                 Stéphane et alii. O livro negro do comunismo.
                 Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 155)

“O marxismo combate e deve combater a religião, como combate a propriedade privada, a existência da buruesia, a sodidade de classes.” (FRANCA, Leonel.  Ateísmo
                 militante.Verbum, Rio de  Janeiro, t. II. fasc. 3, p.
                 257, set. 1945).

 “O Comunismo é inimigo de toda religião, especialmente da Igreja de Deus. Isto, entretanto, não os impede de tornar-se amigos da Igreja, se eles considerarem este procedimento útil aos seus propósitos.”
SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento.Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 13.

"Sobre este último escríbia [Lenin] en 1908: 'Las contradicciones en las obras, las opiniones, las enseñanzas  y la escuela de Tolstoi son notorias. De una parte está el escritor genial, autor de incomparables cuadros de la vida rusa, ya clásicos en la literatura universal; de otra tenemos al terrateniente aristócrata y su irracional beatería. Aquí, el más sabio realismo y ¡fuera máscaras!: allá, la prédica de lo más infame del mundo – la religión –, las tentativas de sustituir el clero oficial por un sacerdocio de convicción moral y cultivar así una modalidad refinada y odiosa de cura de almas'."
RODRÍGUEZ, Miguel J. Lenin y la literatura: un revolucionario típico. Historia y Vida, Barcelona, no 307, p. 72, out. 1993.

"O combate contra a religião efectua-se, quanto ao essencial, na URSS, de três modos: pela retirada do seu fundamento económico, portanto de uma maneira económica direta, pela propaganda anti-religiosa, portanto de uma maneira ideológica directa, e pela elevação do nível cultural das massas, de uma maneira ideológica indirecta, portanto."
REICH, Wilhelm. Psicologia de massa do  fascismo. Porto: Publicações Escorpião, 1974. p. 152.

"Desde 18 de Dezembro de 1917, a gestão do estado civil passou para os serviços soviéticos. No comissariado popular para a justiça, criou-se um departamento de liquidação que empreeendeu a liquidação das propriedades da Igreja. No mosteiro de Troitskiy-Lavra, por exemplo, instalou-se uma academia para o departamento electrotécnico do Exército Vermelho e um instituto de pedagogia técnica."
REICH, Wilhlelm. Psicologia de massa do  fascismo. Porto: Publicações Escorpião, 1974. p. 155.

"Vous êtes un papa croyant ou simplement raditionaliste? Vous voudriez que votre petit garçon fît sa première communion?... Mais votre petit garçon, fidèle lecteur du journal Bezbajnick (le Sans Deu), que lui fournit régulièrement son maître vous répond par un 'Non!' sans réplique. N'insistez pas: vous risquez tout simplement d'être déchu de la puissance paternelle pour l'avoir exercée abusivement. Laissez venir aux soviets les petits  /p. 204/ enfants. Que leur volonté soit faite! Quand votre fils aura dix-huit ans, il choisira entre tous les diexu et l'athéisme préconisé para les trois organisations juvéniles: les Octobriens, les Pionniers et les Jeunesses communistes."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 204-205.


4 - Portanto,  Nazismo e Marxismo são anticatólicos.

" Começamos por não saber, verdadeiramente, o que o católico deve recear mais, se o ateísmo radical da Rússia, se o paganismo do Sr. Rosenberg. O primeiro é cruamente materialista na sua essência, amoral nas suas conseqüências, brutal no seu método. Na doutrina como na prática, representa um extremo oposto ao catolicismo. O paganismo do Sr. Rosenberg pelo contrário, não é ateu e, em certo sentido, dir-se-ia até que não é brutal. Mas afirma deuses falsos, e uma religião cuja prática conduz a conseqüências políticas e sociais exatamente idênticas às do comunismo."  (OLIVEIRA,  Plinio Correa de. À margem do hitlerismo... Legionário, no  267, 24 de outubro dde 1937. Disponível em: < http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG%20371024_Amargemdohitlerismo.htm >. Acesso em: 10-07-2009)

"No fundo, a verdade é exclusivamente esta: comunismo e nazismo nada mais são que duas expressões diferentes do espírito pagão de nosso século. (...) Na Rússia, uma comunista de 38 anos, Anna Nikolajewona Wasilschuk,  recebeu do governo o diploma de professora de ateísmo pela sua obra  'A Igreja, sustentáculo do imperialismo mundial', saturada de ódio ao Catolicismo. Na Alemanha, o prêmio Goethe, instituído por Hitler em substituição ao prêmio Nobel que os alemães estão proibidos de receber, foi concedido a Gustavo Freussen, autor do livro:  'Der Glaube der Nordmark'  obra de apologia do neo-paganismo germânico e de feroz ataque ao catolicismo. Diversidade de pretextos para atacar a Igreja mas, no fundo, a mesma coisa." (OLIVEIRA, Plinio Correa de. 7 dias em revista. Legionário, no 295, 08-05-1938. Disponível em: . Acesso em 31-01-2010).

"Plínio Corrêa de Oliveira via no desenvolvimento da guerra a confirmação da antiga tese do Legionários sobre a ambígua relação que unia os dois inimigos-irmãos: a Alemanha nacional-socialista e a Rússia comunista. Apontava nestas relações um nexo que ia muito além de uma convergência de interesses políticos ou diplomáticos,  mas tocava no fundo recôndito da grande questão do século XX: a luta mortal entre a Igreja Católica e os seus inimigos, animados por um ódio de morte em relação à Civilização Cristã.”   (MATTEI, Roberto de. O cruzado do século XX – Plínio Corrêa de Oliveira. Porto: Civilização, 1997. p. 101-102).

“Alguns poderiam nos censurar: ‘Quem os autoriza a dizer o que é o Bem e o que é o Mal?’
Segundo critérios que lhe são próprios, é exatamente esse o efeito pretendido pela Igreja Católica quando, com poucos dias de intervalo, o Papa Pio XI condenou, em duas encíclicas distintas, o nazismo — Mit Brennender Sorge, de 14 de março de 1937 e o comunismo — Divini Redemptoris, de 19 de março de 1937.” (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro                   negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 43)          

“Todos são inimigos do Deus cristão, pois o comunismo se organiza militarmente contra Deus e o nazismo procura criar uma nova religião da raça e do sangue, valorizando os deuses ancestrais do germanismo pagão.” (COUTINHO, Afrânio. O Cristianismo deante dos fascismos e do comunismo.  A Ordem, Rio de Janeiro, nº 5, p. 47, maio de 1939).
                                                 

 Nazismo: “No âmbito de seus colaboradores políticos,  quando estava em Berlim,  Hitler manifestava-se duramente contra a Igreja.  No entanto,  empregava um tom menos agressivo,  na presença de mulheres,  sendo esse um dos muitos exemplos de suas cautelas em manifestar seus pensamentos de acordo com as pessoas que o ouviam. (...) Também ele continuaria na Igreja Católica, embora não tivesse nenhum vínculo espiritual com ela. E assim continuou até o suicídio.”
             SPEER,  Albert. Por dentro do III Reich.  Os
             anos de glória. 2.ed. Rio de Janeiro: Artenova,
             1971. p. 95.

    “Hitler, católico romano por formação,  mas havia muito afastado da Igreja,  (...).”   (WYKES, Alan.  As reuniões de
              Nuremberg. Rio de Janeiro:  Ed. Renes, s.d.
             [l978?], p. 54)            

" Whatever Hitler learned in Vienna changed him drastically. Previously a devout Catholic choirboy who had considered becoming a priest, he became openly antireligious and has even been accused of  dabbling in Satanism. "
MARRS, Jim. Rule by secrecy. p. 160. Disponível em: . Acesso em: 28-08-2009.

     “Na opinião de Bormann,  a luta contra a Igreja era um dos recursos,  indubitavelmente necessários,  para animar-se a ideologia do partido,  já descurada.  Bormann era a força impulsora daquela orientação anticlerical,  o que se evidenciou várias vezes no decurso das reuniões. Não há dúvida de que as vacilações de Hitler se explicariam   pela expectativa do momento propício para desfechar aquela luta. (...) Às vezes , [Hitler] dizia:
    — Quando eu tiver solucionado todas as outras questões,  ajustarei contas com a Igreja.”  (SPEER,  Albert. Op. cit. p. 120-121)

    “Na primavera de 1933 Hitler comenta com seus amigos íntimos: ‘O fascismo pode,  se quiser,  concluir sua paz com  Igreja.  Também eu o faria.  E por que não?  Isto não me impedirá de extirpar o cristianismo da Alemanha...’.” 
                (ALEOTTI,  Luciano.  Hitler.  São Paulo: 
                 Melhoramentos,  1975. p. 91)

"Telegramas da Alemanha nos informam que o Sr. Hitler acaba de se reconciliar com o Marechal von Ludendorf. Este último é o chefe do movimento pagão e ateu na Alemanha. Para captar a confiança dos católicos, Hitler se manifestou publicamente em desacordo com a campanha atéia do Marechal. Brigaram por isto. Muitos católicos aplaudiram freneticamente Hitler por esta razão. E acharam arqui-demonstrado que ele era o salvador da civilização.
Hitler, porém, muito sorrateiramente, começou a dar forças ao movimento que aparentemente condenava. E foi tão longe neste ponto que chegou a se incompatibilizar com a Igreja.
Agora, reconcilia-se com Ludendorf. E todo o mundo vê que sua briga não tinha sido senão “tapeação” para “despistar” os católicos.
Não será esta lição aproveitável para católicos de outros países?
(OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. 7 dias em revista. Legionário, no 238, 04-04-1937. Disponível em: . Acesso em: 25-04-2009.


     “The closing years of Pius IX’s episcopate were darkened by the shadow of Prussia.  The Kulturkampf, which  was Bismarck’s project,  began with the expulsion of the Jesuits and ended  ‘by subjecting the training of priests to the will of the State’.  What Bismarck began,  Hitler completed:  for seventy years the attack of German paganism on Christendom was to be continual.”
             FREMANTLE,  Anne. The papal encyclicals. New
            York:  Mentor-Omega,  1963. p. 154.

     “In Germania,  Status,  quamvis cum Pio XI concordatum inierit (20. jul. 1933),  Catholicos jura sua vindicantes injuste et crudeliter opprimit,  R. Ecclesiam tanquam ‘negativum vel politicum Christianismum’ odit e quamdam generis (race) et sanguinis ‘nordici’ divinisationem omnibus modis praedicat.”  (Nota: Hanc paganam theoriam exponit D. Rosenberg,  in libro Der Mythus des XX Jahrhundert,  Munich,  quod reprobavit Cong. S. Officci, 19 jul. 1935)  (TANQUEREY,  Ad. 
              Theologiae dogmaticae fundamentalis. 24. ed.
              Parisiis:  Desclée et Sociis, s/d. [1937?],  p. 528.

     “Não acho certo uma luta agora contra a Igreja.  O melhor é deixar que o Cristianismo acabe sozinho.”  (Sic.
           Veja,  São Paulo, 602 : 49,  19-março-1980.
            Transcrição de  monólogos de Hitler,   entre 1941 e
            1942)

“Hitler contou para os comensais do seu quartel-general, durante a guerra, que tivera ocasião de manifestar entre aplausos de seus colegas daquela escola [de Linz] seu espírito de livre-pensador, com observações que confundiam tanto seu professor de religião, Sales Schwarz, que este não sabia como retrucar.”
               FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: 
               Nova  Fronteira, 1976. p. 39.

     “(...) [Hitler]  manifestava seu horror à ‘estúpida burguesia’,  a ‘essa súcia de porcos’ do Vaticano,  ou ao  ‘insípido céu cristão’, (...).”    
                FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: 
                Nova  Fronteira, 1976. p. 797)

     “On July 25,  five days fater the ratification of the concordat,  the German government promulgated a sterilization law,  which particularly offended the Catholic Church.  Five days later the first steps were taken to dissolve the Catholic Youth League. During the next  years thousands of Catholic priests,  nuns and lay leaders were arrested,  many of them on trumped-on charges of ‘immorality’  of  ‘smuggling foreign currency’.”  (SHIRER, 
           William L. The rise and fall of the Third Reich.
           First Crest printing,  New York: Fawcett Library, 
           1962.  p. 325)

     “In Austria,  for instance,  the Benedictines,  the Franciscans,  and the Capuchins were dispossessed and deported.  The buildings were confiscated.  The monks are given a time limit of between twelve to twenty-four hours within which to arrange all their affairs and leave. They are allowed only their personal effects and sums of money of about ten dollars.” (EBENSTEIN,  William.  The Nazi
          state. New York:  Farrar & Rinehart, 1943. p. 223).

    “Não podemos admitir que esta autoridade [a do governo],  que é a autoridade do povo alemão,  seja atacada por qualquer outro poder. Isto também se aplica a todas as Igrejas.  Enquanto se ocuparem com os respectivos problemas religiosos,  o Estado não se imiscuirá nos negócios eclesiásticos. Mas logo que,  seja por cartas,  encíclicas,  seja de qualquer outra maneira pretenderem arrogar-se direitos que só pertencem ao Estado,  as obrigaremos a voltar para a sua própria atividade espiritual e pastoral.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto
              Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p. 314)

     “Teoricamente,  pelo menos,  e apesar da hostilidade aos livros sagrados,  a mocidade hitleriana tinha liberdade religiosa. Entretanto,  sempre que era possível,  empregavam-se os mais diversos meios para afastar a juventude da religião.  O Deus dos Hohenzollern não salvara a Alemanha da derrota em 1918.  Se fosse possível adorar Deus,  seria um Deus germânico a cuja idéia Hitler se encontrasse estreitamente associado.” (HENDERSON, 
               Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa, 
               Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 92) 

    “Claus [Stauffenberg] não freqüentava a igreja com regularidade,  mas insistiu para que seus filhos fossem criados como católicos e após a ascensão dos nacional-socialistas ao poder,  que olhavam malevolamente os religiosos,  fez questão de frequentar a igreja em uniforme.”
               (GRABER,  Gerry.  Stauffenberg. Rio de Janeiro: 
               Editora  Renes,  1977.  p. 41)  

     “À medida que o regime se tornava mais autoritário,  os choques aumentaram até que em janeiro de 1935 os nazistas lançaram um ataque em massa contra a Igreja Católica,  procurando destruir sua imprensa,  sua organização educacional,  suas associações e até mesmo a influência dos padres sobre os fiéis. (...) De forma geral os nazistas prenderam e mantiveram em campos de concentração 3.643 sacerdotes,  341 monges,  389 noviços e 1.117 freiras.  Destes,   2.517,  inclusive 4 bispos,  sucumbiram a torturas ou foram executados.” (FRIEDRICH,  Carl J. &
               BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e
                autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965.
               p. 231 e 234)

     “Durante toda a campanha nazista contra o catolicismo político o Schwarze Korps [jornal da SS] publicou violentas denúncias de desmandos sexuais e financeiros nas instituições monásticas.”   (GRUNBERGER,  Richard.  A
              história da SS. 2.ed.,  Rio de Janeiro:  Record, s/d.
              p. 37)  

“It had been realizade that the SS would have to offer more to the students of a university town than merely marching and drill and I was presently assigned to the task of conducting indoctrination talks and giving lectures, mostly of an historical nature, dealing with the development of Germanic law and at the same time directly attacking the Catholic Church. (…) It was my first lecture, to which I gave an outspoken anti-Catholic bias, that first aroused the attention of the chief of the SD, Reinhard Heydrich.”
               (SCHELLENBERG, Walter. The Schellenberg
               memoirs.  Londres: Andre Deutsch, 1956. p. 22)

“[Kurt] Ludeck había ido a visitar a Hitler en Munich a fines de septiembre [1932], y después de pasar una tarde en su compañiía en el departamento de Fuehrer en Munich y escuchándole denunciar la influencia del Catolicismo, le acompñó en automóvil a Potsdam, donde la Juventud Hitleriana iba a celebrar su gran desfile.”   (BULLOCK,
              Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed.
              México: Grijalbo, 1959, t. 1. p. 192)

“Os Judeus, os socialistas, os franco-mações, os católicos, a República de Weimar, eram seus inimigos comuns.” 
                  (GOSSET, Pierre &  GOSSET, Renée. Hitler. 2.
                  ed. Lisboa:  Aster,  s.d. v. 1, p. 66)

“Surge en estas charlas [conversas à mesa] su antigua mofa de las doctrinas cristianas, que Hitler rechaza calificándolas de tentativa del vencido en la lucha por la existencia para encadenar al fuerte; surge también su antigua fe en la fuerza, como factor decisivo de la política y como base del Nuevo Orden Europeo que él estaba fundando; (...).” (BULLOCK,
              Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed.
              México: Grijalbo, 1959, t. 2. p. 618)

“Reclamamos la vuelta al paganismo en Europa, en base a la recuperación de los valores que le son propios a los pueblos arios. Rechazamos a la iglesia católica judía como un enemigo de nuestra raza, que ha trabajado siempre al servicio de sus "hermanos mayores", el Judaísmo Internacional y en sus planes de destrucción de la Raza Blanca. Una iglesia, manipuladora, conspiracionista y asesina, venida de Asia hace dos mil años, e impuesta en Europa a sangre y fuego, que ha trabajado siempre al  lado del  poder.”  (Manifiesto. Resistencia Aria
                Nacionalsocialista. Disponível em:
              
               manifiesto/manifiesto.htm>. Acesso em 25-03-
               2005.

“Em face da religião, o nazismo declara-se abertamente anticristão.” (FRANCA, Leonel. Catolicismo e
                    totalitarismo.Verbum, Rio de   Janeiro, t. I.
                    fasc. 3/4, p. 214, dez. 1944). 

“O decênio que vai de 1935 até ao fim do regime caracterizou-se pela crescente exacerbação da luta anti-religiosa, com a supressão progressiva das escolas, das instituições e da imprensa católica, e com a difamação sistemática dos princípios e das instituições da Igreja.” (MATTEI, Roberto de. O cruzado do século XX. Porto: Civilização, 1998. p. 81).

“Adolf Hitler, looking for a mythology to fit the new German state, rejected Christianity as a Jewish disease.”
(DIMONT, Max I. The indestructible Jews. New ed. New York: New American Library, 1973. p. 50).

“Toda a miséria de 1933 para cá deve ser levada à conta das teorias deste visionário demoníaco [Nietzsche]. Não conseguiu a destruição do Cristianismo como planejava, mas conseguiu uma aversão intrínseca e completa às idéias sobrenaturais, a Deus, à salvação da alma, e à Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana.”
(BORROMEU, Carlos. E com Nietzsche a tragédia começou... Vozes, Petrópolis, ano 51, no 2,  p. 137, 1957).

“Hitler, desde 1935, movimentou a tremenda máquina publicitária do nazismo contras as escolas confessionais, até sua total extinção.”
(SCHERER, Vicente. Discurso sobre a orientação materialista e ateísta do Ensino Nacional. Vozes, Petrópolis, ano 52, no 4, p. 309, 1958).

“Noticiam os telegramas da Alemanha que a Santa Sé se opõe ao estabelecimento de qualquer  ‘ modus vivendi’, entre o regime nazista e os católicos, enquanto o Partido Nacional Socialista não definir um artigo de seu programa, em que estabelece a compatibilidade entre a doutrina hitlerista e o cristianismo.
Realmente, a palavra ‘Cristianismo’  tem recebido as mais diversas interpretações, das quais uma é a do famoso “Cristianismo positivo”, cristianismo alheio a qualquer diferença de crenças ou confissões cristãs, e superior, portanto, à autoridade religiosa de Roma.
É à sombra dessas interpretações que se tem afirmado a incompatibilidade entre o Catolicismo e o Nazismo, nos arraiais hitleristas, e se tem perseguido e reduzido ao cativeiro inúmeros elementos exponenciais da vida religiosa alemã. (...) Os telegramas vindos da Alemanha insistem em que as recentes prisões de católicos foram efetuadas por  ‘se terem eles aliados aos comunistas para preparar um atentado contra a segurança do Estado nacional socialista’.
Os cristãos foram acusados, nos primeiros séculos da Igreja, por terem incendiado Roma, a despeito de serem os mais pacíficos dentre os cidadãos romanos.
Hoje, são acusados de comunistas, a despeito de serem os homens mais anticomunistas do mundo.
Nero ressuscitou. Hoje, chama-se ele Hitler.”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. À margem dos fatos. Legionário, no 191, 16-02-1936. Disponível em: . Acesso em: 14-07-2008.

“Com efeito, o vento gélido de nacionalismo pagão que soprou sobre a Europa totalitária estendeu-se até o Oriente. Se a adoração do solstício, ou de velhos deuses germânicos de eras passadas podia reviver na Alemanha, por que se envergonhariam os japoneses, os chineses, os hindus, os árabes, de suas antigas crenças?”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Neo-paganismo. Legionário, no 574, 08-08-1943. Disponível em: . Acesso em: 17-12-2012.

[Rosenberg]: “Dogmes absurdes que ceux de la Trinité et de l’ Immaculée Conception. Idée lamentable que celle du péché originel et de la grâce, fondement de l’humilité chrétienne, opposée si radicalment au racisme, à sa fierté aristocratique e à sa religion de l’honneur. Brisant la résistance des peuples par le dogme du péché, Rome a réussi à recouvrir et à détourner le courant de la Volonté allemande. Quant à la Papauaté, comment croire que Jésus-Christe ait fondé son Eglise sur saint Pierre, qui n’eut jamais la primauté sur les autres Apôtres ? La généalogie des Papes est sans valeur. Leur pouvoir n’a qu’une origine légendaire. Accordera-t-on le moindre crédit aux Décrétales pseudo-isidoriennes? L’infaillibilité n’est qu’une sornette.” /p. 202/ “Rosenberg fait ici chorus avec Hitler, tour en admirant  la R’eforme comme un mouvement de protestation germanique qui illus’tre l’âge ‘héroïque’des nationalités européennes.”  /p. 203-204/
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 202 e 203-204.

"Fin da subito il governo nazionalsocialista procede agli arresti di oppositori e di elementi "antisociali", che vanno a popolare carceri e neo-costituiti campi di lavoro o Lager. Quindi, realizza una politica di aggressione contro le comunità religiose: fra gli altri episodi, nel maggio del 1936, ben 287 religiosi vengono arrestati e processati per presunta omosessualità." 
SANGUINETTI, Oscar. Voci per un Dizionario del Pensiero Forte. Rassegna Stampa, 07-09-2008. Disponível em: . Acesso em: 08-10-2008.

"La Chiesa si sa, usciva dal ventennio fascista com dietro le spalle un lungo periodo di collaborazione e di alleanza con il regime. Non erano mancati momenti de tensione e di frizione anche aspri. Nulla di simile tuttavia con quanto era avvenuto in Germania, dove lo scontro ideologico e la persecuzione strisciante contro la chiesa avevano messo chiaramente in luce, per chi voleva vedere, l'assoluta incompatibilità fra la dottrina nazista e il cristianesimo."
MICCOLI, Giovanni. Cattolici e comunisti nel secondo dopoguerra: memoria storica, ideologia e lotta politica.  Studi Storici, ano 38, no 4, p. 955, out./dez. 1997.  

"Seguindo à risca a sua política de perseguição à Igreja, Hitler entre os seus primeiros atos mandou prender o Arcebispo de Salsburgo, Primaz da Áustria, e de Linz, dissolveu as juventudes católicas, obrigando a seus membros a ingressarem na juventude hitlerista que fundou, entregando a sua direção ao Sr. Von Schirach, que, como dissemos, é ferrenho inimigo do Catolicismo."
OLIVEIRA, Plinio Correa de. À margem de um grande crime.  Legionário, no 288, 20 de março de 1938. Disponível em: . Acesso em 27-01-2010.

" A experiência do Cardeal-Arcebispo de Viena era de molde a tirar a prova dos noves-fora quanto ao nazismo. Se os nazistas fossem, como muita gente insinuava e Sua Eminência parecia crer, bons rapazes tirados do sério pela intransigência prematura dos Bispos Alemães, a atitude do Cardeal Innitzer era de molde a estabelecer definitivamente a paz religiosa no III Reich. Se, pelo contrário, a perseguição religiosa continuasse, estaria demonstrado que o nazismo, animado de um ódio implacável e feroz à Igreja, não se deixaria desarmar por nenhuma concessão, por nenhum gesto de simpatia, por nenhuma atitude de benevolência.
O Cardeal Innitzer, com sua atitude conciliatória, deu ao nazismo uma oportunidade sem igual para se definir claramente.
Como veio essa definição?
Cessada a campanha eleitoral do plebiscito, e sem que o Cardeal Innitzer desse a mínima razão ou pretexto para isto, começou imediatamente a perseguição. Todas as promessas do Sr. Hitler foram olvidadas e desmentidas. E todas as leis anticatólicas do Reich se aplicaram à desditosa Áustria.
Divórcio, esterilização, fechamento de associações católicas, de institutos religiosos e de jornais católicos, proibição de solenidades públicas, toda a onda, enfim, de leis anti-católicas se despejou sobre a Áustria como uma avalanche."
OLIVEIRA, Plinio Correa de. Mas a juventude católica reage e enfrenta vitoriosamente a Gestapo. Legionário, no 318,16 de outubro de 1938. Disponível em: . Acesso em 08-05-2010.

Um telegrama da agência Reuter, publicado na semana passada, comunicou que a estação transmissora do Vaticano verberou severamente as medidas anticatólicas tomadas pelas autoridades nazistas na Alsácia e Lorena, bem como em outros lugares da França ocupada. O Ex.mo Rev.mo Sr. Bispo de Strasburg foi expulso de sua diocese. A famosa Catedral de Strasburg foi fechada devendo ser transforma em museu. Nas escolas primárias já não se leciona Religião. As escolas particulares já não podem ministrar ensino católico. E as escolas pertencentes a Sacerdotes foram proibidas de funcionar, exceção feita das que se destinam ao ensinamento de surdos e mudos. No curso secundário, só se permite o ensino da Religião nas primeiras séries. A Faculdade e o Seminário de Strasburg foram também eliminados. As associações católicas só poderão funcionar sob a direção do Estado. Toda a imprensa católica, inclusive os simples boletins paroquiais e até os comunicados religiosos semanais, foi suspensa.
Assim, pois, ruínas sobre ruínas, se vão acumulando na França ocupada.
OLIVEIRA, Plinio Correa de.7 dias em revista. Legionário,São Paulo,  no 448,13 de abril de 1941. Disponível em: . Acesso em 02-07-2012.

"(...) Hitler temía que el Pontíficie fuese un obstáculo para sus planes de una dominación mundial, y que quería abolir el cristianismo e imponer el nacionalsocialismo como una especie de nueva religión global."
El Führer contra el Papa. Historia y Vida, Barcelona, no 444, p. 9, mar. 2005.

“O nazismo formava uma sociedade ateia e o nacionalismo argentino era católico.”
 WALDMAN, Berta. SENKMAN, Leonardo e SOSNOVSKI, Saúl. Fascimo y Nazismo en las letras argentinas. Buenos Aires: Lumiere, 2009.Cadernos de Língua e Literatura Hebraica. São Paulo (USP), no 8, p. 282, 2010.

“Procuraram erradicar na Alemanha o que era imprecisamente chamado de a moralidade judaico-cristã, juntamente com as tradições intelectuais do Iluminismo e os ideais sócio-políticos da Revolução Francesa, ‘estes estúpidos, falsos e doentios ideais da humanidade’, como Goering os classificou. (...) Um dos mais ardentes sonhos de Himmler era, depois de ter vencido a guerra, pendurar o Papa em plena mitra [sic] na Praça de São Pedro – um ato que simbolizaria o fim da era judaico-cristã.”
GODHAGEN, Erich. Pragmatismo, função e fé, no anti-semitismo nazista. Análise Shalom, São Paulo, p. 236, jan. 1979.

“Procedimientos similares se emplearon para ir suprimiendo el crucifijo de la escuela. En muchos casos fue simplemente sustituído por  una fotografía del Führer; em otros, se colocó la fotografía del Führer en lugar preferente, dejando en lugar
secundario al crucifijo, hasta que, finalmente, se juzgó llegado el momento de suprimirlo. En la aplicación de todos estos métodos se procuraba soslayar las reacciones del pueblo, que en algunos casos fueron violentas y obligaron, para calmar los ánimos, a reponer el odiado crucifijo.”
YURRE, Gregorio R. de. Totalitarismo y egolatría.Madrid: Aguilar, 1962. p. 641.

“Merece especial mención la Declaración colectiva de los ocho obispos del Estado de Baviera, de 12 de febrero de 1931. Baviera fue el escenario principal del Partido en sus primeros años. En ella se condena la Weltanschaung nazi como contraria al cristianismo, y más em concreto estos errores: el racismo admite la supremacía de la raza sobre la religión, rechaza la revelación del Antiguo Testamento y el Decálogo mosaico, tiene el propósito de crear una Iglesia nacional alemana sin dogmas, rechaza el Primado del Papa, pretende por el artículo 24 de su programa erigir el sentimiento racial en criterio supremo de la ley moral, mientras el cristianismo es universalista.”  “Finalmente, el Episcopado alemán, reunido en Fulda en agosto de 1932, confirmó las diversas condenaciones ya existentes en cada una de las diócesis.”
YURRE, Gregorio R. de. Totalitarismo y egolatría. Madrid: Aguilar, 1962. p. 628 e 629.

Quando seu filho morreu em combate, em 1942, o marechal Manstein pediu para incluírem no anúncio fúnebre um versículo dos Atos dos Apóstolos, da oração batismal do rapaz. O jornal do partido, o Völkischer Beobachter,  recusou-se a publicar a citação religiosa.  Manstein protestou e o anúncio apareceu – mas sem a frase da Bíblia.
KNOPP, Guido. Guerreiros de Hitler. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p. 156-157.

“Vegetariano e abstêmio, [Himmler] ao deixar a escola secundária estudou agricultura em Munique, diplomando-se aos vinte e dois anos. Pouco depois, rejeitou o catolicismo e tornou-se devoto de Adolf Hitler, adotando crenças fanáticas na superioridade do povo alemão e na necessidade de Lebensraum.”
CORNWELL, John. Os cientistas de Hitler: ciência, guerra e o pacto com o demônio. Rio de Janeiro: Imago, 2003. p. 172.

“Um dos mais ardentes sonhos de Himmler era, depois de ter vencido a guerra, pendurar o Papa em plena mitra [sic] na Praça de São Pedro – um ato que simbolziaria o fim da era judaico-cristã.”
GOLDHAGEN, Erich. Pragmatismo, função e fé, no anti-semitismo nazista. Análise Schalom, São Paulo, p. 236, jan. 1979.

“Com efeito, todos vimos como Adolfo Hitler, na concordata que celebrou com a Santa Sé, concedeu à Igreja tudo quanto entendeu, e só pediu em troca uma coisa: a dissolução do Partido Católico. Depois, privados os católicos de seu grande meio de defesa e combate, vieram aos poucos as violações da concordata, até ter como desfecho a perseguição aberta e declarada.”
OLIVEIRA, Plinio Correa de. Lantejoulas. Legionário, São Paulo,  no 548, 07 de fevereiro de 1943. Disponível em: . Acesso em 08-11-2012.

“Segundo notícia da agência oficial do Vaticano, transmitida por via telegráfica ao mundo inteiro, só no campo de concentração nazista de Dachau, e feita portanto exclusão do que tenha sucedido em outros campos,  morreram pelo menos dois mil sacerdotes católicos.”
OLIVEIRA, Plinio Correa de. 7 dias em revista. Legionário, São Paulo,  no 760, 02 de março de 1947. Disponível em: . Acesso em 25-05-2014.

“(...) paralelamente, e com frequência  durante a guerra, disse a seu círculo mais íntimo que o trabalho de repreender as igrejas teria de esperar até o fim da luta. Nessa ocasião, elas receberiam o que mereciam e a juventude alemã ficaria livre de sua influência.”
   LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de
   Janeiro: Zahar, 1998. p. 74.

“De acordo com Wilhelm Hoegner, que fez um estudo meticuloso das fontes financeiras do NSDAP enttr 1924 e 1928, Hitler visitou a Suíça em 1921 e em 1922, para angariar dinheiro que lhe permitisse encabeçar a luta contra a Igreja Católica na Alemanha.”
TOLAND, John. Adolf Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978. v. 1, p.176, nota 55.

“(...) muitos de seus correligionários mais chegados e leais foram bávaros e austríacos, ex-católicos como ele.”
LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de
Janeiro: Zahar, 1998. p. 58.

“Da mesma maneira, o anti-religioso e anticatólico Hitler soube como conquistar o apoio – pelo menos parcial e temporário – da hierarquia católica alemã e o apoio parcial das massas católicas do país.”
LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de
Janeiro: Zahar, 1998. p. 72

“(...) paralelamente, e com frequência  durante a guerra, disse a seu círculo mais íntimo que o trabalho de repreender as igrejas teria de esperar até o fim da luta. Nessa ocasião, elas receberiam o que mereciam e a juventude alemã ficaria livre de sua influência.”
LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de
Janeiro: Zahar, 1998. p. 74.~

“Pois, no seio do nazismo, a despeito do engenhoso pretexto do ‘cristianismo positivo’, residia a irroedutível rejeição de toda a civilização construída sobre a ética judaico-cristã. Decerto, os principais líderes nazistas – Hitler, Himmler, Rosenberg, Goebbels e Bormann – eram anticristãos fanáticos, embora o fato permanecesse um tanto escondido do povo alemão.”
WISTRICH, Robert Solomon. Hitler e o Holocausto. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 188.

“Nascido e criado no seio do catolicismo [Himmler], foi um perseguidor impiedoso da Igreja; (...).”
TOLAND, John. Adolf Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978. v. 2, p. 924.
              
Marxismo:  “A fé católica (...) é incompatível com o profetismo marxista,  porque este vê na evolução histórica o caminho para a salvação.” (ARON,  Raymond. Mitos e
              homens.Rio de Janeiro:  Fundo de   Cultura, 
                 1959.  p. 90)

     “Os palácios e casas de campo,  no interior do paiz [União Soviética],  são hoje sanatorios e casas de repouso populares.  Há tambem escolas e museus nas antigas igrejas.” (GUANABARINO,  Juvenal.  O que vi em Roma, 
             Berlim e Moscou.  Rio de Janeiro:  Calvino Filho,  1934. 
             p. 124-138)

     “Também por conta da ‘autenticidade revolucionária’, Hodja,  em atitude singular e inédita no mundo,  declarou a Albânia ‘Estado ateu’,  princípio que foi inserido na Constituição e que fez respeitar de forma sangrenta,  já que 70% de sua população era muçulmana e 30% cristã (católicos,  ortodoxos gregos e protestantes).” 
              (CARVALHO,  Péricles de & ALMEIDA, 
              Francisco.  PcdoB  (1962-1984):  A sobrevivência
              de um erro. 2. ed., São Paulo: Edições Novos
              Rumos,  1985.  p. 29-30)

     “Toda cidade albanesa tem alguma igreja ou mesquita.  São prédios antigos,  hoje incorporados ao acervo histórico do país e utilizados como museus,  centros esportivos,  teatros etc. (...)  Desde 1967,  porém,  a Albânia tornou-se o único país do mundo onde não há prática religiosa — proibida pela nova Constituição de 1976.”  (SAUTCHUK,
              Jayme.  O socialismo na Albânia. 2. ed., São
              Paulo:  Editora Alfa-Ômega, 1983. p. 33)  

     “Oficialmente,  na União Soviética,  o Natal (...) não existe.  Mas o 31 de dezembro,  dia de Ano Novo, é número vermelho em qualquer calendário soviético.” (SALUM, 
                    Carlos A. L.  União Soviética hoje.  São Paulo: 
                     Alfa-Ômega,  1983.  p. 132)

     “Abordo o tema no salão de conferências do convento que recorda a memorável presença dos frades dominicanos em Cuba:  de Bartolomeu de las Casas,  defensor dos índios,  aos que fundaram a Universidade de Havana,  em 1728.  Agora,  em toda ilha são apenas cinco frades,  dois no convento do Vedado.  (...) 
     Frei Betto — Porém,  no Partido Comunista cubano não se admite a presença de cristãos?
     Fidel Castro — É verdade,  não se admite.”   (CHRISTO, 
                      Carlos Alberto L. (Frei Betto).  Fidel e a
                      religião.  15. ed. São Paulo:  Brasiliense, 
1986.   P. 60 e 225)

    “Todos os seminários lituanos desapareceram,  à exceção de um  —  o de Kovno  —,  que cada ano ordena seis sacerdotes,  cujos nomes são previamente aprovados pela KGB,  a polícia secreta.”   (Fé subterrânea.  Veja,  564 : 69,
                       27 de junho de 1979)

    “Eis o quadro negro que pouco interessou ao mundo:  5 dioceses,  10 bispos,  2 administradores e visitadores apostólicos,  2.950 sacerdotes, 540 seminaristas,  580 religiosos,  1.090 religiosas  — todos presos,  condenados,  mortos ou dispersos.  E mais ainda 3.040 paróquias, 4.400 igrejas e capelas,  195 sociedades religiosas,  41 sociedades católicas,  38 jornais e revistas, 9.146 escolas de catequese  — todas ocupadas,  confiscadas,  canceladas ou liquidadas.” 
                        (HANEIKO,  Pe. Valdemiro.  Igreja Católica
                    da Ucrânia em  conflito com Vaticano.                           
                        O Estado de São Paulo,  12 de março de
                        1972,  p. 142)

     “(...) Mao Tsé-tung decide empregar uma tática diferente para cada uma das religiões de meio milhão de almas chinesas.  Mas todas essas tática convergem inevitavelmente para sua eliminação ou,  pelo menos,  para sua neutralização.  (...) está decidio a acabar o mais depressa possível com o catolicismo na terra chinesa. Os missionários,  os padres e os prelados europeus ou americanos são impiedosamente expulsos. Os que se recusam a partir vão para as prisões.” (KRIEG,   E. Mao-
                       Tsé-tung - o imperador vermelho de
                        Pequim.  São Paulo: Otto Pierre,  Editores,  
                        s/d.   p. 188 e 191)

    “There are only two functioning churches in the whole of China,  both of which reopened recently.”   (A reporter’s
                         China diary.  Time,  11 september 1972,  p.
                         14)

     “É que ela [a Igreja] sofreu fortíssima repressão depois da Libertação e particularmente durante a Revolução Cultural.  Nesta todos os edifícios religiosos foram fechados e transformados em fábricas,  escolas,  depósitos,  cinemas e até restaurantes.   Só ficou aberta uma única igreja —  a de Nan-tan,  em Pequim,  para os diplomatas estrangeiros.  Tudo o que lembrava religião foi selvagemente destruído,  exceto o que os fiéis mais corajosos puseram a salvo,  escondendo-o em suas casas.  Pois a Religião não estava entre as  ‘quatro velhas’ que precisava caçar e destuir a todo custo?”    ( BOFF,  Fr. Clodovis.  Carta teológica  sobre a
                        China.  Revista de Cultura Vozes,
                        Petrópolis, 83 (1) : 43, 1989)

     “Erradicar o fenômeno religioso não é tarefa atual das massas trabalhadoras. O próprio socialismo real vem demonstrando que não tem condições  — nesta etapa de transição — de erradicar o fenômeno religioso.  A erradicação da alienação religiosa é tarefa da sociedade futura,  da sociedade comunista.  Porque o homem comunista é o homem da irreligiosidade fundamental.”
                        (LINDOSO,  Dirceu.  Classe operária e
                        religião. Voz da Unidade,  385 :  4,  11/17
                        de março de 1988)

    “A crítica marxista tem uma dupla fnalidade:  desmitificar, quando se aplica à iousão religiosa,  e transformar quando se aplica à realidade política e social.
      Para Marx a chegada da sociedade comunista resultará de um processo de transformação violenta que comportará notadamente duas etapas:  uma etapa teórica (a supressão da alienação religiosa) e uma etapa prática (a supresssão da alienação sócio-econômica).  Isto está nos Manuscritos de 1844. A supressão da propriedade privada não é mais importante do que a negação de Deus,  pois para Marx todas as realizações ilusórias dispersam a autonomia do homem social,  destruindo no indivíduo a própria consciência de sua autonomia.  Assim,  o ateísmo e o comunismo constituem o devir real,  a realização da essência humana como uma essência real.”   (GARCIA,  Maria Cristina.  Engels:  A
                        ideologia religiosa e a história.  Revista
                        Novos Rumos,  São Paulo, 16 : 120,  1990)

“(...) marxismo -- doutrina esta que nasceu anticlerical e assim se firmou.” (MOTA, Vinicius. Opus Dei, o lado de
                         fora. Folha de São Paulo, 14-05-2006.
                         Disponível em 
                         com.br/folha/pensata/ult2655u71.shtml>;
                         acesso em 14-05-2006).

“Em cada situação, o maior inimigo é escolhido. Os inimigos menore são, ennão, cultivados e assistidos no conhecimento de que, uma vez destruído o inimigo maior, será simples matéria de fato dispor dos inimigos menores. Neste exemplo específico, o inimigo maior é a Igreja Católica. Portanto, é de bom alvitre à política comunista o fazer-se amigos dos evangélicos.”
SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento.Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 14.


4-a – Assim,  Nazismo e Marxismo toleram o aborto, ou impõem sua legalização

“Em uma entrevista à Zenit, o engenheiro Antoni Zieba, secretário do World Prayer for Life e vice-presidente do Polish Federation of  Pro Life Movements, pergunta-se por que a ONU e a União Européia pressionam a Polônia para que liberalize o aborto, sendo que se trata do país com o menor número de interrupções voluntárias da gravidez. (...)
Os primeiros que legalizaram o aborto em nosso país foram os nazistas, em março de 1943.  Eles queriam eliminar os poloneses com o aborto. Depois chegaram os comunistas e, com a promulgação da lei do aborto em 27 de abril de 1956, começou sua ditadura.”  (Aborto foi instrumento de opressão do nazismo e do comunismo. O mundo visto de Roma. Zenit, Roma, 12-07-2008. Disponível em: . Acesso em 13-07-2008).
“Como fruto maldito da revolução de maio de 68, o aborto foi legalizado – ou “descriminalizado”, o que na prática é a mesma coisa –  em numerosos países ocidentais, a partir dos anos 70. Na União Soviética foi aprovado em 1920 e, logo depois, na Alemanha nazista, onde foi uma prática obrigatória nos campos de concentração. Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi ele imposto nos países ocupados pelo Exército Vermelho no Leste europeu: Polônia, Hungria e Bulgária em 1956 e na Checoslováquia em 1957. Assim, em nossos dias, a guilhotina do aborto está funcionando, com maior ou menor amparo legal, em cerca de 90 países.” (FAORO, Atílio. A ditadura do silêncio existe. Instituto Plinio Correa de Oliveira, 31-10-2011. Disponível em: .  Acesso em: 01-11-2011.



Nazismo:Marxismo:

4-b –Nazismo e Marxismo negam o direito natural

“Ora, qualquer que seja a política religiosa do nazismo ou do comunismo, serão sempre regimes anti-católicos, porque sua essência é a negação dos direitos da pessoa humana. E, como tal, não poderia ser, de modo nenhum, compatível com o Catolicismo. Porque este é o tutor do direito natural.”
(OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Nova era. Legionário, São Paulo,  25-02-1945. Disponível em: . Acesso em: 03-05-2013.

Nazismo:Marxismo:

5 - Nazismo e Marxismo apresentam N. S. Jesus Cristo como um revolucionário.

Nazismo: “Desejaria apelar aqui para um superior meu,  o Conde Lerchenfeld.  Disse ele na última sessão do Landtag que os seus sentimentos  ‘de homem e de cristão’ não lhe permitiam ser antissemita.  Pois eu digo:  os meus sentimentos de cristão fazem com que eu veja no meu Senhor e Redentor um lutador.  Eles me apontam o homem que,   solitário,  cercado apenas de alguns adeptos,  conheceu os judeus pelo que eram,  concitou os homens a combatê-los e que,  em pura verdade,  foi maior não como mártir mas como lutador.  Com infinito amor de cristão e de homem,  leio aquela passagem onde se diz que o Senhor se ergueu afinal na Sua força e tomou do açoite para escorraçar do Templo essa raça de víboras.  Como foi terrível a sua luta em defesa do mundo contra o veneno judeu!  Hoje,  dois mil anos passados,  reconheço com profunda emoção que foi por esse motivo que Ele teve de derramar o Seu sangue na cruz. Como cristão não me corre o dever de me deixar enganar,  mas,  eplo contrário,  tenho a obrigação de pela verdade e pela justiça.  (...) Porque,  como cristão,  eu também tenho um dever para com o meu povo.  E quando olho para o meu povo vejo-o trabalhar,  forcejar,  mourejar, e no fim da semana não receber como salário senão a miséria e a dor.  Quando saio pela manhã e vejo esses homens formando fila e olho apra os seus rostos macilentos,  parece-me que não seria um cristão,  mas o demônio em pessoa,  se não tivesse  piedade deles e se não me voltasse,  como fez o meu Senhor há dois mil anos,  contra aqueles que hoje saqueiam e exploram este pobre povo.” (HITLER, 
              Adolf.  Minha nova ordem. Porto  Alegre:
              Meridiano, sd.  [l941?], p. 35)
Marxismo:  “Reformador social que rechaçava as formas insurrecionais de luta,  Jesus fez uma pregação dirigida especialmente às massas espoliadas;  e foram estas que deram ao cristianismo,  nos seus três primeiros séculos de existência,  um conteúdo popular de faternidade e comunhão humanas que apavorava os grupos poderosos.”      (PAULO
             NETTO,  José.  O que todo  cidadão precisa saber
             sobre comunismo.  São  Paulo:  Global,  1986. p.
             23)


6 - Nazismo e Marxismo submetem-se a Chefes infalíveis e iluminados.

“Para Marx, a sociedade humana era terreno que só ele, exclusivamente, podia interpretar; só a ele cabia traçar o futuro humano; e exclusivamente ¾ pois não tolerava facilmente um rival, como deixa claro o tratamento desdenhoso que deu a Lassalle e outros possíveis concorrentes. Em vista do fato de assim haver demarcado aquela província particular, não podemos passar por alto, como simples excentricidade, sua presteza em ver em todos aqueles que pessoalmente se levantavam em seu caminho, pessoas que só serviam para serem aniquiladas. Hitler possuía essa mesma característica. Possuiu-a também Stálin. Trata-se, na verdade, de uma característica que parece inseparável do caráter do diatdor totalitário moderno. ” (OVERSTREET, Harry & OVERSTREET, Bonaro. O que devemos saber sobre o                                       comunismo. Belo Horizonte: Itatiaia, 1963. p. 39)   

“Na verdade,  essa infalibilidadereclamam-na os partidos totalitários,  leninista ou nazista,  não apenas no plano ‘temporal’,  mas igualmente no ‘espiritual’,  pois que,  para eles,  não pode haver distinção de planos — e se Hitler,  às vezes,  a faz,   é meramente por razões táticas.” (BARROS,  Roque Spencer Maciel de. O fenômeno totalitário.  Belo Horizonte:  Itatiaia/São Paulo:  EDUSP,  1990.  p. 371) 

“A evidência dos documentos mostra que Hitler e Mussolini eram os verdadeiras governantes de seus países. (...) Em termos de política interna soviética,  os dados disponíveis sobre os expurgos soviéticos mais uma vez parecem confirmar o indiscutido domínio pessoal de Stalin.”   (FRIEDRICH,  Carl J. & BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965. p. 23)

“Cependant,  la Gauche,  croyant ainsi gagner de vitesse le fascisme, voulut plagier un certain nombre de ses rituels, à commencer par le mythe de l’homme providentiel’ , successivement emprunté para l’Etat fasciste à l’Etat stalinien, puis au fascisme par l’antifascisme.”  (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 21)

“A maneira como os movimentos totalitários mantiveram absolutamente secreta a vida privada de seus líderes (Hitler e Stálin) contrasta com a importância que as democracias vêem na divulgação da vida privada de presidentes,  reis,  primeiros-ministros,  etc.   Os métodos totalitários não permitem uma identificação baseada na convicção de que mesmo o mais importante dos homens é apenas um ser humano.” (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.    São Paulo:  Companhia das Letras, 1989.  p. 423)

“Em ambos os casos,  e só nestes dois casos,  a mitologia da unidade do povo no e pelo Partido-Estado,  sob a condução do Guia infalível,  fez milhões de vitimas e presidiu a um desastre tão completo que ele partiu a história das duas nações,  a alemã e a russa,  a ponto de tornar a sua continuidade quase impensável.” (FURET, François.  O passado de uma                 ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 222)

“Marx era um poeta medíocre e um professor universitário frustrado. De modo semelhante, Hitler foi também um pintor frustrado, (...)”  (VILLAVERDE, Leo. A natureza mística do marxismo. 2. ed. São Paulo: Editora Il Rung, 1987.  p. 73)

“E o chefe aos poucos se transforma aos olhos dessa massa bestializada num ídolo a ser adorado. Foi o que aconteceu na velha Roma, e é o que vemos com o Duce italiano, o Fuhrer nazista e o Vojd soviético, deuses mais que homens, Pai dos Povos, profetas da raça eleita, cuja Igreja é o Partido, identificado com o Estado.” (COUTINHO, Afrânio. O Cristianismo deante dos fascismos e do comunismo. A Ordem, Rio de Janeiro, nº 5, p. 65, maio de 1939).

“Staline, auquel toute culture philophique fat défaut, et qui comprend moins la philosophie que les jeunes philosophes soviétiques – parmi lesquels on compte des gens instruits, –   a rendu d’en haut un jugement suprême sur ce que est la Philosophie véritable. C’est de la même façon que Hitler s’est érigé en juge de la vertié suprême.” (BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris : Gallimard, 1970. p. 299).

Também o fascismo:  “Uma das características mais importantes do fascismo era o cultor do líder, a quem era atribuído todo tipo de virtudes e sobre quem recaía uma profusão infindável de elogios.”  (MENESES, Filipe Ribeiro de. Salazar: biografia definitiva. São Paulo: Leia, 2011. p. 211).

Nazismo: “Todos os interesses e antagonismos sociais se resolviam nele;  à identidade total do povo no plano interior correspondia o inimigo total no exterior.  O Führer possuía todos os poderes,  conhecia o rumo a seguir,  a missão e a lei da História.” (FEST, Joachim. Hitler.  2. ed., Rio de
               Janeiro: Nova  Fronteira, 1976. p. 528)

     “Actually the megalomaniacal dictator soon would make himself something even greater,  legalizing a power never before held by any man  —  emperor,  king or president  —  in the experience of the German Reich.  On April 26,  1942,  he had his rubber-stamp Reichstag pass a law which gave him absolute power of life and death over every German and simply suspended any laws which might stand in the way of this.” (SHIRER,  William L. The rise and fall
              of the Third Reich.First Crest printing,  New
             York: Fawcett World Library,  1962.  p. 1135)

     “(...) [Hitler] proclaimed that he was the ‘supreme judge’ of the German people,  with power to do to death whomever he pleased.”  (SHIRER, William L.  Op. cit. p. 370)

      “As Manstein told the tribunal at Nuremberg in 1946,  this meeting was the last at which Hitler permitted any questions or discussions from the military.”  [Agosto,
1938] (SHIRER, William L.  Op. cit. p. 503) 

    “Motins são suprimidos de acordo com leis de ferro que são eternamente as mesmas.  Se alguém me censurar e perguntar por que não recorri aos tribunais de justiça regulares para a condenação dos culpados,  tudo o que lhe posso dizer é isto:  naquela hora eu era o responsável pelo destino do povo alemão, e em conseqüência me tornava o supremo juiz do povo alemão!” (HITLER,  Adolf.  Minha
              nova ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd. 
              [l941?], p. 210)

    “Sendo agora o porta-voz do povo alemão,  eu sei que neste momento os milhões de alemães concordam palavra por palavra com o que eu disser,  confirmam-no e prestam o seu juramento!  Que os outros estadistas digam se isto acontece também no caso deles.!” (HITLER,  Adolf. 
              Minha nova ordem. Porto Alegre:  Meridiano, sd. 
              [l941?], p. 383)

    “Teria pecado contra a minha vocação providencial se falhasse no esforço de conduzir o meu país natal e meu povo alemão de Ostmarck de volta ao Reich e,  assim,  à comunidade do povo germânico.” (HITLER,  Adolf. 
                Minha nova  ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,
                sd.  [l941?], p. 466)

    “Qualquer tentativa para criticar,  julgar ou rejeitar minhas ações da tribuna da presunção internacional não tem nenhum fundamento perante a história e pessoalmente deixam-me indiferente como uma pedra.” (HITLER,  Adolf. 
               Minha nova ordem. Porto Alegre:  Meridiano, sd. 
               [l941?], p. 544)
  
    “Mas,  acima de tudo,  eu acredito no êxito da minha ação,  e acredito incondicionalmente. (...) Estou  convencido
de que a Providência me guiou até aqui e me poupou de todos os perigos,  para que me permitisse guiar o povo alemão nesta batalha.”   (HITLER,  Adolf. Minha nova
               ordem. Porto Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?],  p.
               637)

     “A mocidade alemã,  maleável,  entusiasmava-se com a marcha do nazismo e habituava-se a conferir ao seu chefe dons que andavam próximo dos de Deus.”  (HENDERSON, 
               Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa: 
               Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 77)

“Hitler wanted to force everything, for he, and only he, ‘had been appointed by Providence to conduct this war’.” /61/
“But his dominant and dominating characteristic was that he felt himself appointed by providence to do great things for the German people. This was his historic ‘mission’, in which he believed completely.”  /111/
“At the end, Hitler’s faith in his ‘mission’ increased to such an extent that it can only be described as mania. But this idea of himself as the German Messiah was the source of his personal power.”   /112/
               (SCHELLENBERG, Walter. The Schellenberg
               memoirs.  Londres: Andre Deutsch, 1956. p. 61,
              111 e 112)   

“Vous trouvez naturellement tous les héros du jour en cartes postales, et si vous désirez un portrair du Füherer, vous avez
l’embaras du choix. Il y en a en noir, en couleur, en tous formats, sous verre, enchssés d’or.”   (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 69)

[Em 1939] “Desde hacía dos años no se había reunido una sola vez el Consejo de ministros, habendo dejado de existir todo cuanto pudiera calificarse de Gobierno alemán.  Al abrogarse el derecho a nombrar su propio sucesor, daba Hitler la demostración  del carácter arbitrario del mando que ejercía sobre Alemania, y que no haría sino intensificarse en el curso de la guerra que había empezado.” (BULLOCK, Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 2. p. 497)

“O Führer terá o seu poder, de Deus; e a vontade geral, que deve realizar, é uma realidade metafísica e não empírica, sem nada de comum com a vontade geral. Nenhum plebiscito o confirma. Conhece pela revelação, e graças à assistência de um conselho (Führerrat).” 
(CORREIA, Alexandre. Os mitos hitlerianos. A Ordem, Rio de Janeiro, nº 8 (ano 21), p. 12, ago. 1941).

“Hoje, no entanto, os promotores do movimento ‘radical-cristão’ da Alemanha moderna , pretendem algo mais para a palavra de Hitler. Em reunião efetuada recentemente em Oberhausen, na Renânia, assentaram que pela boca do Fuehrer e que os alemães deste século têm a rara fortuna de receber a lei de Deus. E é precisamente essa gente que nos classifica de idólatras...” (X.Y.Z. Registro. A palavra de
                            Hitler, que é?  A ordem, Rio de Janeiro, p.
                            496, maio. 1937

“Après le 10 mai 1933, toutes les institutions, des syndicats aux Eglises, sont três vite réduites à un nivellement conforme aux idées nazies; le schéma imposé à l’Allemagne est celui d’um Grand-Oeuvre de type architectural; à sa tête, l’artiste suprême: Hitler; autour de lui, une masse de subalternes, par le truchement du Parti, commandent à la réalisation de l’Oeuvre.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans.  Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 95, maio 1986.

“A admiração do chefe ocupa sempre um papel mais importante do que as idéias. O chefe é infalível, “ha sempre raggione”. É ele o demiurgo que conquista províncias, derruba montanhas, ergue exércitos, seca pântanos, e destroi os vizinhos. Ele é o próprio partido. É para segui-lo que o partido existe. O que ele fizer está bem feito. O incondicionalismo é o fim supremo, a mais alta perfeição, o requinte mais genuíno do espírito do partido.”

OLIVEIRA, Plínio Correa de. Terceiro ato. Legionário, n.º 420, 29 de setembro de 1940. Disponível em: . Acesso em: 3 agosto 2007.


“Hitler distingue grossièrement ‘Führer’et ‘Masse’. Il croit être le Réformateur chargé d’une mission sacrée que saisit et traduit la nostalgie des masses ou la Volonté raciale. Comme il confond Révolution e régénération religieuse, il veut être l’Elu, le fondateur de la religion nationale.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 218-129.

“La Constitution du IIIe Reich est non-écrite. Elle se fait par croissance organique parce qu’elle émane du Führer lui-même.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 229.

“O fundo messiânico do nacional-socialismo germânico  é manifesto: o Führeré um vate e condutor predestinado do seu povo para fazê-lo alcançar a felicidade e a dominação universal.”
              SOUSA,  José Pedro Galvão de. 
               Comunismo e nazismo:  seu parentesco ideológico.
               O Estado de São Paulo, 3 de dezembro de 1987.
               p. 34.

“Hitler se ubiera sentido rebajado si alguién le hubiera confundido con el proletariado. Llevaba dentro la psicología de un elegido, de un ser superdotado y infalible.”
YURRE, Gregorio R. de. Totalitarismo y egolatría.Madrid: Aguilar, 1962. p.  415.

O mito do Führerm de um líder sábio e onisciente, que sabia  o que era melhor para a Alemanha,(...).”
STACKELBERG, Roderick. A Alemanha de Hitler: origens, interpretações, legados. Rio de Janeiro: Imago, 2002. p. 201.

     “First comes the Leader.He is the one man in Germany who has tis sense of legal security. No law can be appplied against him. He is above the law. ” 
EBENSTEIN, William. The Nazi state. New York: Farrar & Rinehart,1943. p. 70.

Marxismo: “La democracia socialista soviética no contradice lo más mínimo la dirección unipersonal y la dictadura,  que la voluntad de la clase es realizada en algunas ocasiones por un dictador,  el cual,  a veces,  hace más que todos y,  con frecuencia,  es más necesario.” 
             (LENIN, V. I.  Discursos pronunciados en los
             Congresos del Partido (1918-L922). Moscú: 
             Editorial Progreso,  1976,  p. 168-169)

 “Mas um comunista nunca tem opiniões pessoais...”
             (SOLJENÍTSIN,  Alexandre.  Arquipélago Gulag
             4. impres., São Paulo,  DIFEL,  1976.  p. 457).

     “A causa de tudo estaria no ‘culto à personalidade’ e no culto a uma pessoa [Stalin] que tinha determinados e graves defeitos,  carecia de modéstia,  tendia ao poder pesssoal e,  por vezes,  errava por incompetência,  não era leal nas relações com os outros dirigentes,  tinha uma mania de grandeza e um excessivo amor por si mesmo,  era desconfiado ao extremo, e,  no final,  através do exercício do poder pessoal,  chegou a separar-se do povo, a negligenciar o seu trabalho e a ser até mesmo dominado por uma forma evidente de mania de perseguição.”
                (TOGLIATTI,  Palmiro.  Socialismo e
                democracia. Rio de Janeiro:  Ilha,  1980.  p. 113-
                114)

     “(...) projetando monumentos enormes,  elefantinos e monstruosamente  feios para si mesmo e escrevendo o próprio nome [Stalin]  no novo hino nacional,   que deveria substituir a própria Internacional.”  (DEUTSCHER,  Isaac. 
                 Ironias da história.  Rio de Janeiro:  Civilização
                 Brasileira,  1968.  P. 12)

         “A história do movimento de libertação nunca destacou,  depois de Marx,  outra figura tão gigantesca como Lénine.  Toda a sua vida foi um modelo da luta intransigente pela pureza do marxismo,  pela felicidade de toda a humanidade trabalhadora.”  (KLEMÉNTIEV,  D. &
                VASSÍLIEVA, T.   Que é o socialismo?
                Moscou,  Edições   Progresso, 1987.  p. 28)

     “(...) as edições de suas obras [de Mao Tse-tung] atingem a impressionante tiragem de 540 milhões de exemplares,  sem contar estatuetas,  medalhas,  flâmulas,  chaveiros,  etc.”  (REIS FILHO,  Daniel Aarão.  A construção do
                socialismo na China.  São Paulo:  Brasiliense, 
                1981.  p.  61)

      “Liu Chao-chi e Chu En-lai continuam sendo chefes incontestados e Mao é o superlíder,  o pai,  o sábio,  o árbitro,  o último recurso.  Seu prestígio em nada foi prejudicado por seus erros, (...).”  (KRIEG,   E. Mao-Tsé-
              tung - o imperador vermelho de Pequim.  São
              Paulo:  Otto Pierre,  Editores,   s/d.  p. 234)  

     “Na era Jdanov-Stalin,  este decidia controvérsias relativas à hereditariedade,  formulava a teoria da arte,  imiscuía-se  na lingüística e revelava a verdade do passado e do futuro.”   (ARON,  Raymond.  Mitos e homens.  Rio de
              Janeiro:  Fundo de   Cultura,  1959.  p. 115)

“Que poderia ser mais emocionante para um comunista que vinha da guerra e da revolução? Ser recebido por Stalin – era o maior sinal de apreço que se poderia imaginar para o heroísmo e os sofrimentos dos nossos guerrilheiros e do nosso povo. Nas masmorras e no holocausto da guerra, assim como na violência não menor das crises espirituais e dos choques com os inimigos internos e externos do comunismo, Stalin era algo mais que um chefe. Era a encarnação duma idéia, que as mentes comunistas transfiguravam em idéia pura e, assim, em algo infalível e isento de pecado. Stalin era a batalha vitoriosa de hoje e a fraternidade humana de amanhã.” (DJILAS, Milovan.
                       Conversações com Stalin. Porto Alegre:
                       Globo, 1964. p. 43.)

     “Convertido em divindade,  Stalin tornava-e tão poderoso que,  com o tempo,  deixara de preocupar-se com as necessidades e desejos dos que o haviam exaltado.  (...)  Poetas inspiravam-se nele,  orquestras estrugiam os ares com cantatas em sua honra,  filósofos,  em institutos,  escreviam volumes em torno de suas palavras,  mártires morriam em cadafalsos exclamando o seu nome.”  
                (DJILAS,  Milovan.  Conversações com Stalin.
                Porto Alegre:  Globo, 1964.  p. 81 e 82)

     “(...) a imanência da sociedade ao Estado e do Estado à sociedade,  através da figura ubíqua (e, portanto,  divinizada)  dos chefes  (que conservam o título de ‘chefes da revolução’ quando já não há revolução e sim regimes bem estabelecidos);  figura ubíqua porque está em toda a parte  (através do partido e da polícia)  e em parte alguma  (porque habita o coração dos súditos);  figura fantástica porque é imanente à sociedade  (responsabilizando-se pessoalmente por tudo que nela ocorre) e,  ao mesmo tempo,  transcendente  (porque ocupa um lugar privilegiado de onde tudo vê e tudo pode);  figura suprema da alienação porque  (seja como indivíduo ou Grande Guia ou Timoneiro,  seja como Troika e grupo burocrático,  seja como pequena sociedade secreta de burocratas)  essa figura,  ao se responsabilizar por tudo,  realiza com perfeição a absoluta irresponsabilidade que caracteriza o poder numa burocracia,  onde ninguém é responsável por coisa alguma  (...).” 
                      (CHAUÍ,  Marilena.  PT ‘leve e suave’?  In 
                      SADER,  Emir  (org.)  E agora,  PT?  São
                      Paulo:  Brasiliense,  1986. p. 86-87)  


"Como ocorre com as pessoas que se tornam célebres e famosas, nas várias áreas da atividade humana, as imagens que constituíam o líder vitorioso [Prestes] excluíam qualquer referência a uma vida privada, familiar e cotidiana – própria das pessoas comuns."
FERREIRA, Jorge. Prisioneiros do mito: cultura e imaginário político dos comunistas no Brasil (1930-1956). Niterói: EdUFF/Rio de Janeiro: Mauad, 2002. p. 272.



7 - Nazismo e Marxismo consideram-se o caminho único para o futuro.

“(...) efectivamente, el marxismo y el nacionalsocialismo parten de idénticos principios, comparten el convencimiento de estar en posesión de la verdad absoluta –el marxismo incluso pretende elevar esta verdad a la categoría de ciencia-, persiguen también la ‘salvación’ de la humanidad y no dudan por último en aniquilar a los grupos que se opongan, sociales unos y raciales otros.”  (SERRA, Fernando. La ecología, otro punto de encuentro entre nazismo y marxismo. Disponível em: < http://www.liberalismo.org/articulo/118/54/>. Acesso em: 16-05-2004)

Nazismo: “Estou pronto a admitir que o ideal nacional-socialista,  em sua perfeição final,  paira como uma estrela polar sobre a humanidade.  E a humanidade sempre deve seguir uma estrela.  Se ela a deixasse,  não a veria mais. Estamos na estrada certa e temos o rumo certo.  Reformaremos o povo alemão para séculos...” (HITLER, 
              Adolf.  Minha nova ordem. Porto Alegre:
              Meridiano, sd.  [l941?], p. 260)

     “Hitler acredita na origem divina de sua missão.  Está convencido de que pelo menos durante os 1.000 anos que se seguirão,  a Alemanha está predestinada a manter a hegemonia na Europa,  e que ele foi enviado pela Providência para dar à Alemanha sua posição de lider-predestinada.”   (LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por
                 dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional, 1944.
                 p. 15)
Marxismo: “Guia ideológico desse partido só pode ser a doutrina marxista e leninista,  a única que permite uma análise completa de todos os elementos da realidade,  de sua articulação recíproca e de seu desenvolvimento;  e,  portanto,  a única que permita adequar exatamente à realidade a ação política da classe operária e de um grande partido.”  (TOGLIATTI,  Palmiro.  Socialismo e
                democracia. Rio de Janeiro:  Ilha,  1980.  p. 113-
                114)

     “(...) nuestra tarea, la más grandiosa de cuantas se han emprendido jamás en el mundo.” (LENIN, V. I. 
            Discursos pronunciados en los Congresos  del
            Partido (1918-1922). Moscú:  Editorial  Progreso, 
            1976,  p.  290)

     “Los comunistas deben saber que,  en todo caso, el porvenir les pertenece.” (LENIN,  V. I. Acerca de la gran
              revolución socialista de octubre. Moscou:       
              Editorial Progresso,  1976,  p. 301)

    “Le Parti communiste représente le côté le plus lumineux,  le plus progressiste de la société humaine de notre temps;  il est le milieu où prend racine et se développe la plus haute idéologie de l’humanité:  le marxisme-léninisme.”
               (CHAO-CHI,  Liou.  Pour être un bon communiste.
                 Paris:  Union Générale d’Éditions,  1970.  p. 102)

       “(...) nada pode arrancar de mim a confiança que tenho no futuro de nosso Partido. Nossa causa é justa.  Nosso objetivo será atingido.” (...).” (GARAUDY,  Roger.  Toda a verdade. Rio
                de Janeiro,  Civilização Brasileira, 1970.  p.171)

    “Foi assim que,  confundindo o espírito do partido com apenas um de seus componentes, a disciplina,  foi-se da fraqueza à aceitação,  do silêncio à cumplicidade;  assim,  deixou-se desenvolver certa fé cega na infalibilidade soviética.” (GARAUDY,  Roger.  Toda a  verdade. Rio de
                  Janeiro: Civilização Brasileira,  1970.  p. 64)

7-A – Nazismo e Marxismo são ecologistas.

“Pero lo que no se podía pensar, yo al menos, es que el nazismo fuera precursor de una doctrina que ha calado como pocas en el actual conglomerado ideológico de la izquierda. Es decir, existe un elemento en el que el paralelismo de las dos doctrinas no es sincrónico sino que una de ellas, el nacional socialismo en este caso, elabora una pieza fundamental y sólo después de varias décadas aparece en la ideología hermana, en el marxismo. Me estoy refiriendo al ecologismo radical desarrollado en el Tercer Reich, que no se limita a ser una mera formulación teórica de algún pensador nacionalsocialista sino que se concreta en una legislación bien precisa y elaborada. Efectivamente, el régimen de Hitler fue el primero en proyectar leyes en favor de los animales, contra la caza y en defensa del entorno natural y lo hizo por voluntad personal de su máximo dirigente. Pero lo más sorprendente es que esta labor teórica y legislativa tiene una orientación doctrinal exactamente igual a la que defienden los movimientos ecologistas modernos y radicales, la llamada ecología profunda que condiciona la protección del medio ambiente a las transformaciones socialistas y, especialmente, a la abolición de la propiedad privada.” .”  (SERRA, Fernando. La ecología, otro punto de encuentro entre nazismo y marxismo. Disponível em:  < http://www.liberalismo.org/articulo/118/54/>. Acesso em: 16-05-2004)

8 - Nazismo e Marxismo fazem doutrinação intensiva.

“Outra característica importante da propaganda totalitária é a sua onipresença,  que é,  naturalmente,  conseqüência direta do monopólio da propaganda.  Não só os membros do partido e as massas mais ou menos indiferentes,  mas até mesmo os adversários mais ou menos determinados do regime são vitimados por seu clamor insistente,  pela repetição interminável das mesmas frases e das mesmas alegações. (...)  Konsomol,  Juventude Hitlerista ou Balilla,  todas procuram organizar e doutrinar a criança na idade mais tenra possível. ” (FRIEDRICH,  Carl J. & BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e autocracia
           Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965. p. 108 e 111)

Nazismo: “A educação do povo nunca terá fim;  esta educação inclui a juventude hitlerista,  o Trabalho Civil,  o partido e o exército,  bem como livros,  revistas,  teatros e filmes.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto
              Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p.  306-307)

     “Nós empreendemos esta tarefa de reconstruir a sociedade humana e estamos começando a executá-la em todos os setores.  Logo que a criança atinge a idade em que,  outrora,  era educada para a diferenciação na vida,  nós começamos a educá-la naquilo que nós todos temos em comum.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
              Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 621)

     “En una palabra,  todos o casi todos los alemanes,  desde los diez años de edad,  en ciertos casos desde los seis años,  se veían aprisionados en una densa red de organismos a través de los cuales,  con mayor o menor insistencia,  se les exponía la doctrina oficial.”  (BADIA,  Gilbert.  Historia de
                Alemania contemporanea.  Buenos Aires: 
                Editorial Futuro,  1961.  t. 2,  p. 57)   

Nazismo: “Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. propaganda de massa: o nazifascismo introduz, pela primeira vez na História, a prática (hoje cotidiana e banal) da dirigida às massas. Essa propaganda é politica, voltada para a manifestação de sentimentos, emoções e paixões, desvalorizando a razão, o pensamento e a consciência crítica. Por meio do rádio e da imprensa, de cartazes, desfiles, bandas, jogos atléticos, filmes, o nazifascismo procura incutir na massa a devoção incondicional à pátria e aos chefes, o amor à hierarquia, à disciplina e à guerra.” (CHAUI, Marilena. Convite à
              filosofia. São Paulo: Ática,1994. p. 424)  
Marxismo: “A diluição da personalidade humana,  tornando-a um instrumento dócil do grupo dominante,  é zelosamente preservada pelos organismos estatais de propaganda. O cidadão soviético é,  durante as 24 horas do dia,   bombardeado com ‘slogans’ tanto na rua,  como na fábrica,  em casa ou no campo.  No mundo comunista,  não se noticia para informar,  mas para ‘educar’. Os acontecimentos que não se enquadram dentro da ‘linha educativa’  são suprimidos.” .” (GOLGHER,  Isaías.   A
               tragédia do  comunismo judeu. Belo Horizonte: 
               Editora   Mineira, s/d.   p. 76)

“E — curioso — verifiquei,  na União soviética,  que,  nos jardins-da-infância,  os brinquedos são iguais para todos.  Até as bonecas,  as mesmas.  Isto para despertar,  desde logo,  a  noção de igualdade.  Nem os tijolos de armar casas podem ser carregados por um só menino:  ele precisa sempre do companheiro,  para ajudá-lo.”  (HOLANDA,  
                 Nestor de.  Como seria o Brasil socialista?  Rio
                 de Janeiro:  Civilização Brasileira,  1963.  p. 67)

    “O Partido Comunista está presente a todas as atividades do sovkhoz — como de resto em qualquer outro lugar ou instituição da União Soviética — (...).”   (SALUM,  Carlos
                  A. L.  União Soviética  hoje.  São Paulo:  Alfa-
                  Ômega,  1983.  p. 103)

"L'enfant, d'abord, n'appartient pas à ses parents: il appartient à l'Etat. C'est sa chose; une de ses richesses naturelles, au même titre que le blé, le lin ou ce fameux pétrole qui fait couler tant d'encre."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 204.


9 - Nazismo e Marxismo são evolucionistas.

     “Sob a crença nazista em leis raciais como expressão da lei da natureza,  está a idéia de Darwin do homem como produto de uma evolução natural que não termina necessariamente na espécie atual de humanos,  da mesma forma como sob a crença bolchevista numa luta de classes como expressão da história,  está a noção de Marx da sociedade como produto de um gigantesco movimento histórico que se dirige,  segundo a sua própria lei de dinâmica,  para o fim dos tempos históricos,  quando então se extinguirá a si mesmo.” (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.   São
                 Paulo:  Companhia das Letras, 1989. p. 515)

“O evolucionismo foi o pai do comunismo e do nazismo. (...) E não há entre as duas ideologias e o darwinismo apenas uma afinidade de conteúdo, revelada ex post facto por uma leitura sutil. Há uma continuidade consciente e declarada. Karl Marx citou repetidamente Darwin como uma das suas fontes principais, e a quota de evolucionismo nas teorias nazistas de Alfred Rosenberg é bem conhecida.  Com a doutrina da ‘seleção dos mais aptos’, o darwinismo deu aos regimes totalitários um poderoso argumento em favor da eliminação dos inconvenientes, restando apenas decidir se o critério de seleção seria racial ou econômico.”  (CARVALHO, Olavo de. Impostura darwinista. O Globo, 26 de junho de 2004. Disponível em: . Acesso em: 14-04-2005).

       “The interest of both Hitler and Marx in Darwinian evolution is a matter of history. While he was living in London, Karl Marx attended lectures on evolutionary theory delivered by T.H. Huxley.”(COLLINS, Phillip D.  The Ascendancy of the Scientific Dictatorship Part Two: Science Fiction and the Sirius Connection. Illuminati Conspiracy Archive.  Disponível em:  . Acesso em:  04-11-2005).

“Desde seu surgimento, o evolucionismo já inspirou três ideologias notoriamente genocidas: o evolucionismo social, o comunismo e o nazismo. Em nenhum dos três casos se pode alegar que isso foi mero uso retórico de argumentos extraídos de uma teoria em favor de idéias que lhe eram estranhas. Ao contrário, o evolucionismo está nos fundamentos mesmos de cada uma dessas doutrinas, cuja argumentação evolucionista, para completar, nunca foi obra de amadores intrometidos, mas sempre de cientistas de alto prestígio nos círculos darwinianos e similares. No caso do evolucionismo social, não cabe nem mesmo imaginar que tenha sido subproduto ideológico acidental de uma teoria científica, de vez que, na sua versão spenceriana, ele antecedeu a obra de Darwin e foi uma das fontes diretas da sua inspiração.” (CARVALHO, Olavo de.  Ainda a luta dos monstros. Diário do Comércio, São Paulo, 10-07-2006. Disponível em: .  Acesso em: 10-07-2006).

“O sucesso das teses de Charles Darwin não se limitaram às ciências naturais. A teoria da evolução e da seleção natural dos mais aptos, incendiou também a imaginação das ciências sociais e das concepcões políticas e ideológicas do seu tempo,  tanto de um lado como do outro,  nos finais do século 19 e princípio do 20. Enquanto que para os esquerdistas elas, as teses de Darwin, serviam para desmitificar a religião e a existência de uma ordem hierárquica estabelecida pelo poder divino, para os direitistas elas tiveram outra aplicação. Tornou-se o chamado social-darwinismo um instrumento na luta contra a democracia liberal. Como em meio a selva, pensavam eles, os destinos humanos estavam traçados pelos fatores biológicos.” (SCHILLING, Voltaire. A política da morte do nazismo. In: MILMAN, Luís; VIZENTINI, Paulo Fagundes. Neonazismo, negacionismo e extremismo político. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/CORAG, 2000. p. 171-172).

"Nazismo e Comunismo ambos aceitavam o evolucionismo, e ambos eram socialistas." (FEDELLI, Orlando. Nazismo, Darwin e "falácias" da lógica. [Polêmicas]  Disponível em: . Acesso em: 13-09-2008).

"Não nos esqueçamos que foram as ideias darwinistas ou nietzschianas do século XIX que prepararam os imperialismos totalitários do século XX."  (LIMA, Alceu Amoroso. Estudos literários. Rio de Janeiro: Aguilar, 1966. p. 453).



Nazismo: “Mesmo o racismo de Hitler não era feito daquele orgulho de uma linhagem ininterrupta e sem mistura que leva americanos esperançosos de provar  sua descendência de algum nobre de Suffolk do século XVI a contratar genalogistas,  mas uma mixórdia pós-darwiniana do século XIX pretendendo (e, infelizmente,  na Alemanha muitas vezes recebendo) o apoio da nova ciência da genética aplicada (‘eugenia’) que sonhava em criar uma super-raça  humana pela reprodução seletiva e eliminação dos incapazes.” (HOBSBAWM,  Eric J.  Era dos extremos: O
                breve século XX: 1914-1991.  São Paulo: 
                Companhia das Letras, 1995.  p. 121-122).

    “Ao contrário de Mussolini,  ele [Hitler] combate o cristianismo em nome da seleção natural.  Pretende derrubar toda a tradição da Europa para substituí-la pelo reino dos fortes sobre os fracos.  (...) Ele é menos um rebento da patologia nacionalista — de onde extrai, porém,  muito do seu poder de opinião — do que uma abstração tirada do social-darwinismo e que se tornou uma promessa de dominação do mundo” (FURET, François.  O passado de
                 uma ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no 
                 século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p.229-
                 230)

    “O racismo germânico,  que levou o mundo inteiro à catástrofe espantosa desta guerra,  é o fruto necessário e lógico do darwinismo materialista do século XIX (...).”
                (LIMA,  Alceu Amoroso.  Mitos de nosso tempo
                Rio de Janeiro:  José Olympio 1943. p. 123, n. 2)

“Também se caracterizava [o nazismo] por ser um movimento baseado na política de força, a materialização da sua superioridade, exposta nos princípios do darwinismo social racista.”
RIBEIRO, Luís Dario. O nazismo como colonização da sociedade. In: MILMAN, Luís; VIZENTINI, Paulo Fagundes. Neonazismo, negacionismo e extremismo político. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/CORAG, 2000. p. 156.

 “Ce racisme [l’allemand], on ne le rencontre guère  encore au XVIIIe siècle. Il n’apparaît qu’au XIXe siècle avec Malthus, Darwin, plus tard Gobineau, la biologie et tout le vitalisme modernes.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 27.

“Nenhum regime político até então havia se inspirado tão fortemente no darwinismo social e numa concepção tão radicalmente biologicista – quase zoológica – como os nazistas o fizeram entre 1933-1945.”
SCHILLING, Voltaire. A política da morte do Nazismo. In: MILMAN, Luís; VIZENTINI, Paulo Fagundes (orgs.). Neonazismo, negacionismo e extremismo político. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2000. p. 170.

“O desejo de expansão, o antimarxismo e o antissemitismo, reunidos em uma ideologia de combate soba a égide do darwinismo, formavam as constantes de sua concepção do mundo. E determinaram tantosuas primeiras como suas últimas manifestações.”
                FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: 
                Nova  Fronteira, 1976. p. 253.
Marxismo:“In Marx’s lifetime there was a break-through of a novel idea,  the evolutionary theory of Darwin,  which Marx and Engels pounced upon as soon as The Origin of Species was published in 1859.  There they saw proof positive that in nature itself there was a process of advancement,  of betterment, that coul serve as the underpinning of their system.  Socialist theories thenceforth
acquired a crucial adjective,  and what Marx and Engels called ‘scientific socialism’ came into being.”   (MANUEL, 
                  Frank E.  A requiem for Karl Marx.  Daedalus
                  Cambridge (MA), [Proceedings of the American
                  Academy of Arts And Sciences], 121(2)  : 2,
                  1992)   

     “When the second German edition of Das Kapital came out in 1872, Marx sent a copy to Darwin, whose work he had always admired as a scientific corroboration of his own materialistic philosophy.” (PADOVER, Saul K. Karl
                  Marx: an intimate biography.(Abridged
                  edition). New York: New American Library,
                  1980.  p. 210-211).

“Ele [Darwin] foi muito amigo de Marx, que quis dedicar a ele o livro ‘O Capital’. Darwin pediu que Marx não fizesse essa dedicatória, porque deixaria manifesta a afinidade dos dois em matéria doutrinária.”
(FEDELI, Orlando. Polêmicas: Nazismo, Darwin e "falácias" da lógica. Disponível em: < http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=polemicas&artigo=20040825102130&lang=bra >. Acesso em 22-10-2006)

“Uma das três personalidades que influenciaram Karl Marx mais profundamente foi Charles Darwin. Os comunistas aceitam sem reservas a hipótese da evolução de Darwin, para explicar a origem do homem.”
(SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento.Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 10).

"Karl Marx admiró a Darwin. En la Unión Soviética, Darwin se convertió en héroe intelectual. En Moscú hay un espléndido museo dedicado a Darwin; fue erigido allí, quizá no sólo para honrar a Darwin por sus méritos científicos, sino porque además cuadra en un ambiente de materialismo y del hombre sin Dios en el mundo."
JANSE, Jan C. La tiranía del evolucionismo. 2. ed. Barcelona: Fundación Editorial de Literatura Reformada, 1971. p. 95.

"(…) la celebre discussione svoltasi più tardi sul nesso fra la dottrina di Malthus e Darwin e il socialismo e la sua finale e distruttiva soluzione. L'Huxley, l'Haeckel, lo Schmidt, il Le Royer, (e lo stesso Darwin) asseriscono che la dottrina dell'evoluzione darwinista è essenzialmente opposta al socialismo. Invece L. Jacoby (L'idea dell evoluzione) e il Kautsky (Socialismo e malthusianismo) e lo stesso Marx, affermano che ne è l'applicazione."
TONIOLO, Giuseppe.Capitalismo e socialismo. Città del Vaticano: Comitato Opera Omnia di G. Toniolo, 1947. p. 385.

 “Accogliendo fondamentalmene la teoria darwiniana, Marx ammette l’evoluzione della materia. La quale, affermandosi nel primo elemento inorganioco del mondo mineral, va via via complicandosi e perfezionandosi nel mondo vegetale e animale finchè non giunge alla produzione dell’uomo razionale.”
MANACORDA, Guido. Comunismo e cattolicesimo.  Milano: Garzanti, 1953. p. 29-30.
“(...) todo es simple: la biología evolutiva de Darwin en tanto que historia natural es la base materialista sobre la que reposa naturalmente el edificio marxo-engelsiano de la historia social del hombre, donde la lucha histórica de clases toma el [sic] substituye la lucha biológica por la existencia.”
TORT, Patrick. Darwin, eslabón perdido y encontrado del materialismo de Marx. Crítica Marxista, Campinas, (UNICAMP) no 25, p. 97, 2007.


10 - Nazismo e Marxismo exaltam e praticam a violência.

“(...) o genocídio ‘da clase’ junta-se ao genocídio ‘da raça’: matar de fome uma criança kulak ucraniana deliberadamente coagida à indigência pelo regime stalinista ‘vale’ o matar de fome uma criança judia do gueto de Varsóvia coagida à indigência pelo regime nazista.”  (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 21-22)
“Stalin foi o Hitler do outro lado. Nem esquerda nem direita, enganaram o mundo. Dois ditadores cruéis e repelentes, duas feras cruéis, selvagens, sem entranhas.”  (FERNANDES, Hélio. Quem foi ou ainda é “stalinista”. Tribuna da Imprensa, 10-01-2006 . Disponível em ; acesso em 10-01-2006)

Nazismo: “Era necessário ter-se em mente que das mais sangrentas guerras civis muitas vezes nasceu um povo de aço,  cheio de saúde,  enquanto da paz artificialmente cultivada mais de uma vez se desprendem as exalações das coisas podres. O destino dos povos não se orienta com luvas de pelica.”  (HITLER,  Adolf.  Minha luta.  São Paulo:
                  Editora Moraes, 1983, p. 422)

     “No final de 1933,  Hitler anunciou que o partido tivera no ano anterior cinqüenta mortos e cerca de quatro mil feridos.”  (FEST,  Joachim C. Hitler.  2. ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira,  1976.  p. 356)

     “Quem é que cede voluntariamente?  Ninguém!  Portanto,  é a força de um povo que decide o pleito.  Perante Deus e o mundo,  é sempre o mais forte que tem o direito de realizar o que quer.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p.
              51)   

     “Ele [Hitler] queria treinar os jovens para serem violentos e cruéis,  para aterrorizarem o mundo.  Seriam livres — livres como animais de rapina — esses jovens.  Não apresentariam vestígios dos séculos de domesticação,  de escravidão.” (EKSTEINS,  Modris. A sagração da
              primavera:  a grande guerra e o nascimento da
              era moderna.  Rio de Janeiro:  Rocco, 1991. p. 
              389)

“Hablando con Rauschning, Hitler llegaba con frecuencia a embriagarse con la perspectiva de un gran movimiento revolucionario que destruyese todo el orden social europeo.”
                  (BULLOCK, Alan.Hitler –Estudio de una
                 tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,  1959, t. 2. p.
                 718). 

“Or, le nazisme prend cette non-valeur pour valeur fondamentale: il exalte la violence, l’extermination des faibles, des malades, des dégénérés, et la nécessité pour l’homme allemand d’apprendre à tuer son prochain. “
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 88, maio 1986.

 “Aquelas horas [início da guerra de 1914] foram para mim uma libertação das desagradáveis recordações da juventude. Até hoje não me envergonho de confessar que, dominado por delirante entusiamo, caí de joelhos e, de todo coração, agradeci aos céus ter-me proporcionado a felicidade de poder viver nessa época.”
HITLER,  Adolf.  Minha luta. 8. ed. São Paulo:           Mestre Jou, 1962. p. 109.

“Estavam convencidos da verdade do seguinte princípio: o ataque constitui a arma mais eficaz da defesa, uma vez que a razão se cala e a violência é chamada a falar.” “Depois disso, incitei-os a irem para frente, logo que notassem qualquer tentativa de assalto, sem esquecerem que o melhor meio de defesa é o ataque.”
HITLER,  Adolf.  Minha luta. 8. ed. São Paulo: Mestre Jou, 1962. p. 307 e 315.
Marxismo: “Los comunistas consideran indigno ocultar sus ideas y propósitos.  Proclaman abiertamente que sus objetivos sólo pueden ser alcanzados derrocando por la violencia todo el orden social existente.”   (MARX, Karl &
            ENGELS,  Friedrich. Manifiesto del Partido
            Comunista. Moscú:  Editorial Progreso,  1981. p.
            67)

“Vejam esta soberba frase de estilo spengleriano [escrita por Marx]: ‘Nada na História foi realizado sem violência e sem a brutalidade de ferro; e se Alexandre, César e Napoleão tivessem manifestado o mesmo sentimentalismo cor-de-rosa, o que teria acontecido com a História’? (...) No culto da violêcia e do triunfo do mais forte, Marx nada mais realiza do que seguir o caminho tradicionalmente traçado por seu mestre Georg Wilhelm Friedrich Hegel, na dialética do senhor e do escravo da Fenomenologia do Espírito.” 
               (PENNA, José Osvaldo de Meira. A ideologia
              do século XX. 2. ed. Rio de Janeiro: Nórdica,
              1994. p. 196)

 “(...) la dictadura del proletariado es necesaria,  y la victoria sobre la burguesía es imposible sin una guerra prolongada,  tenaz,  desesperada,  a muerte;  una guerra que exige serenidad,  disciplina,  firmeza,  inflexibilidad y una voluntad única.” (LENIN,  V. I.  La enfermedad infantil
             del “izquierdismo” en el comunismo.Moscú: 
             Editorial Progreso,  s/d.  p. 10)

     “Ni una sola cuestión de la lucha de clases se há resuelto aún en la historia de outro modo que no sea por la violencia.” (LENIN,  V. I. Acerca de la gran   revolución
              socialista de octubre. Moscou: Editorial
              Progresso,  1976,  p. 50)

     “La organización de los obreros dbe ser,  primero,  profesional;  segundo,  lo más amplia possible;  tercero,  lo menos clandestina posible  (aquí y más adelante me refiero,  claro está,  sólo a la Rusia autocrática).  Por el contario,  la organización de los revolucionarios debe agrupar,  ante todo y sobre todo a personas cuya profesión se la actividad revolucionaria  (por eso hablo de una organización de revolucionarios,  teniendo en cuenta a los revolucionarios socialdemócratas.”  (LENIN,   V. I. ¿Qué hacer?  Moscou: 
                 Editorial Progreso,  1981. p. 123)

     “Além do mais,  a luta pela paz,  pela coexistência pacífica entre regimes sociais diferentes,  não significa,  de nenhuma forma,  renúncia à inssurreição armada,  ali onde as condições objetivas sejam favoráveis à luta..”
             (CARVALHO,  Péricles de & ALMEIDA, 
             Francisco. PcdoB  (1962-1984):  A sobrevivência
             de um  erro. 2. ed. São Paulo: Edições Novos
             Rumos,  p. 48)

     “Todos os comunistas devem compreender a seguinte verdade: ‘O poder político nasce do fuzil’.” (TSE-TUNG, 
              Mao.  O livro vermelho.   São Paulo,  Global,  s/d.
              p. 66)

     “Para falar sem esconder as palavras — conclui Mao Tsé-tung — foi necessário durante um curto período implantar o terror em todas as regiões rurais.  Sem isso não teria sido possível suprimir as atividades dos contra-revolucionários nos campos,  nem derrubar as autoridades dos senhores da terra.”   (KRIEG,   E. Mao-Tsé-tung - o
              imperador vermelho de Pequim.  São Paulo: 
              Otto Pierre,  Editores,   s/d.  p. 53)  

     “— Não devemos temer a violência — explicava Guevara —,  pois ela é parteira das sociedades novas.”
              (ROJO,  Ricardo.  Meu amigo Che.3. ed.,  São
              Paulo:  Traço Editora,  s/d. p. 158)

  “Há campos de concentração na Rússia — e é inconcebível,  após setenta anos da revolução bolchevique,  que neles estejam ‘contra-revolucionários’,  mesmo porque não há revolução na Rússia,  mas um regime político bem definido e estabelecido,  de sorte que nem mesmo a desculpa inicial para tais campos pode ser mantida.  Há campos de ‘reeducação’,  isto é,  de trabalhos forçados,  na China. Há prisioneiros políticos em Cuba.  Há invasão do Camboja pelo Vietnã.  Há invasão imperialista russa do Afeganistão, (...).”   (CHAUÍ,  Marilena.  PT “leve e
                suave”?  In SADER,  Emir (org.) E agora,  PT?
                São Paulo: Brasiliense,  1986.  p. 92)

"(...) Lipson (1993) named Hitlerism and the nuclear bomb as the two great evils of the 20th century. Stalin's tyranny lasted longer, Pol Pot killed a higher proportion of his country's population  (…)."
(RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  .Acesso em: 29-05-2010).
“O que você fez com todos os kulaks [ os camponeses mais ricos]?’ questionou Churchill.
‘Nós os matamos, respondeu Stálin”
REES, Laurence. Stálin, os nazistas e o ocidente: a Segunda Guerra Mundial entre quatro  paredes. São Paulo: Larousse do Brasil, 2009. p. 211.

10-A – Nazismo e Marxismo cultivam o terror e a repressão.

“Durante a Segunda Guerra Mundial, o sistema concentracionário instalou-se na Europa Continental, e o Campo de concentração, o Lager ou o Gulag figuravam nos mapas da Europa dos Urais ao sopé dos Pirineus.”   (COURTOIS, Stéphane. O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 490)
“Em ambos os casos, um ditador, um partido que se inculca identifica com a nação e persegue todos os que lhe não aceitam as idéias indiscutíveis, um regime caracterizado pelo desrespeito a todos os direitos e pelo emprego, em escala inaudita, da coação e da violência.” (FRANCA, Leonel.Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de  Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 214, dez. 1944).  
“As Tony Judt put it,today no one can dispute the criminal nature of communism. It should be added, that communism killed many more people than Nazism, it killed over a longer period of time than Nazism, and it began doing so before
Nazism.”  (BENOIST, Alain de. Nazism and Communism: Evil twins? Eléments, No 92 (July 1998), p. 15-24.Les Amis d'Alain de Benoist. p. 179. Disponível em: . Acesso em: 21-10-2011).
“O comunismo e outros governos fundados sobre utopias encorajaram as pessoas a ser violentas quando as convocaram para lutar por um sonho. Pelo sonho vale tudo. Aqueles sistemas políticos levaram as pessoas a acreditar que fora da utopia não existe o bem. Por essa razão, tanto o comunismo como o nazismo e o fascismo degeneraram no assassinato coletivo de enormes proporções.”
(CARELLI, Gabriela. Vivemos no melhor dos tempos. Veja, São Paulo, no 2250, p.15, 04-01-2012.  [Entrevistado: Steven Pinker, professor de psicologia na universidade de Harvard]



Nazismo: “Foram os regimes fascistas ou autoritários, aliados da Alemanha, que introduziram o Campo de Concentração na história dos seus respectivos países.”
              (COURTOIS, Stéphane. O livro negro do
              comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p.
              490)
Marxismo: “Entretanto, os arquivos e os testemunhos abundantes mostram que o terror foi, desde sua origem, uma das dimensões fundamentais do comunismo moderno. Abandonemos a idéia de que tal execução de reféns, tal massacre de trabalhadores revoltados, tal heatombe de camponeses mortos de fome, foram somente ‘acidentes’ conjunturais, próprios a tais países ou a tal época.  O nosso método ultrapassa a especificidade de cada terreno e considera a dimensão criminosa como uma das dimensões próprias ao conjunto do sistema comunsita, durante todo o seu período de existência.”(COURTOIS, Stéphane et alii.
                 O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro:
                 Bertrand, 1999. p. 15)

“Ora, sabemos que se Lenin e Trotsky, em nome da universalidade concreta da classe operária muncial, rasgaram o contrato social, desrespeitaram todas as leis e chegaram a até a ordenar o fuzilamento mesmo de ex-camaradas, jamais extenderam esse amoralismo para qualquer domínio ou fim privado, por mais insignificante que fosse o benefício e o resultado.”  ( BENOIT,  Hector.
                    Do amoralismo universal ao privado.  Crítica
                    M arxista. São Paulo, nº 14, p. 103, 2002).



11 - Nazismo e Marxismo colocam-se acima da moral.

“Hitler e Stalin não conhecem princípios.  Nisso são parecidos.”  (THYSSEN,  Fritz.  Eu financiei Hitler.  Porto  Alegre: 
           Globo, 1942.  p. 79)
“Independentemente de seus talentos individuais  — incontestáveis — para a manobra política,  os dois ditadores possuem sobre seus rivais uma superioridade radical:  não têm o mais mínimo sentimento moral.  Munindo-os de uma crença,  a ideologia livrou-os de qualquer escrúpulo acerca dos meios.”    (FURET, François.  O passado de uma  ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p.  233)

Nazismo:  “In Hitler’s utterances there runs the theme that the supreme leader is above the morals of ordinary man.  Hegel and Nietzsche thought so too.” (SHIRER,  William L.
             The rise and fall of the Third Reich. First
             Crest printing,  New York,  Fawcett World
             Library,  1962. p. 161.).

            “A genius with a mission was above the law;  he could not be bound by ‘bourgeois’ morals.  Thus,  when his time for action came,  Hitler could justify the most ruthless and cold-blooded deeds,  the suppression of personal freedom,  the brutal practice of slave labor,  the depravities of the concentration camp,  the massacre of his own followers in June 1934,  the killing of war prisioners and the mass slaughter of the Jews.”  (SHIRER,  William L. Op. cit.
              p. 162).

                “He  [Hitler],  who was so monumentally intolerant by his very nature,  was strangely tolerant of one human  condition — a man’s morals.  No other party in Germany came near to attracting so many shady characters.  As we have seen,  a conglomeration of pimps,  murderers,  homosexuals,  alcoholics and blackmailers flocked to the party as if to a natural haven.”(SHIRER,  William L. Op.
              cit. p. 173). 

     “A famosa frase,  ‘o direito é aquilo que é bom para o povo alemão’,   destinava-se apenas à propaganda de massa; o que se dizia aos nazista era que  ‘o direito é aquilo que é bom para o movimento’,  e os dois interesses absolutamente não coincidiam.” (ARENDT,  Hannah.  Origens do
                totalitarismo.  São Paulo,  Companhia das Letras,
                1989. p. 461)

    “Não há atitude que não possa ser justificada em última instância pelos benefícios que traga à comunidade.”
                (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto
                Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p. 417)

    “Podem ser elaborados pactos e feitas declarações à vontade.  Não tenho fé em papéis,  mas tenho fé em vós,  meus concidadãos!” (HITLER,  Adolf.  Minha nova 
                ordem. Porto   Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p.
                460)

     “Os compromissos verbais ou escritos,  não têm,  para ele [Hitler] qualquer significação quando deixam de cooncorrer para a glória do Führer e da Alemanha.  São documentos provisórios,  destinados a desaparecer,  no momento oportuno.” (HENDERSON, Nevile.  Dois anos
               junto de Hitler.  Lisboa:    Parceria António Maria 
               Pereira,  1940.  p. 79)  

     “La Weltanschauung  nazi hacía caso omiso de los cánones normales de la ética y la moralidad.”   (SNYDER, 
            Louis L.  La guerra 1939-1945.Barcelona: 
               Martinez Roca,  1964.  p. 102)

    “Para Hitler,  a única moralidade que contava era a dedicação à sua causa:  e ele proclamara isto despudoradamente nas páginas do Mein Kamp, (...).”            
               (MANWELL,  Roger.  SS  Gestapo:  A caveira
                sinistra.  Rio de Janeiro:  Editora Renes,  1974.  p. 16-
                17)

“Mas Adolfo Hitler, chegado ao poder como sempre predisse, era igualmente servido pela sua monumental inconsciência, por uma ignorância total, que desconhecia o impossível, que nenhuma ética, nem nenhum escrúpulo religioso ou moral, limitavam, (...).”  
                (GOSSET, Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.
                 ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 263)

“Eles não pensavam, realmente, em apenas resolver questões de classe e poder, mas em reverter a moral européia, arrasar a herança do moralismo cristão e do humanismo iluminista e criar um novo mundo baseado na biologia, na raça, na dominação e no ódio.”
BERTONHA, João Fábio. Sobre a direita: estudos sobre o fascismo, o nazismo e o integralismo. Maringá: EUEM, 2008. p. 332 e 351.
Marxismo: “A história mostra que as guerras dividem-se em duas categorias:  justas e injustas. Todas as guerras progressistas são justas,  e todas as guerras que impedem o progresso são injustas.  Nos,  os comunistas,  opomo-nos a todas as guerras injustas que impedem o progresso,  mas não nos opomos às  guerras progressistas,  às guerras justas.”
              (TSE-TUNG,  Mao.  O livro vermelho. São Paulo, 
              Global,  s/d. p. 64-65)

     “O revolucionário é um homem antecipadamente perdido’ — define-o Netchaév — que não tem interesses,  ligações,  sentimentos ou identidade,  a não ser a sua idéia fixa:  a revolução,  seu Deus e sua justificação.  Ele é o perito da destruição.  A moral,  para ele,  é ‘tudo o que contribui para o triunfo da revolução;  imoral e criminoso,  tudo o que a entrava’.   Dir-se-ia que ele é um apaixonado do nada — (...).”  (BARROS,  Roque Spencer Maciel de. O
              fenômeno totalitário.  Belo Horizonte: 
              Itatiaia/São Paulo:  EDUSP,  1990.  p. 367)

“Pour le révolutionnaire [selon Netchaev], tour ce qui sert la
révolution est moral : Lénine, plus tard, redira ces mots.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris : Gallimard, 1970. p. 119.

          “A moralidade comunista é altamente flexível. Baseia-se num conceito único:  tudo o que provocar o progresso em direção ao comunismo é necessariamente bom,  e tudo o que interferir nesse progresso é necessariamente mau.  Os comunistas chamam a esse padrão de moralidade,  ‘utilidade proletária’. (...) Os comunistas não somente rejeitam de forma absoluta o tradicional conceito judaico-cristão de moralidade,  com seus padrões objetivos do que é bom e do que é mau,  mas também a própria idéia de que possa existir qualquer padrão objetivo de moralidade.  Segundo a concepção moral comunista, não há nada absoluto,  final ou sagrado — exceto o próprio comunismo.”   (HOOVER,  J.
                      Edgar.  Estudo sobre o comunismo.  Belo
                      Horizonte:  Itatiaia,  1964. p. 57) 

     “Desde el principio,  la era soviética se há señalado por su extremada falta de moral:  convirtió a la persona humana en un objeto,  en una cifra estadística,  y redujo el respeto por la vida hasta casi hacerlo desaparecer. Con tal de lograr sus fines,  há proscrito la verdad,  el honor,  la bondad,  la lealtad personal y tantos otros  ‘despreciables prejuicios burgueses’.” (LYONS,   Eugene.  El paraíso perdido de los                  
                      trabajadores.  México:   Editorial Letras, 
                      1970. p. 318)

“A Moralidade é Moralidade de Classe e o nosso  código moral é, na realidade, simplesmente um sistema de tabus, elaborado com o objetivo de explorar as clases. Cada classe desenvolve sua própria moralidade. Lenin afirma: ‘A moralidade do proletariado é determinada pelas exigências das lutas de classe’. Ele é muito claro quanto àquilo que significa por estas palavras. O Partido Comunista representa os interesses do proletariado ou das classes trabalhadoras. A História tem decidido que o proletariado chegará ao poder através da revolução, seguida pela ditadura. Toda ação que contribua para o avanço da causa da revolução e da ditadura é boa. Qualquer ação que a impeça é má. Este critério se aplica não somente à moralidade, mas, também, à beleza e, como veremos mais adiante, à verdade também.”
SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento.Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 15.



11a – Nazismo e Marxismo opõem-se à "justiça burguesa".
"Meu filho, futuro advogado, me apresentou a tese de um professor, marxista, para quem o Estado de Direito não passa de um 'artifício criado  para legitimar a dominação da burguesia sobre a sociedade'. Em troca eu apresentei a ele o programa do Partido Nazista alemão, que propunha eliminar o direito romano, pelo fato de este possuir um caráter “individualista e anti-social' e servir a uma 'ordenação materialista do mundo.'  O que vale para Lênin, vale também para Hitler…"
(MELLÃO NETO, João .  Tribunal não é tribuna. Blog do João Mellão,  25-05-2009.  Disponível em . Acesso em: 25-05-2009).


11b – Nazismo e Marxismo estimulam a natalidade fora do casamento.

Nazismo: “Mas o índice de natalidade das SS não era muito encorajador;  em agosto de 1936,  o tamanho médio das famílias SS estava entre um e dois filhos.  Com o objetivo de  aumentar o número de nascimentos,  a fecundação ilegítima foi bastante encorajada pelo governo, (...).”  (MANWELL,
              Roger.  SS e Gestapo:  A caveira sinistra.  Rio de
             Janeiro: Editora Renes, 1974.  p. 59)

“Para proporcionar a essas mulheres a possibilidade de ter filhos, e, ao mesmo tempo, dar a ‘homens úteis, dotados de caráter, física e psiquicamente sadios’, um meio de se ‘multiplicar’ em maior quantidade, montar-se-ia um processus especial de propostas e seleções a fim de eles ‘poderem contrair matrimônio legal não só com uma única esposa, mas também com outra’. Himmler completou as sugestões expostas por Bormann num memorando e apresentou, por exemplo, a ideia de assegurar à primeira esposa uma situação privilegiada, dando-lhe o título de Domina; (...).”
FEST, Joachim C. Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976.  p. 817.

“Galen, filho de uma das mais antigas e nobres famílias da Alemanha, cuja origem data de 1246, centralizou seus ataques contra a teoria nazista de que as crianças pertencem ao Estado, o que significa que não interessa se são fruto do matrimônio ou não, desde que tenham pais racialmente perfeitos, e que o cristianismo é uma religião pouco própira para a mocidade contemporânea.”
LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional,  1944. p. 239.
Marxismo: “As mulheres serão libertadas,  então,  de todos os laços que lhes são impostos pela sociedade burguesa.  A tirania doméstica desaparecerá.  A mulher não estará mais ligada ao fogo.  A educação dos filhos tornar-se-á uma obra social;  a diferença entre os filhos ‘legítimos’ e ‘não regularizados’  desaparecerá.  (RIAZANOV,  D.  A
               doutrina comunista do casamento. São Paulo:
               E.C.I. ,  1945. p. 72)

     “Os jovens podem se amar e ter filhos,  sem serem casados ou sem se casar.”(LAGOS,  Fiorella.  China: Os
               filhos de Mao.  Manchete,  1212 : 60, 12 jul.
               1975)


12 - Nazismo e Marxismo,  portanto,  empregam propaganda mentirosa.
“(...) embora fossem retoricamente adversários,  têm muito em comum em suas bases.  No momento,  queremos assinalar um aspecto:  o de explorar  consciente e metodicamente a mentira.  Ambos confiavam cegamente no poder da propaganda. (...) Havia razões históricas para que os dirigentes dos dois regimes totalitários considerassem a propaganda mentirosa como elemento básico de seu poder.” (GOLGHER,  Isaías.   A tragédia do  comunismo judeu. Belo Horizonte:  Editora
                Mineira, s/d.   p. 65)
“Au communisme, les nazis, singeant fidèlement le fascisme italien, ont volé quelque chose de beaucoup plus important, un mot et un art prestigeux: ‘la Propagande’.”   (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 68)

“Mais do que as outras décadas de nosso século, os anos 30 foram a era da mentira, tanto grande como pequena. Os governos nazista e soviético mentiram numa escala colossal, utilizando amplos recuros financeiros e tendo coo empregados milhares de intelectuais.” (JOHNSON, Paul. Os intelectuais. Rio de Janeiro: Imago, 1990. p. 308)

Nazismo: “Une propagande ‘foudroyante’ produira ainsi le Vouloir commun. Affiches, discours, manifestations, Images vivantes  et Mythes ardents proposésà des cerveaux simples, emploi de l’erreur et du  mensonge autant que de la vérité, de la haine comme de l’amour, rien ne sera négligé.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 227.

“(...) el uso de la mentira para la propaganda es para él un método enteramente aceptable y normal, siempre que la mentira tenga probabilidad de provocar el efecto que se desea. Hitler tiene aquí su propia teoría, según la cual el pueblo traga las grandes mentiras más facilmente que las pequeñas: (...).”
YURRE, Gregorio R. de. Totalitarismo y egolatría.Madrid: Aguilar, 1962. p.  432.



13 - Nazismo e Marxismo prometem um milênio paradisíaco.

“Essas duas ideologias assumiram o poder no século 20.  Elas têm por objetivo chegar a uma sociedade perfeita, extirpando o princípio mau que se opõe a isso.”   (BESANÇON,  Alain. Memória   não retém atrocidades do comunismo. 
               O Estado de São   Paulo, 15 de fevereiro de 1998. p. A-18)
“O mito do progresso, típico do século passado, o da sociedade sem classes marxista, o nacional-socialista do ‘Terceiro Reich’ e o ecológico dos ‘verdes’entroncam com este filão de messianismo laico: ele rpessupõe a negação do pecado original e da missão da Igreja e a ‘auto-redenção’da humanidade na história e através da história.” (MATTEI, Roberto de. O cruzado do século XX – Plínio Corrêa de Oliveira. Porto: Civilização, 1997. p. 357-358).
“Gli uni e gli altri, volendo creare il Paradiso sulla terra, hanno in realtà manifestato, loro malgrado, il volto dell'Inferno.”
(Il nazismo. Disponível em: < http://www.culturanuova.net/storia/3.nazismo.php>. Acesso em: 16-05-2004)
“O sentimento marxista pode perfeitamente ser comparado àquele despertado por Hitler no coração do povo alemão. No livro Minha Luta, Hitler deixou transparecer o ideal utópico de um império paradisíaco que duraria mil anos.”  (VILLAVERDE, Leo. A natureza mística do marxismo. 2. ed. São Paulo: Editora Il Rung, 1987.  p. 199)
“O comunismo, como o nazismo, é um movimento de massas investido de espírito messiânico. Ele aposta na ruptura do ordem real das causas históricas e na instauração de uma sociedade inventada.” (CARVALHO, Olavo de. Entrevista à Revista do Clube Militar, ano LXXIV, nº 386, ago./set. 2001. Disponível em: .  Acesso em: 13-02-2007).

Nazismo: “O fundo mesisiânico do nacional-socialismo germânico é manifesto: o Führer é um vate e condutor predestinado do seu povo para fazê-lo alcançar a felicidade e a dominação universal.” (SOUSA,  José Pedro Galvão de. 
               Comunismo e nazismo:  seu parentesco ideológico.
               O Estado de São Paulo, 3 de dezembro de 1987.
               p. 34)

    “Afirmou ele [Hitler] que finalmente conseguira criar um perfeito paraíso socialista.” (SWING,  Raymond Gram.
               Comentário,  in:  HITLER,  Adolf.  Minha nova
               ordem. Porto  Alegre: Meridiano,  sd.  [l941?], p.
               111)   

    “Estamos firmemente resolvidos a construir um estado social que deve ser e será um modelo de perfeição em cada esfera da vida...” (HITLER, Adolf.  Minha nova  ordem.
                Porto Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 656)

“Hitler (...) engendrou um místico fervor ‘religioso’ no povo alemão, com um ideal utópico de Reino milenar e feliz, através da sua personaldiade e carisma místicos.” (VILLAVERDE, Leo. A natureza mística do marxismo. 2. ed. São Paulo: Editora Il Rung, 1987.  p. 268)

“(…) homens como Josef Goebbels, Heinrich Himmler, Robert Ley, Julius Streicher, Joachim von Ribbentrop e, claro, Adolf Hitler e Rudolf Hess. Todos estavam determinados a criar um mundo novo, onde a supremacía e o misticismo arianos se tornassem um fato (…).”
ALLEN, Martin. A missão secreta de Rudolf Hess.Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 27-28.

“(…) o conhecido desejo nazista de criar um mundo novo, belo e perfeito (onde jovens arianas com longos cabelos loiros cantariam glórias à Pátria germânica em colossais templos e onde os puros e limpos alemães cuidariam carinhosamente de suas famílias e animais, em grande camaradagem e fraternidade) (…).”
BERTONHA, João Fábio. Sobre a direita: estudos sobre o fascismo, o nazismo e o integralismo. Maringá: EUEM, 2008. p. 350.

Marxismo:“Al mismo tiempo que el antagonismo de las clases en el interior de las naciones,  desaparecerá la hostilidad de las naciones entre sí.”  (MARX, Karl &
            ENGELS,  Friedrich. Manifiesto del Partido
            Comunista. Moscú,  Editorial Progreso,  1981. p.
            50)

     “A sociedade socialista é uma sociedade nova,  rica,  quanto ao consumo,  quando ao desenvolvimento da instrução e da cultura,  mas sobretudo por causa do fim da exploração e,  portanto,  da luta freqüentemente mortal entre os homens pelo bem-estar e pela riqueza.” (TOGLIATTI,
             Palmiro.  Socialismo e democracia. Rio de Janeiro: 
             Ilha,  1980.  p. 208-209)

     “Somente o socialismo pode acabar com as tremendas injustiças sociais,  garantir a verdadeira independência da nação,  fomentar o rápido desenvolvimento das forças produtivas e abrir uma perspectiva de progresso social,  de liberdade,  de florescimento da cultura nacional,  de bem-estar e conforto para todos os que trabalham e produzem riquezas.”  (AMAZONAS,  João.  Capitalismo e
              socialismo.  São Paulo:  Centro de Cultura
              Operária, s/d. p. 23)

     “No comunismo,  o egoísmo humano desaparece.”
             (URIBE,  Marta H. Gabriela.  Socialismo e
              comunismo.  São Paulo,  Global Editora, s/d
             [1980?]. p. 46)  


14 - Nazismo e Marxismo ficaram longe de cumprir suas promessas.

“Estes dois movimentos  [nazismo e socialismo],  depois de conseguirem a tomada do poder,  desistiram dos compromissos assumidos anteriormente perante o mundo.”   (SCHPATOFF,  George.  Eu acuso a União Soviética.  2.ed.,  Curitiba: s/ed., 1970. p. 105)


Nazismo: “O movimento [nazista] revelava contradições notáveis entre as afirmações programáticas e a prática política. O campesinato era anunciado como o ‘princípio vificante da nação’,  mas o despovoamento das áreas rurais continuou e a Alemanha tornou-se de fato mais urbanizada durante o Terceiro Reich.  Apesar das promessas de dar a cada alemão ‘uma pequena casa no campo’,  os planos de construção nazistas se concentraram quase exclusivamente na arquitetura urbana monumental.  As mulheres deviam ficar em casa e dedicar-se a seu papel de mães,  mas,  mesmo antes da deflagração da guerra em 1939,  havia mais mulheres na força de trabalho do que até então.  O pequeno empresário devia prosperar no Terceiro Reich,  mas na realidade os negócios e a indústria tornaram-se mais concentrados.  As contradições,  como as animosidades,  eram inumeráveis.” (EKSTEINS,  Modris. A sagração da
              primavera:  a grande guerra e o nascimento da
              era modernaRio de Janeiro:  Rocco, 1991. p. 
              401)


Marxismo: “(...) mas ainda não se afirmaram os traços sem os quais o comunismo vislumbrado por Marx é impensável:  a liquidação completa das classes sociais,  a ultrapassagem das carências materiais,  o desaparecimento de instituições de coação política (como o Estado),  o fim da divisão social do trabalho etc.”  (PAULO NETTO,  José.  O que todo
             cidadão precisa saber sobre comunismo.  São
             Paulo:  Global,  1986. p. 55)  

     “(...)  a aberação de regimes políticos e formações sociais nascidos de revoluções que se apresentaram com a finalidade de instaurar o reino da liberdade,  mas que se cumpriram e se cumprem pela abolição de todas as liberdades,  aniquilando a autonomia individual e coletiva pelo total desprezo pelos direitos e graças à destruição da esfera jurídica e política da lei  (substituída pelo arbítrio da polícia secreta),  levando à dominação estatal da economia,  da sociedade,  da política e da cultura,  ocultando as informações,  bloqueando a criação científica e artística,  apagando as diferenças constitutivas entre economia,  política,  cultura e legalidade de tal modo que pode substituir a possibilidade de multiplicação dos poderes sociais pela argamassa identificadora,  designada como ‘ditadura do proletariado’ e que nada mais é senão o poderio ilimitado de uma burocracia disciplinadora e de uma polícia vigilante; (...).”  (CHAUÍ,  Marilena.  PT ‘leve e suave’?  In 
                      SADER,  Emir  (org.)  E agora,  PT?  São
                      Paulo:  Brasiliense,  1986. p. 86)

    “A ilusão de universalidade,  consubstancial à crença revolucionária de tipo jacobino ou leninista (...) é tão cheia de desmentidos trágicos à promessa de felicidade coletiva que ostenta.” (FURET, François.  O passado de uma
                ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no
                século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 129)

15 - Nazismo e Marxismo odeiam a monarquia.

Nazismo: “Hitler nunca pensou,  seriamente,  em uma restauração da monarquia,  coisa que Hindemburg e muitos dos seus amigos políticos esperavam do novo regime.  Não era raro que ele dissesse:
     — Dei ordem para que continuem os pagamentos das pensões dos ministros sociais-democratas.  Não se pode recusar-lhes um mérito,   o de terem liquidado a monarquia.  Isto significa um grande passo para a frente.  Foram eles os primeiros a nos prepararem caminho.  Então,  iremos agora restaurar a monarquia?  Eu dividir o poder com outros?  Vejam a Itália!  Pensam  que eu sou tolo?  Os monarcas sempre se mostraram ingratos para com seus primeiros colaboradores.  Temos o exemplo de Bismarck.  Não,  não caio nessa armadilha,  por muito que os Hohenzollern mostrem-se agora amáveis.”
             SPEER,  Albert. Por dentro   do III Reich.  Os anos
           de glória. 2.ed., Rio de  Janeiro: Artenova,  1971,
           p.55.

     “Causava-me intenso prazer que a social democracia dirigisse a luta pelo direito do voto secreto e universal.  A minha razão já me dizia,  porém,  que essa conquista deveria levar a um enfraquecimento do regime dos Habsburgos,  por
mim já tão odiado.” (HITLER,  Adolf. Minha luta.                 
             São Paulo:  Editora Moraes,  1983,  p.  36)

     “A felicidade de possuir um grande monarca e um grande homem combinados na mesma pessoa é tão rara na vida das nações que elas têm de se contentar com que a maldade da sorte poupe-as ao menos dos erros mais graves.
     A virtude e a significação da idéia monárquica não podem essencilamente estar ligadas à pessoa do monarca,  a menos que Deus se digne pôr a coroa sobre a cabeça de um grande herói como Frederico o Grande ou um caráter prudente como Guilherme I.  Isto pode acontecer uma vez em vários séculos,  raras vezes mais freqüentemente.”
             (HITLER,  Adolf. Minha luta.  São Paulo:  Editora
             Moraes,  1983,  p. 157)

     “(...) os movimentos fascistas — o italiano e o alemão — não apelavam aos guardiães históricos da ordem conservadora,   a  Igreja e o rei,  mas,  ao contrário buscavam complementá-los com um princípio de liderança inteiramente não tradicional,  corporificado no homem que se faz a si mesmo,  legitimizado pelo apoio das massa,  por ideologias seculares  e às vezes cultas.”  
              HOBSBAWM,   Eric J.  Era dos extremos: O breve 
              século XX: 1914-1991.  São Paulo:  Companhia das
             Letras, 1995.  p. 120. 

“Brüning, católico e monárquico, era inimigo mortal de todos os princípios do nacional-socialismo.”
      “Quanto a Hitler, volta de Itália definitivamente desgostado com os aristocratas decadentes que na Itália borboleteiam à volta do poder. Príncipes e princesas, divertidos por este rústico, multiplicaram as insolências e as picadas de alfinete.
     Ao desembarcar em Berlim, diz furiosamente a Franz von Papen:
     — Nunca tinha sido anti-monárquico até hoje. Sou-o agora.”  (...) A última esperança da restauração duma monarquia na Alemanha, alimentada pelo Presidente Hindenburg até ao seu leito de morte, desvaneceu-se em Veneza...” (GOSSET,  Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.
               ed. Lisboa: Aster, s.d. v. 1, p. 180 e 327)

“Hitler se felicitó, después de la caída de Mussolini, de que no hubiese en Alemania una monarquía que pudiera ser manejada, como lo había sido la autoridad real en Italia, para echarlo de su cargo.” (BULLOCK, Alan.Hitler – 
                 Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 
                 1959, t. 2. p. 682). 

"In keeping with the fundamental opposition between Churchill's English conservatism (Rightism) and any form of socialism, it might also be noted that German monarchists were among Hitler's victims on 'the night of the long knives'. 
RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  . Acesso em: 05-06-2010.
“O governo nazista confiscou todos os bens da  família dos Habsburgo. Mais um ato tipicamente comunista, que comprova o caráter socialista do partido do Sr. Hitler, só não reconhecido por aqueles que querem tapar o sol com a peneira.”
OLIVEIRA, Plinio Correa de.  7 dias em revista. Legionário, São Paulo,  n.º 344, 16 de abril de 1939. Disponível em:  . Acesso em: 08-12-2011.

“Depois de ter afastado peremptoriamente qualquer possibilidade de restauração monárquica, Hitler prossegue na sua política niveladora, chegando a proibir os funcionários públicos a freqüentarem os círculos aristocráticos por ser o espírito nazista avesso às diferenças de classe. Pequeno indício, entre mil outros, da proletarização da vida social na Alemanha, que é a grande característica da ação social do nazismo.”
OLIVEIRA, Plinio Correa de.  7 dias em revista. Legionário, São Paulo,  n.º 348, 14 de maio de 1939. Disponível em:  . Acesso em: 09-01-2012.
“(...) Hitler não era um monarquista (...).”  LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 76.

Marxismo:“Pero en provincias,  en los lugares alejados del centro,  y sobre todo en las zonas de Rusia donde se concentraba la mayor cantidad conocida de población relativamente atrasada y donde se mantenían más fuertes la tradiciones monárquicas y medievales,  por ejemplo,  en las provincias cosacas,  el Poder soviético há tenido que vencer una resistencia que adquiría formas militares y sólo ahora,  cuando há transcurrido más de cuatro meses desde la Revolución de Octubre,  va  tocando a su fin.” (LENIN,  V.
          I. Acerca de la gran revolución socialista de
          octubre. Moscou,  Editorial Progresso, 1976,  p. 93)

    “Los campesinos que han derribado al zarismo y a los terratenientes sueñan con el  igualitarismo, (...).” (LENIN,
         V. I.  Op. cit. p. 191)

     “No cabe duda de que la edificación socialista es una tarea muy dificil en un país campesino como Rusia.  No cabe duda de que há sido relativamente fácil barrer a enemigos como el zarismo,  el poder de los terratenientes y la propiedad agraria terrateniente. (LENIN,  V. I. Acerca de
              la gran revolución socialista de octubre.Moscou:       
              Editorial Progresso,  1976,  p. 205)

“Segundo o relatório de atividades da GPU para o ano de 1924, a polícia política teria: (...) ‘liqüidado’ (...) 24 organizações monarquistas (1.245 prisões), (...).”     
                (COURTOIS, Stéphane et alii.O livro negro do
                comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p.
                164)

“Indiscutivelmente a Monarquia e a Igreja Espanhola foram os dois embaraços maiores que o comunismo encontrava ao seu passo, por isso foi preciso eliminar a cada um, e por determinação exclusiva de Trotsky, que, desde o retiro de Paris ia orientando os partidários do comunismo, na Espanha, assim como o demonstram os diversos artigos publicados na La Verité, órgão do partido comunista francês, e suas diversas cartas dirigidas aos leaders do comunismo espanhol.”
(LA PENA, Aniano R. de. O anarchismo na Hespanha. A ordem, Rio de Janeiro, p. 444, maio. 1937).

“A república democrática – a mais elevada das formas de Estado, e que, em nossas atuais condições sociais, vai aparecendo como uma necessidade cada vez mais iniludível, e é a única forma de Estado sob a qual pode ser travada a última e definitiva batalha entre o proletariado e a burguesia – não mais reconhece oficialmente as diferenças de fortuna.”
ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do estado. 11. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1987. p. 194.

16 - Nazismo e Marxismo odeiam a Idade Média.
Nazismo:


Marxismo:"En nuestra revolución proletaria no há habido este maldito ‘respecto’ a esa tres veces maldita Edad Media y a esa ‘sacrosanta propiedad privada’.” (LENIN,  V. I.
          Acerca de la gran revolución socialista de octubre.
          Moscou:  Editorial Progresso, 1976,  p. 332)  

16-a - Nazismo e Marxismo combatem as tradições.
Nazismo: “Hitler and Mussolini both wanted to break decisevely with the past. They dislike parliamentary democracy because they saw it as a political system ill-designed to achieve a puerpose rapidly.
WILLIAMS, Howard. Nietzsche and fascism. History of European Ideas,Oxford, v. 11, p.895, 1989.
“(...) ‘nem o fascismo nem o nacional-socialismo eram inteiramente contra-revolucionários’, na medida em que não pretendiam – especialmente o segundo – um regresso ao passado, mas sim – tal como o comunismo – ‘uma ruptura radical com o passado’.”
FELICE, Renzo de. Explicar o fascismo. Lisboa: Edições 70, 1978. p. 30

Marxismo:


History of European Ideas, Oxford, v. 11, p. 62, 1989.
17 - Nazismo e Marxismo odeiam as aristocracias,  e visam à proletarização das
       classes  média e alta
“Fala-se muito na diferença entre o nazismo e comunismo. O LEGIONÁRIO sempre mostrou que essa diferença é nula.
Um dos aspectos típicos do nazismo é seu ódio a todos os elementos da antiga aristocracia européia. Perseguiu-os com o ódio feroz e estúpido dos comunistas. E até agora, quando o nazismo está em vias de esboroamento, continua nessa perseguição.
De Londres, veio-nos o telegrama de que o príncipe e a princesa de Bourbon-Parma foram presos na França, e retidos num campo de concentração na Alemanha.
Por que? Simplesmente porque são príncipes, será provavelmente.”   (OLIVEIRA, Pinio Correa de.  7 dias em revista. Legionário, São Paulo,  n.º 596, 9 de janeiro de 1944. Disponível em:  . Acesso em: 11-08-2006).

Nazismo:Nazismo: “The proletarianization of the German middle classes,  their decline from a status of economic and psychological independence to that of factory workers,  is one of the most dramatic events in recent German history.”
               (EBENSTEIN,  William.  The Nazi state. New
               York, Farrar & Rinehart, 1943. p. 247).

     “Para a esquerda do partido [nazista] e para as SA o aniquilamento dos marxistas foi tão-somente a primeira parte da revolução,  que agora deve dirigir-se com o mesmo rigor contra a direita conservadora que domina o país:  os grandes industriais e os Junkers,  seus  representantes políticos reacionários e a casta dos oficiais prussianos.”              
                 (ALEOTTI,  Luciano.  Hitler.  São Paulo: 
                 Melhoramentos,  1975. p. 94)

     “Depois de Taylor,  vários historiadores o confirmaram e um grupo do qual o mais eminente é Geoffrey Barraclough reconhece que Hitler,  apesar de reacionário,  destruiu a estrutura de classes milenar na sociedade alemã,  tornando possível,  assim,  a democracia na República Federal Alemã e o comunismo stalinista da República Democrática Alemã.”   (FRANCIS,  Paul. Mexericos sobre
                Hitler e a biografia de Céline.  Folha de São
                Paulo,  25 de    setembro de 1976, p. 27)

     “O que o nacional-socialismo sem dúvida realizou foi um expurgo radical das velhas elites e estruturas institucionais imperiais.  Afinal,  o único grupo que realmente lançou uma revolta contra Hitler — e foi conseqüentemente dizimado — foi o velho exército prussiano aristocrático,  em julho de 1944. Essa destruição das velhas elites e dos velhos esquemas,  reforçada após a guerra pelas políticas dos exércitos ocidentais de ocupação,  acabaria tornando possível construir a República Federal numa base muito mais sólida do que a República de Weimar  (...).”    
                (HOBSBAWM,  Eric J.  Era dos extremos: O
                breve século XX: 1914-1991.  São Paulo: 
                Companhia  das Letras, 1995.  p. 131). 

     “Mas os nacional-socialistas atacam a tradição religiosa do cristianismo,  a tradição social da aristocracia e do liberalismo burguês;  a ‘fé alemã’,  o enquadramento das massas,  o princípio do Chefe,  tem significado propriamente revolucionário.  O nacional-socialismo não marcava uma volta ao passado;  rompia com este,  tão radicalmente quanto o bolchevismo.”  (ARON,  Raymond. 
               Mitos e homens.  Rio de Janeiro:  Fundo de
               Cultura,  1959.  p. 47)

“Entonces [8-11-1941] desarrolló en su discurso otra idea que había de proporcionar pareja al tema del Nuevo Orden Europeo en la popaganda nazi, a saber: la de Alemania como una sociedad en la que habían sido abolidas las clases y los privilegios. Na Lueva Alemania en la Nueva Europa.”
                  (BULLOCK, Alan. Hitler –   Estudio de una
                 tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,  1959, t. 2. p.
                 607)


Marxismo:  “El socialismo es la supresión de las clases.”
             (LENIN,  V. I. Acerca de la gran  revolución
              socialista de octubre. Moscou: Editorial
              Progresso:  1976,  p. 234)

     “(...) o bolchevismo alterou a doutrina marxista da inevitável vitória final do proletariado,  organizando os seus membros como ‘proletários de nascença’  e tornando vergonhoso e escandaloso descender de qulquer outra classe.” (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.
                São Paulo:  Companhia das Letras, 1989. p.406-
                407)

     “O objetivo final de todos os países socialistas é a construção da sociedade comunista sem classes.”
                 (KLEMÉNTIEV,  D. & VASSÍLIEVA, T. 
                 Que é o socialismo?  Moscou:  Edições
                 Progresso, 1987.  p. 110)

       
“Se a totalidade dos camponeses pagou o tributo mais pesado ao projeto voluntarista stalinista de transformação radical da sociedade, outros grupos sociais, qualificados de ‘estranhos’ à ‘nova ordem socialista’, foram, a títulos diversos, exilados da sociedade, privados de seus direitos civis, expulsos de seu trabalho e de sua moradia, retrogradados na escala social, exilados: ‘especialistas burgueses’, ‘aristocratas’, membros do clero, profissionais liberais, pequenos empresários privados, comerciantes e artesãos foram as principais vítimas da ‘revolução anticapitalista’ lançada no início dos anos 30.”
                  (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do                    
                   comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand 1999. p. 
                  205)   

18  - Nazismo e Marxismo destroem os grupos naturais:  Família, sindicatos,  universidades

“Uma vez instaurada pelas massas,  a ditadura totalitária consolida o terreno sobre o qual se erigiu,  retirando da sociedade todos os meios de autonomia que lhe poderiam sobrar.  Hitler destruiu os Länder,  os partidos,  a aristocracia,  as associações independentes;  ao que não destruiu,  superpôs o sistema do partido único.  Stálin,  por seu lado,  herdeiro de um regime em que é proscrita a propriedade privada,  pôde liquidar até o campesinato,  para não falar das classes,  dos partidos e do mais:  o Partido Bolchevique reina soberano sobre uma plebe universal de indivíduos atomizados.”  (FURET, François.  O passado de uma  ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 511.)

Nazismo: “A política Nacional Socialista de estabelecer uma ‘frente trabalhista’ que transformasse as relações contratuais entre operário e patrão em relações comunitárias não teve um êxito retumbante.  Entretanto,  destruiu completamente a liberdade dos sindicatos.”  (FRIEDRICH,  Carl J. &
               BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e
               autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965.
               p. 199-200)

     “Em oito anos de poder,  os nazistas tinham feito um Gleichschaltung de todas as outras organizações da Alemanha;  toda a organização de todas as espécies ou tinha sido colocada sob o controle nazista,  ou se dissolvera para refundir-se como uma organização puramente nazista.  A única exceção era a Associação da Imprensa Estrangeira.”
              (SMITH, Howard K. O último trem de Berlim. 
              Rio de Janeiro:  Empresa Gráfica O Cruzeiro, 1943. 
              p. 285)

“Pequenas equipas selecionadas pelo Dr. Ley, este bêbedo farmacêutico de Colônia, a quem o Führer coroou a vocação social fazendo-o ministro do Trabalho, ocuparam as sedes de todos os sindicatos, confiscaram os seus haveres, fecharam os bancos populares, selaram as cooperativas. E num decreto preparado há semanas, o Chanceler do Reich declarava a dissolução de todas as organizações sindicais e a sua substituição por uma ‘Frente Alemã do Trabalho’, nacional-socialista, cujo chefe seria do Dr. Ley.’ [2 maio 1933].       (GOSSET, Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.
                 ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 270)

“(...) a função social da família, desagregada pelo caracter excessivamente absorvente da militarização da infância, ficou reduzida de muito em seus aspectos mais importantes; por outro lado, a Alemanha nada fez para consolidar a família por meio da abolição do divórcio, instituição comunista por excelência (...).”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Anti-Komintern!  Legionário, São Paulo, no 363, 27-08-1939.  Disponível em: . Acesso em: 11-01-2012.
“(...) a realizaçãoconcreta de sua concepção de ordem, que se traduzia, por exemplo, pela proibição do direito de greve, ou pela criação de um sindicato único controlado pelo Estado, a Frente Alemã de Trabalho.”
FEST, Joachim C. Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1976.  p. 515-516.
Marxismo: “Incluiremos, portanto, entre os organismos da sociedade civil que constituem uma forma de fiscalização social do Estado, corporações e associações, Igrejas, sindicatos, municípios e poderes locais (self-government), partidos políticos e opinião pública.
      A estratégia amadurecida e refletida pela pressão comunista, visando à instauraçao do poder absoluto, supunha, depois de eliminados os concorrentes políticos e todos os possíveis detentores de um ‘poder real’ –entre eles os quadros do exército e da Segurança – , a destruição dos organismos da sociedade civil.” (COURTOIS, Stéphane. O
              livro negro do comunimo. Rio de Janeiro:
              Bertrand, 1999. p. 479)



18-a - Nazismo e Marxismo são dogmáticos


Nazismo: “Ainda, esse movimento [nazista] era dogmático e idealista. Idealista porque era movido pelos ideais racistas e porque acreditava que a origem das cosias estava nas idéias: e era dogmático porque desde a sua origem ele não admitia a discussão de seus princípios, nem a discussão de suas linhas, que deveriam ser impostas pelo caudilho, pelo líder e, a partir daí, assimiladas e colocadas em prática.”
RIBEIRO, Luís Dario. O nazismo como colonização da sociedade. In: MILMAN, Luís; VIZENTINI, Paulo Fagundes. Neonazismo, negacionismo e extremismo político. Porto Alegre: Editora da Universidade (UFRGS)/CORAG, 2000. p. 155-156.



19 - Nazismo e Marxismo baseiam-se em fontes doutrinárias idênticas.
“En su obra el ‘Contrato social’, el filósofo francés diseña una sociedad inhumana, donde los hombres «ceden», sin posibilidad de vuelta atrás, toda su humanidad al ‘Cuerpo soberano’, que gobierna mediante una divinidad abstracta que es la ‘Voluntad general’. Así un pueblo debe inmolarse para tener en cambio la esclavitud más feroz. Una forma de esclavitud que nunca existió antes en la historia de la humanidad. Ni siquiera Moloch, el dios babilonio de los sacrificios humanos, pedía tanto. Hoy sabemos que el concepto de ‘Voluntad general’ de Rousseau dio legitimidad al totalitarismo, un modelo tomado como ejemplo por las peores dictaduras del siglo XX: comunismo y nazismo.”  (ALBERONI, Rosa. Entrevista a Palabra Cubana, Miami,  jan/fev. 2006. Disponível em:  .  Acesso em:  07-01-2007).

“Nietzsche,  inspirador do nazismo (...) é hoje muitas vezes posto ao lado de Marx como um dos pais da nova esquerda.  Carl Schmitt,  que por um certo período de tempo foi não só promotor,  mas teórico do Estado nazista,  acabou por ser,  ao menos na Itália,  redescoberto e homenageado sobretudo por estudiosos de esquerda,  (...).”  (BOBBIO,  Norberto. Direita
             e esquerda:  razões e significados de uma distinção política. São Paulo: Editora da Unesp, 1995. p. 449)

“Já se disse que a batalha de Stalingrad representou um conflito gigantesco entre o braço direito e o braço esquerdo de Hegel.”  (PENNA, José Osvaldo de Meira. A ideologia do século XX. 2. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1994. p. 123)

“A catástrofe visionada por Friedrich Nietzsche foi realizada pelos epígonos desta ideologia infernal: Hitler e Stalin.
Nem este nem aquele tiveram a capacidade de criar uma única idéia própria. O sistema dos ‘Herrenmenschen’ (homens senhores) e da correspondente moral que se situa além do bem e do mal vem literalmente copiado das idéias de Nietzsche, do autor de ‘Assim falava Zaratustra’.”   /p. 137/   “As câmaras de gás e de torturas hitleristas e stalinistas, e como se viu nas guerras de libertação da Hungria e da Polônia em nossos dias, sua desumana sufocação, sem qualquer misericórdia e justiça, patenteiam a  visão do super-homem e seu poder gerado pelo filósofo anticristão. Assim  tornou-se Nietzsche o trágico profeta do materialismo e do ateísmo, conforme vem sendo praticado pelos governos totalitários.  (...)  Desta forma tornou-se o profeta da nova era, mestre intelectual de Hitler e do ciclo dos ditadores de todos os quadrantes.” /p.  138/ (BORROMEU, Carlos. E com Nietzsche a tragédia começou... Vozes, Petrópolis, ano 51, no 2,  p. 137 e 138, 1957).

" A study of the Twenty-five Points formulated in 1920 by Hitler, Drexler, and Eckart as the basis of the Nazi Party, reveals many which are nearly identical with the srared ideals of Marxism, indicating a common origin."
(MARRS, Jim. Rule by secrecy.p. 164.  Disponível em:  . Acesso em: 28-08-2009).

"Nos escritos de Hegel, que se tornou o sumo sacerdote da filsoofia germânica, aqueles conceitos da natureza do homem e de sua relação ao Estado, formulam-se de tal maneira a podermos ver claramente as bases da teoria do Estado Totalitário."
(HAILE, Pennington. Raízes filosóficas da democracia e do comunismo. Rio de Janeiro: Presença, 1966. p.78).

“La filosofía cristiana es irreconciliable con la idolatría. Y la teoría hegeliana es una idolatría, porque coloca en el puesto de Dios a realidades terrestres como el Estado nacional.”  (YURRE, Gregorio R. de. Totalitarismo y egolatría.Madrid: Aguilar, 1962. p. 804)

"As ideologias totalitárias, provenientes da evolução do pensamento hegeliano levada a cabo pelos grupos de direita e pelos de esquerda disputavam-se a adesão das elites intelectuais." (GARCEZ, Maria Helena Nery. O "estrambótico" em Mário de Sá-Carneiro  Língua e Literatura, São Paulo (USP), no 15, p. 112, 1986).


Nazismo: “Mas foi do marxismo que [Hitler]  tirou o mais durável ensinamento.  A energia que desenvolveu para a edificação da filosofia nacional-socialista testemunha por si só a influência exercida pelo modelo marxista,  ainda que no seu íntimo a ideologia lhe fosse indiferente.” (FEST,
               Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: Nova
               Fronteira, 1976. p.  154)

“Quando um Kant nega ao povo o direito de se opor aos decretos do chefe de Estado e qualifica de alta traição qualquer tentativa de resistência aos seus abusos ou às suas loucuras, não está senão a justificar, antecipadamente, os compromissos e as capitulações dos generais e dos funcionários que tão admiravelmente serviram o senhor do II Reich.”
POLIAKOV, Léon.  Posfácio in FRIEDLÄNDER, Saul. Kurt Gerstein: Entre o homem e a Gestapo. Lisboa: Moraes Editores, 1968. p. 172.

     “A concepção hegeliana do valor absoluto do Estado,  ultrapassando todos os direitos dos indivíduos, deu ao regime nazista uma justificação moral para a sua política totalitária.”  (HANS,  Nicholas Adolph.  Educação
              comparada. 2. ed., São Paulo: Nacional, 1971. p.
              284-285)

"An admirer of Hegel and his philosophies, he also studied ancient history, Eastern religions, Yoga, occultism, hypnotism, Theosophy, and astrology. "
MARRS, Jim. Rule by secrecy. p. 158. Disponível em: . Acesso em: 28-08-2009.

"Marx turned Hegel's theoretical philosophy to the material world and developed an exceptional tool for manipulating people and events. This has become known as the Hegelian dialectic, the process in which opposites — thesis and antithesis—are reconciled in compromise or synthesis."
MARRS, Jim. Rule by secrecy. p. 195. Disponível em: . Acesso em: 28-08-2009.

“A filsofoai de Hegel é tão extravagante que nãos e teria esperado que fosse capaz de fazer coimnque homens sãos a aceitassem – mas ele o conseguiu. Ele a expôs de maneira tão obscura que muitas pessoas julgaram que tal filosofia devia ser profunda.”
Bertrand Russell, citado in: MARTINS, Wilson. Pontos de vista: crítica literária. São Paulo: T. A. Queiroz, 1991. v. 1, p. 442.

 “La filosofía cristiana es irreconciliable com la idolatría.  Y la teoría hegeliana es una idolatría,  porque coloca en el puesto de Dios a realidades terrestres como el Estado nacional.”  (YURRE,  Gregorio R. de. Totalitarismo y
             egolatría.  Madrid:  Aguilar,    1962. p. 804).

     “As idéias racistas de Nietzsche sobre os ‘super-homens’,  sobra a casta dos ‘eleitos’ foram adotadas por Hitler como ponto de partida para a sua argumentação com vistas a justificar as guerras de conquista e o extermínio dos povos.”   (BÉLI,  B. et alii. A  doutrina marxista-leninista 
             sobre a guerra e o exército.  Moscou:  Edições
             Progresso, 1978.  p. 47)

“Hitler é Nietzsche em ação, como Robespierre é Voltaire em ação.”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. U.R.S.S., estufa de ódio.  Legionário, nº 607,  26-03-1944. Disponível em: . Acesso em: 19-01-2013. 

"(...) o Futurismo insere-se na corrente de pensamento que vai de Niestzsche (a quem foi atribuída a concepção da raça pura, do super-homem e da super-nação) ao Nazismo. Aliás, 
A relação do Futurismo com o Fascismo e muito forte. Foram os comíciosfuturistas que levaram à intervenção italiana na Primeira Guerra Mundial, (...). Mussoloni, então socialista e futurista, tornou-se também intervencionista."
D'ONOFRIO, Salvatore.  Literatura ocidental:autores e obras fundamentais. São Paulo: Ática, 1990. p. 426.

"Queste idee si trovano poi a livello più basso nell'ideologia nazifascista di Rosenberg, di Hitler e di Mussolini che già nel 1914 si dichiarò nietzschiano. Ciò significa in fondo la proclamazione del primato degli istinti sull'intelletto e sulla ragione, la proscrizione degli intellettuali."
WAENTIG, Peter W. L'antifascismo letterario ermetico nella novellistica di Thomas Mann. Lingua e stile, Bologna, ano 22, no 2, p. 262, 1987. 

“Partindo da crítica marxista ao liberalismo, mas recusando a idéia de revolução proletária comunista, o austríaco Adolf Hitler se oferece à burguesia e à classe média para salvá-las da revolução operária.” (CHAUI, Marilena. Convite à
              filosofia. São Paulo: Ática,1994. p. 422)    

“Hegel com o seu panteísmo político, com a exaltação da guerra, considerada como a mais alta afirmação da soberania, com a apoteose do Estado, a que não atribui outra finalidade senão o próprio triunfo, (...).” (FRANCA, Leonel.
                   Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de
                   Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 205, dez. 1944).

“Certains penseurs, en effet, se réclamant d’une inspiration hégelienne, croient voir dans la figure du 3e Reich, avec la fin de l’Histpoire, la synthèse achevée du Maître et de l’Esclave et la réalisation de l’homme intégral.” (RIBON,
                     Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 482, p. 106, 1986)

“Uma análise das raízes socialistas do Nazismo (ou Nacional-Socialismo) é realizada por Friedrich Hayek em seu clássico O Caminho da Servidão (HAYEK, 1990). O autor aponta, por exemplo, que precursores do Nacional-Socialismo como Fichte, Rodbertus e Lassalle eram também reconhecidos como fundadores do Socialismo.” (...).”
 (TÉLLEZ, Claudio Andrés. NaziSocialismo. Mídia sem Máscara, 20-09-2005. Disponível em: . Acesso em:  27-09-2005)

“”(...) depois do advento de Hitler e do nazismo, que dir-se-ia como que representar a outra face do hegelismo pragmatizado, um hegelismo desta vez nacionalista, racista, tonalizado pela grande sombra de um nietzscheismo mal entendido; (...).”
QUADROS, António. Ficção e espíritoMemórias críticas. Lisboa: Expansão Cultural, 1971. p. 182.

Marxismo:  “On Fichte’s death in 1814,  he was succeeded by Georg Wilhelm Friedrich Hegel at the University of Berlin.  This is the subtle and penetrating mind whose dialectics inspired Marx and Lenin and thus contributed to the founding of Communism and whose ringing glorification of the State as supreme in human life paved the way for the Second and Third Reichs of Bismarck and Hitler. To Hegel the State is all,  or almost all.”  (SHIRER, 
             William L. The rise and fall of the Third Reich.
             First Crest printing,  New York:  Fawcett World                     
             Library,  1962.p. 143)

     “É óbvio que a dialética hegeliana constitui maravilhoso instrumento para que sempre se tenha razão,  uma vez que permite a interpretação de todas as derrotas como o começo da vitória.  Um dos mais belos  exemplos desse tipo de sofisma ocorreu após 1933,  quando os comunistas alemães,  durante quase dois anos,  recusaram-se a reconhecer que a vitória de Hitler havia sido uma derrota para o Partido Comunista Alemão.” (ARENDT,  HannahOrigens do
                totalitarismo. São Paulo:  Companhia das Letras,
                1989. p. 398, n. 22)

     “Le marxisme a recueilli l’héritage du grand humanisme bourgeois,  et,  notanment,  de la philosophie classique des grands idéalistes allemands:  Kant,  Fichte,  Hegel (...).”
                (GARAUDY,  Roger. Pour un modèle français
                 du   socialisme.  Paris:  Gallimard, 1970.  p. 85)

“Feuerbach afirmou que a fé era uma superstição e que Deus era a projeção exterior da natureza humana.”      
                 (VILLAVERDE, Leo. A natureza mística do
                 marxismo. 2. ed. São Paulo: Editora Il Rung,
1987.   p. 85)

“Marx, disciple de la pensée religieuse de Feuerbach, développait la doctrine de son maître,  et l’étandait jusque dans le domaine social.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 318.

"É facto histórico que 'Marx espiritualmente saiu da religião humanista de Feuerbach',  o filósofo do ateísmo moderno."
Pastoral Colectiva do Episcopado Português sobre o Ano Santo de 1950. Brotéria, Lisboa, v. 50, fasc. 3, p. 348, 1950.

"Outro factor importante de irreligião: o  humanismo ateu. Os seus grandes profetas são no século XIX Feuerbach, Augusto Comte e Nietzsche; e num aspecto ao menos o ateísmo de  Marx reflecte intelectualmente a mesma tendência."
CARVALHO, A. Vaz de. Ausência do Cristianismo. Brotéria, Lisboa, v. 72, no 2, p. 136, fev. 1961.
 "Em A essência do cristianismo, Feuerbach tinha, por sua conta e risco, reduzido Deus a uma alienação odiosa, que lhe parecia necessário eliminar. No seu lugar, ficaria o homem, com todos os atributos que a teologia vê em Deus."
VELOSO, Agostinho. Do anarquismo de Stirner, ao comunismo marxista. Brotéria, Lisboa, v. 74, no 1, p. 49, jan. 1962. 

“(...) o socialismo açambarcador e totalitário – decorrência lógica do panteísmo idealístico de Hegel (‘divinização do Estado).”
RICHTMANN,  Flodoaldo Proença. Um mestre do pensamento social católico –  Giuseppe Toniolo. Vozes, Petrópolis, ano 58, no 1, p. 844, novembro de 1964.

“[Hegel] Philosophe de l’état prussien, dans lequel il voyait l’incarnation de l’esprit absolu, il a néanmoins, par sa dialéctique, introduit le dynamisme révolutionaire dans la pensée et engendré Marx.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 68-69.

“Le marxisme est um phénomème plus complexe que l’on a coutume de croire. Il ne faut pas oublier que Marx est issu du noyau de l’idéalisme allemand au début du XIXe siècle, qu’il était pénetré des idées de Fichte et de Hegel. De même Feuerbach, le représentant le plus important de l’ hégelianisme de gauche, au moment même où il  s’intitule matérialiste, est nourri de la philolophie idéaliste, et  demeure à sa manière un théologien.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 186.

"Assim, de Hegel, tirou Marx a ideia de que o Estado é não apenas um foco mais eficiente da vontade, que dá motivo a todas as coisas, mas também deve ser reverenciado como a revelação, em forma política, de um plano divino. Observe-se aqui que Marx haveria de colocar o Partido Comunista no lugar do Estado, como objeto de veneração. Também de Hegel veio-lhe a ideia de que ao 'Liberdade' consiste em identificar a vontade do indivíduo com a do Estado."
HAILE, Pennington. Raízes filosóficas da democracia e do comunismo. Rio de Janeiro: Presença, 1966. p. 85-86.
"Ma primo e più rigoglioso si svolge questa volta il socialismo hegeliano: ed esso con due indirizzi, per certo rispetto opposti, distinti col nome di destra esinistra hegeliana. Quella, la destra, propugna la riforma socialista con modi di attuazione graduale e con mezzi legali (le associazioni, la stampa, le lotte elettorali, le rappresentanze parlamentari, le influenze politiche, le modificazioni delle leggi); questa, la sinistra, con modi e mezzi di attuazione immediati e violenti. Rapresentano rispettivamente la evoluzione costruttiva (la trasformazione giuridica) e la evoluzione distruttiva ( la rivoluzione sociale).   
    Hegel stesso ha fornito le ragioni prime giustificative delle due sete. Per l'Hegel, filosoficamente, non esiste il principio di contraddizione;  le idee ( e così i fatti conseguenti), per quano contrarie, non si escludono vicendevolmente, ma fatalmente si armonizzano in una legge finale da cui risulta, anzi l'evoluzione della civiltà."
TONIOLO, Giuseppe. Capitalismo e socialismo. Città del Vaticano: Comitato Opera Omnia di G. Toniolo, 1947. p. 368-369.

"La negazione di Dio è, del pari, la chiave di volta del socialismo di Feuerbach, di Marx e di Herzen; (...)."
TONIOLO, Giuseppe.Capitalismo e socialismo. Città del Vaticano: Comitato Opera Omnia di G. Toniolo, 1947. p. 445.

"(...) o marxismo é a conclusão lógica do hegelianismo, (...)"
LIMA, Alceu Amoroso. Companheiros de viagem. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. p. 188.




19-A - Nazismo e Marxismo fundamentam-se em verdadeiras “Bíblias”  confusas e enfadonhas, de leitura obrigatória para o seguidores.

Nazismo: “Só Cristo e seu Vigário são considerados infalíveis pelos católicos. Quanto aos não católicos, a infalibilidade papal lhes tem constantemente servido de pedra de escândalo.
Hitler, porém, quer ser infalível... e não lhe faltam, entre os sequazes livres-pensadores, adeptos fervorosos.
No ‘Senado de Cultura’ de Berlim, o Sr. Goebels fez um discurso em que declarou que "os homens de cultura da Alemanha sabem que é do Führer que lhes advém sua autoridade"...
Assim, a autoridade da ciência, hoje em dia, já não emana do valor intrínseco da própria ciência, mas da vontade onipotente do novo Cristo (?!) nórdico.
* * *
Por isto é que o Evangelho de Cristo vai sendo substituído pelo Evangelho (?!) de Hitler.
Noticiam os jornais que todos os casais alemães receberão de presente, no ato do casamento, de 1º de Maio em diante, um exemplar do livro de Hitler,’ Mein Kampf’.
A Sagrada Escritura já encontrou, portanto, quem a substituísse como norma de vida.”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. À margem dos fatos. Legionário, nº 197,  10-05-1936. Disponível em: . Acesso em: 15-07-2008. 

“(...) O livro teve muita saída; foram vendidos quase 12.000 exemplares até o fim de 1925, mas o estilo foi acusado então, como o é atualmente, de abominável, grandiloqüente, pomposo.”
TOLAND, John. Adolf Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978. v. 1, p. 258.
Marxismo:  “O Capital  e um livro confuso e enfadonho.”
(VILLAVERDE, Leo. A natureza mística do marxismo. 2. ed. São Paulo: Editora Il Rung, 1987.  p. 224.

“Uma pesquisa sobre os livros mais vendidos de todos os tempos revela unanimidade apenas nos dois primeiros lugares. Na cabeça da lista vem a Bíblia e depois o livro de citações do ex-dirigente chinês e teórico marxista Mao Tse-Tung (1893-1976). Este só atingiu o segundo lugar porque, após a revolução cultural na China, o país mais populoso do mundo, todos os cidadãos eram obrigados a ter sua cópia.”
(RUMJANEK Franklin. Ler ou não ler? Ciência Hoje, (SBPC), Rio de Janeiro, vol. 38 (223), p. 19, jan./fev. 2006)




20 - Nazismo e Marxismo pretendem criar um “homem novo”.

“Comunismo e nazismo invocam para sua legitimidade a autoridade da ciência. Propõem-se a reeducar a humanidade e a criar um homem novo.”  (BESANÇON,  Alain. Memória   não retém atrocidades do comunismo.  O Estado de   São
               Paulo, 15 de fevereiro de 1998. p. A-18)

Nazismo: “(...) reconhecer no nazismo o mesmo voluntarismo que quer moldar a realidade inteira,  criando um ‘homem novo’ e um outro mundo,  o que é característico do pensamento utópico como do ideológico.” (BARROS, 
             Roque Spencer Macial. Nazismo e “esquerdismo”-
             II.O Estado de São Paulo, 1o de setembro de 1987,
             p. 2)

    “O Führer não era apenas o administrador geral de todos os setores da economia mas também o administrador geral do plano de criação de uma raça de homens superiores e de eliminação das raças inferiores.” (O nazismo, um
              anticapitalismo.  Visão,  São Paulo, 34 : 54-55,
              23 de agosto de 1989.  Cap. 8 do livro Planned
              chaos,  de Ludwig von Mises)

     “A intenção do movimento [nazista] era criar um novo tipo de ser humano do qual surgiria uma nova moralidade,  um novo sistema social e finalmente uma nova ordem internacional.”  (EKSTEINS,  Modris. A sagração da
              primavera:  a grande guerra e o nascimento da
              era moderna.  Rio de Janeiro:  Rocco, 1991. p. 
              384) 

“Em um de seus monólogos, Hitler descreve aos mais íntimos o novo tipo humano (parcialmente realizado nas SS) como um animal predatório, cruel, sem medo, marcado de traços ‘demoniacos’, de tal modo que ele próprio se apavorou com a visão.”
FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: Nova  Fronteira, 1976. p. 639.
Marxismo: “Com efeito,  os senhores não devem esquecer  que o socialismo e o comunismo tendem a uma valorização plena da pessoa humana,  (...).”  (TOGLIATTI,  Palmiro. 
                Socialismo e democracia. Rio de Janeiro:  Ilha, 
                1980.  p. 79)

     “Na URSS  formou-se,  pois,  um Homem Novo,  o homem socialista.” (SMIRNOV,  G.  O indivíduo sob o
                 socialismo. Moscou:   Edições  Progresso, 1982.
                 p. 83)

     “Le socialisme,  en transformant la société,  veut transformer l’homme lui-même.” (GARAUDY,  Roger.
                 Pour un modèle français du socialisme.  Paris: 
                 Gallimard, 1970.  p. 142)

    “It is appropriate to say a few words here of the communist effort to replace the traditional morality by a new standard. A communist state order wants us to believe that communists are a kind of superman,  better,  wiser,  and more mature than all other men.”   (KOEVAGO,  Jozsef. 
                 Establishment and operation of a communist state
                 order.  In: DELANEY,  Robert F.  This is
                  communist Hungary.  Chicago:  Henry Regnery
                  Company, 1958.  p. 288)

“Cependant le communisme ne prétend pas seulement à la création d’une société nouvelle, mais bien d’un homme nouveau.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 362.

21 - Nazismo e Marxismo são materialistas. Procuram destruir a religião,  a fim de criar o “homem novo” desumanizado. 

“(...) las destrucciones a las que nos habían enfrentado las dictadura nazi y la dictadura de Stalin se basaban precisamente en el rechazo de esos fundamentos, en un monstruoso orgullo que ya no se sometía al Creador, sino que pretendía crear él mismo un hombre mejor, un hombre nuevo, y transformar el mundo malo del Creador en el mundo bueno que surgiría del dogmatismo de la propia ideología.”  (RATZINGER, Joseph. Europa, política y religión. Nueva Revista de Política, Cultura y Arte. Madrid, nº 73, p. 83, jan./fev. 2001).
“Materialismo dialético e histórico (reduz toda a realidade à matéria,  que,  com suas forças cegas,  produz a evolução do universo).  Daí a interpretação da história segundo a qual o fator econômico é primacial e determina tudo o mais;  as transformações  sociais são explicadas pela luta de classes.  Quanto à concepção nazista,  o materialismo não tem essa base econômica,  mas biológica,  (...).” (SOUSA,  José Pedro Galvão de.  Comunismo e nazismo:  seu parentesco ideológico.  O Estado de São Paulo, 3 de dezembro de 1987. p. 34)

Nazismo: “Na Alemanha dos nossos dias,  governada por Hitler e pelos nazis fanáticos,  só o poder material é admirado.”   (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos junto de
                  Hitler.  Lisboa:  Parceria António Maria Pereira, 
                  1940.  p. 361)    

     “Mas a juventude materialista [nazista]  — por assim dizer animalesca — não tem conhecimento de Deus no sentido espiritual da palavra.  O ‘Deus Alemão’ dos nazis é a Natureza,  a fonte misteriosa da qual eles manam.  Seu ato de fé consiste no desenvolvimento máximo das forças naturais acumuladas em cada indivíduo.” (THYSSEN, 
               Fritz.  Eu financiei Hitler.  Porto Alegre:  Globo, 
               1942.  p. 248)  

     “Rosenberg,  o grande ‘intelectual’ do nacional-socialismo é uma importação da Rússia.  Não tem uma gota de sangue alemão nas veias.
      A ele e a seus discípulos a Alemanha deve os métodos das ‘ligas dos sem-deus’ —  os métodos da Rússia bolchevista.” (THYSSEN, Fritz.  Eu financiei Hitler.
                Porto Alegre:  Globo,  1942.  p. 310)
Marxismo: “Os princípios gerais em que se esteia o marxismo podem reduzir-se a três:  materialismo,  luta de classes e ‘evolucionismo’ histórico.”  (MONTEIRO
            JÚNIOR, José Getúlio.  Origens e transformações
            do materialismo histórico. Rio de Janeiro:  José
            Olympio, 1939.  p. 56)

     “A guerra nuclear de extermínio é consdierada pelos clericais como ‘castigo de Deus’e os seus pregadores e instigadores são anunciados como portadores da  ‘vontade divina’.
      Mas como Deus não existe,  não existem também as causas da guerra lgiadas à manifestação da ‘vontade do Eterno’.  Entretanto,  a superstição da existência de um certo ‘ser superior’,  dotado de ‘força sobrenatural’,  ainda vive na consciência de milhões de crentes.”  (BÉLI,  B. et alii. A
             doutrina marxista-leninista  sobre a guerra e o
             exército.  Moscou:  Edições Progresso, 1978.  p. 57)

     “Esta brochura defende o que chamamos ‘materialismo histórico’ e a palavra materialismo soa mal aos ouvidos da imensa maioria dos leitores britânicos.”  (ENGELS, 
              Friedrich. Do socialismo utópico ao socialismo
               cientifico. 6.ed.,  Lisboa:  Estampa, 1978. p. 12)

     “Para nós,  o Deus do céu não é outro senão a massa do povo chinês.” (TSE-TUNG,  Mao.  O livro vermelho.  São
               Paulo:  Global,  s/d. p. 220)

     “(...) segundo os números apresentados pelo partido,  apenas 4 por cento dos suecos são cristãos praticantes.  Por outro lado,  o pendor agnóstico dos sociais-democratas desenvolveu neles uma tendência,  perfeitamente justificada,  para não se envolverem no funcionamento de uma instituição em cuja doutrina não acreditam.”   (HUNTFORD, 
                    Roland. O novo totalitarismo.  s/ed.,  s/d., p.147)

     “O pensamento marxista-leninista,  com base no materialismo dialético e no ‘desenvolvimento do conhecimento científico’, estabelece o ateísmo como um de seus pilares ideológicos.  Um membro do PC é,  por definição,  ateu.  E tem,  como uma de suas tarefas,  a ‘luta ideológica’contra  a religião,  em qualquer uma das suas manifestações.” .”   (SALUM,  Carlos A. L.  União
                 Soviética hoje.  São Paulo:  Alfa-Ômega,  1983. 
                 p. 143)

22 - Nazismo e Marxismo são socialistas.

“A corrente socialista bate-se pela intervenção do Estado em todas as matérias. O indivíduo não pode e não deve encarregar-se de atividades que interessam a toda a sociedade. Esta, por meio do Estado, é que deve fornecer tudo de que o indivíduo precisa; tudo, pois, deve ser socializado, pertencer ao Estado, que em troca dará aos indivíduos os bens materiais  e morais necessários. O Estado deve incumbir-se da produção e da circulação dos bens;  os indivíduos, do seu consumo. Propriedade, comércio, indústria, todos os serviços de utilidade geral, ficam sob a competência do Estado. Nos seus aspectos extremos, esta corrente preconiza a abolição da propriedade privada e submete o homem, física e moralmente, ao domínio do Estado, que lhe fornece não só os bens materiais mas também a Moral, a Arte, a Ciência, e Religião, tudo estandardizado.
São as doutrinas comunistas e, com ligeiras diferenças, as doutrinas totalitárias, como o fascismo e o nacional-socialismo.”  (AZAMBUJA, Darcy. Teoria geral do estado. 5. ed., 3. reimpr. Porto Alegre: Globo, 1973. p. 129.

Nazismo:“It was Strasser’s radicalism,  his belief in the ‘socialism’ of National Socialism, which attracted the young Goebbels. Both wanted to build the party on proletariat.  The diary of Goebbels is full of expressions of sympathy for Communism at this time.” (SHIRER,  William L. The rise
              and fall of the Third Reich. First Crest
              printing,  New York,  Fawcett World Library, 
             1962. p. 179)

                “Strasser was the Number Two man in the party,  and among the left-wing element,  which really believed in a national socialism,  he was more popular than Hitler. (...) He was now [1932] convinced that Hitler had brought the movement to a dead end.  The more radical followers were going to the Communists.  The party itself was financially bankrupt.”  (SHIRER,  William L. Op. cit. p. 246)
                “Moreover  [disse Mussolini],  in their ideological struggle against plutocracy and capitalism the Axis Powers had,  to a certain extent,  the same objectives as the Russian regime.”  (SHIRER,  William L. Op. cit. p. 642)
                “In addition,  despite all the divergencies in their view of life,  there as one thing common to the ideology of Germany,  Italy and the Soviet Union:  opposition to the capitalist democracies in the West.” /670/  [Julius Schnurre,  do Ministério Alemão de Relações Exteriores,  para o russo Asthakov] (SHIRER,  William L. Op. cit. p. 670)

     “Na virada do século,  a imensa maioria dos alemães já apoiava radicalmente o socialismo e o nacionalismo agressivo.  Já naquela época,  eles abraçavam firmemente os princípios nazistas. Só lhes faltava o termo para definir sua doutrina,  que lhe foi acrescido mais tarde.” (O nazismo, 
              um anticapitalismo.  Visão,  São Paulo, 34 : 54-55,
              23 de agosto de 1989.  Cap. 8 do livro Planned
             chaos,  de Ludwig von Mises)

"We are socialists, we are enemies of today's capitalistic economic system for the exploitation of the economically weak, with its unfair salaries, with its unseemly evaluation of a human being according to wealth and property instead of responsibility and performance, and we are all determined to destroy this system under all conditions."
Adolf Hitler. Discurso em 1o de maio de 1927. In: RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  . Acesso em: 04-06-2010.

     “El Programa del Partido [Nazista],  redactado en 1920 (...). ideas socialistas:  ‘Pedimos la abolición de los ingresos que no sean fruto del trabajo y del esfuerzo,  la abolición  de la sevidumbre de ls intereses’ (art. 11)  ‘pedimos que todas las empresas ya convertidas  (hasta el presente)  en trust,  pasen al Estado’   (13);  ‘pedimos participación en los beneficios de las grandes empresas’ (14); (...)  ‘pedimos la municipalización  inmediata  de los edificios de los grandes almacenes y su alquiler a precios modicos a pequeños industriales’ (16).”  (YURRE,  Gregorio R. de. 
              Totalitarismo y egolatría.  Madrid:  Aguilar,
               1962. p. 438). 

    “Nunca se poderá negar que as fomas mais puras de socialismo importam na elevação das exigências do povo,  da sua vida e dos seus interesses acima dos interesses e da vida do indivíduo.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p.
              216)

    “O Partido forneceu a base ideológica para a nossa luta.  Em oposição ao insensato sacrifício de vidas humanas para salvar interesses plutocráticos,  o Partido batia-se por uma comunidade socialista.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p.
             604)

     “Eles nos odeiam devido aos nossos princípios sociais e tudo o que,  naquela direção,  planejamos e executamos,  parece perigoso a eles.  Estão convencidos de que esta evolução deve ser impedida.  Mas eu,  ao contrário,  estou certo de que o futuro pertence a este desenvolvimento socialista e que os Estados que não o seguirem,  mais cedo ou mais tarde entrarão em colapso.” (HITLER,  Adolf. 
                Minha nova ordem. Porto  Alegre:  Meridiano, 
                sd.  [l941?],  p. 620)

    “Por outro lado, eu lutei vinte anos,  com um mínimo de intervenções e sem destruir a nossa produção,  para chegar a uma nova ordem socialista na Alemanha,  uma nova ordem,  que não só elimina o desemprego mas permite [a]o operário receber uma quota cada vez maior dos frutos do seu trabalho.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto
                Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p.  714)

“Hitler no había sido jamás socialista; era indiferente a los problemas económicos.”  (BULLOCK, Alan. Hitler –
              Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,                  
              1959, t. 1. p. 239)

“Ele [Hitler] não tem passado socialista.  Mas,  admirador de Mussolini,  atribui-se um adjetivo que vai fazer sua fortuna:  nacional-socialista.  Nesse acoplamento reside,  no fundo,  a mesma aliança paradoxal,  relativa à tradição política européia,  entre nacionalismo e anticapitalismo.”           
                (FURET, François.  O passado de uma ilusão: 
                ensaios sobre a idéia comunista no século XX
                São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 36)

     “Hitler repudiava Marx,  mas dele aproveitou o mito proletário.  Compreendeu e verificou que o movimento socialista era mais forte que outro qualquer, por ser uma paixão das massas por mais justiça e mais felicidade e por uma participação mais direta na distribuição dos bens produzidos em abundância crescente pelas novas técnicas.”
                (LIMA,  Alceu Amoroso.  Mitos de nosso tempo
                Rio de Janeiro:  José Olympio 1943. p. 127-128)

“(...) o aspecto tenebroso de uma ideologia saturada de socialismo e de paganismo.” (MATTEI, Roberto de. O
               cruzado do século XX – Plínio Corrêa de
              Oliveira. Porto: Civilização, 1997. p. 80).

“Em Nuremberga, foi um professor primário de fácies abrutalhado, Julius Streicher, que criou um ‘Partido Socialista Alemão’, simultaneamente anti-semita e anti-cristão.”   (GOSSET, Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.
                 ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 57)   

“Logo que tudo isso [os Vinte e Cinco Pontos] passou a preto no branco, o mais exigente, o mais ortodoxo dos sociais-democratas não poderia renegar esta parte do programa, que era totalmente socialista, e nem sequer continha qualquer sombra de uma tomada de posição anti-marxista.”   (GOSSET, Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.
                 ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 62)

“Eram pessoas honestas, [as do Deutsche Abeiter Partei] com generosas idéias socialistas, mas não tinham ambição nem programa a divulgar.” (GOSSET, Pierre &
                  GOSSET, Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster,
                  s.d. v. 1, p. 59)

“Entretanto, muitos demokratis, voltavam-se para ele [Hitler] devido ao pendor nitidamente socialista dos Vinte e Cinco Pontos do seu N.S.D.A.P.”     (GOSSET, Pierre &
                  GOSSET, Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster,
                  s.d. v. 1, p. 70)

“Fué esta última una auténtica pincelada del viejo Hitler, del antisemita de los primeros tiempos, del agitador anticapitalista de Munich en 1920.”
 (BULLOCK, Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 2, p. 581).

“O comunismo é apenas uma das formas extremadas do socialismo. Nas fileiras socialistas militou varios anos o futuro fundador do fascismo. Ao seu nazismo quis Hitler, para lhe frisar a origem e a orientação, se lhe impusesse o nome de nacional-socialismo.”  (FRANCA, Leonel.
                   Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de
                   Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 204, dez. 1944).  

“Kautsky estava assim convencido de que o episódio fascista seria seguido de um retorno «à normalidade», a uma democracia abstracta, cada vez mais socialista, que aperfeiçoaria as reformas conseguidas durante a gloriosa época da participação dos socialistas no governo. Ora, entra pelos olhos dentro que a reforma fascista é hoje a única reforma objectivamente possível que o capitalismo pode realizar. De facto, o «programa de socialização» que os sociais-democratas jamais ousaram pôr em prática enquanto detiveram o poder, foi em grande parte realizado pelos fascistas. Do mesmo modo que as reivindicações da burguesia alemã não foram satisfeitas em 1848 mas só depois, pela contra-revolução que se seguiria, assim o programa da social-democracia só foi levado a cabo por Hitler. Foi, na verdade, graças a este, e não à social-democracia, que velhas aspirações socialistas, tais como o Anschluss da Áustria e o controle estatal da indústria e bancos, deveria entrar na ordem dos factos. Foi Hitler, e não a social-democracia, quem proclamou feriado o 1.º de Maio. E de um modo mais geral basta comparar o que os socialistas diziam querer, mas que nunca fizeram, com a política praticada na Alemanha depois de 1933, para nos apercebermos que Hitler realizou a seu bel-prazer o programa da social-democracia dispensando os seus serviços. Como Hitler, os sociais-democratas combatem quer o bolchevismo quer o comunismo e, como ele, preferem a organização de um controle estatal a um sistema de capitalismo de Estado tão desenvolvido como o da Rússia.”
(MATTICK, Paull. Karl Kautsky: de Marx a Hitler. Disponível em: < http://propagandacomunista.cjb.net/>. Acesso em: 06-04-2007).

“(...) também o nazismo era socialista. Seu próprio nome não é mais do que a abreviação do nome nacional-socialismo, em alemão.”
PESSOA, Leonildo Tabosa. A  polêmica soviético-iugoslava. O Estado de São Paulo, 02-06-1974. p. 161.

Hitler encontrou um ponto de contato entre as duas ideias até então consideradas opostas, unindo o nacionalismo ao socialismo. Por esse golpe de mestre conseguiu adeptos entre monarquistas e conservadores que pertenciam a uma facção, e de vários grupos de trabalhadores pertencentes a facções opostas.”
LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional,  1944. p. 20.

Marxismo:“En la época de la sublevación de Octubre del pueblo trabajador,  cuando desplegamos ante él la bandera roja de la revolución socialista,  (...).” (LENIN, V. I. 
              Acerca de la gran revolución socialista de
              octubre.  Moscou:  Editorial Progresso,  1976.  p.
              112)

      “Marx e Engels puseram a nu as principais contradições do capitalismo,  contradições que levam inevitavelmente à sua morte e à vitória da revolução proletária,  do socialismo e comunismo.  (...) O socialismo (...) liquidou a iniciativa privada como motor da atividade econômica (...).”  
             (SMIRNOV,  G. O indivíduo sob o socialismo.
              Moscou:  Edições  Progresso, 1982. p.  13-14 e 31)  

    “Pontos de vista que se caraterizam pelo reconhecimento da única pátria socialista  — a União Soviética  —   (...).”
              (SMIRNOV,  G. O indivíduo sob o socialismo.
              Moscou:  Edições  Progresso, 1982. p.  36)

“Trabalhar tornou-se obrigatório, as empresas com mais de 20 operários foram expropriadas, seguindo-se as de dez e até mesmo aquelas com menos de dez empregados.” [Revolução de 1919 na Hungria] .”  (COURTOIS, Stéphane
                et alii. O livro negro do comunismo. Rio de
                Janeiro: Bertrand, 1999. p. 323)


22-A  –Portanto,  Nazismo e Marxismo são igualitários.
“O totalitarismo, esteja ele sob a roupagem do Nazismo alemão, do Fascismo italiano ou do Comunismo soviético, é sempre igualitarista, isto é, o coletivo é exaltado em detrimento dos indivíduos mediante a supressão da expressão da individualidade por mecanismos coercitivos.”   (TÉLLEZ, Claudio Andrés. Escritos imorais. Mídia sem Máscara, 10-10-2005. Disponível em:  . Acesso em: 16-10-2005)


Nazismo: “Egaux em froits et em devoirs, les citoyens devront travailler, de leurs mains ou de leur cerveau, en réglant toute leur activité sur l’interêt collectif. L’utilité publique passe avant l’utilité personelle.”
(VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 194).
Marxismo:

23 - Nazismo e Marxismo são anticapitalistas.

    “A filosofia nazista,  mais precisamente a do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores,  é a manifestação mais pura e coerente do espírito anticapitalista e socializante de nossa época.  Seus princípios essenciais não são de origem alemã,  ou ‘ariana’,  tampouco são princípios peculiares ao espírito alemão dos tempos atuais. (...) O próprio aspecto ideológico mais conhecido do nazismo, a fábula da superioridade da raça ariana,  não era de procedência alemã;  seu autor foi um francês,  Joseph-Arthur de Gobineau. Alemães de origem judaica,  como Lassalle,  Lasson,  Stahl e Walter Rathenau,  contribuíram muito mais para a doutrina essencial do nazismo do que figuras como Sombart,  Spann e Ferdinand Fried.”  (O nazismo, um anticapitalismo.  Visão,  São Paulo, 34 : 54-55, 23 de agosto de 1989.  Cap. 8 do livro Planned chaos,  de Ludwig von Mises)

    “(...) o ódio à burguesia.  Ele percorre todo o século XIX,  antes de encontrar seu ponto culminante em nossa época,  uma vez que a burguesia,  sob seus diferentes nomes,  constitui para Lênin e para Hitler o bode expiatório das desgraças do mundo.  Ela encarna o capitalismo:  para um,  é ela quem traz o imperialismo e o fascismo;  para o outro,  ela traz o comunismo;  para ambos,  é a origem do que detestam.”   (FURET, François.  O passado de uma ilusão:  ensaios sobre a idéia comunista no século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 18)

Nazismo: “Devo,  aqui,  dar uma explicação:  A Rússia permanece o que é;  também a Alemanha permanece a mesma.  Sobre apenas uma coisa,  ambos os regimes estão acordes:  nem o regime alemão nem o russo querem sacrificar um só homem em favor dos interesses das democracias ocidentais.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?], p.
              511)

    “Houve uma época em que ambos os povos [russos e alemães] se dessangraram numa luta mútua sem lucrar coisa alguma em conseqüência disso.  Ambos concordamos em que não faremos pela segunda vez tal gentileza a Londres e Paris.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
               Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 559)

    “Durante séculos,  no passado,  a Alemanha e a Rússia viveram em amizade lado a lado.  Por que não seria isso possível também no futuro?” (HITLER,  Adolf.  Minha
                nova ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,  sd. 
                [l941?],  p. 567)

    “Estes países são plutocracias nas quais uma pequena camarilha de capitalistas domina as massas e,  naturalmente,  coopera intimamente com os judeus internacionais e os maçons.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
                Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 620)

    “Quando tivermos ganho esta guerra,  os vitoriosos não serão alguns industriais ou milionários,  alguns capitalistas ou aristocratas ou burgueses.” (HITLER,  Adolf.  Minha
                nova  ordem. Porto Alegre: Meridiano,  sd. 
                [l941?],  p. 656)

    “O mundo não existe para uma minoria.  Uma ordem eterna baseada na distinção entre ‘os que têm’ e ‘os que não têm’ já não existe, porque os deserdados resolveram reivindicar sua quota nos bens da Terra.” (HITLER,   
                Adolf.  Minha nova  ordem. Porto Alegre: 
                Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 685)

“Muito útil também a utilização de símbolos e conceitos marxistas, devidamente adaptados à ideologia nazista. Assim, o proletariado tornou-se proletariado racial e a luta de classes deslocou-se para a guerra proletáriacontra os Estados Capitalistas.”
(BARBOSA, Maria Lúcia Victor. O nacional-socialismo morreu? Disponível em: . Acesso em: 27-06-2004)

“O Führer vinha do Partido dos Trabalhadores, e era declaradamente contra o regime capitalista. Nazismo nada mais quer dizer que Nacional-Socialismo, e seus slogans, como "morte ao marxismo para que o socialismo verdadeiro viva!", deixavam claro que o objetivo era adotar tal ideologia na Alemanha. As medidas tomadas por Hitler foram sempre coerentes com tal objetivo, e já em 1935 os empregos estavam sob controle exclusivo do governo, que se tornava a cada dia maior e mais poderoso.”
(CONSTANTINO, Rodrigo. Hitler era socialista. Mídia sem Máscara, 29-10-2003. Disponível em: . Acesso em:  29-10-2005).

“Il [Hitler] rencontre G. Feder, qui lui révèle la distinction fameuse entre capital ‘créateur’ et capital ‘spéculatif’.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p.  232.

Marxismo:  “(...) el paso del capitalismo al socialismo exigiría un alumbramiento largo y doloroso,  un largo período de dictadura del proletariado,  la demolición de todo lo viejo,  la destrucción implacable de todas las formas de capitalismo,  (...).”  (LENIN,  V. I. Acerca de la gran
              revolución socialista de octubre.Moscou:       
              Editorial Progresso,  1976,  p. 68)  

     “Trata-se de demonstrar [pela sovietologia ocidental] que o stalinismo é um período não só distinto,  mas diferente da história do bolchevismo,  a jusante e a montante;  houve realmente horrendos momentos na História inaugurada pela Revolução de Outubro,  mas esses não condenam o conjunto dessa História,  pois não são uma conseqüência necessária dela.  Versão erudita da idéia,  tão forte na época,  de que o comunismo,  inclusive o de Brejnev,  deve ser salvo dos crimes cometidos por Stálin;  ou,  ainda,  sob uma forma mais geral,  de que o regime fundado em outubro de 1917 é bom,  apesar dos desastres que se seguiram ao seu nascimento,  ao passo que o capitalismo é mau,  apesar das riquezas que gerou.”
              (FURET,  François.   O passado de uma ilusão: 
               ensaios sobre a idéia comunista no século XX
               São Paulo:  Siciliano,  1995. p. 580)

24 - Nazismo e Marxismo defendem a reforma agrária.

Nazismo: El Programa del Partido [Nazista],  redactado en 1920 (...).‘pedimos una reforma agraria..., la creación de una ley para la expropriación gratuita de tierras para fines de utilidad pública, (...).”  (YURRE,  Gregorio R. de.
               Totalitarismo y egolatría.  Madrid:  Aguilar, 
               1962. p. 438).

     “Point seventeen of the program of the Nazi party demands land reform and confiscation of land without compensation.  After the years of Nazi rule the distribution  of land has not been touched at all in favor of the landless laborers or the small landowners.” (EBENSTEIN, 
               William.  The Nazi state. New York:  Farrar &
               Rinehart, 1943. p. 265).

    “O que necessitamos,  para termos um verdadeiro Estado do povo, é de uma reforma agrária... Não cremos que uma simples divisão das terras traga algum alívio à situação.  As condições de vida de uma nação só podem ser melhoradas,  em última análise,  pela vontade de expansão política.  Essa é a característica de uma reforma sadia.
     E as terras (Grund und Boden),  é preciso que insistamos,  não podem converter-se em objeto de especulação.  A propriedade privada só pode consistir naquilo que o homem ganhou para si,  pelo seu trabalho.  Os produtos naturais não são propriedade privada,  mas sim propriedade nacional.  As terras não podem tornar-se,  por conseguinte,  objeto de transações.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto
              Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 58)

     “(...) essa legislação [agrária] de início pareceu interessante.  Logo,  porém,  mostrou-se ser outro elo na cadeia que escravizava o camponês ao partido e ao governo.  As leis regulamentavam que o fazendeiro não podia vender ou legar sua fazenda sem antes obter o consentimento do governo local e das autoridades do Partido.  Podia também vir a perder sua fazenda se o chefe partidário local não estivesse satisfeito  com a maneira pela qual quela a operava.  Em suma,  seus direitos de propriedade passaram a depender do critério burocrático.  (...)  Os nazistas estabeleceram legislação a respeito do plantio de certos produtos,  muitas vezes sem levar em atenção condições de clima e de solo,  (...).  (FRIEDRICH,  Carl J. &
                       BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo
                       e autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD, 
                       1965.  p. 212 e 213)
Marxismo:“(...) ya el primer día de la dictadura del proletariado,  el 26 de octubre de 1917 (8 de noviembre de 1917),  fue abolida la propiedad privada de la tierra y fueron expropiados sin indemnización los grandes propietarios de  tierra.” (LENIN,  V. I. Acerca de la gran   revolución
              socialista de octubre. Moscou: Editorial
              Progresso,  1976,  p. 233)

     “Os primeiros decretos do Poder Soviético,  após a vitória da Revolução Socialista de 1917 na Rússia,  foram os decretos sobre a paz e sobre a terra.  Toda a terra foi tirada aos latifundiarios sem indenização,  tornou-se propriedade do Estado e foi entregue aos camponeses em usufruto perpétuo e gratuito.”    (KLEMÉNTIEV,  D. &
                VASSÍLIEVA, T. Que é o socialismo?  Moscou, 
                Edições  Progresso, 1987.  p. 55)

   “Prestes: (...) É necessário combater o monopólio da terra,  limitar a propriedade.” (NATALI,  João Batista.  Aos 88, 
                Prestes mantém idolatria pela União Soviética. 
                Folha de São Paulo, 4 de maio de 1986, p. 14 - 1o
                caderno)


25 - Nazismo e Marxismo são estatizantes.

“(...) o custo social de outro experimento trágico — o dos nazi-fascistas. Estes,  se não irmãos, são primos dos comunistas.  Praticam ambos ideologias totalitárias.  Propõem-se ambos a reformar o homem pelo exercício da violência. Ambos destroem o indivíduo em benefício do Estado. Ambos matam para assumir o poder e, depois,  para conservar o poder.” (CAMPOS,  Roberto. Anatomia de um   fracasso. O Estado de São Paulo,  5 de novembro de 1989.)

“Não há fascismo ou nazismo sem controle estatal da economia,  portanto sem algo de intrinsecamente socialista.  Não foi à toa que o regime de Hitler se denominou ‘socialismo nacional’.  Stalin chamava-o,  com razão,  ‘o navio quebra-gelo da revolução’.”  (CARVALHO, Olavo de.  A verdadeira direita. O Globo, 05-11-2000. Dispomível em: http://www.olavodecarvalho.org.semana/verdadireita.htm.  Acesso em: 22-04-2001).

"Se reduzirmos ao devido valor os termos “nazismo” e “comunismo”, a diferença entre ambos é insignificante. O comunista é ateu, materialista e partidário da omnipotência do Estado. O nazista não é menos ateu, nem menos materialista, nem menos estatolatra. A imoralidade comunista é satânica. E a obra paganisadora do nazismo não o é menos. Porque, em nossos dias, erguer altares a ídolos decrépitos e ilusórios, abater as cruzes e perseguir a Santa Igreja não é obra apenas das más inclinações do homem, como pode ter sido uma ou outra vez antes de Constantino. Hitler, exatamente como Juliano o Apóstata, é um fenômeno histórico que não se explica sem a ação do demônio.
Optar entre o comunismo e o nazismo é optar, portanto, entre Lúcifer e Belzebuth, entre o demônio e o demônio."
(OLIVEIRA, Plinio Correa de. Os frutos ideológicos da paz.  Legionário, no  312,  02 de outubro de 1938. Disponível em: . Acesso em 05-02-2010).

“Aliás, nem o nazismo nem o fascismo foram o contrário do comunismo. Um e outro eram fortemente estatistas, o nazismo mais ainda do que o fascismo. Ele se intitulava até, expressamente, uma modalidade de socialismo: ‘nacional-socialismo’.”  (CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Projeto de Constituição angustia o país. Catolicismo, outubro de 1987, p. 35)

“(...) colocar esses dois regimes em extremos opostos é, no mínimo, leviano. O megaloestatismo, por exemplo, é um fator presente nos dois regimes (...).”  (TÉLLEZ, Claudio Andrés. NaziSocialismo. Mídia sem Máscara, 20-09-2005. Disponível em:  .  Acesso em: 27-09-2005)


Nazismo:  “Entretanto,  se os meios de produção continuam nas mãos da propriedade privada,  o Estado institui uma estreita regulamentação da economia.  Reagrupadas por setores de atividades,  as empresas são submetidas às diretrizes e ao controle do enorme aparelho burocrático.  (...)  O primeiro plano de quatro anos se propõe fazer dsaparecer o desemprego dando novo impulso à economia.” (NÉRÉ, 
                 Jacques.  (História contemporânea. São Paulo:
                 Difel, 1975.  p. 405).

     “Foi elaborado um Plano Quatrienal.  Tratava-se de uma invenção russa,  e naqueles anos  (1933-34) se podia dizer que os planos econômicos de longo alcance era uma idéia da moda entre os economistas,  sociólogos e pensadores do mundo inteiro.  Todavia,  no caso da Alemanha,  o Plano Quatrienal tinha um propósito definido;  capacitava Hitler a coordenar e pôr sob controle nazista toda a indústria alemã. (...) Os empregadores e industrialistas tornaram-se,  com efeito,  meros gerentes,  operando sob a direção do Estado.  Não tinham eles liberdade para determinar a própria produção nem para dispor dos seus lucros.  Foram integrados num único e gigantesco sistema econômico autoritário”
                   SWING,  Raymond Gram. Comentário,  in:  
                   HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto
                   Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 108 e 110.   

    “Aos meus olhos um dividendo de 6% é suficiente.  Mesmos destes 6% nós deduzimos a metade e quanto ao resto devemos ter prova segura de que é empregado no interesse do país.  Em outras palavras:  nenhum indivíduo tem o direito de dispor arbitrariamente do dinheiro que deveria ser empregado em beneficio da nação.  Se ele dispuser do mesmo razoavelmente,  muito bem;  se não,  o Estado nacional-socialista intervirá.” (HITLER,                 
                Adolf.  Minha nova  ordem. Porto Alegre:           
                Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 648)

“To Hegel the State is all, or almost all.”
SHIRER, William L. The rise and fall of the Third Reich.  New York: Fawcett Library,   1962.  p.143.

     “No regime nacional-socialista,  tal como Hitler o concebeu,  o Estado é tudo.  O cidadão,  privado da sua personalidade,  é um servidor obediente,  um escravo do Estado, o qual aparece personificado por um chefe cuja vontade é absoluta.” (HENDERSON,  NevileDois anos
                 junto de Hitler.  Lisboa,  Parceria António Maria
                 Pereira,  1940.  p. 21)  

“Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. estatismo:  contra o Estado liberal (considerado caótico) e contra as revoluções socialistas e comunistas (que recusam o Estado), o nazifascismo cria o Estado forte, centralizado administrativamente, militarizado, que controla toda a sociedade por meio do partido, das milícias de jovens, da educação moral e cívica, da propaganda, da censura e da delação. Existe apenas o Estado como totalidade que engloba em seu interior o todo da sociedade.”
                  CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São
                  Paulo: Ática,1994. p. 424-425.

“En Alemania, el sistema económico había sido subordinado a las necesidades del pueblo; los dividendos y los gajes de los directores habían sido limitados; (...).”
BULLOCK, Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 2, p. 579.

“(...) de facto, o governo de Hitler praticou um fortíssimo dirigismo estatal na economia, havendo na prática um poderoso mecanismo de planejamento central e de patrulhamento, sustentado por uma produção intelectual de orientação socialista.”
TÉLLEZ, Claudio Andrés. NaziSocialismo. Mídia sem Máscara, 20-09-2005. Disponível em: . Acesso em: 27-09-2005.

“O sistema econômico do Terceiro Reich era uma forma de capitalismo em que o estado controlava, organizava e dirigia a produção, consumo e distribuição dos rendimentos [?].”
STACKELBERG, Roderick. A Alemanha de Hitler: origens, interpretações, legados. Rio de Janeiro: Imago, 2002. p. 169.


“Tournés vers le premier, les articles 11 à 14 [les 25 points de 1920, corrigés para Hitler en 1928] prévoient la suppresion de tout revenu qui ne provient pas du travail, l’interdiction des bénéficesde guerre et la suppression de ceux qui ont été réalisés, l’étatisation de grandes entreprises groupés en trusts et la participaion detous aux gains industriels.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 94.

“Göring havia instituído, em 1936, o Plano Quadrienal, por onde passou a controlar praticamente toda a economia.”
SERENY, Gitta. Albert Speer: sua luta com a verdade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. p.371, nota.

“By May, 1939, the number of private schools had dropped to 207 with a total enrollment of 16,537.”  “Catholic and Protestant private schools have been forbidden, so that all schools lf aal types are now operate and controlled solely by the national government.”
EBENSTEIN, William. The Nazi state. New York: Farrar & Rinehart,1943. p. 147 e 148.

“A criação de propriedade privada apenas nominal, sob controle de agências reguladoras, é de Adolf Hitler: cada detalhe da economia passou a controle governamental após a tomada do poder através de uma estrutura complexa de grupos, associações, agências e câmaras.”
PAOLA, Heitor de.O condomínio fascista tucano-petista e o ‘kit felicidade’.  Papéis Avulsos, 17-08-2012. Disponível em: . Acesso em: 18-08-2012.

Marxismo: “Nas mãos do Estado [cubano] encontram-se 2/3 de toda a terra  (...).” (NEZNÁNOV,  V.  Vias de passagem
             do capitalismo ao socialismo.  Moscou:  Edições
             Progresso, 1982,  p. 133)

    “Segundo:  o controle da economia é feito pelo Estado.  Os bancos e as indústrias são empresas públicas.  Não existe propriedade privada dos meios de produção na URSS, (...).”
              (CARVALHO,  Péricles de & ALMEIDA,
              Francisco.  PcdoB  (1962-1984):  A sobrevivência
              de um erro. 2. ed. São Paulo:  Editora Novos
              Rumos,  1985.  p. 34)

  “Quando os bolchevistas conseguiram o poder,  fizeram-no pela supressão impiedosa de todos os meios que apoiavam a velha ordem.  Destruíram todas as instituições capitalistas.  Colocaram todas as fábricas nas mãos do Estado e proibiram a distribuição de dividendos a particulares.  Criaram as Uniões Comerciais,  as ditadoras todo-poderosas do Estado econômico russo.” (SMITH, Howard K.  O último trem de
              Berlim.  Rio de Janeiro: Empresa Gráfica O
              Cruzeiro, 1943.  p. 298)

25-A  - Nazismo e Marxismo são coletivistas.
“O ideal coletivista, portanto, é outro ponto em comum que podemos identificar entre o Nazismo e ao Comunismo Soviético.” (TÉLLEZ, Claudio Andrés. NaziSocialismo. Mídia sem Máscara, 20-09-2005. Disponível em ; acesso em 27-09-2005)


Nazismo:"Os aspectos fundamentais da ideologia nazista não diferem daqueles geralmente aceitos pelas demais ideologias estatizantes. O controle da economia deve ser estatal. O lucro é visto com enorme desdém. O planejamento centralizado é uma panacéia para os males econômicos. As importações são encaradas como uma invasão estrangeira negativa. O individualismo deve ser duramente combatido em prol do coletivismo." (CONSTANTINO, Rodrigo. Os pilares do nazismo. (16-07-2008). Disponível em: . Acesso em: 17-06-2009.).Marxismo:
"J'ai vu des familles de six personnes entassées dans une seule pièce.
       Les cuisines particulières ont presque totalement disparu. Elles son remplacées par de scuisines collectives d'étage, dont l'emploi conduit à une promiscuité atroce."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 49.

26 - Nazismo e Marxismo defendem uma economia planificada,  dirigida e controlada    pelo Estado.

“A economia totalitária é de orientação e controle centrais. Para tanto,  deve haver um plano.  (...) Na ditadura totalitária,  o líder,  ou líderes,  homens como Stalin,  Hitler ou o Presidium do Partido,  tomam a decisão básica,  em cujos termos o plano é estabelecido.” (FRIEDRICH,  Carl J. & BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e autocracia.  Rio de
                    Janeiro:  Edições GRD,  1965.  p. 172-173)

Nazismo: “Desses projetos emanava uma mania incondicional de planificação,  indiferente a todos os direitos e exigências de vida dos outros,  ditando destinos,  espezinhando as ‘populações de bastardos’  (...).”  (FEST,
               Joachim. Hitler.  2. ed., Rio de Janeiro: Nova
               Fronteira, 1976. p.  823)

     “(...) but at the same time he [o camponês alemão]  was bound to the soil as irrevocably as the serfs of feudal times.
      And every aspect of his life and work was strictly regulated by the Reich Food Estate,  which Darré established by a law of September 13, 1933,  a vast organization with authority over every conceivable branch of agricultural production,  marketing and processing,  and which he himself headed in his capacity of Reich Peasant Leader.” (SHIRER,  William L. The rise  and fall of the
              Third Reich. First Crest printing,  New York, 
              Fawcett World Library,  962. p. 356)

     “Na Alemanha,  sob o nacional-socialismo,  o governo não estatizou formalmente as empresas privadas,  mas submeteu-as a um controle rígido e a uma planificação detalhada,  que praticamente eliminaram a liberdade de iniciativa dos proprietários. Com Hitler,  o Estado tornou-se não apenas um ditador político mas também um ditador econômico,  ordenando a quem,  como e por quanto a firma particular devia vender e comprar.” (Controlar a estatização.
              Folha de São Paulo, 10 de abril de 1982.
              Editorial.)

    “(...) o nacional-socialismo adotou,  a seu modo,  o modelo soviético da economia planificada e verberou todo o tempo o ‘capitalismo judaico’,  do qual os representantes,  por excelência,  seriam a Inglaterra e os Estados Unidos,  Churchill e Roosevelt (...).”  (BARROS,  Roque Spencer Maciel de.  Capitalismo e capitalistas.O Estado de São Paulo,  9 de setembro de 1986. p. 2)

     “Under the Nazi system the economy is riddled with red tape and bureaucracy.  Practically every single step of the productive process must be approved by a government agency.” (EBENSTEIN,  William. The Nazi state. New
        York:  Farrar & Rinehart,  1943.  p. 248)

     “(...) uma análise do economista liberal austríaco Ludwing von Mises,  que compara as dez medidas econômicas de urgência propostas por Marx no Manifesto comunista com o programa econômico de Hitler.  Von Mises ressalta que oito das medidas foram levadas adiante pelos nazistas.”  (FRANCO,  Carlos Alberto di.  Uma
                   antologia da desinformação.  O Estado de São
                   Paulo,  28 de março de 1989).

    “É bom que se esclareça que o nazismo corresponde a um regime especial cuja principal característica é a excessiva concentração de poderes nas mãos do Estado.” (FAVIERE,  
                  Cláudio.  ‘Ou é o nazismo ou é o caos’[Hitler]. 
                  Folha de São Paulo  Folhetim,  no 72, p. 3,  4 de
                  junho de 1978).

     “Desses projetos emanava uma mania incondicional de planificação,  indiferente a todos os direitos e exigências de vida dos outros,  ditando destinos,  espezinhando as ‘populações de bastardos”.  (...).” (FEST,  Joachim C.  Op. cit. p. 828)

     “O regulamento do comércio e da indústria da Alemanha havia redundado num total controle dos mesmos pelo Estado;  e Hitler aproveitou a idéia russa do ‘Plano Qüinqüenal’.” (THYSSEN,  Fritz.  Eu financiei Hitler
               Porto Alegre:  Globo,  1942.  p. 191)

“Os peritos do Nacional-Socialismo, encantados, tal como Schacht, de encontrarem inesperadamente um campo livre para porem à prova as suas teorias, elaboraram um primeiro plano de Quatro Anos, baseados num sistema autárcico de um rigor sem precedentes. Assim que afirmaram ao Führer que esse plano faria desaparecer o desemprego e permitira obter fundos para financiar o rearmamento, conseguiram o seu acordo imediato.”   (GOSSET, Pierre & GOSSET,
                 Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p.
                 242-243)

“Embora de origem e significação diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
. o antiliberalismo: não como afirmação do socialismo e sim como defesa da total interevenção do Estado na economia e na sociedade.”  (CHAUI,  Marilena. Convite à filosofia.
               São  Paulo: Ática,  1994. p. 423)

“Propiedad privada de los medios de producción implica uso y disposición irrestricto de aquello que se entiende como ‘propio’, y si hay algo que, justamente, los empresarios del Tercer Reich o del estado fascista italiano o los falangistas españoles no tenían, era precisamente el uso y disposición de bienes inscriptos a su nombre.”
                (BORAGINA, Gabriel. CAPITALISMO,
                FASCISMO Y NACIONALISMO. Disponível em
               ;
               acesso em 16-05-2004)
“Caro leitor: você é de esquerda ou de direita? Calma, não sou eu que pergunto. É Paul Johnson, historiador britânico, em artigo recente para a revista ‘Spectator’. (...)
Mas o texto de Johnson criou certo ‘frisson’ com afirmação que eu julgava consensual. Afirma Johnson que é um erro considerar Hitler como um representante da direita. Hitler, para além de criminoso e genocida, era estruturalmente um socialista. E porquê? Porque Hitler consegue furar as seis regras essenciais de qualquer conservador que se preze. Primeiro: a crença num Deus omnipotente e omnipresente. Segundo: uma moral absoluta como base de qualquer sistema legal. Terceiro: a defesa de um Estado mínimo, quer em extensão, quer em ambição. Quarto: o respeito por poderes tradicionais e tradicionalmente instituídos. Quinto: um certo controlo e autocontrolo de conduta. Sexto: a procura de um equilíbrio entre o indivíduo e o Estado.


        Hitler, pelo contrário, faz o pleno: ateu, relativista, ultra-centralista, exibicionista e coletivista. Mais ainda: um conservador, para Johnson, tende a olhar para a força como o último recurso. Hitler olhava como o primeiro. Os leitores desabaram sobre Johnson. Não entendo porquê.”

(COUTINHO, João Pereira. Esquerda, direita, volver. Folha de São Paulo, 01-05-2006.
Disponível em: .  Acesso em: 10-05-2006).

“Le grand principe ‘Führer und Gefolgschaft‘ dominera toute  l’économie nationale. Finies, les grèves utilisées comme moyen de pression !”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 233.

Marxismo: “(... ) o controle da economia é feito pelo Estado. Os bancos e as indústrias são empresas públicas.  Não existe propriedade privada dos meios de produção na URSS.” (CARVALHO,  Péricles de & ALMEIDA, 
              Francisco. PcdoB  (1962-1984):  A sobrevivência
              de um erro.2. ed. São Paulo: Edições Novos
              Rumos, 1985.  p. 34)

     “A planificação é uma das leis do socialismo,  sem a qual ele não existiria.”  (GUEVARA,  Ernesto Che. Revolução
                 cubana.  São Paulo,  Edições Populares,  1981. 
                 p. 91)

     “As características fundamentais do socialismo são:  a ditadura do proletariado,  no campo político,  e apropriedade social dos meios de produção juntamente com aplanificação da produção social,  no campo econômico.”
                 (URIBE,  Marta H. Gabriela.  Socialismo e
                 comunismo.  São Paulo:  Global, s/d.  p. 31)

    “A direção planificada da economia constitui o traço específico do socialismo e a sua grande vantagem sobre o capitalismo.” (KLEMÉNTIEV,  D. & VASSÍLIEVA, T. 
                  Que é o socialismo?  Moscou,  Edições
                   Progresso, 1987.  p. 160)

“Julgava Marx que essa seria a última revolução popular. Por que a última? Porque aboliria a causa de todas as revoluções que as anteriores não haviam conseguido abolir: a propriedade privada dos meios de produção.” (CHAUI,
              Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática,
              1994. p. 422)

27 - Nazismo e Marxismo só admitem um sistema educacional estatal,  que prepara a  juventude para a subserviência ao Estado.

Nazismo: “Há,  entre eles,  um Estado dirigido por uma classe superior,  numericamente pequena.  Mandam seus filhos para suas próprias escolas,  para Eton. Nós temos as escolas Adolf Hitler ou estabelecimentos nacionais de educação política.  De um lado,  os filhos dos plutocratas,  dos magnatas das finanças;  do outro,  os filhos do povo.  Os estudantes de Eton e  Harrow são os únicos que estão nos cargos de direção na Inglaterra;  neste país,  são os homens do povo que se encarregam da direção do Governo.”
                (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto
                Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 649)
Marxismo:  “Educación de los niños en establecimientos estatales y a cargo del Estado,  desde el momento en que puedan prescindir del cuidado de la madre.” (ENGELS, 
              Friedrich.  Principios  del comunismo. Moscú: 
              Editorial Progreso, 1981.  p. 81)

      “O ensino soviético é caracterizado pelo sistema único estatal de escolas e outros estabelecimentos de ensino;  (...).”(SMIRNOV,  G. O indivíduo sob o socialismo.
               Moscou:  Edições  Progresso, 1982. p. 69)

“Mais Staline représente un homme d’État oriental, de type asiatique; le stalinisme, c’est-à-dire le communisme de la période constructive, se transforme insensiblement par lui en une sorte de fascisme à la manière russe. Les caractères essentiels du fascisme sont là rassemblés; le capitalisme d’État, servant de base à l’État total, le nationalisme, le césarisme suscitant une jeunesse militarisée.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 292.


28 - Nazismo e Marxismo propõem-se a dar  “a cada um segundo suas necessidades”.

Nazismo: “É uma das finalidades do nosso movimento anunciar que virá um tempo em que se dará ao indivíduo o que ele precisa para viver,  mantendo-se,  porém,  o princípio de que o homem não deve viver somente para a satisfação de prazeres materiais.  Isso se realizará,  de futuro,  com a sábia graduação de salários que permita a cada trabalhador honesto ter a certeza de poder viver uma vida ordenada e digna,  como homem e como cidadão.
     Não se diga que isso é um ideal que não resistiria à prática e jamais poderá ser atingido.” (HITLER,  Adolf. 
                  Minha luta.  São Paulo:  Editora Moraes, 1983,
                  p. 271)

Marxismo: “Na sociedade comunista,  cada homem escolherá livremente o trabalho que desenvolverá e entregará à sociedade consoante a sua capacidade,  obtendo da sociedade tudo o que necessita.  Os bens pertencem a um fundo comum,  do qual cada pessoa retira o que lhe fez falta.” (URIBE,  Marta H. Gabriela.  Socialismo e
            comunismo.  São Paulo,  Global Editora, s/d            
            [1980?]. p. 45)

     “Todo homem será útil à sociedade segundo suas aptidões e será recompensado segundo as suas necessidades.”  (RIAZANOV,  D.  A doutrina comunista
            do  casamento.  São Paulo,  s/ed., 1945.  p.  90)

29 - Nazismo e Marxismo apreciam o simbolismo da cor vermelha.

Nazismo: “Como nacionais-socialistas,  costumamos ver na nossa bandeira o nosso programa.  No vermelho,  vemos a idéia socialista do movimento,  no branco,  a idéia nacional,  (...).”(HITLER,  Adolf.  Minha luta.  São Paulo:  Editora
         Moraes, 1983, p.  311)

“Passava horas a desenhar, com aplicação, os estandartes, os guiões, as insígnias que deviam figurar por tras dele [Hitler] nos estrados e nos cortejos. Arrebatou audazmente o vermelho aos seus inimigos mortais, a gente do outro lado, mas enquadrando com outras duas cores imperiais e com a cruz gamada, símbolo do arianismo triunfante.”   (GOSSET,
                  Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa: 
                  Aster, s.d. v. 1, p. 71)

Marxismo:”En la época de la sublevación de Octubre del pueblo trabajador,  cuando desplegamos ante él la bandera roja de la revolución socialista,  en esta época vivimos un período de fácil éxito deslumbrante.” (LENIN,  V. I. Acerca
          de la gran revolución socialista de octubre.
          Moscou,  Editorial Progresso, 1976, p. 112)

30 - Nazismo e Marxismo comemoram o 1o de maio.

“Avec un parfait sans-gêne, les nazis se sont approprié cette chanson, comme ils ont fait pour le drapeau rouge, la fête du Premier Mai, les choeurs parlés, l’idée du plan quinquennal et mille autres choses encore. Le drapeau rouge-sang est simplement devenu le drapeau à croix grammée et l’univers de travailleurs, par trop internationaliste, l’Etat des travailleurs.” (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 68)

Nazismo: “(...) Hitler fez sua uma antiga reivindicação do movimento dos trabalhadores,  que nunca fora concretizada  sob a república,  e declarou o 1o de maio dia de festa nacional, (...).”(FEST, Joachim. Hitler.  2. ed., Rio de
                 Janeiro: Nova  Fronteira, 1976. p. 486)

“O 1º de maio de 1933, na Alemanha, foi precisamente a mais flagrante ilustração desse fato.  Desde madrugada, todos os sinos dobraram, através de todo o Reich, para celebrar esse dia que o Führer confiscou tranqüilamente, como tudo o resto, aos sociais-democratas, para dele fazer a festa alemã do trabalho.” (GOSSET, Pierre & GOSSET,
                 Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p.
                 268)


Marxismo:


31 - Nazismo e Marxismo sentem afinidade entre si.
“Ao analisarmos as atitudes políticas de Stálin na década dos trinta verifica-se que ele estava convencido que os interesses da União soviética estavam convergindo com os da Alemanha hitlerista.  Esse pensamento de Stálin não foi ignorado pelos dirigentes alemães.” .”  (GOLGHER,  Isaías. A tragédia do comunismo judeu. Belo Horizonte:  Editora  Mineira, s/d.   p.
                   89)

Nazismo: “Na realidade, [Hitler] via em Stalin uma espécie de colega.  Estaria relacionada com esse apreço uma ordem que deu para que fosse bem tratado o filho de Stalin,  feito prisioneiro.” (SPEER,  Albert.  Por dentro do II Reich. A
            derrocada. 2. ed. Rio de Janeiro: Artenova, 1971.
            p. 57)

     “O único homem pelo qual Hitler sentia ‘respeito incondicional’  era ‘Stálin,  o gênio’,  (...).”(ARENDT,
            Hannah.  Origens do totalitarismo.  São Paulo: 
            Companhia das Letras, 1989.  p. 359)

    “Durante todo o período da guerra,  a Gestapo,  como departamento da RSHA,  esteve sob a direção de Heinrich Müller,  o Müller ‘Gestapo’,  como era chamado.  Depois da guerra,  Müller,  que era um ex-detetive da Polícia Política de Munique,  e nunca escondeu sua simpatia pelo totalitarismo soviético,  como aliás sucedia com o próprio Hitler,  escapou da prisão em maio de 1945,  presumindo-se que esteja na Rússia,  como assessor técnico.”(MANWELL, 
              Roger.  SS  E Gestapo:  A caveira sinistra.  Rio de
              Janeiro:  Editora Renes,  1974.  p. 79)

“Another top leader  with a definite leaning towards the Russians was Mueller.” (SCHELLENBERG, Walter. The
             Schellenberg   memoirs.Londres: Andre Deutsch,
           1956. p. 360)

“(…) é importante reconhecer que Hitler admirava Stalin que os dois ditadores e seus respectivos regimes tinham um relacionamento simbiótico bastante macabro.”
WISTRICH, Robert Solomon. Hitler e o Holocausto. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 318.
Marxismo:“[O nazismo] Imitou-o em várias de suas instituições:  polícia política,  campos de concentração,  propaganda.  Inversamente,  algumas vezes Stalin seguiu a escola de Hitler.  Assim,  foi  ‘A Noite dos Longos Punhais’ que lhe sugeriu o grande expurgo que começou em dezembro de 1934. Generosamente,  ele multiplicou o número de vitimas por mil.” .”  (BESANÇON,  Alain.
             Memória não retém atrocidades do comunismo.  O
             Estado de  São Paulo, 15 de fevereiro de 1998. p.
             A-19, nota 1)


32 - Nazismo e Marxismo imitam-se entre si.

“O terror tem como objetivo exterminar um grupo designado como inimigo que, na verdade, constitui-se somente como uma fração da sociedade, mas que é atingido enquanto tal por uma lógica do genocídio. Assim, os mecanismos de segregação e de exclusão do ‘totalitarismo da classe’ se parecem singularmente àqueles do ‘totalitarismo da raça’. A sociedade nazista futura devia ser construída em torno da ‘raça pura’; a sociedade  comunista futura, em torno de um povo proletário, purificado de toda escória burguesa. O remodelamento dessas duas sociedades foi planejado do mesmo modo, apesar de os critérios de exclusão não serem os mesmos.”  (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do                     comunismo.  Rio de Janeiro: Bertrand 1999. p.  29-30)   

“Interessante notar como o culto ao líder é uma das técnicas simbólicas mais difundidas no período de entre guerras. Essa difusão – que atinge os movimentos diretamente fascistas, os regimes com componentes fascistas mais ou menos pronunciados (como o Estado Novo) e até o stalinismo – nos permite comprovar o quanto os regimes totalitários intercambiaram os componentes de suas maquinarias políticas com o intuito de aperfeiçoarem seus mecanismos de poder.” (BERTONHA, João Fábio. A máquina simbólica do Integralismo: Controle e propaganda  política no Brasil dos anos 30. História e  perspectiva, Uberlândia, nº 7, p. 108, nota 15, 1992).

“O comunismo inaugurou na Europa contemporânea o regime totalitário na sua expressão mais radical e violenta. O nacional-socialismo não fez mais que seguir-lhe as pegadas.” (FRANCA, Leonel.  Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 214, dez. 1944).  

“Com a criação do Partido Comunista, nasceu o Fascismo.  Hitler e Mussolini foram meramente pupilos de Lenin e Stalin. O recorde de brutalidade e extermínio que alcançaram é apenas o reflexo da brutalidade da máquina comunista.”
(SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento.Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 25).

"(...) Nazismo e Comunismo tem tanta coisa em comum que Hitler tinha Stalin como modelo, e que Stalin admirava Hitler."  (FEDELLI, Orlando. Nazismo, Darwin e "falácias" da lógica. [Polêmicas]  Disponível em: . Acesso em: 13-09-2008).

"Os bolcheviques partiram na frente em termos de conquista de poder, e o sucesso militar de Lênin encorajou tanto Mussolini como Hitler. O fascismo italiano e o nazismo alemão adotaram os métodos políticos da União Soviética. Eles importaram da Rússia o sistema de partido único, a posição privilegiada da polícia secreta, a organização de partidos aliados no exterior para lutar contra seus governos locais e praticar sabotagem e espionagem, a execução e prisão dos adversários políticos, os campos de concentração, a punição aos familiares de exilados e os métodos de propaganda."
(CONSTANTINO, Rodrigo. Os pilares do nazismo. (16-07-2008). Disponível em: . Acesso em: 17-06-2009.)

“De fato, o bolchevismo é tão parecido com o fascismo, que até isto existe entre eles de comum:
a) para os fascistas, todo o anti-fascista era comunista;
b) para o comunista, todo o anticomunista é fascista.”
(OLIVEIRA, Plinio Corrêa de.  7 dias em revista. Legionário, São Paulo, no  679, 12-08-1945. Disponível em: . Acesso em: 04-05-2013).


Nazismo: “Não se sabe quem imitou quem,  entre Hitler e Stalin.”   (FRANCIS, Paulo.  Coisas da vida (2).  O Estado
              de São Paulo,  Caderno 2, 1o de dezembro de
              1991).

     “Os nazistas adotaram rapidamente os métodos soviéticos.  Importaram da URSS o sistema unipartidário e a primazia deste partido na vida política,  a supremacia da polícia secreta,  os campos de concentração,  a execução administrativa ou prisão de todos os oponentes,  o extermínio das famílias dos suspeitos e dos exilados,  os métodos de propaganda,  a organização  de partidos filiados no exterior e sua utilização na luta contra seus governos e na espionagem e sabotagem,  o emrpego do serviço diplomático e consular para fomentar a revolução,  e muitas outras doisas do gênero.  Em parte alguma existiram discípulos mais dóceis de Lenin,  Trotsky e Stalin do que os nazistas.” (O nazismo, um anticapitalismo.  Visão,  São
              Paulo, 34 : 54-55, 23 de agosto de 1989.  Cap. 8 do
              livro Planned chaos,  de Ludwig von Mises)


“He [Himmler] let it be understood, however, that he would only agree to a mass evacuation of Jewish concentration camp inmates in return for tractors, cars, medicines and other things of which we were badly in need.”
              (SCHELLENBERG, Walter. The Schellenberg
              memoirs.Londres: Andre Deutsch, 1956. p. 429)

“Avec un parfait sans-gêne, les nazis se sont approprié cette chanson, comme ils ont fait pour le drapeau rouge, la fête du Premier Mai, les choeurs parlés, l’idée du plan quinquennal et mille autres choses encore. Le drapeau rouge-sang est simplement devenu le drapeau à croix grammée et l’univers de travailleurs, par trop internationaliste, l’Etat des travailleurs.” (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 68. cf. p. 72)

“Hitler, qui n’est pas un imbécile, a appris de Staline et de Mussolini l’art de gouverner.” (GUÉRIN, Daniel. La peste 
              brune. Paris: Maspero, 1971. p. 124)

“Para completa seguridad, [Hitler] se procedió a nombrar oficiales políticos nacionalsocialistas en todos los cuarteles generales, imitando una medida de los rusos por la que Hitler sentía gran admiración, pero que el Gobierno soviético había abandonada durante la guerra.  (BULLOCK,
                 Alan.Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed.
                 México: Grijalbo, 1959, 2. p. 699)

“(...) les chansons de marche de la ‘Jeunesse hitlérienne’ et des ‘Sections d’Assaut’ (les SA) reprennet souvent, sur de nouveaux textes, les mélodies de vieux chants ouvriers révolutionnaires.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 87, maio 1986.

“Hitler n’ignore rien de la Révolution russe. L’action des marxistes sur les masses s’explique par leurs dons oratoires. On ne lit pas le ‘Capital’, mais on écoute les bons agitateurs. Hitler comprend le leçon.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 206.  

“Car Lénine a été un anti-humaniste, comme il a été un anti-démocrate ; et en ceci, il est l’homme d’une époque neuve, de celle des révolutions, non seulement communiste, mais fasciste. Mussolini et Hitler copieront en lui ce trait; Staline après lui réalisera lhe type achevé du chef dictateur. Si le léninisme n’a pas éte, tant s’en faut, un fascisme, le stalinisme semble déjà se rapprocher quelque peu de cette formule.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 246-247.

"Assim, Hitler apela para os sentimentos nacionalistas das massas e ao fazê-lo decide organizar-se como o marxismo numa base de massa, desenvolver e levar a bom termo uma técnica de propaganda própria."
                REICH, Wilhelm. Psicologia de massa do
                 fascismo. Porto: Publicações Escorpião, 1974. p.
               40.

"Os nacionais-socialistas utilizam também à vontade músicas comunistas às quais adaptam outros textos."
REICH, Wilhelm. Psicologia de massa do  fascismo. Porto: Publicações Escorpião, 1974. p. 94.

“C’est en U.R.S.S., dès 1935 ou 1936, que les nazis sont venus apprendre l’art des champs de concentration, et c’est dans les écoles de la police politique communiste que la Gestapo a envoyé ses agents faire leurs étage de formation. 
REVEL, Jean-François. La nouvelle censure. Paris: Robert Laffont, 1977. p. 43.

Marxismo:  “Imitou-o em várias de suas instituições:  polícia política,  campos de concentração,  propaganda.  Inversamente,  algumas vezes Stalin seguiu a escola de Hitler.  Assim,  foi ‘A Noite dos Longos Punhais’ que lhe sugeriu o grande expurgo que começou em dezembro de  1934.  Generosamente,  ele multiplicou o número de vítimas por mil.” (BESANÇON, Alain. Memória   não retém
                 atrocidades do comunismo.  O Estado de   São 
                 Paulo, 15 de fevereiro de 1998. p. A-19)

“Há também alguma razão para acreditar que os expurgos feitos por Stalin entre alguns de seus seguidores, começando em 1935, foram influenciados pela maneira como entendeu a liquidação de Röhm por Hitler em 1934.”
LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 214, nota 62.

     “Los bolcheviques fueron los precursores de las técnicas  fundamentales y pusieron la muestra para las adaptaciones fascistas en Italia,  Alemania y otros países:  el partido único,  omnipotente,  a cuyos miembros ciega el fanatismo,  las ‘elecciones’ unilaterales,  los gigantescos campos de concentración,  la sustitución del pensamiento por lemas y frases hechas.  Como veremos más adelante,  fue la política de los comunistas la que en Italia y Alemania abrió las compuertas al torrente fascista que inundó esos países.”
                  (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los
                  trabajadores.  México:   Editorial Letras,  1970. 
                  p. 15)

   “Caber recordar que,  sin la ayda del comunismo soviético,  probablemente el nazismo no habría alcanzado el poder en Alemania;  y que fue el plan concebido por Moscú y Berlín para dividirse los despojos lo que provocó la más devastadora guerra de la historia.” (LYONS,  Eugene.  El
                   paraíso perdido de los trabajadores. México:
                   Editorial Letras,  1970.  p. 246)

     “De fato,  a vitória de Stálin facilitou duplamente a de  Hitler.  Ofereceu-lhe,  depois de Mussolini,  um segundo exemplo,  estudado e retido apesar de todas as inmprecações públicas:  em matéria de brutalidade,  de cinismo,  de duplicidade,  Stálin abre caminho ao homem de Minha luta. Melhor ainda:  para ganhar,  teve de injetar certa dose de nacionalismo russo em seu leninismo,  criando,  assim,  certo parentesco com Hitler,  no momento em que confere,  pela russificação agressiva do comunismo,  um aumento de audiência na direita alemã.” (FURET, François.  O passado
               de uma ilusão: ensaios sobre a idéia comunista
               no  século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p.
              171)

  “O secretário-geral [Stálin] é um perito,  e,  no entanto,  nesta área,  será apenas um imitador. N época,  ele ainda não matou ou mandou matar os velhos bolcheviques,  que se contenta em exilar ou reduzir à sua mercê.  Mas a Noite dos  Longos Punhais fornece-lhe um exemplo que ele não tarda a seguir.  Menos de seis meses depois da liquidação de Röhm e de seus asseclas,  acontece a morte de Kirov,  o número dois do partido,  em Leningrado.  Stálin não agiu como Hitler.  Usou do pretexto de um assassínio para lançar uma operação ainda mais ampla e mais duradoura do que a expedição de Hitler de 30 de junho:  é o ponto de partida de uma gigantesca e interminável repressão,  que toma como alvos privilegiados os membros do Partido Bolchevique.”
               (FURET, François.  O passado  de uma ilusão:
               ensaios sobre a idéia comunista  no  século XX.
               São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 247)

“Os métodos postos em prática por Lenin e sistematizados por Stalin e seus êmulos, não somente lembram os métodos nazistas com também, e com freqüência, lhes são anteriores.”(COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do
                 comunismo.Rio de Janeiro: Bertran, 1999. p.
                 28) 

     “Este [Stalin] admirava Hitler,  se não pessoalmente,  pelos seus métodos.  Dispunha-se,  por isso,  a seguir as lições de oportunismo dadas pelo Führer.” (HENDERSON, 
               Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa, 
               Parceria António Maria Pereira, 1940.  p. 292)

“Apesar do programa aparentemente contraditório no seu conteúdo, a estrutura do totalitarismo  comunista até aos ínfimos pormenores é a mesma dos totalitarismos de tipo fascista. Por fim, foi o seu modelo.”  (THEIMER, Walter.
              História das idéias políticas. Lisboa: Arcádia,
              1970. p.  563-564).

“Mais Staline représente un homme d’État oriental, de type asiatique; le stalinisme, c’est-à-dire le communisme de la période constructive, se transforme insensiblement par lui en une sorte de fascisme à la manière russe. Les caractères essentiels du fascisme sont là rassemblés; le capitalisme d’État, servant de base à l’État total, le nationalisme, le césarisme suscitant une jeunesse militarisée.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 292.


33 - Nazismo e Marxismo ajudaram-se entre si.

"Enquanto todos os campos se definem, um movimento cada vez mais nítido se processa. É o da fusão doutrinária do nazismo com o comunismo. A nosso ver, 1939 assistirá à consumação dessa fusão. E desse conúbio monstruoso, nascerá uma corrente que será, para os planos de satanás, o 'nec plus ultra'." (OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Entre o passado e o futuro. Legionário,no 329, 01-01-1939. Disponível em: . Acesso em 27-06-2010)

“Havia pontos de convergência entre os dois imperialismos. Muitos geopolíticos, principalmente no Grande Estado-Maior alemão,  propunham a aliança da Alemanha e da Rússia contra a rica burguesia do Ocidente Democrático — o que se realizou temporariamente à custa da Polônia, no período de 1939/41, e vigorou, novamente, como política oficial da chamada República Democrática Alemã, a DDR de Pankow. A cisão dramática dos dois nacionais-socialismos ocorreu em junho de 1941 e foi o resultado da disputa pela hegemonia da Europa e do mundo.”  (PENNA, José Osvaldo de Meira. A ideologia do século XX. 2. ed. Rio de Janeiro: Nórdica, 1994. p. 105)

“Ambas dictaduras tenían bastante en común.  Los comunistas deseosos de servir a Hitler podían afiliarse al partido nazi más fácilmente que la mayoría de los alemanes.  Después de la guerra,  Ulbricht,  en Alemania Oriental,  correspondió la fineza admitiendo en su aparato comunista a miles de ex nazis.” (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los                                         trabajadores.  México:   Editorial Letras,  1970. p. 314-315) 

“Em 1939, o pacto Hitler-Stalin tendia a reforçar ambos os governos, colocando a Europa inteira sob a bota totalitária do nazi-fascismo e do stalinismo.” (COGGIOLA, Osvaldo. O assassinato de Trotsky à luz da história. Revista de História. São Paulo (FFLCH-USP), nº 141, p. 105, 1999).

“Ironicamente a guerra aprofundou ainda mais as tendências combatidas pelos que a desencadearam.”  (VIZENTINI,
Paulo. A II Guerra Mundial: 1931/1945. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1989. p. 8).

“Hitler parece ter provocado exatamente o que não queria:  ele acabou detruindo a velha Alemanha e também a velha Europa —  que ainda em 1945 considerava ‘a última chance do mundo’.  Além disso,  ironicamente,  também contribuiu bastante para que se concretizasse a aceleração da nova era democrática,  o fim do colonialismo,  a criação do Estado de Israel,  o avanço da influência soviética para quase o coração da Europa.”   (Relembrando Adolf Hitler.  (Entrevista com
          Joachim Fest).  Veja,  São Paulo, 352 : 5,  4 de junho de 1975)

"Apesar de os nacionalistas alemães considerarem o bolchevismo uma criação judaica, isso não os impediu de cooperar com os comunistas alemães contra a República de Weimar, ou de treinar seus guardas de elite nos campos de artilharia e aviação russos entre 1923 e 1933. Também não os impediu de costurar um acordo de cumplicidade política e militar com a União Soviética entre 1939 e 1941.Mesmo assim, a opinião pública defende que o nazismo e o bolchevismo são filosofias implacavelmente opostas. O simples fato de que os dois grupos lutaram um contra o outro não prova que suas filosofias e princípios sejam diferentes. Sempre existiram guerras entre pessoas do mesmo credo ou filosofia. Se a meta for a mesma – o poder – então será natural uma colisão entre ambos. "
(CONSTANTINO, Rodrigo. Os pilares do nazismo. (16-07-2008). Disponível em: . Acesso em: 17-06-2009.)

"It was only the Nazi-Soviet pact that enabled Hitler's conquest of Western Europe. The fuel in the tanks of Hitler's Panzern as they stormed through France was Soviet fuel."
(RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  . Acesso em: 29-05-2010).
“Just as the Soviet system had mobilized under the banner of “anti-fascism,” so the Nazi system mobilized under the banner of “anti-communism.” The latter saw liberal democracies as weak and vulnerable to the threat of communism,
while simultaneously the former denounced them as susceptible to “fascism.” Being anti-Nazi, communism tried to demonstrate that all rational anti-fascism led to communism. Being anti-communist, Nazism sought to instrumentalize
anti-communism in a similar way — by reference to a common enemy. This tactic was not inconsequential. As George Orwell pointed out in the 1930s, many people became Nazis out of fear of communism, while many became communists
in order to fight Nazism. Fear of communism led many to support Hitler in his “Crusade against Bolshevism.” Fear of Nazism led many to see the Soviet Union as humanity’s last hope.” (BENOIST, Alain de. Nazism and Communism: Evil twins? Eléments, No 92 (July 1998), p. 15-24.Les Amis d'Alain de Benoist. p. 181. Disponível em: . Acesso em: 21-10-2011).

“A este respeito, o pacto de não agressão teuto-russo, que o ‘Legionário’  previu com tanta clareza como exuberantemente documentamos, tem uma cláusula decisiva.
Efetivamente, no pacto, a Rússia e a Alemanha se obrigam reciprocamente a não fazer parte de qualquer grupo de potências que ataque a outra. O texto é o seguinte: “Nenhuma das duas potências contratantes participará de qualquer outro grupo político que, quer direta ou indiretamente, seja contrário a uma  das signatárias”.  De onde se deduz ou que o pacto anti-Komintern morreu, ou que deixou de ser anti-Komintern, e que seus signatários poderão atacar qualquer país do mundo, exceto a Rússia! Era esta a sinceridade de propósitos do Sr. Hitler quando se erigiu em cruzado do anticomunismo!”
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. Anti-Komintern!  Legionário, São Paulo, no 363, 27-08-1939.  Disponível em: . Acesso em: 11-01-2012.

“Ainda mais importante para mim foi a reação do povo alemão, a maioria de anticomunistas e conservadores, à notícia do pacto de Hitler com Stalin em agosto de 1939. Não houve nenhum pedido de exoneração de cargo no partido, nem uma única manifestação de desaprovação por parte dos conservadores, daqueles muitos milhões que, em 1932-33 e depois, haviam se aliado a Hitler por causa de seu anticomunismo. Muito ao contrário, houve numerosas manifestações de espanto e de felicitações diante do inegável triunfo de diplomacia do Terceiro Reich.”
   LUKACS, John. O Hitler da história. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 87.


Nazismo: “Ao nazismo,  embora tivesse ele no seu arsenal demagógico uma fraseologia socializante altissonante,  não era fácil a sua infiltração no meio das massas obreiras.  Mas quem lhe serviu de aríete para abater a muralha do proletariado organizado alemão foram os comunistas.”        
                (GOLGHER,  Isaías.   Atragédia do comunismo
                judeu. Belo Horizonte:  ditora  Mineira, s/d.   p.
                83)

    “Sabeis que a Rússia e Alemanha são governadas por duas diferentes doutrinas.  Havia apenas uma questão a ser aclarada.  A Alemanha não tem a intenção de exportar sua doutrina.  Dado o fato de que a Rússia não tem intenção alguma de exportar a sua doutrina para a Alemanha,  não vejo razão para ainda nos opormos um ao outro.” (HITLER, 
                Adolf.  Minha nova  ordem. Porto Alegre: 
                Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 502)

" Os incautos ou os tolos estão persuadidos de que o Sr. Adolph Hitler é um inimigo feroz do comunismo. Mesmo entre os católicos, há quem pense assim.
Acentuamos, pois, vivamente a notícia monstruosa que todos os jornais publicaram de que o Sr. Hitler exigiu que o governo católico da Áustria soltasse não apenas o nazistas mas também os comunistas presos em Viena. De sorte que, por obra e graça do Sr. Hitler, e em virtude do acordo de Berchtesgaden, os comunistas tem carta branca para fazer sua propaganda na Áustria, com imenso perigo para toda a Europa, pois que, há anos atrás, Viena foi teatro de uma das mais violentas revoluções comunistas que o mundo conheça.
    Enquanto o Sr. Hitler faz soltar os comunistas austríacos, ordena na Alemanha o fechamento de 4000 sociedades católicas, com o total de 325.000 membros. Esta medida foi tomada também na semana transata.
    E é em um indivíduo do jaez do Sr. Hitler, que muita gente quer ver um esteio da civilização. O Sr. Mussolini, por exemplo, afirma isto..."
OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. 7 dias em revista. Legionário,no 285, 27-02-1938. Disponível em: . Acesso em 26-12-2009.


    “Em vista dos acordos secretos feitos com o Führer,  ela [a Nomenklatura] conseguiu,  durante o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial,  apoderar-se da Ucrânia Ocidental,  da Letônia,  da Lituânia,  da Estônia,  da Bessarábia, e da Bucovina Setentrional.” (VOSLENSKY, 
                       Michael S.   A nomenklatura.  Rio de
                       Janeiro:  Record, s/d.  p. 349)

    “De setembro de 1939 a junho de 1941,  Stálin é o principal aliado de Hitler. De junho de 1941 a maio de 1945,  seu inimigo mais encarniçado.  Na maioria das vezes,  a memória seletiva dos povos reteve do interminável conflito apenas o segundo período,  autenticado pela vitória.  Mas a História também deve explicar o primeiro,  sob  pena de ser apenas uma versão do passado oferecida pelos vencedores.”
                        (FURET, François.  O passado de uma ilusão:
                        ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.  
                       São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 375)

     “(...) assim que se estabeleceram governos fascistas com legitimidade pública,  como na Itália e na Alemanha,  muito mais trabalhadores ex-socialistas e comunistas se alinharam com os novos regimes do que agrada à tradição da esquerda considerar.”  (HOBSBAWM,  Eric J.  Era dos extremos: O
                       breve século XX: 1914-1991.  São Paulo: 
                       Companhia das Letras, 1995.  p. 125). 

“(...) marchando para o Ural sob o signo do fascismo,  a Wehrmacht também conferirá seu sentido universal à guerra:  o antifascismo.  Com isso,  o comunismo recupera a bandeira que havia traído,  sem nem mesmo precisar querê-lo.  Hitler cuidou de tudo.” (FURET, FrançoisO passado
                     de uma ilusão: ensaios sobre a idéia
                     comunista no  século XX.   São Paulo: 
                     Siciliano, 1995. p. 399)  

“Em 1939-1940,  a União Soviética anexou,  graças à cumplicidade alemã,  um pedaço da Bielo-Rússia, os três países bálticos,  um terço da Polônia,  a borda oriental da Finlândia,  a Bessarábia,  a Bulkovina do Norte.” “Em 1939 e 1940,  o secretário-geral [Molotov] obtivera através de negociações com Hitler um vasto conjunto de territórios na Europa oriental. [Stálin] queria também o que Molotov foi pedir em Berlim em novembro de 1940:  uma espécie de protetorado sobre a Romênia,  a Bulgária,  a Finlândia e a Turquia,  o controle dos Bálcãs e o estatuto de superpotência mundial ao lado da Alemanha nazista.”
                     (FURET, François.  O passado de uma
                     ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no 
                     século XX.   São Paulo:    Siciliano, 1995. p.
                     409 e 411)

“E, obedecendo a um reflexo estranho, [Hitler, 1934] manda conceder imediatamente pelo ministro das Finanças uma pensão de oitocentos marcos ao velho militante socialista Noske, um dos primeiros ministros da República de Weimar e a outros sociais-democratas varridos pelo Nacional-Socialismo:
 — É graças a eles que estamos livres dessa escória de aristocratas como os que arruínam a Itália.” (GOSSET,
                 Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa: 
                 Aster, s.d. v. 1, p. 327)

“De uma forma geral, nas novas ‘democracias populares’, as sociedades civis não eram fortes. No período anterior à guerra, o seu desenvolvimento fora interrompido por regimes autoritários ou semi-autoritários, ou ainda por economias e estruturas sociais muito pouco evoluídas. A guerra, os fascismos locais e a política dos ocupantes haviam contribuído fortemente para essa fraqueza.”
              (COURTOIS, Stéphane. O livro negro do
              comunimo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p.
              480)
   
“La impresión de que los acontecimientos favorecían a una u outra forma de extremismo se fortaleció y ayudó a ambos partidos a aumentar su votación en las siguientes elecciones.” [depois das eleições prussianas de abril de 1932] .”  (BULLOCK, Alan. Hitler – Estudio de una
               tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 1. p. 179)

“Paralelamente, as modalidades de ‘libertação’ feitas pelo Exército Vermelho no Leste Europeu permanecem amplamente desconhecidas no Ocidente, onde os historiadores assimilaram dois tipos de ‘libertação’ bastante diferentes: o primeiro deles conduzia à restauração das democracias, o outro abria caminho à instauração das ditaduras. Na Europa Central e no Leste Europeu, o sistema soviético postulava à sucessão do Reich de mil anos, (...).”
(COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do comunismo. Rio de  Janeiro: Bertrand, 1999. p. 36)

“Staline, soudain effrayeé par la victoire d l’hitlerisme qu’il avait si étrangement e si imprudemment facilitée, (…).”
(GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p. 13)

"Os alemães entraram triunfalmente em Paris em 14 de junho de 1940. O primeiro invasor nazista só foi morto pela resistência, organizada por militantes comunistas, em junho de 1941 – ou seja, logo depois de as tropas de Hitler invadirem a União Soviética (22 de junho de 1941). Até então, comunistas e nazistas tinham um pacto e eram bons amigos."
(Uma guerra sem fim.  Veja, São Paulo, no 2124, p. 137, 05-08-2009. [É ideia do livro de Andrew Roberts, The storm of war]

"A Itália concluiu um acordo comercial com a Rússia, e, segundo o 'Manchester Guardian', a Alemanha dispõe-se a dar aos comunistas um crédito industrial de 200 a 300 milhões de marcos em material bélico, enquanto que a Rússia lhe forneceria matérias-primas em troca.
Onde está o anticomunismo dos Srs. Hitler e Mussolini? Só se compreende essas gentilezas, se ambos julgam que tratados comerciais e fornecimento de material bélico são meios seguros de extinguir o comunismo na Rússia. Mas, como não fazemos aos Srs. Hitler e Mussolini a injúria de duvidar de suas inteligências, somos forçados a crer que o nazismo e o fascismo não são tão inimigos do comunismo como parecem."
CORRÊA DE OLIVEIA, Plinio. 7 dias em revista.  Legionário, São Paulo, no 335, 12 fev. 1939. Disponível em: . Acesso em: 31-07-2010.
Marxismo: “O mais catastrófico foi a ascensão de Hitler,  em 1933.  Comunistas e social-democratas poderiam tê-la impedido,  se aliados.  Stalin, porém,  ordenou aos comunistas alemães que dessem prioridade aos social-democratas,  como inimigos,  (...).” (FRANCIS,  Paul. A
              presença de Stalin.  Folha de São Paulo,  5 de
              março de 1978).

     "É verdade que, a despeito da força dos partidos operários na Alemanha, Hitler não encontrou a mesma oposição que Mussolini. A política de 'classe contra classe' praticada, sob a instigação de Stálin, pelos comunistas alemães favoreceu objetiva, se não intencionalmente, a chegada ao poder dos nazis."
PARIS, Robert. As origens do fascismo. São Paulo: Perspectiva, 1976.  p. 122.

     “As leis de exceção concedidas na véspera da subida ao poder do Nazismo,  ao então Chanceler von Papen,  só foram aprovadas pelo Reichstag com os votos dos comunistas.”  (NEHAB,  Werner.  Anti-semitismo, 
               integralismo,  neo-nazismo.  Rio de Janeiro: 
               Freitas Bastos,  1988. p. 77)  

     “O fato é que ele [Stálin] se cala durante todo o ano de 1933,  mesmo depois do incêndio do Reichstag e da colocação fora da lei dos comunistas alemães,  mesmo depois da primavera,  quando se tornou evidente que o novo chanceler do Reich continuou sendo o homem da revolução nacional-socialista.” (FURET, François.  O passado  de
               uma ilusão: ensaios sobre a idéia comunista  no 
               século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 258)

     “Posto fora da lei,  o Partido Comunista [Francês] passou a atuar clandestinamente.  Em seus folhetos de propaganda atacava a ‘guerra imperialista’ e insultava os líderes socialistas como ‘traidores’ porque apoiavam seu país na luta contra os nazistas.  (...) Foi somente após o ataque nazista à Rússia em junho de 1941,  que os comunistas franceses abandonaram sua atitude de neutralidade e passaram a trabalhar efetivamente no movimento de resistência (...).”
               (NOMAD, Max.  Heréticos da política. Rio de
               Janeiro:  Fundo de Cultura,  1965. p. 113-114)

     “ E de fato,  Stálin se colocou ao lado dos Estados fascistas em 1939,  determinando,  assim,  a eclosão da Segunda Guerra Mundial.”  (GOLGHER,  Isaías.   A
                tragédia do comunismo judeu. Belo Horizonte: 
                Editora  Mineira, s/d.   p. 83)

     “Quando Adolf  Hitler invadiu a URSS,  em 22 de junho de 1941,  o país estava despreparado.  Josef Stalin proibira a mobilização da URSS para a guerra,  seguindo o pacto de não-agressão com Hitler,  de 23 de agosto de 1939. (...) O pacto de Stalin com Hitler (que assegurou a anexação do Báltico pela URSS) proibia até mesmo qualquer atividade antinazista na URSS.”  (ARBEX,   José.  Conheça os
                 grandes eventos do front oriental.  Folha de São
                 Paulo, 9 de maio de 1990)

    “Constitui um dos paradoxos da tomada do poder o fato de que o adversário com o qual o nacional-socialismo comungara durante tanto tempo no plano psicológico,  inspirando-se nele e crescendo graças a ele,  não se manfestara no momento do conflito.  Ainda que pouco tempo antes fossem uma ameaça poderosa e o terror da burguesia,  os milhões de partidários do comunsimo se eclipsaram sem um indício de resistência,  sem um ato de oposição,  sem um sinal qualquer.” (FEST, Joachim. Hitler
                 2. ed. Rio de Janeiro: Nova  Fronteira, 1976. p. 
                 467)

     “A partir de 10 de maio,  todas as sedes do SPD [Sociais-Democratas] foram ocupadas,  o mesmo sucedendo com seus jornais,  e seus recursos financeiros foram confiscados por ordem de Göring,  sem que se registrasse qualquer indício de resistência,  nem que a Reichsbanner viesse a ter igual destino.”  (FEST, Joachim. Op. cit.. p. 487)

    “Sem o poderoso apoio econômico da União Soviética,  a Alemanha teria sido rapidamente liquidada pela Inglaterra com um bloqueio econômico,  como Molotov dissera em uma de suas conversas com Hitler.” (Fest,  Joachim.  Op.
              cit. p. 730)

    “O político precede o jurídico: finalmente é chegado o dia do Partido Comunista Alemão,  sagrado como a quintessência do antifascismo,  cujos chefes chegam de Moscou nos calcanhares do Exército Vermelho. Pouco importa que as diferentes tentativas feitas dentro do país para derrubar Hitler não tenham sido exatamente feitas por ele.” (FURET,  François.  O passado de uma ilusão: ensaios
                 sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo: 
                 Siciliano,   1995.  p.  470)

     “Cabe recordar que, sin la ayuda del comunismo soviético,  probablemente el nazismo no habría alcanzado el poder en Alemania;  y que fue el plan concebido por Moscú y Berlín para dividirse los despojos lo que provocó la más devastadora guerra de la historia.” (LYONS,  Eugene.  El
                  paraíso perdido de los trabajadores.  México:  
                  Editorial Letras,  1970.   p. 246)

   “En 1931,  obedeciendo las instrucciones del Kremlin,  el partido comunista alemán se unió a los nazistas en ciertos casos,  para derrotar la izquierda no comunista.  Fue así como quedó fragmentada la oposición que hubiera podido impedir el horror nazi,  y este movimiento tuvo absolutamente vía libre.” (LYONS,  Eugene.  El paraíso
                      perdido de los trabajadores.  México:  
                      Editorial Letras,  1970. p. 314)

“Stalin cometeu incontestavelmente esse tipo de crime [contra a paz], pelo menos quando negociou secretamnte com Hitler, através dos tratados de 23 de agosto e de 28 de setembro de 1939, a partilha da Polônia e a anexação dos Países Báltico, da Bucovina do Norte e da Bessarábia à URSS. O tratado de 23 de agosto, liberrando a Alemanha do perigo de um combate em duas frentes, provocou diretamente o início da Segunda Guerra Mundial.”
                   (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do
                    comunismo. Rio de Janeiro: Bertran, 1999. p.
                   17) 

“Na véspera, 1º de agosto de 1940, Molotov havia esboçado diante do Soviete Supremo um quadro triunfante das aquisições do acordo germano-soviético: em um ano, 23 milhões de habitantes haviam sido incorporados à União Soviética.”  (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro  negro
                    do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999.
                     p.256)

“(...) a Internacional Comunista não opôs a mínima resistência à tomada do poder por Hitler.”
(MATTICK, Paull. Lenine e a sua lenda. Disponível em: . Acesso em: 06-04-2007).

“Se o Partido Comunista, por ordem estúpida de Stalin, não tivesse entrado em guerra contra os social-democratas, dizendo que eram o ‘verdadeiro inimigo’, chamando-os de social-fascistas, ou seja, se tivesse havido uma frente única das esquerdas, Hitler não chegaria ao poder, pelo menos por métodos pacíficos, pois lhe entregaram o governo numa bandeja.”
FRANCIS, Paulo.  Trinta anos esta noite: 1964, o que vi e vivi. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. p. 145.

“A cisão entre a II e III Internacionais permanece viva, no que toca aos soviéticos e maoístas, apesar de, entre  outras coisas, ter facilitado o acesso de Hitler ao poder,  cindindo a classe operária alemã (os comunistas mantinham a tese idiota de que os social-democratas eram ‘os verdadeiros fascistas’ e Hitler um fenômeno passageiro.”
FRANCIS, Paulo. Social-democracia. Folha de São Paulo, São Paulo, 19 de outubro de 1977.

"Stalin aliou-se a Hitler em 1939 para partilhar a Polônia e os Estados Bálticos. A URSS forneceu quase dois terços das matérias-primas e alimentos importados pela Alemanha nos 16 meses iniciais da guerra mundial. Seis meses antes da invasão alemã da URSS, o Kremlin negociava o ingresso da "pátria do socialismo" no pacto do Eixo."
MAGNOLI, Demétrio. Os 20 anos de um editorial. O Estado de São Paulo, São Paulo, 24 de jun. 2010.Dispondo que nnível em: . Acesso em: 24-06-2010.

"Nas eleições de 1930, a Aliança de Weimar obtém apenas 46% das cadeiras. Os partidos autoritários e totalitários conseguem 41% das mesmas, enquanto os nacional-socialistas já detêm 18 delas. Em 1932 tem lugar a eleição presidencial. O marechal Hindenburg candidata-se à  reeleição. Necessita de um segundo turno para se reeleger, tendo como oponente Adolf Hitler. Os comunistas, percebendo que não elegeriam seu candidato votam em Hitler, evidenciando a proximidade ideológica dos dois totalitarismos: nazismo e comunismo. E com as eleições de 1932 e 1933, Hitler se torna o Chanceler."
PAIM, Antônio; PROTA, Leonardo; RODRIGUEZ, Ricardo Vélez. Curso de humanidades – política: guias de estudo. Londrina: Ed. Humanidades, 2007.  p. 285.

“Os jornais [O Comunista de  A Luta de Classe, de Niterói]’ condenavam [em 1934] a ‘capitulação’ dos stalinistas alemães a Hitler e o ‘terrorismo’ da burocracia stalinista na URSS.”
DULLES, John W. F. O comunismo no Brasil, 1935-1945, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. p. 45.
“Obedecendo às ordens de Moscou [Ulbricht] mobilizou todas as suas energias e as de alguns companheiros para convencer os demais membros do partido a não se oporem às investidas nazistas – na abstrata esperança de que, no fundo, talvez existisse mesmo uma parte socialista dentro do nacional-socialismo de Hitler. Os comunistas chegaram a se aliar aos nazistas numa greve geral em Berlim, e o próprio Ulbricht posou ao lado de Joseph Goebbels, o chefe da propaganda hitlerista, para um cartaz a favor do movimento.”
Walter Ulticht (1893-1973). Veja, São Paulo, no 257, p. 38, 8 de agosto de 1973.

34 - Nazismo e Marxismo permutaram militantes




Nazismo:  “(...) Mussolini vinha do Partido Socialista Italiano,  exatamente da social-democracia,  enquanto Hitler começou sua atividade política atuando em um grupo de artesãos,  liderados por um sapateiro,  pregando contra o capitalismo e por um socialismo nacional.” 
                     (MONTARROYOS,  Carlos.  Para onde vai o
                     brizolismo:  Esquerda ou direita.  Revista de
                     Cultura Vozes,  Petrópolis, 79 (8) : 15,  1985)

“Mas em breve, certas seções de Camisas Castanhas estavam de tal modo infiltradas de ex-comunistas, que nelas foram procurar refúgio, que se lhes chamava as ‘seções   bifteck’: castanhas por fora, vermelhas por dentro.
     Quando em junho [de 1933] Hitler foi avisado disso e ordenou que se recusassem novas adesões ao Partido, já era tarde: este contava três milhões de membros dos quais cerca de um terço eram antigos membros arrependidos dos partidos na esquerda.”     (GOSSET, Pierre & GOSSET,
                 Renée. Hitler. 2.ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p.
                 268)
“Os seus dirigentes [do fascismo] provinham da esquerda racial e revolucionária, e havia participado da contestação antiliberal do período giolittiano, do intervencionismo e da guerra.”
GENTILE, Emilio. Itália fascista: do partido armado ao estado totallitário. In: GENTILE, Emilio; FELICE, Renzo de. A Itália de Mussolini e a origem do fascismo. São Paulo: Ícone, 1988. p. 24.

Marxismo: "O Dia da República em Viena — antes mesmo do Dia do Trabalho na Rússia — foi a primeira das 'demonstrações espontâneas', este tipo peculiar de manifestação pública do século vinte. Mussolini, Stalin, Hitler e até mesmo Mao e Perón foram grandes imitadores dos socialistas vienenses. De fato, o organizador da primeira grande 'demonstração espontânea' de Hitler após sua ascensão ao poder em 31 de janeiro de 1933, a 'Marcha sobre Potsdam', foi um antigo socialista vienense que durante anos fora o encarregado das comemorações do Dia da República em Viena." (DRUCKER, Peter F.
                                 Reminiscências: de Viena ao Novo
                                 Mundo. São Paulo: Pioneira, 1982. p.
                                 2)

35- Nazismo e Marxismo buscam o domínio mundial

“As literaturas nazista e bolchevista  provam repetidamente que os governos totalitários visam a conquistar o globo e trazer todos os países para debaixo do seu jugo.”    (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.  São Paulo: Companhia das
                 Letras, 1989. p.465) 

“Uni-vos,  trabalhadores de todo o mundo!’ foi o lema do Manifesto Comunista.  Constitui a exortação à revolução mundial que a União Soviética,  pelo menos ideologicamente,  tem mantido.  ‘Hoje a Alemanha,  amanhã o mundo!’ era o grito de guerra do Partido Nazista,  enquanto Hitler se dispunha à agressão e à guerra.  Esses apelos virulentos de revolução mundial fazem parte inerente da ditadura totalitária.” (FRIEDRICH,  Carl J. & BRZEZINSKI,  Zbigniew K. 
                  Totalitarismo e autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965. p. 59)  

“O comunismo, depois de 1945, confundiu-se com a União Soviéticae, ainda mais, com o exército soviético. Ora, esse exército impunha aos países que libertava um regime tão despótico quanto o dos nazis. Os mesmos campos de concentração recebiam outros  ‘criminosos’, às vezes os mesmos, já que os democratas, os liberais, foram submetidos a uma sorte semelhante sob Stalin e sob Hitler.” (ARON, Raymond. Memórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 102).


Nazismo: “Nazi foreign policy has a single major objective – world domination.”     (EBENSTEIN,  William.  The Nazi
          state. New York, Farrar & Rinehart, 1943. p. 298).

     “After the defeat of France in 1940,  when not only Germany by\ut most other nations were sure that England’s turn was next,  and soon,  the German leaders began to emphasize that Nazis was a world revolution and not justa as internal German affair.” (EBENSTEIN,  William.  Op.
         cit. p. 307)

     “Nazi foreign policy has a single major objective — world domination.  This aim has been the idée fixe of German policy since 1870.” (EBENSTEIN,  William.  The
               Nazi  state. New York:  Farrar & Rinehart, 1943.
               p. 298).
    
     “Os nazistas não eram meros nacionalistas.  Sua propaganda nacionalista era dirigida aos simpatizantes e não aos membros convictos do partido.  Ao contrário,  este jamais se permitiu perder de vista o alvo supranacional.”
              (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.
              São Paulo:  Companhia das Letras, 1989. p. 23)

     “Las continuadas agresiones de Hitler fueron la chispa que encendió el polvorín mundial.  Sus informes secretos capturados durante la guerra demuestran a las claras que su objetivo era conqusitar Europa y por último el mundo entero.”  (SNYDER,  Louis L.  La guerra 1939-1945.  
               Barcelona:  Martinez Roca,  1964.  p. 69-70)

Nazismo: “Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. imperialismo belicista: pela aliança com o capital monopolista e financeiro, pela ideologia nacionalista expansionista, pela ideologia de classe média, que espera das conquistas militares melhoria de suas condições sociais, nazismo e fascismo são políticas de guerra e de conquista.”
                (CHAUI,Marilena. Convite à filosofia. São
                Paulo: Ática,1994. p. 424)

“En realidad, muy pronto habremos rebasado los límites del estrecho nacionalismo de hoy. Los imperios mundiales surgen sobre una base nacional, pero muy pronto la dejan atrás.” [Hitler em 1932] (BULLOCK, ALAN. Hitler –
                Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,
                1959, t. 1. p. 276)

“Goebbles reprend le mot de Moeller van den Bruck, qui estimait que l’ Allemagne a sans doute perdu la guerre pour gagner sa Révolution. C’est, en effect, une profonde détresse qui a ramené l’Allemagne aux sources de son énergie. Voici bien la raison pour laquelle l’Allemagne ouvre en Europe une ère nouvelle. Toutes les autres nations l’imiteront un jour.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 294.

“É preciso liquidar logo que possível com todo esse lixo de pequenos Estados que ainda existem na Europa. A meta final de nossa luta deve ser uma Europa unificada: no fundo, só os alemães podem organizar a Europa.”
Hitler, segundo os Gobbels diaries, citados em TOLAND, John. Adolf Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978. v. 2, p. 931.
Marxismo: “Es una revolución  universal y tendrá,  por eso,  un ámbito universal.”  (ENGELS,  Friedrich.  Principios  del comunismo.  Moscú,  Editorial Progreso, 1981.  p. 82)
    
     “Tal vez tengamos un programa común cuando se constituya la República Soviética mundial,  (...).”(LENIN,
             V. I.  Discursos pronunciados en los Congresos
             del Partido (1918-1922).   Moscú:  Editorial
             Progreso,  1976, p.  100)

“(...) por duras que sean las pruebas que tengamos que afrontar aún,  por grandes que sean las calamidades que pueda causarnos todavía la fiera agonizante del imperalismo internacional,  esta fiera morirá y el socialismo vencerá en el mundo intero.  (Prolongados aplausos). (LENIN, V. I. 
             Discursos pronunciados en los Congresos del
             Partido (1918-1922). Moscú:   Editorial Progreso, 
             1976,  p. 130)

“(...) avanzaremos com rapidez y firmeza hacia la victoria de la República Soviética Socialista Mundial! (Aplausos.).”
             (LENIN, V. I.  Op. cit. p.  183)

“Sem revolução internacional não se edificará o socialismo.” (TROTSKY,  Leon.  A revolução              
             desfigurada. Lisboa:   Antídoto,  1977.  p. 109)

 “[Stalin] Estendeu os domínios do império a distâncias com que os tzares haviam apenas sonhado,  engolindo mais de metade da Europa e influenciando o andamento das coisas no universo.” (FRANCIS,  Paulo. A presença de
                Stalin.  Folha de São Paulo,  5 de março de
                1978).

     “Mas este domínio absoluto das forças sociais e produtivas poderá beneficiar todos os homens se se cumprir uma segunda condição:  o triunfo do comunismo a nível mundial,  destruindo o imperialismo em todos os países.  O comunismo não poderá existir apenas em alguns ‘países comunistas’.” (URIBE,  Marta H. Gabriela.  Socialismo e
                 comunismo.  São Paulo:  Global, s/d.  p. 41)

“Esses países haviam bravmente resistido à conquista russa no século XIX e só tardiamente foram reconquistados pelos bolcheviques: o Azerbaijão em abril de 1920, a Armênia em dezembro de 1920, a Geórgia em fevereiro de 1921, o Daguestão em fins de 1921, e o Turcomenistão, com Buchra, no outono de 1920.”   (COURTOIS, Stéphane et
                 alii. O livro negro do comunismo. Rio de
                 Janeiro: Bertran, 1999. p. 168) 

“Sem parcialiadade, não se poderá negar aos países comunistas o génio do imperialismo. Deixo de lado, por demais óbvios, exemplos como a invasão do Tibete pela China, ou da Checoslováquia pela U.R.S.S., duma pureza arcaica e absolutamente hitleriana,  (...).”
REVEL, Jean-François. A revolução imediata. Lisboa: Bertrand, 1971. p. 63.

35-A - Nazismo e Marxismo,  apesar disso,  cultivam um nacionalismo ardente. 

“Nas primeiras décadas do século 20, a devoção à patria unia tanto ditadores da esquerda quanto da direita, como o comunista Josef Stálin e o nazista Adolf Hitler.”
(NARLOCH, Leandro. Guia politicamente incorreto da história do Brasil. São Paulo: Leya, 2011. p. 153).
Enquanto isto se dá, o Sr. Joseph Goebbels publica mais um artigo no "das Reich" em que afirma que "a vitória virá um dia como um fenômeno natural. Surgirá subitamente, anunciada sem grandes alardes, mas com uma força que será capaz de mover montanhas". Acrescenta que "os acontecimentos atuais são indicações da vitória alemã. Basta saber interpretá-los apropriadamente".
                                                                                   *   *   *
“Ora, há meses atrás o mesmo Sr. Goebbels publicou no mesmo "das Reich" um artigo em que, batendo na mesma tecla da vitória alemã apesar das aparências desfavoráveis, dizia entre outras coisas que "o século vinte, com o socialismo, há de afirmar-se em definitivo, apesar de quantos obstáculos se interponham no seu caminho. Nunca acreditamos tão firmemente na vitória alemã como nestes últimos meses e anos".
                                                                                    *   *   *
Por outras palavras, a vitória do socialismo seria a vitória do nazismo. Com efeito, não é ele o nacional-socialismo? E desde que a Rússia também começou a adotar uma forma nacional de governo, seu socialismo deixou de ser internacional, para ser nacional. Temos, assim, o nacional-socialismo de Hitler e o nacional-socialismo de Stalin. Ambos expansionistas...”
(OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. 7 dias em revista. Legionário, São Paulo,no  646, 24 de dezembro de 1944. Disponível em:
< http://www.pliniocorreadeoliveira.info/LEG7%20441224_PretensoessovieticaseaPolonia.htm>. Acesso em: 30-04-2013).



Nazismo:  “Os regimes totalitários caracterizam-se ainda por um nacionalismo ardente. É um desejo desmedido de crescer, uma ânsia de espaço vital, um imperialismo insaciável.” 
                    FRANCA, Leonel. Catolicismo e totalitarismo.
                   Verbum, Rio de Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 208,
                   dez. 1944.  

“(...) ideia de proteção à pátria, de participação essencial; imagem de uma pátria-mãe, acima do indivíduo, idealizada; imagem de uma mãe-pátria pagã  (superior ao cristianismo, ao judaísmo e aos marginais, como os ciganos, homossexuais, doentes, deficientes), capaz de grandes feitos e ligada verdadeiramente a um novo Olimpo; (...).”
KLINTOWITZ, Jacob. As imagens e a comunicação do nazi-fascismo. Análise Shalom, São Paulo, jan. 1979, p. 267.

“Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. nacionalismo: a realidade social é a Nação, entendida como unidade territorial e identidade racial, lingüística, de costumes e tradições.”  (CHAUI, Marilena. Convite à  filosofia. São Paulo: Ática, 1994. p. 423)

Marxismo: “O sonho chauvinista que situa Moscou como a sede de um imenso império continental é um sentimento cultivado desde a fundação da Rússia como Estado centralizado, por Ivã,  o Terrível,  o primeiro czar,  em 1547.  Faz parte da cultura russa.  Mesmo o Estado soviético,  que no início alimentava uma perspectiva revolucionária inernacionalista,  prometendo direitos iguais para todas as nações,  curvou-se à tradição patriótica dos czares.  Stálin,  no fim das contas,  foi apenas um czar de novo tipo.”
                      (ARBEX JR,  José.  Rússia,  sintoma do
                       século 20.  Caros Amigos.  São Paulo, 31 : 9,
                       outubro de 1999) 
“As grandes teses de Marx foram destruidas pelas teses stalinistas:
...............................................................................................
. à tese marxista do internacionalismo proletário (‘Proletários de todos os países, uni-vos’, dizia o Manifesto comunista), contrapôs o nacionalismo e o imperialismo russos, primeiro invadindo e dominando a Europa Oriental, e depois os países asiáticos não dominados pela China; (..).” (CHAUI,  Marilena. Convite à filosofia. São Paulo:
                      Ática, 1994. p. 427.)

“Mas o comunismo não foi em parte alguma incompatível com o nacionalismo ou mesmo com a xenofobia, e na Ásia menos ainda do que em qualquer outro lugar.”
              (COURTOIS, Stéphane. O livro negro do 
              comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p.
              672)

“Ao nível da educação, da propaganda, dificilmente se encontram neste planeta regimes mais nacionalistas, e até mais estreitamente chauvinistas, do que os comunismos da Ásia, que se constituíram todos na luta contra um imperialismo estrangeiro.”              (COURTOIS, Stéphane.
             O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro:
             Bertrand, 1999. p.  758)  

“He brutally repressed any potential threat he could find, and he turned the Soviet Union to a more nationalistic course. The anthem of Soviet Communism, the egalitarian and anti-nationalist "Internationale," was replaced by a traditional Russian hymn.”   (DUKE, David. My 
               awakening. [Chapter 18].  Disponível em:
              
               ma-chapter18.html>.  Acesso em:  21-01-2003)

“Ils [les communistes d’ Occident] ne comprennent pas qu’ appartenir à la Troisième Internationale, c’ est appartenir au peuple russe et réaliser sa vocation messianique. Dans une réunion de communistes français, il m’est arrivé d’entendre un orateur tenir les propos suivants : ‘Marx a dit que les travailleurs n’ont pas de patrie, cela fut vrai – mais ne l’est plus. Ils ont à présent une patrie – la Russie, Moscou, et les ouvriers doivent la défendre!’  Car ce que Marx ni les marxistes d’Occident n’auraient pu prévoir est arrivé: c’est à dire l’indentification des deux messianismes, le messianisme du prolétariat et le messianisme du peuple russe.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 286-287.

"And socialist parties such as the British Labour Party were patriotic parties in World War II as well. And in World War II even Stalin moved in that direction. If Hitler learnt from Mussolini the persuasive power of nationalism, Stalin was not long in learning the same lesson from Hitler. When the Wehrmacht invaded Russia, the Soviet defences did, as Hitler expected, collapse like a house of cards. The size of Russia did, however, give Stalin time to think and what he came up with was basically to emulate Hitler and Mussolini. Stalin reopened the churches, revived the old ranks and orders of the Russian Imperial army to make the Red Army simply the Russian Army and stressed patriotic appeals in his internal propaganda. He portrayed his war against Hitler not as a second 'Red' war but as 'Vtoraya Otechestvennaya Vojna' -- The Second Patriotic War -- the first such war being the Tsarist defence against Napoleon. He deliberately put himself in the shoes of Russia's Tsars!

Russian patriotism proved as strong as its German equivalent and the war was turned around. And to this day, Russians still refer to the Second World War as simply 'The Great Patriotic War'. Stalin may have started out as an international socialist but he soon became a national socialist when he saw how effective that was in getting popular support. Again, however, it was Mussolini who realized it first. And it is perhaps to Mussolini's credit as a human being that his nationalism was clearly heartfelt where Stalin's was undoubtedly a mere convenience."

RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  . Acesso em: 05-06-2010.

 “No correr dos anos, a política externa da União Soviética, sob a capa da III Internacional,visou a reforçar o poder nacional e, após a Segunda Guerra Mundial, ampliar sua área de domínio. O controle dos países do Leste europeu foi uma clara demonstração desse objetivo. Mais ainda, o esmagamento, pelos tanques russos, dos movimentos populares que queriam implantar ‘um comunismo com face humana’, na Hungria e na Tchecoslováquia, choca-se com pretensas intenções universalistas.”
FAUSTO, Boris. Memória e história. São Paulo: Graal, 2005. p. 71-72.

36 - Nazismo e Marxismo são totalitários.

“Simplesmente para seguir um autor já mencionado e de inegável prestígio, enumeremos o que F. Neumannn considera os ‘cinco fatores essenciais da ditadura totalitária’: 1) transição de um Estado de direito para um Estado policial; 2) transição do poder difuso nos Estados liberais para a concentração do mesmo no regime totalitário; 3) a existência de um partido estatal monopolista; 4) a transição dos controles sociais que passam de pluralistas para totalitários; 5) a presença decisiva do terror como ameaça constante contra o indivíduo. (CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado. São Paulo: Livraria Editora Ciëncias Humanas, 1978. p. 48).
“A este respeito, a definição da Igreja é clara e irretorquível. É totalitário todo e qualquer regime, com toda e qualquer dominação, governado por um, alguns, ou muitos homens, no qual o Estado pretenda invadir esferas que não lhe são próprias, atentando assim contra os direitos da Igreja, da família, e das pessoas, incluindo o direito de propriedade com toda a extensão que o Direito Natural lhe confere.”  (OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. 7 dias em revista. Legionário, São Paulo, no 543, 03-01-1943. Disponível em: . Acesso em: 25-10-2012).


“Independentemente dos vaivéns das alianças ocasionais,  entretanto, não era possível ocultar, apesar das diferenças entre as ideologias de base,  a impressionante semelhança estrutural entre o nazismo e o comunismo,  no que diz respeito ao papel do partido,  da liderança,  (...) à disseminação dos campos de concentração e à liquidação impiedosa dos adversários, (...).”    (BARROS,  Roque Spencer Maciel de.   Nazismo e “esquerdismo”- II.  O Estado de São Paulo, 1o de setembro de
                1987,  p. 2)

“Os campos de concentração foram criados para encarcerar e liquidar pessoas não pelo que elas tenham feito, mas pelo que elas era, embora em um e outro caso, prisioneiros políticos fossem internados, minoritariamente, por vezes, em campos específicos. No caso da Alemanha, a raça representava o fator decisivo; no da União Soviética, predominava a ampla categoria dos ‘inimigos do povo’.” “Vale a pena retornar, por último, a um ponto comum, ou seja, o processo de desumanização das vítimas, por muitas formas, entre elas sua desqualificação como ‘seres imundos’, ‘parasitas’, ‘ratos’, ‘vermes’, sua tranaformação em ‘animais’ obrigados a assim se comportar. Guardadas as proporções, esse processo não traz à mente os gusanos de Fidel Castro, ou o que se passa nas prisões iraquianas, nos dias de hoje?”
              (FAUSTO, Boris. Memória e história. São Paulo: Graal, 2005. p. 108 e 109).

“Ambos apresentavam-se como forças irreconciliavelmente antagônicas.  O nazismo pretendia ‘salvar o mundo’ do comunismo e este queria ‘libertar  o mundo daquele’.  Na verdade,  tal alternativa era falsa,  os dois não passavam de uma variação sobre o mesmo tema totalitário.  É exato que muitas pessoas tenham lutado e morrido acreditando no antagonismo historico de ambos.  Esse equívoco custou caro à humanidade,  em todos os planos históricos.”  (GOLGHER, 
      Isaías.   A tragédia do  comunismo judeu.  Belo Horizonte:  Editora Mineira, s/d.   p. 82)

“Nem o nacional-socialismo nem o bolchevismo jamais proclamaram uma nova forma de governo ou afirmaram que o seu objetivo seria alcançado com a tomada do poder e o controle da máquina estatal.  Sua idéia de domínio — a dominação permanente de todos os indivíduos em toda e qualquer esfera da vida — é algo que nenhum Estado ou mecanismo de violência jamais pôde conseguir,  mas que é realizável por um movimento totalitário constantemente acionado.”  
       (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.    São Paulo:  Companhia das Letras, 1989. p. 375)

“El totalitarismo fascista y comunista por igual,  no concede ese margen a la actividad privada,  ni deja libertad de opinión ni de conciencia.  Ninguna empresa u organización,  ni siquiera un club de ajedrez o un círculo literario pueden existir si no están bajo la vigilancia y dirección del Estado.  Este nuevo tipo de dictadura abarca la política,  la economía,  las artes,  la ciencia,  la educación,  todo.  Dice a sus súbditos lo que pueden o no pueden hacer,  decir,  pensar,  sentir o creer.”
       (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los trabajadores.  México:   Editorial Letras,  1970.  p. 55)

“Totalitárias se dizem essas doutrinas, porque preconizam a absorção total e absoluta do homem em uma classe, no Estado ou em uma raça. Nada fora dessas entidades, tudo nelas, para elas e por elas. O Direito, a Moral, a Arte, a Ciência, a Religião, são feitas e ditadas pelo Estado que é o instrumento da classe ou da raça, isto é, são a vontade do Duce, que sempre tem razão. do Führer, ser supremo e infalível; do chefe do partido comunista, ditador absoluto.”
        (AZAMBUJA, Darcy. Teoria geral do estado. 5. ed., 3. reimpr. Porto Alegre: Globo, 1973. p. 148-149)

“Ora, a história do terror comunista constitui-se como um dos maiores panos de fundo da história européia, sustentando com firmeza os dois extremos da questão historiográfica do totalitarismo. Este último teve uma versão hitlerista como também as versões leninista e stalinista, não sendo mais aceitável elaborar uma história hemiplégica, que ignore a vertente comunista.”  (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999. p. 42)      
                                                     
“Sistemas totalitários incompatíveis com o sistema cristão da vida predominante na sociedade ocidental, eles [fascismos e comunismo] se levantam naturalmente contra o cristianismo, (...).”  (COUTINHO, Afrânio. O Cristianismo deante dos fascismos e do comunismo. A Ordem, Rio de Janeiro, nº 5, p. 45, maio de 1939).

“Embora nazismo e comunismo apresentassem a mesma face totalitária,  embora tanto na URSS como na Alemanha o terror integrasse de maneira vital o cotidiano político, a primeira apareceu aos olhos do Ocidente como aliada na luta contra o nazismo, em defesa da democracia.”  (DOLHNIKOFF, Miriam. URSS, a ilusão dos intelectuais. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, nº 44, p. 201, 1996).

“Les idéologies totalitaires, fascistes ou marxistes, (...).”
(MŒLLER, Charles. Littérature du XXe siècle et christianisme – La foi en Jésus Christ. Paris: Casterman, 1955. p.  99)

“(...) o planejamento social foi a principal fraude e a maior desgraça da época moderna. No século XX, por causa dele morreram muitos milhões de pessoas inocentes, na Rússia soviética, na Alemanha nazista e em outros lugares.”
(JOHNSON, Paul. Os intelectuais. Rio de Janeiro: Imago, 1990. p. 371).




“A expressão ‘totalitarismo’ vem sendo interpretada de forma cada vez mais incorreta por certos setores da opinião mundial, e particularmente por algumas agências telegráficas. A ouvir determinados artigos ou comentários telegráficos internacionais, ter-se-ia a impressão de que a característica do totalitarismo está em que é uma forma de governo dirigida pelos Srs. Hitler e Mussolini, e que, portanto, a mesma organização, sem ter a sua testa esses dois políticos, já não é totalitarismo.
É impossível ver por um ângulo menor, e com mais miopia, uma tão grande questão. A característica do totalitarismo está longe de consistir no semblante espectral do Sr. Hitler, ou na fisionomia teatral do Sr. Benito Mussolini. Tão pouco não são os campos de concentração que caracterizam o regime totalitário. A este respeito, a definição da Igreja é clara e irretorquível. É totalitário todo e qualquer regime, com toda e qualquer dominação, governado por um, alguns, ou muitos homens, no qual o Estado pretenda invadir esferas que não lhe são próprias, atentando assim contra os direitos da Igreja, da família, e das pessoas, incluindo o direito de propriedade com toda a extensão que o Direito Natural lhe confere.”  (OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. 7 dias em revista. Legionário, N.o. 543, 3 de janeiro de 1943. Disponível em:  . Acesso em: 29-04-2008)

“Fascismo e comunismo suprimem igualmente toda liberdade. Liberdade política: os plebiscitos não representam mais que o símbolo irrisório da delegação pelo povo de sua soberania a senhores absolutos. Liberdade pessoal: contra os excessos do poder, nem o cidadão alemão, nem o italiano, nem o russo dispõem de qualquer recurso; o funcionario ou membro do partido comunista, o Führer local, o secretário do fascio, são escravos de seus superiores, mas temíveis para os indivíduos. Liberdade intelectual, liberdade de imprensa, liberdade de palavra, liberdade científica, todas as liberdades desapareceram. Se, na prática democrática inglesa, a oposição, segundo uma expressão admirável, é um serviço público, nos Estados totalitários a oposição é um crime.”  (ARON, Raymond. Memórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 167-168).

“Nascia, em suma, o totalitarismo, de que o fascismo foi uma manifestação fundamental, primeira e importantíssima, mas não a única, uma manifestação que, nas suas raízes, não era muito diferente do comunismo soviético.”
(FELICE, Renzo de. Explicar o fascismo. Lisboa: Edições 70, 1978. p. 45).



Nazismo: “Adaptei-me,  rapidamente,  às condições do cativeiro,  o que se poderia atribuir aos meus doze anos de treino em subordinação.  No Estado de Hitler,  eu sempre me senti prisioneiro.”
             SPEER,  Albert. Por dentro do III Reich.  A
              derrocada. 2.ed. Rio de Janeiro:  Artenova,  1971. 
             p.219.

“Esta visión militar del Estado y de la política determina la forma de su organización y la norma de conduta de sus gobernantes.  La nación es encuadrada en organizaciones; la autoridad se concentra en una persona;  la norma de conducta de esta política es la exaltación de la disciplina a una voz de mando.” (YURRE,  Gregorio R. de. 
               Totalitarismo y egolatría.  Madrid:  Aguilar,
               1962. p. 536).

     “Hitler deu à Alemanha a confiança que perdera,  e restaurou a ordem,  depois do caos e da desgraça que se seguiram à derrota de 1918.  É certo que os alemães pagaram essas conquistas caro, com a perda total da sua liberdade individual,  da independência do seu pensamento e da sua expressão.  São todos obrigados a pensar,  a falar e a agir por ordem,  sob pena de sofrerem o exílio ou a perseguição.” (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos junto de
               Hitler.  Lisboa,  Parceria António Maria Pereira, 
               1940.  p. 54)  

     “Una vez en el poder Hitler creó un Estado totalitario.  Destruyó todos los partidos políticos de la oposición;  disolvió  los sindicatos,  confiscando sus bienes y propiedades.  Anuló todos los derechos individuales y coordinó todas las fases de la vida nacional,  incluyendo la Iglesia,  la prensa,  la instrucción pública y el ejército.”
              (SNYDER,  Louis L.  La guerra 1939-1945.   
              Barcelona:  Martinez Roca,  1964.  p. 72) 

“En “En marzo de 1933, sin embargo, Hitler no era aún el dictador de Alemania. El proceso de Gleichschaltung - ‘coordinación’ -, mediante el cual el conjunto de la vida organizada de la nación había de quedar sometida ao control absoluto del partido nazi no se había desarrollado aún.”
              (BULLOCK, Alan.Hitler – Estudio de una tiranía.
             2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 1. p. 230) 

“Em fait, comme nous le verrons, la culture officialisée par le IIIe Reich exprime l’âme même de l’idéologie naziste. Très vite, l’art est absorbé dnas les structures de l’Etat. Aucune sphère de l’existence publique et privée n’échappant à la domination des idées fascistes, toutes les possibilités et tous les moyens esthétiques son mis à contribution pour imposer celles-ci à l’ensemble du corp social: de la photographie à la peinture, du film à la sculpture monumentale, du theâtre d’images au livre d’images pour enfants.”
(RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans.  Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 81, maio 1986).

“(...) le détail architectural doit disparaître dans la force de l’unité du Tout, comme l’individu dans la toute-puissance de l’Etat.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 87, maio 1986.

“Sur la base de cet article 48, Hitler décrète que sont autorisées ‘même au delà des limites habituellement fixées par la loi’, les atteintes à la liberté individuelle, au droit de réunion et de rassemblement, à la liberté de la presse; sont autorisés égalemente les violations du secret de la correspondance, du télégraphe et du téléphone, ainsi que les ordres de perquisition. Ainsi toutes les garanties de la liberté individuelle sont-elles, non pas suspendures, mais supprimées.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans. Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 89, maio 1986.

“L’artiste nazi est ‘soldat’ de l’Etat totalitaire.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 240.

“A educação, a imprensa, a psicologia e as comunicações foram adaptadas para servir à ideologia nazista, a fim de canalizar e moldar  a opinião pública na ‘revolução’ nacional-socialista.”
CORNWELL, John. Os cientistas de Hitler: ciência, guerra e o pacto com o demônio. Rio de Janeiro: Imago, 2003. p. 21.


“A totalitarian regime always seeks to keep the individual under official supervision during both working and leisure hours.” 
EBENSTEIN,  William.  The Nazi state. New               York: Farrar & Rinehart, 1943. p.281.
Marxismo: “(...) hoy,  esa misma revolución,  en interés precisamente de sudesarrollo y robustecimiento,  en interés del socialismo,  exige la subordinación inondicional  de las masas a la voluntad única  de los dirigentes del proceso de trabajo.” (LENIN, V. I.  Acerca de la gran revolución
             socialista de octubre.  Moscou:  Editorial
             Progresso,  1976.  p. 107)

    “Quando Khruschov é afastado do governo,  no outono   de 1964,  por tê-lo exercido de maneira imprudente demais,  nenhum de seus sucessores tem o poder de voltar à época em que a União Soviética formou um território  hermeticamente fechado,  de onde só saía a voz do poder,  berrada em eco por dezenas de milhões de subordinados.”         
            (FURET,  François.   O passado de uma ilusão: 
               ensaios sobre a idéia comunista no século XX
               São Paulo,  Sicliano,  1995. p. 569)

  “Esses dois regimes são expressões do totalitarismo contemporâneo,  antecipado como teoria política por Marsílio de Pádua  (sécul XIV),  no Defensor Pacis,  e Hobbes  (século XVII), no Leviathan,  e integrado na dinâmica revolucionária de nossa época desde a Revolução Francesa.” (SOUSA,  José Pedro Galvão de.
              Comunismo e nazismo:  seu parentesco ideológico.
              O Estado de  São Paulo,  3 de dezembro de 1987. 
              p. 34)

     “Os movimentos totalitários são organizações maciças de indivíduos atomizados. Distinguem-se dos outros particos e movimentos pela exigência de lealdade irrestrita,  incondicional e inalterável de cada membro individual.”                 (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.
                São Paulo,  Companhia das Letras, 1989. p. 373)

“L’État soviétique, comme on l’a montré déjà, est un exemple unique au monde d’État ‘totalitaire’ : il a transformé l’idée d’Ivan le Terrible, l’hypertrophie effrayante de l’État dans la vie russe.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris: Gallimard, 1970. p. 369-370.

"Materialista, o Estado torna-se uma expressão de força. Sem os limites da moral e da verdade (que nega como realidades morais absolutas), é necessariamente totalitário. Uma dupla escravidão, social e espiritual, segue-o fatalmente, como o fruto à flor."
Pastoral Colectiva do Episcopado Português sobre o Ano Santo de 1950. Brotéria, Lisboa, v. 50, fasc. 3, p. 349, 1950.

"O comunismo russo gerou o mais acabado totalitarismo que a História registra. Ele superou o nazi-fascismo não só em tempo, extensão e grau, como na própria natureza. No antigo regime, o tzar misturava certo paternalismo no seu autocratismo, respeitando um conjunto de valores morais e não se imiscuía em assuntos relativos a organizações naturais, como a família. Os soviéticos avançaram, não somente sobre instituições propriamente políticas, mas sobre as indiretamente políticas, como a Educação, e mesmo sobre as naturais, como a Família. O Governo soviético, apoiado numa ideologia, como política consciente, fundamentada num programa definido e dogmático, propõe-se modificar a sociedade de acordo com seus objetivos. O Partido, .por sua vez, é o encarregado da preservação e da pureza ideológica."
PAIM, Antônio; PROTA, Leonardo; RODRIGUEZ, Ricardo Vélez. Curso de humanidades – política: guias de estudo. Londrina: Ed. Humanidades, 2007.  p. 82-83.

"La vigilance de la police est d'ailleurs une des choses qui frappent le plus l'étranger arrivant à Moscou."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 21.

"Quiconque est en Russie doit y rester bon gré, mal gré. Mais, direz-vous, que fait-on de la liberté? La liberté? Ne savez-vous pas que Lénine proclama qu'elle n'était qu'un préjuge bourgeois?"
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 183.


37 - Nazismo e Marxismo defendem a ditadura.

“Enfin, last but not least, le fascisme profita de la dégénérescence du puvoir des soviets. Il n’est pas douteux qu’il puisa nombre de ses artifices dans le modèle que lui offrit une dictature monolithique et totalitaire, personnifiée par un ‘homme providentiel’, appuyée sur une police secrètre omnipotente et axée autour d’un parti unique qui ne tard pas à perdre tout contenu démocratique et fut soumis à des épurations de plus en plus fréquents.” (GUÉRIN, Daniel. La peste brune. Paris: Maspero, 1971. p.18-19.)
"Na Alemanha nacional-socialista, ao invés do ideal marxista da massa, fala-se, para servir ao ferrenho antiindividualismo  de Hitler, no interesse do povo, que é definido como 'comunhão indissoluvelmente ligada pelo sangue e pelo território' ou como  'única grandeza política', de que o Estado é forma natural; mas o resultado é o mesmo: o indivíduo reduzido à expressão mais simples. Embora com fundamentos diferentes, chega-se, na Rússia e na Alemanha, a uma fórmula idêntica: 'Não há direitos individuais em si mesmos'."  (HUNGRIA, Nélson. Comentários ao Código Penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revista Forense, 1955. v. I, t. 1, p. 15).

 Nazismo: “Todo o sistema parlamentar da república de Weimar foi dissolvido.  Todos os partidos,  exceto o nazista,  foram proibidos.  a criação de qualquer tipo de organização política não-nazista era passível de prisão em campos de concentração;  a liberdade de expressão cultura nas artes e na literatura deixou de existir;  os direitos civis e a igualdade de cidadania foram suprimidos e se introduziu o ‘sistema do líder’ ou Führerprinzip  —  um Führer todo-poderoso na cúpula e incontáveis Führers menores pisoteando a cabeça dos seus inferiores hierárquicos,  até o cidadão comum, (...).”  (WYKES,  Alan.  Hitler. Rio de Janeiro:  Editora
            Renes, 1973.   p. 46)

“La ley, aprovada dibidamente uy sin discusión por el Reichstag, decía asi: (...) Por consiguiente – sin que lo obliguen en nada las normas legales existentes, en su condición de jefe de la nación, comandante supremo de las fuerzas armadas, cabeza del gobierno y supremo jefe ejecutivo, tanto como jues supremo y supremo dirigente del partido -, el Fuehr (...).”     (BULLOCK, Alan.Hitler –
                 Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,
                 1959, t. 2. p. 620)

“The dictatorship of the party extendsto all social groups. No one in Germany except the Leader possesses either legal or physical security, and even the Leader is secure only as long as his armies are not defeated.”
EBENSTEIN,  William.  The Nazi state. New               York: Farrar & Rinehart, 1943. p.276.

Marxismo: “Sin embargo,  sería la mayor torpeza y la más absurda utopía suponer que se puede pasar del capitalismo al socialismo sin coerción y sin dictadura.” (LENIN,  V.
          I. Acerca de la gran revolución socialista de
          octubre. Moscou,  Editorial Progresso, 1976,  p. 101)

     “(...) la democracia socialista soviética no contradice lo más mínimo la dirección unipersonal y la dictadura,  que la voluntad de la clase es realizada en algunas ocasiones por un dictador,  el cual,  a veces,  hace más que todos y,  con frecuencia,  es más necesario.” (LENIN,  V. I. Discursos
           pronunciados en los congresos del partido (1918-
           1922.  Moscou:  Editorial Progresso, 1976.  p. 168)

   “É possível que,  no funcionamento do sistema soviético haja ocorrido uma paralisia,  um defeito de funcionamento do qual ternha derivado uma limitação da democracia soviética?  Não só é possível,  mas — no XX Congresso — o fato foi abertamente reconhecido.  A vida democrática soviética foi limitada,  em parte sufocada,  pelo predomínio de métodos de direção burocrática,  autoritária,  e pelas violações da legalidade do regime.” (TOGLIATTI, 
               Palmiro.  Socialismo e democracia. Rio de          
               Janeiro:  Ilha,  1980.  p. 106)

     “Por exemplo,  prender,  julgar e condenar certos contra-revolucionários,  bem como privar por certo tempo os senhores de terras e os capitalistas burocráticos do direito a voto e liberdade de palavra — tudo isso entra na esfera da nossa ditadura.”  (TSE-TUNG,  Mao.  O livro vermelho.
               São Paulo:  Global,  s/d. p. 41)

“As grandes teses de Marx foram destruidas pelas teses stalinistas:
...............................................................................................
. à tese marxista da ditadura do proletariado para a derrubada do Estado, o stalinismo contrapôs a ditadura do partido único e do Estado forte; (...).” /427/
                Instituiu-se a psicologia oficial, a medicina e a genética oficiais, a literatura, a pintura, a música e o cinema oficiais, a filosofia e a ciência oficiais, encarregando-se a política secreta de queimar obras, prender, torturar, assassinar ou enviar para campos de concentração os ‘dissidentes’ ou ‘desviantes’.  Os herdeiros de Stalin foram mais longe: consideraram que, como o partido e o Estado dizem a verdade absoluta, os ‘desvios’ intelectuais, artísticos e políticos eram sintomas de distúrbios psíquicos e de locura, enviando os ‘dissidentes’ para hospitais psiquiátricos. (...).” (CHAUI,  Marilena. Convite à
                 filosofia. São Paulo: Ática, 1994. p. 427 e
                 428).

“Pretende implantar a ditadura do proletariado e a ditadura das consciências. Uma religião às avessas.”  (FRANCA,
                   Leonel.  Ateísmo militante.Verbum, Rio de 
                   Janeiro, t. II. fasc. 3, p. 261, set. 1945).

“Le parti doit posséder une doctrine à laquelle rien ne saurait être changé, préparer une dictature destinée à s’exercer sur l’ensemble de la vie. L’organisation même du parti, avec sa centralisation extrême, était déjà une dictature à petite échelle, et chque membre du parti était soumis au centre de cette dictature.”  
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris : Gallimard, 1970. p. 236.

38 - Nazismo e Marxismo fazem da constituição uma vitrine para propaganda.

“Daí por diante,  a Constituição stalinista de 1936  teve exatamente o mesmo papel que a Constituição de Weimar sob o regime nazista:  completamente ignorada,  nunca foi abolida;  a única diferença é que Stálin pôde dar-se ao luxo de mais um absurdo — com a exceção de Vishinski,  todos os autores da Constituição (que nunca foi repudiada) foram executados como traidores.” (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo.   São Paulo:  Companhia das Letras, 1989.  p. 445)


Nazismo: “Nos primeiros anos de poder,  os nazistas desencaderam uma avalanche de leis e decretos,  mas nunca se deram ao trabalho de abolir oficialmente a Constituição de Weimar;  (...).”(ARENDT,  Hannah.  Origens do
                totalitarismo. São Paulo:  Companhia das Letras,
                1989. p. 444)


“O presidente morreu às nove horas [de 02-ago-1934]. Ao meio-dia foi difundida pela Rádio uma lei redigida no dia anterior pelo gabinete, conferindo a Adolfo Hitler os títulos de chefe de Estado  e de comandante-chefe da Reichswehr,. O título de presidente do Reich era abolido. Hitler seria ‘Führer e Chaceller do Reich’.” (GOSSET, Pierre &
                 GOSSET, Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster,
                 s.d. v. 1, p. 321)
Marxismo:  “(...) los revolucionarios que no saben combinar las formas ilegales de lucha con todaslas formas legales son malísimos revolucionarios.” (LENIN,  V. I. Acerca de la
              gran revolución socialista de octubre. Moscou:       
              Editorial Progresso,  1976,  p. 297)

     “Um partido desse porte terá de perder a obsessão pela legalidade.  O essencial não é a legalidade,  mas o produto da atividade de tal partido na realização das tarefas revolucionárias do proletariado.”  (FERNANDES, 
              Florestan.  O que é revolução. 3.ed., São Paulo, 
              Brasiliense,  1981.  p. 108-109)  

39 - Nazismo e Marxismo só permitem o partido único.
“A Alemanha de Hitler e a Rússia de Stálin são universos diferentes. (...) Mas isso não impede que os dois regimes,  e só eles,  tenham comum ter realizado a destruição da ordem civil pela submissão absoluta dos indivíduos à ideologia e ao Terror do Partido-Estado.” (FURET, François.  O passado de uma  ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no       século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 221-222)

“Nas mãos de um Partido único (como no nazismo e no fascismo), o poder político será o instrumento aniquilador da ordem burguesa.”  (FRANCA, Leonel. Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de  Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 217, dez. 1944).  


Nazismo: “Todo o sistema parlamentar da república de Weimar foi dissolvido.  Todos os partidos políticos,  exceto o nazista,  foram proibidos;  a criação de qualquer tipo de organização política não-nazista era passível de prisão em campos de concentração; (...).”   (WYKES,  Alan.  Hitler.
             Rio de Janeiro:  Editora Renes, 1973.   p. 46)

     “The title of the law is ‘Against the Formation of New Political Parties’.  The date was July 14, 1933.”
             (EBENSTEIN,  William.  The Nazi state. New
             York: Farrar & Rinehart, 1943. p. 58).

    “Como o único detentor do poder do Estado,  o Partido deve reconhecer que arca com a inteira responsabilidade do curso da história alemã.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova
              ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p.
              153) 

    “Não existe na Alemanha nenhum problema entre o estado nacional-socialista e o Partido nacional-socialista,  nenhuma dissenção entre este e as suas forças armadas.  Todo indivíduo que no Reich ocupa alguma posição de responsabilidade é nacional-socialista.” (HITLER,  Adolf. 
             Minha nova  ordem. Porto Alegre:  Meridiano, sd. 
             [l941?], p. 324)

    “Desde 1933,  os oradores do partido estavam proibidos de aludir aos opositores de Hitler dentro da Alemanha;  o próprio Hitler nunca os mencionara.” (SMITH, Howard K. 
              O último trem de Berlim.  Rio de Janeiro: 
              Empresa Gráfica O Cruzeiro, 1943.  p. 103)

“Dentro de seis meses, não restava sombra de república.
Em cem dias, todos os partidos políticos foram aniquilados, um após outro, todas as organizações de antigos combatentes integradas nas S.A., os ministros renitentes eliminados do gabinete e substituídos por bons nazis, os sindicatos dissolvidos.”   (GOSSET, Pierre & GOSSET,
                 Renée. Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p.
                 264-265)

“Depois do Partido comunista, foi o Partido social-democrata que foi exinto, a 22 de junho de 1933, depois de ter sido declarado ‘subversivo e inimigo do Estado’ por Frick, ministro do Interior, enquanto os deputados socialistas, com uma docilidade que de nada lhes valeria, aprovavam por unanimidade a política externa do Führer. (...) Um após outro, o Partido nacional alemão (27 de junho), o Partido do Estado alemão (28 de junho), o Partido popular alemão (4 de julho), o Partido popular bávaro (4 de junho), o Partido do centro (5 de julho), desapareceram, mais ou menos espontaneamente...”     (GOSSET, Pierre &
                 GOSSET, Renée. Hitler. 2.ed. Lisboa:  Aster,
                 s.d. v. 1, p. 266-267)

“Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. partido único que organiza as massas: em lugar de classes sociais, a nação é vista como constituída pelo povo e este é a massa organizada pelo partido único, que a exprime e representa.” (CHAUI, Marilena. Convite à  filosofia. São
                 Paulo: Ática,1994. p. 423)

“Todo el resentimiento reprimido del pueblo alemá por la pérdida de la guerra y el Tratado de Versalles se reflejó directamente en la votación [novembro de 1933] : El 96% de los ciudadanos con derecho electoral acudió a las urnas, y el 95% expresó con su voto la aprobación de la política de Hitler. El mismo día, las elecciones a base de una lista única para diputados al Reichstag dieron al partido una una sólida mayoría del 93%.”    (BULLOCK, Alan.Hitler – Estudio
                 de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t.
1.       p. 281)

“ [Hitler] Creía que el proceso completo de nazificación a que había sometido a las instituciones de Alemania, desde el Reichstag hasta los tribunales de justicia, desde los sindicatos a las universidades, había destruído la base de cualquier oposición organizada.”  (BULLOCK, Alan.Hitler
                 – Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo,
                 1959, t. 2, p. 682)

“Combien faux de dire que ce programme ne signifie rien! Il était, au contraire, fort habilment construit,de manière à satisfaire les aspirations si diverses des classes moyennes et à détruire le prestige des deux grands partis qui soutenaient la démocratie weimarienne : le Centre et la Socialdémocratie.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 195.

“Les Partis sont remplacés par le Parti unique, base d’un gouvernement autoritaire ; (...).”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 226.
Marxismo: “Só um partido era verdadeiramente revolucionário e popular — o Partido Comunista (Bolchevique) da Rússia.  Compreende-se por isso que ele se tenha transformado no único partido da República Soviética.  Todos os demais partidos e grupos,  apesar de suas manobras demagógicas,  foram obrigados a abandonar  a cena política.”   (POLIAKOV,  Iúri.  A guerra civil     na
              Rússia.  Moscou:  Progresso, 1981, p. 72)

     “Ser ou não ser membro do PTA,  único partido político do país [Albânia], (...).”(SAUTCHUK,  Jayme.  O
             socialismo na Albânia.2. ed., São Paulo: 
           Editora Alfa-Ômega, 1983. p. 24)

     “[Na URSS] Ninguém tem o direito de lutar contra o socialismo.” (KLEMÉNTIEV,  D. & VASSÍLIEVA, T.
   Que é o socialismo?  Moscou: Edições
                 Progresso, 1987.  p. 165)

     “Clero de uma religião,  o Partido é o guardião da ideologia,  senhor do mito,  celebrante do rito,  doador de sentido à vida. Melhor do que ninguém,  em declarações famosas,  Trotsky e Piatakov exprimiram essa dependência total em relação ao Partido.” (BARROS,  Roque Spencer
              Maciel de. O fenômeno totalitário.  Belo
              Horizonte:  Itatiaia/São Paulo:  EDUSP,  1990.  p.
              388)

     “O partido elabora a linha política,  a estratégia e a tática da luta,  ilustra politicamente as massas,  eleva a sua consciência de classe,  indica as metas da luta,  organiza e une os trabalhadores.” (BÉLI,  B. et alii. A doutrina
             marxista-leninista  sobre a guerra e o exército. 
             Moscou:  Edições Progresso, 1978.  p. 146)

     “(...) a instauração do mais fantástico sistema ‘jurídico’ de que já se ouviu falar porque (...) cria a figura inédita do ‘dissidente’,  isto é,  da opinião como heresia e heterodoxia  (como se o sistema fosse presidido por uma teologia) e que,  convertida em crime cotnra o Estado,  humilha e degrada o opositor,  considrando-o detrito social e desagregação mental,  de tal sorte que oposição torna-se sinônimo de loucura;  (...).”(CHAUÍ,  Marilena.  PT ‘leve e suave’?  In 
                      SADER,  Emir  (org.)  E agora,  PT?  São
                      Paulo:  Brasiliense,  1986. p. 87)

     “Nesse sentido, [os membros do MR-8] levantam o Programa Socialista da Revolução Brasileira,  que contempla as seguintes medidas iniciais para a construção da nova sociedade:
       (...) Desmantelamento de todas as organizações,  entidades e partidos contra-revolucionários.”   (Resoluções
                        políticas do II Congresso do MR-8. São
                        Paulo:  Editora Quilombo,  1980.  p. 40-41)

    “O partido único impera [na URSS] com o apoio de um forte esquema militar.” (COSTA,  Caio Tulio.  No passeio noturno,  conversa com os gays. Folha de São Paulo,  28-10-1984. p. 19, 2o caderno)

“Em maio-junho de 1918, 205 jornais de oposição socialista [russa] foram definitivamente fechados.” (COURTOIS,
                        Stéphane et alii. O livro negro do
                        comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999.
                        p. 85)
“Depois do ‘golpe de Praga’ [1948] e da marginalização de Tito pelo movimento comunista internacional, os países do bloco de Leste conheceram transformações análogas, como a absorção dos partidos socialistas pelos partidos comunistas, a constituição (de jure ou  de facto) de um sistema de partido único, uma centralização total da gestão econômica, uma industrialização acelerada segundo o modelo dos planos qüinqüenais stalinistas, o começo da coletivização da agricultura, uma intensificação da luta contra a Igreja, etc.” (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro
                  negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand,
                  1999.  p. 449).

“A l’intérieur du P.C.F., le vote dans les organisations du Parti, les élections aux postes dirigeants, l’interdiction des tendances ou de fractions, les votes toujours unanimes en faveur de la direction, (…).”
REVEL, Jean-François. La nouvelle censure. Paris: Robert Laffont, 1977. p. 303.


40 -  Nazismo e Marxismo criam temíveis polícias secretas para eliminar os opositores. 

“Um dos primeiros atos do regime na União Soviética consistiu em organizar um órgão especial incumbido de eliminar seus inimigos.  Essa ‘Comissão Extraordinária para Combate à Contra-Revolução’,  ou Cheka,  abreviatura derivada de suas duas primeiras letras russas — Ch. K. —  foi organizada em dezembro de 1917,  recebendo a tarefa de combater ‘a contra-revolução e a sabotagem’.  (...) No princípio,  a Polícia Secreta do Estado (Gestapo, ou Geheime Staatspolizei) foi o instrumento principal do governo [nazista] e estava sob o controle de Hermann Goering, (...).”(FRIEDRICH,  Carl J. &
               BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e  autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965.
               p. 131 e 134)

“Ninguém pode esquivar-se a esta comparação [entre a GESTAPO e o Ministério da Segurança do Estado]:  os anos e os métodos são demasiado coincidentes.” (SOLJENÍTSIN,  Alexandre.  Arquipélago Gulag.  4. impres., São Paulo:  DIFEL,  1976.  p. 150).

“(...) in 1939, the Gestapo employed 6,900 people; the NKVD, 350,000.”  (BENOIST, Alain de. Nazism and Communism: Evil twins? Eléments, no 92 (July 1998), p. 15-24.Les Amis d'Alain de Benoist. p. 189. Disponível em: . Acesso em: 21-10-2011).


Nazismo: “Hermann Goering apressou-se a batizar orgulhosamente o seu novo brinquedo de ‘Geheimes Polizei Amt’ (Repartição da Polícia Secreta) quando alguém lhe fez notar que as iniciais — G.P.A — lembravam deploravelmente as da G.P.U. soviética.”    
                GOSSET,  Pierre & GOSSET, Renée. Hitler. 2.  
                ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 267.
Marxismo:"Les Soviets, après l'avoir longtemps nié, conviennent maintenant que leur défunte Tchéka ressemblait comme une soeur à l'Okrana tsariste: mêmes procédés secrets dans l'investigation et l'instruction, même implacabilité dans la répression."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 113.

41 - Nazismo e Marxismo colocam minorias no poder.

Nazismo: “The rulers are admittedly a minority of the people.  The Nazi party,  an instrument of  mass domination,  is kept numerically a minority of the people.”
              (EBENSTEIN,  William.  The Nazi  state. New
              York:  Farrar & Rinehart, 1943. p. 312).

    “Os povos jamais foram dirigidos com sucesso por uma maioria,  mas sempre e somente por uma minoria.”
              (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
              Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 223)

“E, contudo, o contacto direto com o povo não era o seu forte: este filho de funcionário, este artista recalcado, este pequeno-buirguês de sempre, este sonhador, nada tinha do comum com a classe operária.”   (GOSSET, Pierre &
                GOSSET, Renée. Hitler. 2.ed. Lisboa:  Aster, s.d.
                v. 1, p. 38)

“Aleur tour, les Chefs nazis,imitant cette fois le Parti communiste russe et le Parti fasciste italien, imaginent et constituent une minorité militante de ‘caractères combatifs’, destinée à forger le nouvel Etat, instrument mis au service de la doctrine totalitaire.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 301.


Marxismo: “Nestas condições,  em que o Partido [Comunista Polonês] não representa (mesmo aos olhos de nossos camaradas) mais que uma fraca minoria nacional, (...).” (GARAUDY,  Roger.  Toda a verdade. Rio de
                   Janeiro,  Civilização Brasileira, 1970.  p. 51)

     “Construir la sociedad comunista sólo con los brazos de los comunistas es una idea pueril,  completamente pueril.   Los comunistas son una gora de agua en el mar,  una gota en el mar del pueblo.” (LENIN,  V. I. Discursos pronunciados
                    en los congresos del partido (1918-1922). 
                    Moscou:  Editorial Progresso, 1976.  p. 312)

“Pour Lénine, le marxisme est avant tout la doctrine de la dictature du prolétariat, à laquelle les mencheviks se refusaient a croitre, dans un pays d’économie rurale. Ils voulaient s’appuyer sur les masses, être de démocrates, ce que Lénine ne fut jamais. Lui ne reconnaissait pas le principe de la  majorité,  mais celui d’une minorité choisie. D’où l’épithète de blanquiste qui lui a été décernée.”
BERDIAEV, Nicolas. Les sources et le sens du communisme russe. Paris : Gallimard, 1970. p. 235.

     “Embora existam mais de dez milhões de membros no nosso Partido,  eles não constituem mais do que uma parte muito reduzida da população total do país.” (TSE-TUNG, 
                    Mao.  O livro vermelho.  São Paulo,  Global, 
                    s/d. p. 47)

     “A não ser nos meios sindicais,  onde militavam ativistas do movimento operário,  a fundação do PCB passou completamente despercebida da opinião pública.” 
                     (PEREIRA,  Astrojildo.  Ensaios históricos e
                     políticos.  São Paulo,  Alfa-Ômega,  1979.  p.
                     74)

    “A outra causa fundamental da derrota da insurreição nacional-libertadora de 1935 decorre da fraqueza do Partido Comunista,  que estava desligado das massas e não tinha raízes na classe operária.” (SODRÉ,  Nélson Weneck.
                     Contribuição à história do PCB.  São Paulo: 
                      Global,  1984,  p. 104)

     “Antes de 1917,  praticamente não existiam núcleos comunistas no campo.”  (POLIAKOV,  Iúri.  A guerra civil
                      na Rússia.  Moscou:  Progresso, 1981, p. 70) 

     “Um cidadão da União Soviética em cada 11 é membro do Partido;  (...).”  (VOSLENSKY,  Michael S.   A
                       nomenklatura.  Rio de Janeiro:  Record,
                       1980.   p. 120) 

   “En Estonia no pasaban de trescientos los comunistas que había. En Polonia los comunistas constituían un pequeño partido clandestino.  En Rumania había un comunista por cada 21.000 habitantes:  un porcentaje menor que el de los Estados Unidos.” (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido
                  de los trabajadores.  México:   Editorial Letras, 
1970.   p. 235)

“O dia 6 (19) de janeiro de 1918 marcou uma etapa importante no recrudescimento da ditadura bolchevique. Na madrugada desse dia, a Assembléia Constituinte eleita em novembro-dezembro de 1917 — na qual os bolcheviques estavam em minoria, já que dispunham apenas de 175 deputados do total de 700 eleitos — foi dispersada pela força, após ter funcionado por apenas um dia.”
                 (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro  negro do
                  comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999.
                  p.80)

“As grandes teses de Marx foram destruidas pelas teses stalinistas:
...............................................................................................
. à tese marxista do partido político como instrumento de organização da classe trabalhadora e expressão prática de suas idéias e lutas, contrapôs a burocracia partidária como vanguarda política, que não só ‘representa’ os interesses proletários, mas os encarna e os dirige, pois é detentora do poder e do saber. (...).” CHAUI,  Marilena. Convite à
                filosofia. São Paulo: Ática, 1994. p. 427.

“Os comunistas constituíam na Polônia um grupo marginal sem qualquer possibilidade de ascender ao poder pela via democrática.”(COURTOIS, Stéphane et alii. O livro negro
                  do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999.
                  p. 444).

“Quando a Bulgária foi ocupada, por exemplo, em setembro de 1945, e convertida em ‘democracia popular’, havia penas 20 mil comunistas naquele país, numa população de 7.020. 000; quando a Albânia foi igualmente ocupada, em dezembro do mesmo ano, os comunistas eram apenas 12.000, numa população de 1.120.000.” (OVERSTREET,
                   Harry & OVERSTREET, Bonaro. O que
                   devemos saber sobre o comunismo. Belo
                   Horizonte: Itatiaia, 1963. p 61)

“Em 1903, Lenin criou o bolchevismo com apenas 17 patrocinadores. Em 1917, ele conquistou a Rússia, com apenas 40.00 patrocinadores.”
SCHWARZ, Fred. O comunismo: diagnóstico e tratamento. Belo Horizonte: s.ed., 1963. p. 39.

“O Partido Comunistga Mexicano (PCM), fundado em 1919, é [em 1919]uma pequena agremiação que não chega a congregar 50 militantes.”
(VILLA, Marco Antônio. A revolução mexicana. São Paulo: Ática, 1993. p. 43)

41-A – Estas minorias levam uma vida de fausto, em contraste com o resto do povo.



Nazismo: “Com uma discreta insistência, Goebbels, desde a tomada do poder, divulgou na imprensa a notícia de que, contrariamente a seus predecessores, o Chanceler Hitler renunciava ao seu vencimento. Mas, ao mesmo tempo, o ministério da Propaganda, ainda com mais discrição, impôs a todos os jovens casados, no momento de passarem diante do burgomestre, a compra dum exemplar do Mein Kampf, como bíblia do lar. Em direitos de autor, isso representava um rendimento suplementar de cinqüenta mil marcos por mês, dez vezes superior ao vencimento oficial a que o Führer renunciava.” (GOSSET, Pierre & GOSSET, Renée.
                 Hitler. 2. ed. Lisboa:  Aster, s.d. v. 1, p. 277)
Marxismo: “Não por acaso, Leonid Brejnev, que durante muitos anos comandou a máquina soviética, ainda no poder, já colecionava automóveis de luxo presenteados pelos países ocidentais.” ( BENOIT,  Hector. Do
                    amoralismo universal ao privado.  Crítica
                    M arxista. São Paulo, nº 14, p. 101, 2002).


41-B – A minoria dominante elimina sumariamente a oposição dentro do partido.

Nazismo: “O relógio marca quatro horas, em 2 de julho de 1934. O III Reich acaba de escrever na História o seu primeiro massacre. Oitenta e três homens sofreram morte brutal, sem que lhes dessem oportunidade de defesa, sem qjualquer preocupação de legalidade.” [A Noite dos Longos Punhais]
HÖHNE, Heinz. SS, a Ordem Negra. Rio de Janeiro: Laudes, 1970. p. 95.


Marxismo: “Em seu ‘Relatório Secreto’, Kruschev estendeu-se longamente sobre esse aspecto da repressão, que atingiu cinco membros do Politburo, todos stalinistas fiéis (Postychev, Rudzutak, Eikhe, Kossior e Tchubar), 98 dos 139 membros do Comitê Central e 1.108 dos 1996 delegados do XVII Congresso do Partido (1934). Os quadros do Konsomol foram igualmente atingidos: 72 dos 93 membros do Comitê Central foram presos, assim como 319 dos 385 secretários regionais e 2.210 dos 2.750 secretários de distrito.”  /232/

    “Por várias décadas, a tagédia do Grande Terror permaneceu sob silêncio. No Ocidente, apenas se retiveram desse período os três espetaculares processos públicos de Moscou: o de agosto de 1936, o de janeiro de 1937 e o de março de 1938, no decorrer dos quais os mais prestigiados companheiros de Lenin (Zinoviev, Kamenev, Krestinski, Rykow, Piatakov, Radek, Bukharin e outros) confessaram os piores crimes: a organização de ‘centros terroristas’ de obediência ‘trotsko-zinovievista’ ou ‘trotsko-direitista’, tendo como objetivo derrubar o poder soviético, assassinar seus dirigentes, restaurar o capitalismo, executar atos de sabotagem, minar a potência militar da URSS, desmembrar a União Soviética, separando, em proveito de Estados estrangeiros, a Ucrânia, a Bielo-Rússia, a Geórgia, a Armênia, o Extremo Oriente soviético, etc.”                
                 (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro  negro do
                  comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand, 1999.
                  p. 223)

42 - Nazismo e Marxismo não permitem que as eleições exprimam a vontade popular.

“Las ‘elecciones’ [nos países comunistas] están circunscritas a una sola lista de nombres,  preparada por el partido o por organizaciones que éste controla.  El proceso de ‘votación’ es una charada totalitaria obligatoria,  que no implica ni un mínimo grado de participación popular en el gobierno. No difiere para nada de las elecciones celebradas bajo Mussolini y Hitler:  en realidad,  ellos se limitaron a copiar el modelo soviético.”     (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los                   trabajadores.  México:   Editorial Letras,  1970. p. 311)

Nazismo: “Durante os primeiros anos de sua ditadura,  Hitler deu-se grande trabalho em mostrar ao povo alemão e ao mundo exterior que que não governava pela força mas pelo consentimento quase unânime do seu povo. Isto foi feito por intermédio de uma série de eleições ou plebiscitos,  destinados a dar uma espécie de ratificação popular dos atos mais importantes de Hitler (tal como as eleições de 12 de novembro de 1933,  para aprovar a retirada da Liga das Nações).  Embora estas eleições oferecessem resultados usualmente próximos dos cem a favor e fossem realizadas sob ameaças aos votantes e computadas fraudulentamente,  capacitaram Hitler a aumentar o seu prestígio como unificador do povo alemão e condutor do seu destino.”
               (SWING,  Raymond Gram. Comentário,  in: 
               HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
               Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 114)    

    “Porque nós não nos assenhoreamos do poder como usurpadores,  qual o fizeram os homens de novembro de 1918;  nós recebemos o poder constitucional e legalmente.”
              (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto 
              Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p. 197)

    “E que teriam dito se,  por acaso,  lhes predissesse que mesmo antes de decorridos quatro anos a política nacional-socialista de restauração da honra e liberdade nacional receberia a ratificação de noventa e nove por cento do eleitorado germânico?”
HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p. 294.
Marxismo:  “Mas dos 5.472.867 cubanos que votaram [no plebiscito sobre a nova constituição],  97,7% optaram pelo — numa clássica e suspeita unanimidade,  onde não se chegou nem mesmo aos 400.000 No previstos oficialmente.” 
O ‘Sí’ previsível.  Veja,  São Paulo, no 390, p. 32,  25 de fevereiro de 1976.

“A maioria dos oito milhões de eleitores cubanos votou no domingo para eleger candidatos pró-governo para a Assembléia Nacional. O comparecimento foi considerado grande pelas autoridades eleitorais.

      Dissidentes afirmam que, com os 609 candidatos aprovados pelo regime comunista e com o mesmo número de candidatos e de assentos na Assembléia, o resultado eleitoral não surpreenderá.

................................................................................................
       Apesar de haver apenas um candidato para cada cadeira, é tecnicamente possível que candidatos não se elejam, já que ele necessita alcançar 50% dos votos.
       Os dissidentes não participam das eleições e não apresentaram candidatos.”  (Cuba elege os novos

                integrantes da Assembléia Nacional. Disponível
                em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/
                030120_cubacb1.shtml.  Acesso  em 20-01-2003)

     “Informou-se oficialmente que dos 1.436.289 eleitores inscritos,  compareceram às urnas 1.436.288.  Ou seja:  um eleitor se absteve. Outro dado surpreendente é que,  dos 1.436.288 votos depositados nas urnas,  três foram anulados. Pode ser que os três votos nulos sejam devidos a erros dos eleitores,  e que o único eleitor que se absteve o tenha feito por doença ou outro motivo de força maior. Mas não deixa de ser tentador imaginar que todos eles tenham agido em desafio à Frente Democrática [partido único,  comunista] — o que situaria a taxa de dissidentes albaneses na cifra alarmante de quatro pessoas.”  (São quatro.  Veja,  535 : 52,
              06 dezembro 1978)

43 - Nazismo e Marxismo submetem o legislativo e o judiciário ao poder executivo.

Nazismo: “On March 24,  1933,  the German Reichstag authorized the government to assume the legislative function in lieu of the Reichstag.  Although legally the government as corporate body was thus authorized to legislate,  in effect it meant the Leader.  Four weeks later the principle had been established that no votes were taken in the deliberations of the cabinet.  The Leader decided. (...) Never since November,  1933,  has there been a single discussion,  debate,  or speech of anyone except the Leader.” (EBENSTEIN,  William.  The Nazi state. New
          York: Farrar & Rinehart, 1943. p. 20 e 42).

     “(...) it never occurred to the dictator to abolish this once democratic institution [o Reichstag]  but only to make it nondemocratic.  It met only a dozen times up to the war,  ‘enacted’ only four laws,  held no debates or votes and never heard any speeches except those made by Hitler.”      
             (SHIRER, William L.  Op. cit. p.378)

     “A 25 de agosto [de 1939] fui avisado de que deveria ir a Berlim para uma reunião do Reichstag. (...)  Os membros são chamados de véspera para ouvir uma declaração de Hitler. A isso podemos chamar  ‘bom teatro’,  seu objetivo único é a propaganda. Os membros do Reichstag representam o mesmo papel deos simples figurantes dos dramas baratos.” (THYSSEN,  Fritz.  Eu financiei Hitler.
               Porto Alegre: Globo, 1942.  p. 33-34) 

     “Hitler não precisava de Parlamento.  Era ele o único a dirigir os destinos da Pátria.” (NEHAB,  Werner.  Anti-
               semitismo,  integralismo,  neo-nazismo.  Rio de
               Janeiro: Freitas Bastos,  1988. p. 77)

     “Pouco a pouco,  foram os nazistas eliminando tudo e todos que não lhes agradavam.  Até a própria justiça — a justiça a que estamos habituados e não a justiça pervertida da Gestapo — teve de se curvar à concepção fundamental do nazismo. ‘Tudo que é de utilidade para o estado nacional socialista, é justo.’ E como todas as outras instituições a justiça precisou ser subordinada à vontade de um só homem:  Adolf Hitler.” (LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por
                 dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional, 1944.
                 p. 61)   
Marxismo:  “(...) os bolcheviques dispersaram pela força a Assembléia Constituinte eleita, onde não tinham a maioria. Seguiram-se rapidamente,  ao longo do ano [1918],  a censura da imprensa,  a ditadura do partido único,  o terror de massa e até o campo de concentração. Todos eles sinais, segundo Rosa Luxemburgo,  do caráter oligárquico da Revolucão Russa.” (FURET, François.  O passado de uma
                ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no
                século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 108) 

    “El Soviet Supremo de la URSS,  es decir,  su parlamento,  se reúne sólo una o dos veces al año,  por unos cuantos días,  una semana a lo más.  Sólo un niño aquejado de retraso mental podría creer el cuento de que en ese lapso despacha las tareas legislativas de un imperio tan grande como complicado.   El ‘parlamento’ no alcanza ni siquiera a estampar un sello en todos los decretos y planos que teóricamente le presentan para sua aprobación.  Jamás há rechazado ley o plan alguno sometido por los amos,  y su aprobación há sido siempre unánime. Desde la urna donde se depositan los votos hasta el anual maratón de discursos del Kremlin,  toda representación es farsa.” (LYONS, 
                      Eugene.  El paraíso perdido de los                  
                      trabajadores.  México:   Editorial Letras, 
                      1970. p. 312) 

44 - Nazismo e Marxismo subordinaram o Exército aos políticos.
Nazismo: “Ao contrário dos nazistas e dos bolchevistas,  que destruíram o espírito do Exército,  subordinando-o aos comissários políticos ou às formações totalitárias de elite, os fascistas se utlizavam do Exército,  com o qual se identificavam,  como se haviam identificado com o Estado.”
                (ARENDT,  Hannah.  Origens do totalitarismo
                São Paulo,  Companhia das Letras, 1989. p. 291)
Marxismo: “O nosso princípio é o seguinte:  o Partido comanda o fuzil,  e jamais permitiremos que o fuzil comande o Partido.   (...)  Todos os oficiais e soldados devem lembrar-se a todo o momento que nós constituímos o grande Exército Popular de Libertação,  e somos uma força dirigida pelo grande Partido Comunista da China.” (TSE-
              TUNG,  Mao.  O livro vermelho. São Paulo, 
               Global,  s/d. p. 112)

     “Cem mil oficiais do Exército [chinês],  entre os quais setenta e cinco generais,  são rebaixados de posto,  ‘para aprenderem a modéstia’ e passam a consagrar-se aos ‘cinco grandes bens’:  cultivo de terras,  estradas de ferro,  trabalho braçal,  nivelamentos e diques...” (KRIEG,   E. Mao-Tsé-
             tung - o imperador vermelho de Pequim.  São
             Paulo:  Otto Pierre,  Editores,   s/d.  p. 226)

     “Sob a direção do PCUS,  o povo soviético e as suas Forças Armadas superaram com honra as duríssimas provas da Segunda Guerra Mundial.” (BÉLI,  B. et alii. A doutrina
            marxista-leninista  sobre a guerra e o exército
            Moscou:  Edições Progresso, 1978.  p. 148)

45 - Nazismo e Marxismo militarizam o país.

“Passa-se, na Rússia, por parte do governo, o que se passava na Alemanha do tempo de Hitler: o comunismo, como o nazismo, tem as suas vistas voltadas para o preparo bélico. Exige do povo menos manteiga para conseguir mais bombas atômicas.  Aqui como lá,  o povo é a vítima, é a carneirada que marcha, balando e chorando,  para o matadouro porque não tem meios de rebelar-se,  desarmado,  dominado,  vigiado até dentro da sua própria consciência, cercado de espiões e delatores até dentro do seu próprio lar.”   (BUENO, Francisco da Silveira. Visões da Rússia e do mundo comunista. São Paulo: Saraiva, 1964.  p. 78).

Nazismo: “Como membro da S.S. ou da S.A. cada alemão pode ser chamado a servir em qualquer momentou ou a prestar outros serviços.  Até à idade de cnqüenta anos é obrigado a fazer períodos de preparação militar ou qualquer tarefa idêntica. É a este fato que me referi quando,  em seguida à minha chegada a Berlim,  afirmei que a Alemanha está militarizada desde o berço até ao túmulo.” 
                 (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos junto de
                 Hitler.  Lisboa,  Parceria António Maria Pereira, 
                 1940.  p. 47)  

     “Sejam quais forem os méritos ou deméritos do trabalho obrigatório,  ele estava também destinado,  desde seu início,  a auxiliar a máquina de guerra.  Os exercícios diários eram quase militares,  o espírito que regia tudo era militar,  e até a maneira de segurar a enxada era uma preparação para segurar o rifle.” 
                LOCHNER,  Louis P.  A Alemanha por
                 dentro.  São Paulo:  Cia. Editora Nacional, 1944.
                p. 29.

“ De nature mythique, l’Idée raciale prétend vivre dans les cerveaux comme Image et dans la réalité come Etat. Il s’agit d’un Corps organisé, à la fois imaginé et militarisé.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 196.

“Pour Hitler, l’Allemagne a tout perdu en perdant le service obligatoire pour tous, soldatisme libre et consenti.”
VERMEIL, Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 222.
Marxismo: “O Exército Vermelho absorvia a maior parte dos escassos recursos do país.  Em 1920/21,  o exército obteve 40% dos tecidos de algodão,  70 a 100% de outros tecidos,  90% do calçado de homem e 60% do açúcar,  da carne e do peixe.” (POLIAKOV,  Iúri.  A guerra civil
                      na Rússia.  Moscou:  Progresso, 1981, p. 97)

“Para os comunistas chineses, passou a prevalecer, de uma forma muito precoce, a idéia de que a revolução é antes de tudo uma questão militar, institucionalizando a função política do aparelho militar, até que Mao resumiu a sua concepção nesta famosa fórmula: ‘O poder está na ponta do fuzil.’ A seqüência de fatos demonstrou que essa era a quinta-essência da visão comunista da tomada do poder e de sua manutenção.” (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro
                       negro do comunismo. Rio de Janeiro:
                       Bertrand, 1999. p. 333)

“A Tchecoslováquia possuía uma forte indústria de armamentos, (...). A partir de 1949, ela foi obrigada a transformar-se no fornecedor de armas do campo soviético. Essa decisão foi acompanhada pela militarização total da economia e da sociedade, pela propaganda constante sobre a iminência de uma guerra e pelo aumento sem precedentes das despesas militares – em cinco anos, as despesas destinadas ao exército foram multiplicadas por sete!”
                         (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro
                         negro do comunismo. Rio de Janeiro:
                         Bertrand, 1999. p. 509)

"Par contre, le communisme russe a eu recours, pour se mantenir, à tout l'appareil d'offensive et de protection qu'il reproche aux pays bourgeois de conserver. Le militarisme qu'il fustige et qu'il combat chez les autres, ill'a installé chez lui, formidable, omnipotent, inquiétant."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 251.

46 - Nazismo e Marxismo mantêm censura rigorosa

“En la época en que Hitler quemaba libros,  atrocidad que suscitó horrorizadas protestas del mundo civilizado,  Stalin lo que quemaba eran escritores.” (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los trabajadores.  México:   Editorial Letras,  1970.  p. 282)

Nazismo: “En efecto,  se habían terminado los escándalos: el periodista que se hubiera atrevido a hacer la menor alusión a las prevaricaciones de tal o cual gauleiter no habría dormido mucho tiempo en su cama.” (BADIA,  Gilbert.  Historia de
                Alemania contemporanea.  Buenos Aires: 
                Editorial Futuro,  1961.  t. 2,  p. 89)

“Embora de origem e significação  diferentes, nazismo e fascismo possuem aspectos comuns:
.................................................................................................
. prática da censura e da delação: o Estado, através do partido, das associações e de aparelhos especializados (policiais e militares), controla o pensamente, as ciências e as artes, queimando livros e obras de arte ‘contrários’ à pátria e aos chefes, prendendo e torturando os dissidentes, perseguindo os ‘inimigos internos’. Estimula também, sobretudo em crianças e jovens, a prática da delação contra os dissidentes, ‘desviantes’ e ‘inimigos internos’ do Estado.”   (CHAUI, Marilena. Convite à filosofia. São
                  Paulo:  Ática,1994. p. 424)

“Enfin, Goebbels (...) se donne le pouvoir de choisir pour les allemands tout ce que mécaniquement ils devront apprendre, dire, écrire, lire, éditer et penser.”
RIBON, Michel. Le nazisme et la culture assassinée: Attitudes  et prises de position des intellectuels allemans.  Les Temps Modernes, Paris, nº 478, p. 88, maio 1986.

“En ce qui concerne la formation de l’opinion publique par la presse et la propagande, Hitler démontre longuement que la presse doit être privée de sa libeté traditionelle et sévèrement contrôlée par l’Etat.”
VERMEIL,  Edmond. Doctrinaires de la révolution allemande (1918-1938). Paris: Nouvelles Éditions Latines, 1948. p. 237.

“The number of forbidden works was appproximately nine hundred ; (...).”
EBENSTEIN, William. The Nazi state. New York: Farrar & Rinehart,1943. p. 132.
Marxismo:  “(...) a Nomenclatura silencia,  ao mesmo tempo,  sobre uma série de princípios marxistas,  e algumas de suas obras foram mesmo oficialmente proibidas,  entre elas a História da Diplomacia Secreta do Século XVIII, na qual ele se exprime em termos pouco elogiosos sobre a história da Rússia.” (VOSLENSKY,  Michael.  A
                   nomenklatura. Rio de Janeiro,  Record,  1980.
                   p. 316)

   “Una complicada censura [na Rússia] vigilaba para impedir que se colaran ideas prohibidas en la prensa,  los libros,  los trabajos científicos;  en le escenario y la pantalla y en el aire;  en las aulas y las salas de conferencias.  Se estudiaban cnaciones populares y cuentos de hadas para eliminar posibles matices peligrosos.  Ni siquiera los Libros Sagrados de Marx,  Engels y Lenin se libraron de revisiones y cortes hechos por la censura.” (LYONS,  Eugene.  El
                   paraíso perdido de los  trabajadores.  México:  
                   Editorial Letras,  1970.  p. 309)

“Quando submeti o manuscrito de meu livro Peut-On Être Communiste Aujouird’Hui?  à direção do Partido,  foi ele julgado ‘muito crítico em relação à União Soviética’ (era já muito anódino) e me exigiram que fizesse cortes.  Eu tive a fraqueza de aceitá-los.” (GARAUDY, Roger.  Toda a
                   verdade. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira,
                   1970.  p. 64)

“Existem três estações de rádio em Moscou.  Os aparelhos receptores possuem uma tecla fixa para cada estação,  não há dial para procurá-las. A BBC é ouvida em rádios importados pagos a peso de ouro no contrabando.”
                    (COSTA,  Caio Tulio.  A cara e difícl busca de
                    status,  isto é,  de jeans e tênis. Folha de São
                    Paulo,  28-10-1984. p. 18, 2o caderno)

    “Prestes: (...) A Constituição diz:  ‘O regime aqui é socialista’,  e todos aqueles que combatem o socialismo devem ser censurados.”  (NATALI, João Batista.  Aos 88, 
                    Prestes mantém idolatria pela União Soviética. 
                    Folha de São Paulo,   4 de maio de 1986, p.
                    14, 1o caderno)

“O fechamento absoluto dos arquivos dos países comunistas, o controle total da imprensa, da mídia e de todas as saídas para o exterior, a propaganda do ‘sucesso’ do regime, toda essa máquina de ocultar informações visava, em primeiro lugar, impedir que viesse à luza a verdade sobre os crimes.” (COURTOIS, Stéphane et alii. O livro
                  negro do comunismo. Rio de Janeiro: Bertrand,
                  1999. p. 31)      
                                                                         
"Des journaux français? Verboten, aussi verboten que la descente du tramway par la plate-forme arrière."
LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie Rouge. Paris: Fayard, 1927. p. 55.

47 - Nazismo e Marxismo acreditam que é necessária a destruição para criar o mundo novo.

Nazismo: “Como sempre, foi à destruição que ele consagrou a maior parte dos esforços.”
FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro: Nova  Fronteira, 1976. p. 810. Cf. p. 865.

Marxismo:

Conclusão:  “É o de sempre: qualquer um que aponte a identidade do fascismo e do socialismo é de direita e qualquer um que seja de direita é no fundo, de extrema direita, portanto um fascista.”
REVEL, Jean-François. A identidade essencial entre o fascismo vermelho e o fascismo negro.”Estado de São Paulo, São Paulo, 26-04-1998, p.  2.

x - Nazismo e Marxismo

Nazismo:

Marxismo:

Como se explica o surgimento do nazismo enquanto comunismo mitigado?

TOTALITARISMO

O comunismo, por isso mesmo que é monstruoso e choca de frente não apenas os católicos elevados pela Fé ao conhecimento da verdade revelada, mas a qualquer homem que não esteja profundamente corrupto, encontrou no mundo inteiro uma viva resistência.
Se os elementos sadios que queriam lutar contra o comunismo tivessem visto claramente que o único meio de o esmagar era apelar para a Igreja Católica, a essas horas podemos afirmar que a face da terra seria outra. Esta verificação teria oposto de tal maneira, em antítese fulminante, a Cidade de Deus e a Cidade do demônio, que, em massa, as multidões aterradas pela perspectiva sinistra da segunda, teriam ido pedir conforto e abrigo à primeira.
Não foi isto, entretanto, o que se deu. O espírito das trevas é inimigo das antíteses claras e leais. Por isso forjou ele um meio de iludir as massas. E suscitou falsas reações contra o comunismo, que, sob pretexto de anticomunismo, levaram imensas massas humanas para o mais miserável paganismo.
Contra essa nova heresia, Pio XI foi de uma energia invencível, como já o fora em relação ao comunismo. Verberou energicamente os desmandos da Alemanha pagã, denunciou a inconsistência ridícula do anticomunismo ilusório do nazismo, e, em relação à Itália, atacou com um ardor apostólico todas as infiltrações nazistas que se têm verificado naquele país.
CORRÊA DE OLIVEIRA, Plinio. Todo o orbe católico chora a
morte de um dos maiores pontífices da história. Legionário,
São Paulo, no 335, 12 fev. 1939. Disponível em:
CATOLICOCHORAAMORTE.htm>. Acesso em31-07-2010.

(Totalitarismo):  “Sabemos que o nazismo é uma das categorias ideológicas da direita,  com um discurso carismático,  uma proposta autoritária e uma capacidade toda especial para a manipulação das massas. Por outro lado,  o nazismo também necessita alimentar a histeria coletiva com a fabricação de inimigos com perfil bem definido e que possam ser exprimidos  /97/  através de estereótipos facilmente compreensíveis.  É característico de um movimento nazista substituir a reflexão pela ação passional,  fanática e descontrolada.”   /98/
                        LOPEZ,  Luiz Roberto.  Neonazismo,  estilo tropical.  Cultura Vozes,  Petrópolis, l : 97-101,
                                  jan./fev. 1993.

“O propósito nacional-socialista na organização da ‘Força Através da Alegria’ não é proporcionar horas de ócio ao operário.  O ócio seria perigoso ao regime nazi.  O povo teria tempo para pensar e isso é coisa que deve ser evitada.  É preciso trazer o povo sempre ocupado em alguma coisa,  sem interrupção.  Para evitar que os operários pensem,  dão-lhes passatempos físicos.  Nunca ficam entregues a si mesmos.” (THYSSEN,  Fritz.  Eu financiei Hitler.  Porto Alegre:  Globo,  1942.  p. 228)
“Um dos filmes de propaganda realizado pelo dr. Goebbels tem por herói um rapaz que denuncia o pai e a mãe à Gestapo provocando a morte de ambos.” (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos  junto de Hitler.  Lisboa,  Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 42) 
“Os dois dias que passei em Rominten deixaram-me uma impressão inifinitamente agradável.  O desporto,  pelo menos este gênero de desporto,  ignora o nacionalismo exaltado.  O socialismo também anda tem que fazer num meio onde os homens já são iguais.   Desde Goering até ao último criado toda a gente era simples,  sem afetação,  e de uma grande afabilidade.” (HENDERSON,   Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa,   Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 113) 
“Perguntei muitas vezes aos meus amigos nazis como conciliavam a doutrina hitleriana da superioridade da raça germânica com o hábito de apresentar a Alemanha como uma pobre vítima tiranizada por vizinhos impiedosos.” (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa,   Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 217)   
“Sou de opinião que não há coisa nenhuma criada pela vontade do homem,  que não possa,  por seu turno, ser alterada por outra vontade humana.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 83)  
“Rousseau, seul au XVIIIe siècle, a posé en termes originaux, en termes modernes, le problème du progrès: il n’est de progrès que de l’être moral, et dans l’enrichissement intérieur de l’individu.”  (VOISINE, J. Annales de la Société Jean-Jacques Rousseau (Comptes Rendus).Revue d’Histoire Littéraire de la France. Paris, v. 50, no 1, p. 88, 1950).
“Existem,  na verdade,  dois outros fatores intimamente relacionados,  que muitas e muitas vezes podemos identificar nos períodos de declínio nacional.  Um deles é a substituição do conceito do valor da personalidade pela idéia niveladora da supremacia do número — a Democracia.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 85)   

“Porque o comunismo não é uma fase superior do desenvolvimento:  ao contrário,  é a forma mais primitiva da existência — é o ponto de partida.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 158)
“A honra,  como a lealdade,  não é uma vã ilusão;  sem elas é impossível viver neste mundo.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto  Alegre: Meridiano, sd.  [l941?], p. 172)
“Mas as minorias,  sobretudo nos períodos revolucionários,  exercem uma influência que não está em proporção com a sua importância numérica. Há quem diga que,  no tempo da revolução francesa,  apenas três por cento da população parisiense lhe deu a sua adesão.” (HENDERSON,  Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa,  Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p.  241) 
“A liberdade da América do Norte não foi conquistada em mesas de conferência assim como o conflito entre o Norte o o Sul não se decidiu em torno dessas mesas.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto  Alegre:  Meridiano, sd.  [l941?], p. 485)
“O caso da Polônia mostrou quão pouco a Inglaterra está realmente interessada na existência daquele Estado.  De outra forma,  a Inglaterra teria declarado guerra também à Rússia Soviética,  que tomou posse da metade daquele país.” (HITLER,  Adolf.  Minha nova ordem. Porto  Alegre:  Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 558)

CONCLUSÃO:  “Ninguém pode prever o que acontecerá.  Quando muito podemos arriscar o mesmo palpite de Roosevelt,  ao pedir ao Congresso americano o levantamento do embargo de armas: ‘É possível o advento de um período mais sombrio do que o atual”.  Mas não precisamos ter dons de hierofante para prever o duelo gigantesco do nazismo com o comunismo,  se o primeiro conseguisse vencer a atual cotnenda.  A Rússia abstém-se de tomar parte na luta que se desenrola na Europa.  Reserva-se para a réplica...  Se a Alemanha quebrantasse a França e a Inglaterra,  a Rússia cairia sobre ela e a dominaria facilmente,  pois encontraria um adversário combalido e esgotado. Dono da Alemanha vencedora,  realizar-se-ia então a predição de Hitler:  bolchevizar-se-á a Europa  e possivelmente depois o mundo inteiro.” (PRUNES,  Lourenço Mario.  Polônia.  Porto Alegre:  Globo,  1939.  p. 82)

Programa  do Patido Nazista – 25-02-1920:
1.       We demand the union of all Germany in a Greater Germany on the basis of the right of national self-determination.
2.       We demand equality of rights for the German people in its dealings with other nations, and the revocation of the peace treaties of Versailles and Saint-Germain.
3.       We demand land and territory (colonies) to feed our people and to settle our surplus population.
4.       Only members of the nation may be citizens of the State. Only those of German blood, whatever be their creed, may be members of the nation. Accordingly, no Jew may be a member of the nation.
5.       Non-citizens may live in Germany only as guests and must be subject to laws for aliens.
6.       The right to vote on the State's government and legislation shall be enjoyed by the citizens of the State alone. We demand therefore that all official appointments, of whatever kind, whether in the Reich, in the states or in the smaller localities, shall be held by none but citizens. We oppose the corrupting parliamentary custom of filling posts merely in accordance with party considerations, and without reference to character or abilities.
7.       We demand that the State shall make it its primary duty to provide a livelihood for its citizens. If it should prove impossible to feed the entire population, foreign nationals (non-citizens) must be deported from the Reich.
8.       All non-German immigration must be prevented. We demand that all non-Germans who entered Germany after 2 August 1914 shall be required to leave the Reich forthwith.
9.       All citizens shall have equal rights and duties.
10.    It must be the first duty of every citizen to perform physical or mental work. The activities of the individual must not clash with the general interest, but must proceed within the framework of the community and be for the general good.
We demand therefore:
11.    The abolition of incomes unearned by work.
The breaking of the slavery of interest
12.    In view of the enormous sacrifices of life and property demanded of a nation by any war, personal enrichment from war must be regarded as a crime against the nation. We demand therefore the ruthless confiscation of all war profits.
13.    We demand the nationalization of all businesses which have been formed into corporations (trusts).
14.    We demand profit-sharing in large industrial enterprises.
15.    We demand the extensive development of insurance for old age.
16.    We demand the creation and maintenance of a healthy middle class, the immediate communalizing of big department stores, and their lease at a cheap rate to small traders, and that the utmost consideration shall be shown to all small traders in the placing of State and municiple orders.
17.    We demand a land reform suitable to our national requirements, the passing of a law for the expropriation of land for communal purposes without compensation; the abolition of ground rent, and the prohibition of all speculation in land.
18.    We demand the ruthless prosecution of those whose activities are injurious to the common interest. Common criminals, usurers, profiteers, etc., must be punished with death, whatever their creed or race.
19.    We demand that Roman Law, which serves a materialistic world order, be replaced by a German common law.
20.    The State must consider a thorough reconstruction of our national system of education (with the aim of opening up to every able and hard-working German the possibility of higher education and of thus obtaining advancement). The curricula of all educational establishments must be brought into line with the requirements of practical life. The aim of the school must be to give the pupil, beginning with the first sign of intelligence, a grasp of the nation of the State (through the study of civic affairs). We demand the education of gifted children of poor parents, whatever their class or occupation, at the expense of the State.
21.    The State must ensure that the nation's health standards are raised by protecting mothers and infants, by prohibiting child labor, by promoting physical strength through legislation providing for compulsory gymnastics and sports, and by the extensive support of clubs engaged in the physical training of youth.
22.    We demand the abolition of the mercenary army and the foundation of a people's army.
23.    We demand legal warfare on deliberate political mendacity and its dissemination in the press. To facilitate the creation of a German national press we demand:
A) that all editors of, and contributors to newspapers appearing in the German language must be members of the nation.
B) that no non-German newspapers may appear without the express permission of the State. They must not be printed in the German language.
C) that non-Germans shall be prohibited by law from participating financially in or influencing German newspapers, and that the penalty for contravening such a law shall be the suppression of any such newspaper, and the immediate deportation of the non-Germans involved. The publishing of papers which are not conducive to the national welfare must be forbidden. We demand the legal prosecution of all those tendencies in art and literature which corrupt our national life, and the suppression of cultural events which violate this demand.
24.    We demand freedom for all religious denominations in the State, provided they do not threaten its existence not offend the moral feelings of the German race. The Party, as such, stands for positive Christianity, but does not commit itself to any particular denomination. It combats the Jewish-materialistic spirit within and without us, and is convinced that our nation can achieve permanent health only from within on the basis of the principle: The common interest before self-interest.
25.    To put the whole of this programme into effect, we demand the creation of a strong central state power for the Reich; the unconditional authority of the political central Parliament over the entire Reich and its organizations; and the formation of Corporations based on estate and occupation for the purpose of carrying out the general legislation passed by the Reich in the various German states.
The leaders of the Party promise to work ruthlessly -- if need be to sacrifice their very lives -- to translate this programme into action.

1 - Nazismo e Marxismo são seitas.
1-A - Nazismo e Marxismo não aceitam um Deus pessoal.
2 - Nazismo e Marxismo apresentam um cerimonial idolátrico
2-A – Nazismo e Marxismo têm claras vertentes esotéricas.
3 - Nazismo e Marxismo são inimigos das religiões
4 - Portanto,  Nazismo e Marxismo são anticatólicos.
4-a –  Assim, Nazismo e Marxismo toleram o aborto, ou impõem sua legalização
4-b –Nazismo e Marxismo negam o direito natural
5 - Nazismo e Marxismo apresentam N. S. Jesus Cristo como um revolucionário.
6 - Nazismo e Marxismo submetem-se a Chefes infalíveis e iluminados.
7 - Nazismo e Marxismo consideram-se o caminho único para o futuro.
7-A – Nazismo e Marxismo são ecologistas.
8 - Nazismo e Marxismo fazem doutrinação intensiva.
9 - Nazismo e Marxismo são evolucionistas.
10 - Nazismo e Marxismo exaltam a violência.
10-A – Nazismo e Marxismo cultivam o terror e a repressão.
11 - Nazismo e Marxismo colocam-se acima da moral
11-a – Nazismo e Marxismo opõem-se à "justiça burguesa"
11-b – Nazismo e Marxismo estimulam a natalidade fora do casamento.
12 - Nazismo e Marxismo,  portanto,  empregam propaganda mentirosa.
13 - Nazismo e Marxismo prometem um milênio paradisíaco
14 - Nazismo e Marxismo ficaram longe de cumprir suas promessas.
15 - Nazismo e Marxismo odeiam a monarquia.
16 - Nazismo e Marxismo odeiam a Idade Média.
16-a – Nazismo e Marxismo combatem as tradições.
17 - Nazismo e Marxismo odeiam as aristocracias,  e visam à proletarização das classes
       média e alta
18  - Nazismo e Marxismo destroem os grupos naturais:  Sindicatos,  universidades
18-a - Nazismo e Marxismo são dogmáticos
19 - Nazismo e Marxismo baseiam-se em fontes doutrinárias idênticas
19-A - Nazismo e Marxismo fundamentam-se em verdadeiras “Bíblias”  confusas e enfadonhas.
20 - Nazismo e Marxismo pretendem criar um “homem novo”
21 - Nazismo e Marxismo são materialistas. Procuram destruir a religião,  a fim de
       criar o “homem novo” desumanizado.
22 - Nazismo e Marxismo são socialistas.
22-A – Nazismo e Marxismo são igualitários.
23 - Nazismo e Marxismo são anticapitalistas.
24 - Nazismo e Marxismo defendem a reforma agrária.
25 - Nazismo e Marxismo são estatizantes.
25-A  - Nazismo e Marxismo são coletivistas.
26 - Nazismo e Marxismo defendem uma economia planificada,  dirigida e controlada
       pelo Estado.
27 - Nazismo e Marxismo só admitem um sistema educacional estatal,  que prepara a
      juventude para a subserviência ao Estado.
28 - Nazismo e Marxismo propõem-se a dar  “a cada um segundo suas necessidades”.
29 - Nazismo e Marxismo apreciam o simbolismo da cor vermelha.
30 - Nazismo e Marxismo comemoram o 1o de maio.
31 - Nazismo e Marxismo sentem afinidade entre si.
32 - Nazismo e Marxismo imitam-se entre si.
33 - Nazismo e Marxismo ajudaram-se entre si.
34 - Nazismo e Marxismo permutam militantes
35- Nazismo e Marxismo buscam o domínio mundial
35 –A – Nazismo e Marxismo,  apesar disso, cultivam um nacionalismo ardente.
36 - Nazismo e Marxismo são totalitários.
37 - Nazismo e Marxismo defendem a ditadura.
38 - Nazismo e Marxismo fazem da constituição uma vitrine para propaganda.
39 - Nazismo e Marxismo só permitem o partido único.
40 -  Nazismo e Marxismo criam temíveis polícias secretas para eliminar os opositores.
41 - Nazismo e Marxismo colocam minorias no poder.
41-A – Estas minorias levam uma vida de fausto, em contraste com o resto do povo.
41-B – A minoria dominante elimina sumariamente a oposição dentro do partido.
42 - Nazismo e Marxismo não permitem que as eleições exprimam a vontade popular.
43 - Nazismo e Marxismo submetem o legislativo e o judiciário ao poder executivo.
44 - Nazismo e Marxismo subordinaram o Exército aos políticos.
45 - Nazismo e Marxismo militarizam o país.
46 - Nazismo e Marxismo mantêm censura rigorosa

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Marxismo – arquivo de autores marxistas:
<http://www.marx.org/portugues/indice.htm#eg>

Comunismo versus nazismo
O charlatanismo de esquerda

Disponível em:
http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0098.htm


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última inserção: Vinicius Mota

""[...]Na Europa Central, no entanto, particulamente na Alemanha e Áustria, a reforma agrária só se deu sob o nazismo[...]
http://www.portaldesites.com.br/oficinainforma/reportagem/72/pdf/03.pdf
<http://www.portaldesites.com.br/oficinainforma/reportagem/72/pdf/03.pdf>.
<http://cavaleirodotemplo.blogspot.com/2008/12/hitler-mamou-em-marx-nazismo-nacional.html>.

O Programa do NSDAP - Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores - pode ser resumido em 25 pontos-chaves.
"[...]Pedimos uma reforma agrária adaptada às nossas necessidades nacionais, a promulgação de uma lei que permite a expropriação, sem indemnização, de terrenos para fins de utilidade pública – a supressão de impostos sobre os terrenos e a extinção da especulação fundiária.[..]"
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070613152438AAdgtEO

Blog com livros para download:
<http://revisionismoemlinha.blogspot.com/search?q=>.

Artigo mostrando que Hitler era socialista:
http://pandora.nla.gov.au/pan/42197/20060526-0000/jonjayray.tripod.com/hitler.html

Outro artigo:
http://www.freerepublic.com/focus/news/704277/posts

Citações de Marx/Hitler:  http://marxwords.blogspot.com/

Artigos importantes:  http://mises.org/fullstory.asp

Artigo em português:
http://pensadoresbrasileiros.blogspot.com/2007_11_18_archive.html

Comunismo e nazismo:
http://www.alaindebenoist.com/pdf/comunismo_y_nazismo.pdf


[1]“Não são porém totalmente inconciliáveis as duas doutrinas:  as diferenças,  bem examinados os fenômenos comuns a uma e outra,  são mais de rótulo,  variam mais na tática do que na substância.  Uma quer que a sua construção humanista sirva de modelo ao mundo,  para assim poder escravizá-lo;  a outra não pretende exportar idéias  (o nazismo não é mercadoria de exportação,  sustentam seus doutores),  mas quer também avassalar o mundo,  empregando instrumentos expeditos e eficazes.  (...) São duas doutrinas,  dois modos diferentes de encarar a vida,  mas que no fundo têm um ponto comum:  a submissão do mundo às suas aspirações nacionais;  a subordinação de todos os interesses privados ao do grupo que detém a máquina administrativa;  a escravidão total do homem ao Moloch insaciável do Estado,  que tudo pode,  que tudo manda e que tudo quer.”  (PRUNES,  Lourenço Mario.  Polônia.  Porto Alegre:  Globo,  1939.  p. 66-67).
                “Hoje como ontem, amanhã como hoje, o ‘Legionário’ sustentou e sustentará a identidade do substratum ideológico do nazismo e do comunismo.”   (OLIVEIRA, Plinio Corrêa de. À margem do “conflito” teuto-russo. Legionário, São Paulo,  no 458, 29 de junho  de 1941).
 “O nacional-socialismo não é,  de modo algum,  uma reação contra o comunismo,  como até 1939 todos os dias o afirmava sua propaganda.  Nos pontos essenciais está de acordo com o comunismo,  e até mesmo lhe realiza parte do programa.” (ESTEVEZ,  Luís Adolfo.  Liberalismo ou nacional-socialismo?  Lisboa:  Pro Domo,  1945.  p. 75).  
             “(...) as diferenças basilares entre comunismo e nazismo são mínimas, e não se veem à vista desarmada.” (AGUIAR, Fernando de. Na agonia do despotismo. Lisboa: Pro Domo, 1945. p. 99).
             “Nazista e comunista são irmãos gêmeos.  Afinal,  todas as ditaduras se parecem.”  (CALLUF, Emir.  A esquerdização do clero - Um estudo psicanalítico.  Curitiba, s/ed,  s/d.  p. 59).
                                “Gêmeos eles são certamente,  entre seu nascimento existe uma distância de aproximadamente 15 anos — da ascensão de um e de outro ao poder.”   (BESANÇON,  Alain. Memória  não retém atrocidades do comunismo.  O Estado de São Paulo, 15 de fevereiro de 1998. p. A-19, nota 1).
                “Quanto ao comunismo, é irmão gêmeo do nazismo pelo uso do genocídio como estratégia de reorganização social, pelo credo num partido único, (..).”   (ROTENBERG, Izrael. História da insensatez humana. Rio de Janeiro: Papel Virtual, 2000. p. 65).
             Para Waldemar Gurian,  russo estudioso dos dois regimes, nazismo e comunismo são  “signos gêmeos da crise moral da Europa no século XX:  o nazismo é a forma alemã da ‘bolchevização’. (FURET, François.  O passado  de uma ilusão:   ensaios sobre a idéia comunista  no  século XX.  São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 248,  n. 2).
             “A oposição ao bolchevismo, explorada como instrumento de propaganda pelos nazista, é fenômeno de superfície: uma luta de influências hegemònicas não uma incompatibilidade irredutível de doutrinas e métodos.” (FRANCA, Leonel.  Catolicismo e totalitarismo.Verbum, Rio de  Janeiro, t. I. fasc. 3/4, p. 214, dez. 1944).
             “(...) a identificação do comunismo com o nazismo se impõe pelos fatos em si.”  (REVEL, Jean-François. A identidade essencial entre o fascismo vermelho e o fascismo negro.”O Estado de São Paulo, São Paulo, 26-04-1998, p.  2).
             “Mihi quidem usque ordo uterque uidetur simillimus. Immo uero, secundum uerba tua, communistae peiores, primum enim mentiti sunt multum, ut rerum potirentur; fascistae autem ab initio sincera mente professi sunt, quid facturi essent facinorum.
Haec tamen minoris sunt momenti. Id quod uolui dicere est me usque nullum discrimen principale uidere, non solum quod ad facta, sed etiam quod ad principia doctrinarum spectat, et ad rationem generalem atque uiam doctrinae exsequendi. Immo permulta uidentur simillima:
1) utrique "aequalitatem", siue paritatem ciuium petebant, ut "ciuitas sine ordinibus" fieret;
2) utrique ab initio aliis promittebant bene ipsis fore, cum alii interfecti essent;
3) utrique locorum internecionis auctores fuere;
4) utrique publicitus per acta diurna mentiti sunt, ut populum (suum aliosque) deciperent;
5) utrique bellum assidue parabant, cum cantilenam pacis cantabant;
6) utrique res aliorum ui auferre amabant;
7) utrique res publicas aliarum nationum doctrina sua instruere amabant;
8) utrique hostes fuerunt cultus atque humanitatis terrarum nostrarum;
9) utrique nomen "socialistarum" usurpauerunt et pariter falsum;
Fascistae enim postulabant interfectum iri Iudaeos, Slauos aliasque "gentes inferiores" bonaque earum auferri, ut ficta quaedam gens Ariorum in libertate et copia uitam degeret. Quoniam Iudaeorum etc. scilicet NATIO hoc impediret.
Communistae autem postulabant interfectum iri diuites, possessores aliosque "ordines lucrantes" bonaque eorum auferri, ut fictus quidam ordo fabrorum in libertate et copia uitam degeret. Quoniam diuitum scilicet ORDO hoc impediret.
Rebus sic dictis, ut iam prius scripseram, nullum apparet discrimen, nisi in definitione eorum, qui interficerentur, et eorum, qui interficerent. Quae definitio apud fascistas nititur in discrimine gentis, apud communistas autem in discrimine ordinis.                           
Quare gentem Ariorum fictam dixerim, omnes, spero, scimus. Ordinem autem fabrorum fictum dixi, quod in communismo non fabris, sed nobilibus nouis, rubris scilicet, commode est. Fabri autem nunnumquam uiuunt etiam miseriore uictu, quam ante communismum, sed dempta, si quam habuerant, libertate.”  (Konrad Kokoszkiewicz . Grex Latine Loquentium, 02-01-2003)
             “’Comunismo e nazismo são primos-irmãos’,  concorda o cientista político Leôncio Martins Rodrigues,  da Unicamp.” (SARDENBERG, Izalco.  Terror  vermelho.  Veja,  São Paulo, nº 1532, p.  60,  04 fev.1998).
                “(...) deverá salientar-se que,  independentemente das suas outras tendências,  Hitler tinha idéias avançadas em matéria de bem-estar social,  e que a ideologia  social dos nazistas alemães e dos sociais-democratas suecos tinha muito em comum.”  (HUNTFORD,  Roland. O novo totalitarismo.  s/ed., s/d., p. 35).
             “O stalinismo é o nacional-socialismo russo;  como o hitlerismo é o nacional-socialismo alemão; o fascismo, o nacional-socialismo italiano;  o maoísmo,  o nacional-socialismo chinês.” (PENNA, José Osvaldo de Meira. A ideologia do século XX. 2. ed. Rio de Janeiro:  Nórdica, 1994. p. 108).
“Nazista, fascista e comunista nada mais são do que as três bocarras de um monstro só, o cérebero demoníaco que fugiu do inferno no século XX.” (MAIER, Félix. O brasileiro é de “direita”. Mídia sem Máscara, 25-08-2006. Disponível em: <http://www.midiasemmascara.org/artigo.php?sid=5162&language=pt>. Acesso em: 16-10-2006.  
“Primeiro,  deveria haver uma reforma da vida política interna da nação,  capaz de despertar todas as forças e,  sobretudo,  o idealismo do povoalemão.  Esta força idealística,  no momento,  concentrava-se em dois campos:  o socialista e o nacionalista.  Estes eram os dois ideais que,  embora em luta violenta um contra o outro,  deveriam ser fundidos em uma unidade.  Hoje,  meus compatriotas,  quando milhões e milhões marcham juntos,  animados deste espírito de unidade,  olha-se para o curso do nacional-socialismo como uma coisa natural.  Mas,  nos anos de 1918 e 1919,  pensar nesta unidade era considerado como o produto de uma imaginação doentia.”  (HITLER,  Adolf.  Minha nova  ordem. Porto Alegre:    Meridiano,  sd.  [l941?],  p. 663-664).
“Hitler e Stalin eram, na verdade, farinha do mesmo saco, praticamente irmãos gêmeos, no máximo heterozigotos.” (CONSTANTINO, Rodrigo. Hitler era socialista. Mídia sem Máscara, 29-10-2003. Disponível em: <http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=1202>. Acesso em: 29-10-2005).
[2]  “Mas nazismo e stalinismo não estão em pé de igualdade,  como fenômenos históricos.  Porque sob o nazismo ainda havia uma sociedade civil,  mesmo que atemorizada.  Havia oposição sorrateira dos meios industriais — e não esqueça que um alemão,  naquela época,  podia viajar para fora do país,  se assim o desejasse. Veja,  em contrapartida,  as sociedades socialistas:  o poder estatal lá controla tudo,  a sociedade está simplesmente liquidada.”  (Gérard Lebrun,  entrevistado em Veja, nº  656, p.  3-4,  1o de abril de l981).
[3]CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978. p. 81.
[4]CHASIN, José. O integralismo de Plínio Salgado. São Paulo: Livraria Editora Ciências Humanas, 1978. p. 13.
[5]“Mas o problema mais grave do livro [O passado de uma ilusão, de François Furet] é de outra natureza: o uso pouco sistemático das fontes. Em algumas páginas o autor justifica plenamente suas assertirvas apresentando textos e documentos produzidos na época, enquanto em outros trechos ele discorre longamente sobre este ou aquele tema sem que uma única fonte seja apresentada para legitimar suas afirmações.”   (DOLHNIKOFF, Miriam. URSS, a ilusão dos intelectuais. Novos Estudos CEBRAP, São Paulo, nº 44, p. 204, 1996).
[6]  “Claro que se pode distinguir entre sistemas  autoritários-socialistas e sistemas democrático-socialistas.” (THEIMER, Walter. História das idéias políticas. Lisboa: Arcádia, 1970. p. 558, nota).
[7]  “Todos os movimentos socialistas,  na História,  giram em torno do Marxismo,  mesmo quando se pretendem colocar contra ele,  que  continua o ponto de referência:  pré-marxistas ou pós-marxistas.” (CHACON,  Vamireh.  História das idéias socialistas no Brasil.  Rio de Janeiro:  Civilização Brasileira, 1965.  p. 265).
    “(...) só os sociais-democratas suecos podem orgulhar-se de serem os descendentes diretos de Marx.” (HUNTFORD,  Roland. O novo totalitarismo.  s/ed., s/d.,  p. 38)
[8]  Cf. TONIOLO,  Ênio José.  Socialismo totalitário e socialismo parlamentar.  Econopress,  Apucarana, nº 15, p.   25-29,  novembro de 1979.
[9]  “Por ejemplo,  el primero e importantísimo convenio comercial concluido entre Inglaterra y la Russia Soviética em 1921 lo firmó un Gobierno que presidía Lloyd George;  el reconocimiento diplomático de la URSS en 1924 fue efectuado por el primer Gobierno laborista;  el restablecimiento de las relaciones diplomáticas entre ambos países,  rotas en 1927,  fue obra del segundo Gobierno laborista en 1929.  Los conservadores,  por el contrario,  sólo han hecho hasta ahora cosas malas.”  (MAISKI,  Ivã.  Quien ayudó a Hitler.  Moscou:  Editorial Progreso,  s/d.  p. 13;   cf. p. 35)
     “A vitória que o povo vietnamita obteve na guerra contra o imperialismo americano mostra que é impossível liquidar um regime progressista.  Os países do campo socialista e todas as forças progressistas tomaram o partido do povo que conduzia a luta justa pela sua independência.”  (KLEMÉNTIEV,  D. & VASSÍLIEVA, T.  Que é o socialismo?  Moscou,  Edições  Progresso, 1987.  p. 115)
Cf. PAVLENKO,  A.  A.  O processo revolucionário mundial.  Moscou:  Edições Progresso,  1982.  p. 157-158.
[10]  “Comunista tem que lutar por  um governo socialista.”  (DELGADO,  Lucília de Almeida Neves.  Conversa com Luís Carlos Prestes.  Revista do Departamento de História,  UFMG,  Belo Horizonte, nº 10, p. 74, 1990).
   Ver também:
   A propósito do XXIo Congresso do PCUS.  Estudos Sociais,  Rio de Janeiro, 5 : 26,  mar/abr. 1959.
   CEAUSESCU, Nicolae.  Rumanía.  Hacia la construcción de la sociedad socialista  multilateralmente desarrollada.  Bucarest:  Editorial  Meridiane,  1975.  p. 9,  42,  276,  361,  402,  441,  482  e  895.
   MARX,  Karl et alii.  La sociedad comunista.  Moscou:  Editorial Progreso, 1973.  p. 89.
   CHAO-CHI,  Liou.  Pour être un bon communiste. Paris:  Union Générale d’Éditions,  1970.  p. 46.
[11]É ver o que escrevem dois autores: “(...) essa especificidade pode ser visada, de resto, de um modo totalmente clássico, a partir de dois enunciados:
1. o nazismo é um fenômeno especificamente alemão;
2. a ideologia do nazismo é a ideologia racista.”  (LACOUE-LABARTHE, Philippe & NANCY, Jean-Luc. O mito nazista. São Paulo: Iluminuras, 2002. p. 27)
[12]MANDEL, Enest. O significado da Segunda Guerra Mundial. São Paulo: Ática, 1989. p. 98.
   GARAUDY,  Roger. Pour un modèle français  du   socialisme.  Paris:  Gallimard, 1970.  p. 300.
[13]“Em 1934,  Theodore Abel,  empreendedor sociólogo americano,  publicou um anúncio pedindo biografias de membros do Partido [Nazista] e indagando a razão que os levara a nele ingressar.  Seiscentas pessoas enviaram,  voluntariamente,  autobiografias.  Fato surpreendente é que 60 por cento desses nazistas nada mencionaram sobre o anti-semitismo.”   (COHN,  Norman. A conspiração mundial dos judeus:  Mito ou realidade? São Paulo:  Ibrasa,  1969.  p. 200).
             “Suas idéias políticas [de  Himmler antes de entrar no NSDAP] são apenas um reflexo das idéias mais correntes na época: cultiva um nacionalismo de caráter burguês,  isto é,  temperado,  sem fanatismo nenhum.  Mesmo as suas opiniões sobre os judeus são as mais moderadas.”  (HÖHNE,  Heinz.   SS,  a Ordem Negra.  Rio de Janeiro:  Laudes,  1970.  p. 40).
                               “(...) não foi o lado racial que angariou multidões para o nacional-socialismo e desencadeou seu entusiasmo.  Os esforços retóricos de dissimulação realizados por Hitler na fase final de sua luta pelo poder bem mostram o quanto ele estava consciente disso.” (FEST,  Joachim. Hitler.  2. ed.,  Rio de Janeiro: Nova  Fronteira, 1976.  p.  442).
"(…) Hitler's appeal to Germans was much as the name of his political party would suggest -- a heady brew of rather extreme Leftism (socialism) combined with equally extreme nationalism -- with Hitler's obsession with the Jews being a relatively minor aspect of Nazism's popular appeal, as Dietrich (1988) shows."  (RAY, John J. Hitler was a socialist.  Pandora.  Disponível em:  <http://pandora.nla.gov.au/pan/42197/20060526-0000/jonjayray.tripod.com/hitler.html>.Acesso em: 05-06-2010).
Segundo uma testemunha privilegiada,  o pacto Ribbentrop-Molotov decepcionou muitos alemães:  “Os que tinham combatido pelo nazismo contra o comunismo estavam desiludidos com essa reviravolta.  A teoria nazi da pureza racial tinha sido posta de parte em março [de 1939].  Em agosto o segundo princípio fundamental do nazismo,  a luta anti-comunista,  também foi abandonada.” (HENDERSON,   Nevile.  Dois anos junto de Hitler.  Lisboa:   Parceria António Maria  Pereira,  1940.  p. 312)   Os embates haviam sido duros:  “Las luchas más encarnizadas se libraron entre nazistas e comunistas. De ochenta y seis personas muertas en julio de 1932, treinta eran comunistas y treinta y ocho nazis.” (BULLOCK, Alan. Hitler – Estudio de una tiranía. 2. ed. México: Grijalbo, 1959, t. 1. p. 178).
[14]  “A política oficial de extermínio dos judeus e ciganos,  fundada sobre princípios raciais,  foi seguida pelo extermínio de todos os oponentes do regime,  sem se levar em conta as suas características.” (HANS,  Nicholas  Adolph.  Educação comparada. 2. ed.  São Paulo: Nacional,  1971.  p. 285).
        “Les camps d’extermination comme Auschwitz, Majdanek,  Treblinka  sont un sinistre e tragique avertissement du danger que représentent pour l’humanité tout entière le fascisme et le racisme.  Les nazis y commirent des crimes monstrueux sur des millions d’hommes:  Polonais,  Juifs,  Russes,  Biélorusses,  Ukrainiens,  Tziganes,  Français,  Belges,  Hollandais,  Tchèques,  Yougoslaves,  de même que sur des antifascistes allemands et représentants de nombreuses autres nations.”    (POTERANSKI,  Waclaw. Le ghetto de Varsovie.  2. ed. Varsóvia:  Interpress,  1973.  p.  11).
       “Foram as SS  e,  em particular,  o assessor de Himmler,  Reihnard Heydrich,  que orientaram o plano do genocídio que levou à destruição,  num período de três anos,  de mais de cinco milhões de judeus e praticamente de igual número de outros povos ‘indesejados’  da Europa — eslavos,  ciganos e aqueles que,  por uma razão ou por outra,  traziam acesas dentro de si as chamas da resistência.”    (MANWELL,  Roger.  SS e Gestapo:  A caveira sinistra.  Rio de Janeiro:  Editora Renes,  1974.  p. 10).
[15]  “A 1ºde abril o fascismo iniciou em todo o Reich a boicotagem às lojas judias,  aos médicos,  advogados e professores universitários judeus.
        Mas — fato sintomático: — os grandes trustes,  as edições Ullestein,  os bancos,  a bolsa,  não foram incluídos na boicotagem...”
“O ‘Prager Press’, de Praga,   publica uma interessante nota a esse respeito,  que marquei a lápis vermelho.  Eis o que diz esta nota:
     ‘Hoje ninguém ignora que Hitler e o seu Partido foram sempre financiados pelo barão von Schroeder,  banqueiro e um dos coproprietários da Casa Stein,  a quem Hitler deve nada menos de 400.000.
      Aliás não é a primeira vez na história que os anti-semitas são financiados pelos judeus.  O príncipe austríaco Starhemberg,  foi financiado pela casa Kohn,  de Brno.
        O barão von Schroeder, de quem Hitler tem se servido em diferentes aperturas financeiras,  é um homem cujas ligações com a alta finança judia são incontestes. M. A. Levy  (aliás Louis Hagen) e M. Salomão Oppenheim — eis os principaes associados do banco Schroeder e Stein que conseguiu a participação de Hitler no governo de Von Papen... O anti-semita Hitler tem como alliados judeus’...”  (GUANABARINO,  Juvenal.  O que vi em Roma,  Berlim e Moscou.  Rio de Janeiro:  Calvino Filho,  1934.  p. 121 e 124-125).
“From the BBC World Service, 1999-Feb-3:
US banks gave Jewish money to Nazis
A French government commission, investigating the seizure of Jewish bank accounts during the Second World War, says five American banks Chase Manhattan, J.P Morgan, Guaranty Trust Co. of New York, Bank of the City of New York and American Express had taken part.
It says their Paris branches handed over to the Nazi occupiers about one-hundred such accounts.
A commission member Claire Andrieu said that at the time, the United States was not at war with Germany, and the American banks could have behaved differently.
The government commission is looking into ways of compensating Holocaust survivors or their relatives.” 
(Disponível em: <http://www.mega.nu:8080/ampp/naziism.html>. Acesso em:  16-05-2004)
"With or without Rothschild influence, there is no question that Hitler's rise to power rested heavily on the support of the major German banks—Schroeder's Cologne banking firm, the Deutsche Bank, Deutsche Kredit Gesellschaft, and the huge insurance firm, Allianz."  (MARRS, Jim. Rule by secrecy. p. 170. Disponível em: <http://sandiego.indymedia.org/media/2006/10/119974.pdf>. Acesso em: 28-08-2009.
[16]  “O próprio Goering uma vez me disse da grande discussão que tivera por causa de um de seus colaboradores,  que segundo diziam, era de origem judaica.  Tratava-se nada mais nada menos do que do atual chefe da Força Aérea,  general Milch.  Goering me contou que havia convidado a ir a sua casa todos os que tinham começado a questão;  e que a eles se dirigira num discurso impetuoso,  ao fim do qual declarara:  ‘Eu é que decido quem é judeu ou quem não é, e está acabado.’  Mas a despeito dessa frase,  o fato continua inalterado:  Milch tem sangue judeu.  Entretanto,  afirmou-se simplesmente que sua mãe, que não era judia,  concebera-o fora do matrimônio.  Isso é típico da maneira como as coisas são arranjadas na Alemanha quando não há outra saída.  Graças à alegação de adultério duma mãe,  o mundo ganha de presente mais um cidadão cem por cento ariano.” (THYSSEN, Fritz.  Eu financiei Hitler.  Porto Alegre:  Globo,  1942.  p. 179).
                “Hitler não era um purista total,  pois enunciou a doutrina curiosamente paradoxal de que ninguém que ele tivesse proclamado ser ariano podia ser um judeu.  Várias pessoas de seu círculo imediato eram,  segundo as provas disponíveis,  não-arianos no sentido nazista de terem algum antecedente judaico.  Este fato proporcionava não só oportunidades de zombaria aos adversários do regime como perturbava os puristas da raça.  Entretanto,  como não foi justificado ideologicamente,  mas colocado em termos de ato consumado da vontade divina do Führer,  os crentes do Terceiro Reich podiam argumentar que tais arianos não-arianos haviam sido purificados pelo ‘toque divino’.”   (FRIEDRICH, Carl J. & BRZEZINSKI,  Zbigniew K.  Totalitarismo e autocracia.  Rio de Janeiro:  Edições GRD,  1965.  p. 92).
                “(...) Canaris told me after the Heydrich’s  death he possessed proof of Heydrich’s Jewish ancestry.”(SCHELLENBERG, Walter. The Schellenberg  memoirs.Londres: Andre Deutsch, 1956. p. 207)  Heydrich era “ele mesmo um descendente de judeus, (…).”
(SERENY, Gitta. Albert Speer: sua luta com a verdade. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998. p.  462).
                “Readers, too, will be surprised to learn, that after the Nuremberg Anti-Jewish Race Laws were enacted in Sept., 1935, that there were only two flags that were permitted to be displayed in all of Nazi Germany. One was Hitler’s favorite, the Swastika. The other was the blue and white banner of Zionism. The Zionists were also allowed to publish their own newspaper. The reasons for this Reich-sponsored favoritism was, according to the author: The Zionists and the Nazis had a common interest, making German Jews emigrate to Palestine.”  (HUGHES,  William Hughes. A review of Lenni Brenner's book, "51 Documents: Zionist Collaboration with the Nazis". Disponível em: <http://www.jewwatch.com/jew-occupiedgovernments-germany-hitlers-jew-support.html>. Acesso em: 04-11-2006).
                "Oscuro burocrate a Praga, appena conquistata dalle truppe tedesche, Eichmann pensò di ammassare gli ebrei nei ghetti, visto che nessun Paese europeo era disposto ad accoglierli. Era l’anticamera del concentramento nei lager. In seguito fu proprio lui, questo oscuro, meticoloso burocrate che non riuscì mai ad arrivare ai vertici del Terzo Reich, a gestire i treni della morte per Auschwitz. E pensare che la moglie, Vera Liebl, aveva con tutta probabilità delle origini azkenazite, quindi ebraiche."  (PALENA, Giuseppe. La banalittà della cattura. Sottoosservazione's blog, 25-07-2010. Disponível em: <http://sottoosservazione.wordpress.com/2010/07/25/la-banalita-della-cattura/>. Acesso em: 25-07-2010).
O professor Karl Haushofer “se casou com Martha Mayer-Doss, a filha (em parte judia) de um funcionario público de alto escalão da Baviera.”   (ALLEN, Martin. A missão secreta de Rudolf Hess.Rio de Janeiro: Record, 2007. p. 39)
Sobre o ex-noivo de Geli Raubal, cf. MACHTAN, Lothar. O segredo de Hitler. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001. p. 172; sobre Rosenberg, cf. p. 293. 
[17] FEST, Joachim. Hitler. 2. ed. Rio de Janeiro:  Nova  Fronteira, 1976. p. 259.
[18] FEST, Joachim. Hitler.  2. ed. Rio de Janeiro:  Nova  Fronteira, 1976. p. 442.
[19] WISTRICH, Robert Solomon. Hitler e o Holocausto. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 17.
[20] WISTRICH, Robert Solomon. Hitler e o Holocausto. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 76.
[21]"É evidente que havia um antissemitismo profundo na Alemanha muito antes da Primeira Guerra. Talvez mais do que na França, mas não mais que em toda a Europa oriental – na Polônia, Romênia, Hungria, Áustria, onde Hitler nasceu, e, sobretudo, na Rússia. Nos anos 1920, porém, esse antissemitismo alemão era sobretudo passivo; o antissemitismo violento – e ativo – era obra de uma pequena minoria. É claro que essa minoria despertou entre 1929 e 1932, e os eleitores que votaram no Partido Nacional Socialista alemão (ou seja, os nazistas) sabiam que estavam votando num partido que odiava os judeus. Mas os estudos que foram feitos sobre o voto nazista nesse período mostram que o antissemistismo não foi a motivação principal desses eleitores." (ZUBER, Martha; FOURKIEN, Marrtine. O triunfo do carisma [Entrevista com Ian Kershaw]. Folha de São Paulo, 17-05-2009, p. 10 - Suplemento Mais!)
[22] WISTRICH, Robert Solomon. Hitler e o Holocausto. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002. p. 78.
[23]CONSTANTINO, Rodrigo. Os pilares do nazismo. (16-07-2008). Disponível em:
<http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2008/07/os-pilares-do-nazismo.html>. Acesso em: 17-06-2009.   Cf. FELICE, Renzo de. O fascismo como problema interpretativo. In: GENTILE, Emilio; FELICE, Renzo de. A Itália de Mussolini e a origem do fascismo. São Paulo: Ícone, 1988. p. 78.
[24]  “Vale a pena lembrar que nem os próprios grandes teóricos da esquerda escaparam do racismo,  mesmo na literatura de Marx.  A bem da verdade,  ele tem partes em que fala que os americanos são ótimos e que os mexicanos não passam de vagabundos.  Quando a filha dele casou com Paul Lafargue,  que era de origem cubana,  ele,  como um ‘bom pai’,  queria saber como poderia deixar a sua filha nas mãos de um sujeito daquele tipo,  ainda mais que ele não era tão alvo assim... E deve-se ver,  por outro lado,  teóricos como Bakunin,  na verdade um ferrenho anti-semita.”   (TRAGTEMBERG, Maurício.  O socialismo e as minorias.  In: WALDMANN,  Maurício et alii.  Política das minorias.   Porto Alegre:  Mercado Aberto,  1988. p. 27).
[25]  Cf. FURET, François.  O passado de uma ilusão:  ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995.  p.  470,  nota 2.
                “El antisemitismo del gobierno [soviético] se hace patente en el establecimiento de límites al número de judíos que pueden cursar estudios superiores,  su exclusión del servicio diplomático y otros puestos de importancia,  etcétera,  y há superado las prácticas estalinianas.”  (LYONS,  Eugene.  El paraíso perdido de los trabajadores.  México: Editorial Letras,  1970.  p. 218) 
“The Soviet Union and other totalitarian regimes have consistently attacked Freemasonry, because they cannot tolerate an organization whose basic ideals are freedom of individuals, tolerance and generosity toward all people, and equality of people of all races, religions, and beliefs.” 
(BESSEL, Paul M.  Freemasonry & Judaism. Disponível em:  <http://www.bessel.org/masjud.htm>.  Acesso em: 01-08-2004.
[26]  “Marx never retracted his defamation of the Jews, and this was to have its influence on socialist thinking. On the contrary, he harbored a lifelong hostility towards them. In his Thesis on Feuerbach (1865), a brief compilation of pithy sayings, he thought it necessary to drag in his bias, referring to the ‘dirty Jewish’ aspect of Christianity. His private letters are replete with anti-Semitic remarks, caricatures, and crude epithets: ‘Levy’s Jewish nose’, ‘usurers’, ‘Jew-boy’, ‘nigger-Jew’, etc.  For reasons perhaps explainable by the German concept Selbsthass [self-hate], Marx’s hatred of Jews was a canker which neither time nor experiences ever erradicated from his soul.”  (PADOVER, Saul K. Karl Marx: an intimate biography. (Abridged  edition). New York: New American Library, 1980.  p. 85).
[27]  LONDON, Geo. Elle a dix ans, la Russie rouge. Paris: Fayard, 1927.
[28]  “Quanto ao bolchevismo,  a vitória dos homens do ‘socialismo num só país’ imprime ao movimento um desvio nacional,  para não dizer nacionalista,  que se encarna em Stálin e irá afirmando-se ao longo dos anos:  a emancipação do proletariado internacional tem como condição prévia a vitória da Rússia.  A União Soviética permanece inseparável de uma ambição universalista,  mas o instrumento dessa ambição é doravante claramente separado de seu fim.  O que,  afinal,  não é tão diferente do que dizem os idealistas sobre o fascismo italiano.” (FURET, François.  O passado de uma ilusão: ensaios sobre a idéia comunista no  século XX.   São Paulo:  Siciliano, 1995. p. 223).
[29]  LEONHARD,  Wolfgang.  O futuro da revolução soviética. São Paulo:  Círculo do Livro, sd. p. 46.
[30]  Foi Hitler, e não a social-democracia, quem proclamou feriado o 1.º de Maio.  (MATTICK, Paul. Karl Kautsky: de Marx a Hitler. Disponível em: <http://propagandacomunista.cjb.net/>. Acesso em: 06-04-2007). Cf. STACKELBERG, Roderick. A Alemanha de Hitler: origens, interpretações, legados. Rio de Janeiro: Imago, 2002. p. 153."Dia 1o de maio, outro grande feriado da bruxaria, (...)."  (SCHNOEBELEN, William. Maçonaria – do outro lado da luz. 6. ed. Curitiba: Editora Luz e Vida, 2001. p. 185).