quarta-feira, 23 de março de 2011

Comentário semanal do coronel Gelio Fregapani

Comentário nº 92– 23 de março de 2011

Assuntos: Visita de Obama, Ataque à Líbia e Pequenas Notícias

A Visita do Poderoso Chefão

Visitas de chefes de Estado são boas para estreitar laços e aparar arestas. Entretanto todas tem objetivos, declarados ou não, principalmente por parte de quem teve a iniciativa da visita..

Além de estreitar laços, o objetivo declarado de Obama era o comercial. Na perigosa crise financeira com o dólar rampa abaixo, o bom senso indica que os EUA tentarão voltar a ser a grande potência industrial que foram antes de transferir suas fábricas para países de mão de obra barata, mas para isto necessitarão de petróleo e dos minerais que não possuem, além de abrir mercados para seus produtos. O triste será quando seu papel pintado não for bem recebido, ou mesmo for recusado. Terão que desenvolver alguma outra forma de obter o que for indispensável. Talvez tomar a manu militarii, mas melhor seria, se possível, algum acordo.

Dentro dessas premissas podemos sentir um recado: Para não acontecer o que está ocorrendo com a Líbia, de quem o Reino Unido, Itália e França querem o petróleo, vende para mim o do pré-sal que eu lhe protegerei. Caso não venda, eu o tomarei, aliado a eles ou não.

Teria sido bom se o recado incluísse algo assim como “e continue a me fornecer nióbio a preço de banana. Forneça-me também terras raras, tantalita-volframita, urânio e tório e outros mais que necessito que você continuará com seu território inteiro. Até mesmo me comprometo a retirar minhas ONGs. Pagamento? Se o dólar não mais tiver valor, posso pagar com excelentes aeronaves de combate, com navios de superfície e com outros petrechos que garantirão sua soberania contra os demais ambiciosos (desde que eu concorde), mas nada poderiam contra a minha força”.

Um acordo assim seria uma volta ao semi-protetorado. Nada de mais. Já fomos semi-protetorado da Inglaterra que manteve a Amazônia para nós contra os EUA, e depois destes últimos que nos “protegeram” da ameaça (?) nazista, da União Soviética e do comunismo internacional. Claro tudo teve seu preço. Até tivemos que o acompanhar na guerra, mas foi o melhor para cada ocasião. Na verdade só deixamos de ser “protegidos” quando não havia mais ameaça, ou melhor, quando na ausência de um inimigo, o antigo protetor extrapolou suas ambições e passou a ser visto como a ameaça

Agora, a nova situação mundial força os EUA a buscar uma aliança conosco. Será a aliança ou o confronto. Certamente será melhor a aliança do que o confronto, mas como Vargas em 1942, caberá a Dilma tirar o Maximo proveito da necessidade do parceiro.

Uma aliança, mesmo que bem sucedida, sempre será provisória. Pode até haver simpatia entre países, mas não há amizades; há interesses. Os interesses forjam os tratados; e a garantia de cumprimento é a manutenção do interesse ou a força para o impor.

Não me venham falar em justiça. Isto, na terra, só existe para quem tem força para a assegurar.

A nação que confia mais em seus direitos do que em seus soldados, engana a si mesma e cava a sua ruína (Ruy Barbosa)


O ataque à Líbia

Não me move simpatia pelos regimes islâmicos. Além do endêmico radicalismo deles me preocupa a diferença das taxas de natalidade entre eles e o ocidente cristão, inclusive a do nosso País. É conhecido o resultado de pressões, e a pressão demográfica, a longo prazo é a mais forte. Entretanto, apresentar o ataque à Líbia como “proteção ao povo líbio chega as raias do cômico. Ontem seu amigável chefe de Estado era presidente, hoje é chamado de ditador. Os amigáveis reis sauditas e do Barhein, enquanto amigáveis continuarão majestades. É de estranhar que um “ditador odiado” distribua armas à população, se isto for verdade.

Hoje, invade-se a Líbia com o pretexto de defender a oposição a Kadafi. Amanhã, a "Nação Indígena" declara sua independência e o Brasil será atacado se quiser impor a união do seu território. O Índio, como o povo líbio servem para pretexto. A ONU vota a defesa dos índios pela força e a história se repete.

Quanto a Líbia, parece-nos certo que será colocado um governo títere ou será amputada de sua região petrolífera. Isto é o resultado de riquezas naturais e falta de força. Situação parecida com a de uma vasta área sul-americana que um dia se chamou “Terra de Santa Cruz”


Hidrelétricas do rio Madeira

O aparato internacional conseguiu o que queria: Interromper a construção das hidrelétricas. Já usara ONGs, índios e movimentos sociais e políticos locais sem sucesso. Contou, estou convicto disto, com o beneplácito da líder do Consorcio – a multinacional Suez, que suspeito desejava aproveitar as paralisações para arrancar mais dinheiro do governo. Decidiu-se agora por sabotagem.

Briga de motorista com usuário? Piada! É indispensável preparação anterior para mascarados reunirem gasolina suficiente para incendiar dezenas de ônibus e alojamentos do tamanho de uma pequena cidade.

Paranóia? Povos civilizados e desenvolvidos seriam incapazes de tais felonias? Bem, mas o que teria acontecido em Alcântara?


Código Florestal

Priorizado o interesse nacional, o novo Código proposto por Aldo Rabelo será aprovado. Os problemas são os entreguistas e a ala ingênua dos ambientalistas, que consideram a ação das ONGs como sendo de proteção às florestas. A Amazônia precisa de desenvolvimento econômico, não apenas de proteção ambiental É importante não permitir que o meio ambiente nosso Brasil, continue sendo gerenciado por gente que só fala nosso idioma com sotaque estrangeiro


Nova campanha de desarmamento das pessoas de bem

O estado com menor índice de armas registradas (Alagoas) tem, de longe, o maior índice de assassinatos. O min. da Justiça e outros ingênuos, (para não pensar coisa pior), acreditam que, se as pessoas de bem entregarem suas armas e confiarem seu patrimônio aos bandidos, o país será mais seguro e menos violento


Assento permanente no Conselho de Segurança

Com a ONU desmoralizada e sem poder de veto, será que vale a pena pleitear uma vaga? As resoluções, só serão respeitadas quando houver interesse dos EUA. No caso do Iraque, pela primeira vez a ONU disse não. Adiantou?

Creio que só o nosso País acha que deve cumprir ar resoluções tomadas naquela organização de fachada. E sem armas atômicas...

Que Deus guarde a todos vocês

Gelio Fregapani