MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

A orgia financeira do BNDES

A orgia financeira do BNDES
Ricardo Bergamini
O BNDES não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas. Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.
Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos apenas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?
O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009 quando o Congresso Nacional autorizou a União a conceder empréstimos ao BNDES.
Ou seja, se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via repasses diretos do Tesouro, na forma de empréstimos, cujo saldo devedor em março de 2017 era de R$ 661,0 bilhões. 
Só que há um detalhe óbvio: o Tesouro não tem dinheiro sobrando para emprestar ao BNDES.  Consequentemente, para conseguir esse dinheiro, o Tesouro tem de se endividar. Ato contínuo, ele emite títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro.
Como, a partir de 2009, o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo “comunista/bolivariano” do Lula queria destinar a seus empresários favoritos — como o hoje falido Aike Batista, as empreiteiras, e demais "campeãs nacionais", como BRF, Oi, JBS/Friboi —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro e repassá-lo para o BNDES.
Cabe lembrar que no período de 2011 até 2016 a taxa média de juros de carregamento da dívida da União foi 12,22% ao ano, enquanto a taxa média de empréstimos do BNDES foi de 7,0 % ao ano, sendo a diferença de 5,22% ao ano bancado pelo povão pobre e miserável do Brasil em benefício de empresários corruptos ou falidos. Quantos deles após obterem os empréstimos subsidiados aplicaram no mercado financeiro, sendo remunerados a 12,22% ao ano e ganhando esse Spread de 5,22% ao ano?
Essa loucura conduzida pelo “comunista/bolivariano” senhor Henrique Meirelles presidente do Banco Central nos dois mandatos do governo “comunista/bolivariano” de Lula lhe valeu a presidência do conselho de administração da JBS, após sair do governo em 2010.
O absurdo dessa medida de empréstimo ao BNDES fez com que a dívida da União em poder do Banco Central, por falta de tomadores no mercado financeiro, tenha migrado de17,86% do PIB em 2010 para 25,20% do PIB em maio de 2017. Crescimento real em relação ao PIB de 41,09%. Uma imoralidade sem precedentes da dívida do Tesouro ter se tornado maior do que a capacidade do próprio mercado financeiro.
Consequentemente, o BNDES foi anabolizado. Sua capacidade de conceder empréstimos subsidiados aumentou quase que exponencialmente. 
Com a palavra o ex- liberal e atual presidente do BNDES que inocentou o governo petista “comunista/bolivariano” de qualquer irregularidade no BNDES, bem como classificou a operação financeira com a JBS como sendo uma obra invejável de engenharia financeira, e ao “comunista/bolivariano” senhor Henrique Meirelles atual ministro da fazenda idealizador dessa aberração implantada pelo governo “comunista/bolivariano” do PT.
Nota: Como considero o governo petista “comunistas/bolivariano”, todos os seus auxilares, ou são da mesma ideologia, ou são pilantras e vagubundos piores do que os “comunista/bolivariano”
Ricardo Bergamini
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sexta-feira, 14 de julho de 2017

WD 40... Quem diria!

WD 40... Quem diria!

Tive um vizinho que comprou uma pick up nova. Num domingo de manhã vi que alguém tinha pichado as laterais da pick-up com tinta vermelha (por algum motivo desconhecido).
Bati na sua porta, o acordei e dei a má notícia.
Ele ficou muito irritado e tentava imaginar o que fazer - provavelmente nada até segunda-feira, visto que estava tudo fechado. Um outro vizinho apareceu e disse para pegar o WD-40 e limpar aquilo.
O produto removeu a tinta de maneira incrível, sem danificar a pintura do carro.
Eu fiquei impressionado - WD-40, quem diria...!
O produto se originou da pesquisa por um protetor contra ferrugem e desengraxante para proteger peças de mísseis.
O WD-40 foi criado em 1953 por três técnicos da San Diego Rocket Chemical Company.
O nome vem do projeto, que tinha por objetivo desenvolver um composto para repelir água (Water displacement) . Eles tiveram sucesso com a quadragésima fórmula, portanto WD-40. A Corvair Company adquiriu o composto a granel para proteger os componentes dos mísseis Atlas.
Seguem alguns usos:

1) Protege prata de ficar preta.
2) Remove piche e e asfalto da pintura do carro.
3) Limpa e lubrifica cordas de guitarra.
4) Dá brilho ao piso como se tivesse sido recém encerado, sem deixá-lo escorregadio.
5) Repele moscas de vacas.
6) Limpa e restaura quadros-negros.
7) Remove manchas de batom.
8) Desengripa zíperes.
9) Desembaraça correntes e bijuterias.
10) Remove manchas de pias de inox..
11) Remove sujeira e gordura de grelhas e churrasqueiras.
12) Evita que vasos de cerâmica se oxidem.
13) Remove manchas de tomate de roupas.
14) Limpa manchas de portas de box de banheiro.
15) Disfarça riscos e arranhões de pisos de cerâmica e mármore.
16) Mantém tesouras em bom funcionamento.
17) Lubrifica dobradiças barulhentas em carros e em casa.
18) Remove marcas de sola de sapato do piso da cozinha. Não estraga o piso e a remoção é fácil. Lembre-se de abrir as janelas caso haja muitas marcas a serem retiradas.
19) Restos de insetos estragam a pintura do carro se não forem removidos logo. Use WD-40!
20) Serve para lubrificar escorregadores no play ground para se escorregar mais rápido.
21) Lubrifica a transmissão e controles em cortadores de grama.
22) Elimina rangidos e barulhos de balanços.
23) Lubrifica os trilhos da janela para ficarem mais fáceis de abrir.
24) Aplicado na haste do guarda chuva facilita abrir e fechar.
25) Restaura e limpa painéis e superfícies de couro em carros, bem como para-choques plásticos.
26) Restaura e limpa bagageiros de veículos.
27) Lubrifica e elimina ruídos em ventiladores elétricos.
28) Lubrifica rodas e catracas em triciclos e bicicletas.
29) Lubrifica correias em lavadoras e secadores e evita ruídos.
30) Protege serras e serrotes contra ferrugem.
31) Remove gordura de fornos.
32) Evita que espelhos de banheiros fiquem embaçados.
33) Lubrifica próteses.
34) Repelente de pombos (eles odeiam o cheiro).
35) Remove restos de duct tape.
36) Algumas pessoas aplicam nas mãos, braços e joelhos para aliviar dores de artrite.
37) Uso favorito na Florida: removedor de insetos da frente do carro.
38) Uso favorito em Nova York : WD-40 protege a Estátua da Liberdade do tempo.
39) WD-40 atrai peixes. Aplique UM POUCO nas iscas vivas e logo você vai pegar aquele bem grande. Muito mais barato que os produtos feitos para esse fim.
40) Use para picadas de formiga. Elimina o ardido imediatamente e faz parar de coçar.
41) WD-40 é ótimo para remover giz de cera de paredes. Aplique no local e limpe com um pano.
42) Se alguém lavar um batom junto com as roupas, aplique WD-40 nas manchas e lave novamente.
43) Se o carro não pegar, pois o distribuidor está molhado, aplique WD-40 na Tampa do distribuidor e o carro deve funcionar.

P.S. O ingrediente básico é óleo de peixe.
P.P.S. Mantenha uma lata de WD-40 no armário da cozinha. É bom para queimaduras. Elimina a sensação de queimado e não deixa cicatriz.

Atenciosamente,
João Dragojevic Bosko
Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT
Centro de Engenharia Naval e Oceânica - CNAVAL( Laboratório de Instrumentação)
* Usava só para tirar ferrugem e rangido de porta, mas serve para muito mais...

Obs.: Texto recebido do coronel Osmar JB Ribeiro (F. Maier).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Leia a íntegra da sentença que condenou Lula


Leia a íntegra da sentença que condenou Lula

CNBB aparelhada, por Mara Montezuma Assaf


CNBB aparelhada

Mara Montezuma Assaf

Sou católica praticante , mas tenho bom senso e espírito crítico para deduzir que a CNBB há anos está aparelhada por padres e bispos da esquerda incentivadores de movimentos sociais que comprovadamente não passam de braço armado do PT, como  MST, o MTST e outros. 

Agora vem D.Sérgio da Rocha, cardeal de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil(CNBB) dizer que a entidade não se manifesta sobre governos e partidos, mas que esta crise política não pode continuar, e que estão estudando alternativas como a realização de eleições diretas!
 
- Primeiro, quero lembrar que a última greve dos professores  em 28 de abril foi incentivada , dentro das escolas religiosas, por mensagens de autoridades eclesiásticas que afirmavam que as reformas da Previdência e trabalhistas tinham que ser combatidas com rigor porque iriam servir de instrumento para castigar os mais pobres. Cartas neste sentido foram distribuídas às diferentes escolas religiosas de São Paulo  incentivando a greve  e não obstante a maioria dos pais de alunos não concordarem com os termos, a greve se realizou.

- Em segundo lugar, fico pasma ao ler que este cardeal está propondo eleições diretas quando nossa Constituição é clara neste sentido. Quer ele passar por cima da lei e defender uma medida autoritária e ilegal? Ele afirma que esta medida, ainda que inconstitucional não pode abolir a voz das ruas...que segundo ele exige as diretas já. Que voz das ruas ? Ele acha que um punhado de sindicalistas empunhando bandeiras vermelhas representam a população brasileira , ordeira e decente, cuja ausência nas ruas é o maior sinal de que não compactua com esta ideia?
Sinto-me triste ao ver um representante da Igreja a cujo corpo místico pertenço defender teses que deveriam ser discutidas no Congresso e não por um órgão pouco isento como a CNBB, que parece falar por todos os católicos, só que não!

A CNBB não faz parte do organograma do Vaticano. Nada mais é que um "sindicato religioso" organizado pelos bispos e ligado ao PT. 
OJBR

A condenação de Lula apressa o enterro do Brasil antigo, por Augusto Nunes

A condenação de Lula apressa o enterro do Brasil antigo

Todos são iguais perante a lei, mesmo quem já foi presidente da República

Por Augusto Nunes

13 jul 2017, 01h03 - Publicado em 12 jul 2017, 18h34

A sentença de Sérgio Moro fez mais do que provar que o país que presta
sempre teve razão: Lula é mesmo o dono do triplex no Guarujá. A
decisão histórica foi o triunfo da Justiça sobre um Brasil antigo e
enfim agonizante. Em parceria com a força-tarefa de procuradores e
policiais federais, com o apoio da esmagadora maioria da nação exausta
de canalhices impunes, amparado na montanha de provas que recomendavam
aos gritos a punição do réu, o bravo juiz da Lava Jato enfrentou com
sucesso todas as abjeções agrupadas na frente ampla dos cafajestes em
perigo.

A condenação de Lula derrotou o cinismo obsceno do chefão do maior
esquema corrupto de todos os tempos, as bravatas do PT e da pelegagem
sindicalista, as ameaças anônimas, o rancor fanático de siglas
estacionadas no século 19, as chicanas afrontosas de advogados sem
álibis nem pudores, as invencionices difamatórias dos blogueiros
alugados e as manobras repulsivas que juntaram delinquentes ainda em
liberdade e comparsas alojados na cúpula dos três Poderes, fora o
resto.

Nesta quarta-feira, consumou-se a vitória da esperança sobre a
descrença dos pessimistas profissionais. E foi enviado um aviso aos
que ainda duvidam das profundas mudanças ocorridas no Brasil da Lava
Jato. O merecidíssimo castigo aplicado a Lula informa que o país do
“sabe com quem está falando?” começou a respeitar o primeiro
mandamento do Estado Democrático de Direito: todos são iguais perante
a lei. Como ninguém é mais igual que os outros, não existem bandidos
inimputáveis, mesmo que tenham ocupado por oito anos o gabinete
presidencial. A tribo dos que se imaginam condenados à perpétua
impunidade está perto da extinção.

xxxxxx

Caros amigos.

Na verdade esse ladrão velhaco, mentiroso, Luiz Inácio Lula da Silva e o vendilhão da Pátria, Fernando Henrique Cardoso, e outros traidores covardes, ladrões, deveriam ser sumariamente fuzilados, se tivéssemos comandantes militares machos para derrubar esse maldito governo comunista e acabar com essa merda de MST.
Isto já devia ter acontecido. Alardearam tanto, que "o tranco seria forte", que não haveria "Zona".
Que acabariam com os tais "Sem Terra". No entanto, o MST está assaltando, roubando, e depredando fazendas no Brasil inteiro. Estão armados com armas de grosso calibre, impedindo os proprietários rurais de se defenderem. Em cada invasão tem pelo menos 50 terroristas armados. 
Na Fazenda Cedro, já mataram à bala mais de 800 cabeças de bois e vacas. Tiram uma parte para comerem, e o restante fica apodrecendo nos currais e nos pastos. 
O Lula, mesmo se for hospedado na PAPUDA, cagando no "BOI", fedendo carniça, pelo resto de sua vida imunda, ainda estará com muito dinheiro roubado, guardado, razão pela qual terá que ser muito bem vigiado. Vejam quanto dinheiro esse velhaco roubou. Que vergonha, que país de covardes. Será que existe apenas um só homem macho, entre as autoridades, no Brasil? Brasileiros: vamos nos unir, nos organizar, nos armar e começar a luta. De que nos serviriam mais nossas vidas, se perdermos tudo para os comunistas? Até o futuro de nossos queridos filhos e netos? Será um prazer lutar contra eles até a morte. Esses vagabundos não fazem idéia da fibra dos brasileiros patriotas, em um front de batalha, numa troca de tiros pra valer. Combateremos até a morte. Conhecemos nossos objetivos. Não somos amadores, somos seguidores do bravo Caxias. (Quem for brasileiro que me siga). Nos orgulhamos dos pracinhas da FEB na Itália. Nos orgulhamos de nossos pilotos comandantes guerreiros, com as esquadrilhas do "Centa a Pua", "que tanto estrago causaram às forças alemãs". Orgulhamo-nos de termos lutado na grande guerra, ajudando libertar os oprimidos do nazismo, prisioneiros italianos, franceses, poloneses. Temos que libertar nossa Amazônia dessas merdas de ONGs estrangeiras, expulsar esses bandidos. Eles que vão cuidar de índios na puta que os pariu, e nos deixem em paz. Os índios são problema nosso. Não os chamamos e, muito menos, os desejamos aqui. Quando começarmos agir, os que não forem embora, morrerão. 
Se os comunistas encapados do STF, soltarem o Lula, invadiremos aquele antro de traidores da Pátria.
Somos centenas de milhares de pilotos civis, em todo o país, com centenas de pilotos, garimpeiros, com milhares de horas voadas em garimpos, e, mais de 200/300 mil garimpeiros que vivem direto no mato. Homens sem medo de nada, profundos conhecedores da Selva, exímios caçadores. Por ter convivido décadas entre eles, posso garantir, de que seremos todos voluntários a lutar até a morte, s por nossa querida Pátria.
Grande abraço.
Luiz José Mendonça. (40 anos de voo na Selva).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Polícia Federal precisa ser protegida

Polícia Federal precisa ser protegida

Artigo do Presidente da ADPF, Carlos Eduardo Sobral, publicado na Folha de S. Paulo (30/05)

Não é de hoje que a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) chama a atenção para as tentativas de interferência política em nosso trabalho e, por consequência, nas operações que na última década vêm mudando a cara do Brasil, como a Lava Jato e a Zelotes.
O assunto ganhou novo fôlego após a revelação de declarações do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), gravadas pelo empresário e delator Joesley Batista, nas quais o parlamentar deixa explícita a intenção de promover articulação política a fim de intervir na Polícia Federal.
No diálogo, o agora afastado presidente do PSDB critica o ex-ministro da Justiça, Osmar Serraglio, e a falta de ingerência na distribuição dos inquéritos da Lava Jato.
"Porque aí mexia na PF", afirmou Aécio, demonstrando preocupação com os rumos e o alcance da maior operação do país contra a corrupção e o crime organizado.
Assim como o senador mineiro, outros protagonistas do mundo político já foram flagrados em conversas similares, discutindo nomeações ou arquitetando formas de afetar as forças policiais.
No início do ano passado, por exemplo, José Eduardo Cardozo deixou o cargo de ministro da Justiça alegando ter sofrido pressão política para frear a Lava Jato.
Cardozo permaneceu no cargo pouco mais de cinco anos. Foi o ministro mais longevo da pasta durante o período democrático. Hoje pesa contra ele a suspeita de que teria repassado informações confidenciais sobre operações da PF.
Em 2016, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), então ministro do Planejamento, sugeriu, em outro diálogo gravado tornado público, a construção de um pacto nacional para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato. Deixou o posto uma semana
e meia após ser nomeado.
Combatidas com veemência pelos delegados federais, essas e outras iniciativas, ao ganharem a luz do dia, acabaram interrompidas pela enorme pressão da opinião pública.
No entanto, elas expõem um cenário extremamente preocupante de fragilidade institucional da Polícia Federal, diante da força de personagens vinculados ao crime organizado e ligados
ao alto escalão do governo.
Tais fatos apenas reafirmam a urgência na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 412/2009, que consolida a autonomia funcional, administrativa e orçamentária da PF.
Adormecido na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, o projeto altera o artigo 144 da Constituição Federal com o objetivo de garantir maior independência, melhorar a gestão interna e reverter o processo de desmonte imposto à instituição nos últimos anos.
Não é admissível que a Polícia Federal -um órgão de Estado, sem alinhamento a governos ou governantes- ainda hoje possa estar sujeita a eventuais desmandos de um ministro da Justiça nomeado conforme interesses políticos da ocasião.
O projeto também visa garantir o mandato de três anos para o diretor-geral da instituição, com possibilidade de uma recondução, a fim de evitar sua demissão do posto caso a atuação da polícia desagrade aos governantes.
Apesar da escassez de recursos materiais, da falta de pessoal e dos sucessivos cortes orçamentários, os delegados federais continuarão a luta para salvaguardar a independência de suas investigações.
De toda maneira, é fundamental que a sociedade brasileira e os parlamentares se engajem nesse objetivo.
A PF é uma polícia de Estado, e não de governo. É um patrimônio do povo brasileiro que deve ser protegido por todos.

A CRIAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA CHEKA

A CRIAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO DA CHEKA

                                          


           Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net


                    Por Carlos I. S. Azambuja

        O texto abaixo é um dos capítulos do livro “A Luta de Classes na União Soviética”, escrito por Charles Betelheim, editora Paz e Terra. Charles Bettelheim (20 de Novembro de 1913 - 20 de Julho de 2006) foi um economista e historiador fr
ancês. Fundador do CEMI ("Centre pour l'Étude des Modes d'Industrialisation" - Centro para o Estudo de Modos de Industrialização) na Sorbonne; foi também consultor econômico em governos de vários países em desenvolvimento durante a descolonização. Foi muito influente na Nova Esquerda Francesa, e é considerado "um dos mais notáveismarxistas do mundo capitalista" (Le Monde4 de Abril de 1972) em França, mas também em EspanhaItáliaAmérica Latina e Índia

“Eu continuo a ser uma coisa só: um palhaço, o que me coloca em nível mais alto que o de qualquer político” (Charles Chaplin).
                 Carlos I. S. Azambuja
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          O caráter proletário da Revolução de Outubro manifestou-se por sua capacidade de destruir o aparelho de repressão czarista e burguês. Do mesmo modo que o antigo Exército, o velho aparelho policial é literalmente despedaçado durante as jornadas de Outubro. Destino idêntico tem a antiga organização judiciária – formalmente abolida por um decreto de 24 de novembro de 1918 – cujas atribuições foram transferidas aos tribunais revolucionários, representantes das massas populares.
     Nas condições concretas do desenvolvimento do processo revolucionário, o poder soviético dotou-se rapidamente de um aparelho de segurança e de repressão da contra-revolução: a Comissão Extraordinária, ou Cheka, organismo diretamente originário do Comitê Revolucionário. Um decreto do Sovnarkom, de 9 de dezembro de 1917, dissolveu o Comitê Revolucionário, mas manteve a Cheka. Com a transferência da rede do governo de Petrogrado para Moscou, em março de 1918, a Cheka instalou-se na Praça Lubianka, na nova capital. Sua importância tende a crescer durante a guerra civil.
     A ditadura do proletariado luta então por sua sobrevivência e a CHEKA é um dos seus instrumentos no combate à burguesia e ao imperialismo. Na segunda metade de 1918, quando a ação dos Socialistas Revolucionários e dos Mencheviques servia, cada vez mais, aos interesses da contra-revolução, decidiu-se utilizar  também esse aparelho policial para vigiar as organizações desses partidos.
     Na situação de extrema tensão do outono de 1918, uma decisão oficial, datada de 19 de setembro, autorizou a CHEKA a efetuar prisões e execuções sem recorrer aos tribunais revolucionários, medida que legalizou uma prática anteriormente estabelecida. Como escreveu Peters, um dos dirigentes da CHEKA:
     “Em sua atividade, a CHEKA é completamente independente, efetuando buscas, detenções e execuções, e só presa contas ao Conselho dos Comissários do Povo e ao Executivo dos Sovietes”.
     O final de 1918 e todo o ano de 1919 constituíram um período em que a lua da ditadura do proletariado, por sua sobrevivência, assumiu claramente a forma de “terror revolucionário”, semelhante ao “Terror” exercido em 1793 pelo Comitê de Salvação Pública. A CHEKA foi o instrumento encarregado de implantar esse terror revolucionário. Graças à sua capacidade de destruir fisicamente seus opositores e ao segredo que envolvia suas atividades, esse aparelho foi particularmente capaz de desempenhar um papel relativamente autônomo. E, a partir de 1919, chegou a ultrapassar os limites estabelecidos, em princípio, para sua atividade, combatendo não apenas os atos revolucionários, mas também manifestações de simples descontentamentos. Foi assim, sobretudo, que a repressão se estendeu aos camponeses médios que protestavam contra as requisições excessivas. Alguns dos atos da CHEKA, cujos meios de intervenção aumentavam com o passar do tempo, particularmente porque passou a dispor de suas próprias Forças Armadas, entravam, assim, em contradição com a linha política adotada pelas instâncias supremas do Partido Bolchevique.
     No VII Congresso do Partido, realizado em março de 1919, Lenin, em uma Resolução, preveniu o Partido e os órgãos repressores contra a coerção exercida sobre os camponeses médios.
     Essa Resolução, tais como as decisões anteriores do VI  Congresso dos Sovietes, em fins de 1918, ou as posteriores do IX Congresso do Partido Bolchevique, não conseguiram manter as atividades da CHEKA dentro dos limites estabelecidos pelo Poder Soviético.
     A CHEKA adquiriu, assim rapidamente, relativa autonomia, como o demonstrou a necessidade de reiterar a Resolução do VI Congresso dos Sovietes ordenando a libertação, duas semanas após sua prisão, de todas as pessoas por ela detidas, salvo quando puderem ser formuladas acusações precisas de atividades contra-revolucionárias. Da mesma forma, parecer ser raramente obedecida, na prática, a Resolução do VI Congresso dos Sovietes, que atribui ao VTsIK e aos comitês executivos locais dos sovietes, o direito de controlar as atividades da CHEKA. Essa Resolução lembrava, também, que todos os funcionários do Poder Soviético são obrigados a uma estrita obediência às leis e concede aos cidadãos o direito de recorrer contra as violações de seus direitos pelos funcionários.
     Contudo, o ano de 1919 foi marcado pela amplitude das ofensivas contra-revolucionárias. Nessa situação, o Partido Bolchevique concedeu, novamente, poderes à CHEKA, o que tornou ineficazes as decisões destinadas a controlar, mais de perto, as suas atividades.
     Em 15 de abril de 1919, a CHEKA teve seus poderes reforçados a fim de reprimir os atos de pilhagem e a violação da disciplina soviética. Com esse objetivo foram criados os “campos de trabalho corretivo”, para onde poderiam ser enviados os condenados pelos tribunais revolucionários, pelos sovietes locais, ou pela CHEKA. Os departamentos provinciais da CHEKA foram encarregados da criação desses campos, onde os detentos trabalham para as instituições soviéticas. Instalam-se campos separados para crianças e menores de idade.
      Em 21 de outubro de 1919, outro Decreto criou um “Tribunal Revolucionário Especial” sob a autoridade direta da CHEKA, a fim de “combater sem piedade” os ladrões e os especuladores. Na época, podia constituir especulação o fato de alguém transportar até mesmo uma pequena quantidade de provisões do campo para a cidade.
     Durante esse período, as interferências da CHEKA na vida interna do Partido Bolchevique são excepcionais. Em certos casos, porém, em particular no fim desse período e, sobretudo, durante a preparação do X Congresso, e logo depois deste, a interferência foi tão forte, a ponto de provocar reações de membros do Partido, e de fazer com que, durante o IX Congresso dos Sovietes - 23-28 de dezembro de 1921 -, um porta-voz bolchevique pedisse a completa reorganização dos órgãos da CHEKA, com vistas a “uma limitação de suas competências e ao reforço dos princípios da legalidade revolucionária”. Finalmente, a Resolução em que figuram esses termos foi adotada pelo IX Congresso dos Sovietes. 
     Logo após o X Congresso do Partido, a CHEKA e o GPU participaram direta e oficialmente da atividade das comissões de controle do Partido. Assiste-se, desse modo, a crescente interferência, na vida do Partido Bolchevique, de um órgão de repressão que dispunha de seu próprio aparelho e de seus próprios dossiês e fichários – de fontes incontroláveis -. A partir de então, cada vez mais,o GPU passaria a intervir no Partido Bolchevique e a perseguir seus membros dissidentes.
     Finalmente, em 1921, essa tendência se afirmaria, e com maior clareza ainda nos anos seguintes. A posição dos órgãos de repressão e a extensão de suas intervenções, criaram uma situação completamente diferente da que Lenin se propusera a atingir em 1917.

Cargos em Comissão da União - despesa média com servidores

Despesa Média/Mês com Servidores Federais da União (Ativos, Aposentados e Pensionistas)- Fonte MP
Base: Ano de 2016 (Média de 12 meses)

Poderes da União

R$ 1,00Índice

Banco Central do Brasil

20.534,00100,00

Legislativo

19.465,00
94,79
Judiciário
18.086,00
88,08
Ministério Público da União
16.532,00
8051
Empresas Públicas
12.008,00
58,48

Sociedade de Economia Mista

9.934,00
48,38

Executivo Civil

8.535,00
41,56
Executivo Militar
6.470,00
31,51

*FCDF

5.693,00
27,72

*FCDF – Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Comentários:

1 – Dentro do serviço público federal há uma variação na média salarial entre o maior e o menor salário de 72,28%.

2 – Em 2016 o salário médio/mês dos trabalhadores formais das empresas privadas foi de R$ 2.052,00 (IBGE), ou seja: 90,01% menor do que o maior salário médio dos servidores da União e 63,95% menor do que o menor salário médio dos servidores da União.

3 – Em 2016 o salário médio/mês dos aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social (INSS) foi de R$ 1.285,80 (STN), ou seja: 93,74% menor do que o maior salário médio dos servidores da União e 77,41% menor do que o menor salário médio dos servidores da União.

*FCDF – Gastos de pessoal com saúde, educação e segurança do Distrito Federal são de responsabilidade da União.

Arquivos oficiais do governo estão disponíveis aos leitores.

Ricardo Bergamini
(48) 9636-7322
(48) 9976-6974

Aula de matemática do curso primário, por Ricardo Bergamini

Aula de matemática do curso primário

Ricardo Bergamini

A previdência é uma distorção de longa data no Brasil, mas 80% das aberrações ocorrem no RPPS (servidores públicos) haja vista a constatação abaixo:
- Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 152,2 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.512,92).
- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.727,27).
Um aluno de primeiro grau, com certeza, não terá dúvida que o RPPS é 10,40 vezes mais grave do que RGPS.
A nossa análise será sobre o RPPS sem utilizar valores, visto que o problema da previdência social está no desequilíbrio do quantitativo entre ativos e inativos, e não nos salários dos participantes.
Premissas básicas para análise do RPPS dos servidores públicos federais:
- Em dezembro 2016 existiam 1.321.779 servidores federais ativos (civis, militares e intergovernamentais*).

- Em dezembro 2016 existiam 1.028.415 servidores federais inativos (civis, militares e intergovenamentais*)

- Em função dos direitos adquiridos, cláusula pétrea da Constituição, jamais poderá ser reduzido o seu quantitativo, da forma como ocorre nos ajustes da inciativa privada.
- Os salários dos inativos são sempre iguais aos dos ativos.
- Há uma contribuição para o RPPS de 11% da parte dos empregados e de 22% da parte patronal (União).
Para facilitar o raciocínio matemático da análise vamos hipoteticamente atribuir uma remuneração de R$ 1,00 para todos.
Em vista do acima exposto o custo com ativos seria de R$ 1.321.779,00 e com inativos de R$ 1.028.415,00. Sendo a contribuição dos servidores ativos de 11,00% o fundo receberia R$ 145.395,69 da parte contributiva dos empregados ativos e sendo a parte patronal de 22% o fundo receberia R$ 290.791,39, totalizando R$ 436.187,08, sendo  o custo com inativos da ordem de R$ 1.028.415,00 gerou um défict previdenciário da ordem R$ 592.227,92 cobertos com as fontes de financiamentos (COFI NS e CSSL) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.
Conclusão: Se todos os 2.350.194 participantes do RPPS federal (ativos e inativos) recebessem R$ 1,00 de salário haveria um déficit da ordem R$ 592.227,92, assim sendo fica provado que a previdência não tem nenhuma relação com os valores dos salários dos participantes, mas sim com o equilíbrio entre o quantitativo de ativos e inativos.
Notas:
1 - Não foram considerados nos cálculos uma pequena parcela de inativos que também contribuem em função dos altos salários, mas que o efeito seria pequeno no resultado.
2 - Em relação ao RPPS dos estados e municípios o raciocínio é o mesmo somente mudando o indice entre ativos/inativos que no federal é de 1,28 ativos para 1,00 inativo e nos estados e municípios é de 1,88 ativos para 1,00 inativo.

Ricardo Bergamini
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