MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Temer ficou. Cabe uma intervenção militar? É possível uma intervenção militar constitucional?


Temer ficou. Cabe uma intervenção militar?
É possível uma intervenção militar constitucional?


DEZOITO BREVÍSSIMAS OBSERVAÇÕES SOBRE O EFEITO JBS

Fonte: Correio Braziliense, 21/05/2017

DEZOITO BREVÍSSIMAS OBSERVAÇÕES 
SOBRE O EFEITO JBS

por Percival Puggina. Artigo publicado em 22.05.2017

O texto que segue contém observações avulsas sobre os acontecimentos desencadeados pelo encontro entre Michel Temer e Joesley Batista. Creio que sintetizam boa parte das inquietações nacionais.

1. Aquilo foi uma armação? Claro que foi. Afirmá-lo não torna Joesley mais culpado do que já é. E por mais que queiramos desanuviar a cena para o bem do país isso não exime Michel Temer de suas responsabilidades pessoais em relação ao fato.

2. O encontro jamais deveria ter acontecido. Lembram da viagem de Ricardo Lewandowsky, então presidente do STF, à cidade do Porto, em julho de 2015, para se encontrar, longe dos olhos da imprensa, com a então presidente Dilma Rousseff? Pois é. Existem reuniões essencialmente reprováveis.

3. A fita foi editada? Haverá uma perícia, tardiamente solicitada pelo ministro Fachin. No entanto, nessa hipótese, quem primeiro deveria ter denunciado isso seria o próprio Temer, para dizer que o diálogo não correspondia ao que foi conversado, que suas frases de aprovação não se referiam aos crimes confessados por seu interlocutor, mas a outros ditos proferidos no encontro.

4. Em momento algum, após a divulgação do áudio, o presidente mencionou que algo pronunciado por ele estivesse ausente da fita levada a público. E mais: quando seu visitante sumiu nas sombras da noite, nenhuma atitude tomou sobre o que dele tinha ouvido.

5. Não vislumbro, portanto, qualquer motivo para abrandar as responsabilidades da mais alta autoridade da República diante do que ouvi naquela gravação, e li na sua degravação.

6. O ministro Fachin atuou de modo apressado, pondo a prudência em risco? Sim, e pode estar na falta de uma perícia da fita, a saída para Michel Temer, na hipótese de que o pleno do STF, julgando o recurso impetrado pela defesa do presidente, suspenda a investigação contra ele. Mas isso não altera o fato em si.

7. O acordo de delação beneficiou os irmãos Batista de um modo escandaloso, que repugna a consciência nacional. A estas alturas, Marcelo Odebrecht deve estar se perguntando: "Onde foi que eu errei?". Não há demasia em imaginar que, no encerramento do acordo da laureada delação, a autoridade pública que o coordenou tenha dado um beijo nas bochechas dos Batista brothers e ido para casa abrir uma bouteille de champagne.

8. No entanto, conforme alertou o Dr. Luiz Marcelo Berger com base na Teoria dos Jogos, os dois salafrários podem vir a ser presos por outros crimes praticados fora do acordo celebrado com a justiça.

9. Toda essa situação beneficia o PT? Sim, tudo que é ruim para o Brasil é bom para o PT, e vice-versa. Por isso, o PT quer rasgar a Constituição e defende a ideia de diretas imediatas. Depois de bater os recordes mundiais de incompetência e corrupção, o partido imagina voltar ao poder para mais do mesmo. Suas lideranças ainda não fizeram ao país todo o mal que pretendem, nem a si mesmos todo o bem que aspiram.

10. O governo Temer emergiu do interior da gestão que dirigia o país desde 2003, compartilhada entre o que havia de pior no PT, no PMDB e no PP. O impeachment de Dilma Rousseff não foi uma campanha oposicionista para "eleger" Michel Temer presidente. Foi uma consequência dos atos por ela praticados e teve como consequência constitucional a posse do vice-presidente eleito e reeleito em chapa com ela.

11. O troféu da ingenuidade vai para quem esperou que um grupo de homens virtuosos saísse do interior daquele governo unido em torno do vice-presidente. Não havia gente assim por lá. Salvar a nação do naufrágio - e isso vem sendo feito - era uma parte da missão. A outra era salvar o próprio pêlo.

12. As medidas para sair da crise, reduzir o descrédito do país (ou, em melhor hipótese, melhorar a confiança nele) envolvem providências que, no curto prazo, causam rejeição popular. Com um Congresso marcado pela corrupção, assombrado pelo temor da reação dos eleitores no pleito de 2018, o apoio a tais medidas envolve concessões que reduzem o efeito das reformas. Elas ficarão ainda mais difíceis sob uma presidência fortemente atingida em sua honra pessoal.

13. Não há conveniência política nem suporte constitucional para uma antecipação da eleição presidencial. A Constituição de 1988, exatamente para evitar casuísmos desse tipo, tornou cláusula pétrea a periodicidade das eleições. Antecipar é romper a periodicidade.

16. Está constitucionalmente determinado que a sucessão do presidente, passada a primeira metade do mandato, se proceda por eleição indireta, através do Congresso Nacional. O artigo 224 da lei 13.165, da minirreforma eleitoral de 2015, define diferentemente, mas está em desacordo com a Constituição.

17. Os fatos ainda estão rolando, como pedras, morro abaixo. Impossível, portanto, fazer previsões com segurança. Inclino-me, porém, pela conveniência de afastar o presidente (por renúncia, por cassação da chapa no TSE ou, na pior das hipóteses, por impeachment), preservando a base de apoio para uma eleição indireta no plenário do legislativo nacional.

18. Pode ser que, um dia, em nova tormenta institucional sempre por vir, despertemos para a absoluta irracionalidade do nosso presidencialismo, pivô de crises que cada vez mais vigorosamente flagelam o país.

________________________________
* Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

O FENÔMENO BOLSONARO


O FENÔMENO BOLSONARO

Documentário: O fenômeno Bolsonaro - Parte 1

Documentário: O fenômeno Bolsonaro - Parte 2

DIES IRAE (DIA DA IRA)

DIES IRAE (DIA DA IRA)

Osmar José de Barros Ribeiro (*)

Não sou teólogo, sequer estudioso ou conhecedor das Sagradas Escrituras. Sou, apenas e tão somente, um octogenário que aprendeu, com seus pais, o valor do trabalho honesto. Daí, toda a revolta que me assalta ao ver a desonestidade ser recompensada com fortunas roubadas a um povo desassistido de educação, saúde, segurança, transporte decente e, mais que tudo, da oportunidade de crescer com dignidade, sem mendigar favores a políticos que visam, antes e acima de tudo, o poder pelo poder. Pouco me importam as motivações de tais crápulas, seja a implantação de ideologias que nunca deram certo em lugar algum do mundo, seja o vil metal a comprar carrões de luxo, mulheres fáceis ou a fama de santarrões “preocupadíssimos” com os pobres e os miseráveis.
Em sendo assim, entendo a preocupação do Padre Paulo Ricardo em desenvolver seu lúcido raciocínio religioso calcado em hino cujo inspirado autor, Mozart, fala do Dia do Juízo Final:"Esse dia será um dia da ira, dia de angústia e de aflição, dia de ruína e de devastação; dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e de névoas espessas, dia de trombeta e de alarme, contra as cidades fortes e as torres elevadas".
Afirma o Padre que “A ‘ira’ de Deus consiste em uma expressão do seu amor, em uma forma de recordar aos homens que suas ações têm consequências. Faz parte da pedagogia de Deus corrigir o homem, enquanto se encontra neste mundo, a fim de que se salve.” Aqui, humilde e contritamente, abalanço-me a crer que apenas um milagre transformaria nossos políticos, nossos adoradores do Bezerro de Ouro, aqueles que buscam o poder pelo poder, em santos homens preocupados em salvar suas almas das penas futuras, sejam elas eternas ou não, consoante as crenças de cada um de nós.
Será que teremos de esperar pelo Fim dos Tempos para ver a Justiça ser feita? Até quando teremos de assistir a doutos advogados, procuradores, juízes, ministros, presidentes e que tais, ganharem verbas indecentes à luz de um salário mínimo que não chega a mil Reais, para não cederam à corrupção e a ela cederem “docemente constrangidos”? É muita mentira! Onde estão os Órgãos do Estado que castigam o pequeno contribuinte com penas severas e, assistem, passiva e tranquilamente, ao turismo de dólares, euros e outras moedas em direção a tranquilos e pacíficos paraísos fiscais?
Não, senhores! Não é mais possível, em nosso País, esperarmos pelo Dia do Juízo Final. Ele não haverá de tardar, eis que o Tempo de Deus não é o nosso. O Dele é longo e o nosso é curto.
Nesse nebuloso e mal explicado episódio, há muitas dúvidas e pouquíssimas certezas. Mas Deus existe e a Justiça da Cidade dos Homens será feita. E sê-lo-á não por bem falantes e melhor remunerados doutores mas por pessoas simples, sem carrões, amantes, fazendas e apartamentos de altíssimo luxo.
Breve, muito em breve, chegará o Dia da Ira. Tremei os culpados pois "Esse dia será um dia da ira, dia de angústia e de aflição, dia de ruína e de devastação; dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e de névoas espessas, dia de trombeta e de alarme, contra as cidades fortes e as torres elevadas".

(*) Osmar JB Ribeiro é tenente-coronel do Exército e articulista do jornal Inconfidência (Belo Horizonte, MG).
23 de Maio de 2017
Autorizo a publicação

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Empresa de submarinos é investigada na França por corrupção no Brasil

Empresa de submarinos é investigada na França por corrupção no Brasil

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Promotores abriram uma investigação na França sobre um contrato de 6,7 bilhões de euros (cerca de R$ 22,9 bi) entre a fabricante naval francesa DCNS e o Brasil, que incluía a venda de cinco submarinos, de acordo com a agência Reuters.
A investigação, iniciada em outubro de 2016, trata de "corrupção de funcionários estrangeiros", disse uma pessoa próxima às investigações.
Esse trabalho tem ligação com a Operação Lava Jato, que desde 2014 investiga a corrupção envolvendo políticos e empresas no Brasil.
Desde 2015, a Polícia Federal brasileira investiga potenciais irregularidades no projeto militar de construção de um submarino nuclear, feito em parceria com a França.
Delatores da Odebrecht apontaram que uma parte do dinheiro investido no projeto do submarino foi desviada para caixa dois de campanhas eleitorais. Também houve propina para um lobista e para um oficial graduado da Marinha, segundo eles.
Roberto Stuckert Filho - 12.dez.2014/AFP
Dilma Rousseff na cerimônia de inauguração de estaleiro de submarinos em Itajaí (RJ)
Dilma Rousseff na cerimônia de inauguração de estaleiro de submarinos em Itaguaí (RJ)
PARCERIA
Em 2008, os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy assinaram um acordo entre Brasil e França para a troca de conhecimentos sobre submarinos nucleares.
No ano seguinte, foram assinados os contratos para a construção de quatro submarinos convencionais e um nuclear.
O preço de partida foi de 6,7 bilhões de euros (R$ 22,9 bilhões atualmente), para que o Brasil fosse um dos seis países no mundo a contar com um equipamento desses.
A DCNS condicionou sua entrada no negócio à contratação da Odebrecht como parceira. Caberia à empreiteira a construção da base naval de Itaguaí (RJ) por 1,7 bilhão de euros (R$ 6,2 bilhões).
Não houve licitação, o que provocou críticas à época. Até então, o Brasil vinha desenvolvendo submarinos com tecnologia alemã, vista por especialistas superior à dos franceses.
A DCNS ainda é acusada de propina em negócios envolvendo os mesmos submarinos para Índia e Malásia.
A empresa tem 62% de suas ações controladas pelo governo francês e 35% pelo grupo francês Thales SA, que atua na área de defesa.
"Não temos nada com relação à Lava Jato. A DCNS escrupulosamente respeita as regras da lei ao redor do mundo", disse um porta-voz da empresa. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Obama passou informações secretas para Cuba

  1. Comunismo

Obama passou informações secretas para Cuba

18 de maio de 2017 - 17:17:47

EUA: Obama ordenou que Inteligência compartilhasse informações confidenciais com Cuba

Foto: ABC NEWS
Há apenas um mês da eleição de 2016, Barack Obama assinou uma diretriz política ordenando que a comunidade de inteligência dos EUA compartilhasse informações confidenciais dos EUA com o governo comunista cubano, mesmo após um dos principais oficiais de inteligência dos EUA classificar Cuba como uma das maiores ameaças de espionagem contra os Estados Unidos.
A diretriz, emitida como parte dos esforços do governo Obama para normalizar as relações dos EUA com o regime de Castro, exigiu que o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional “trocasse informações sobre ameaças comuns com homólogos cubanos”.
“O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (DNI) apoiará esforços mais amplos do Governo dos Estados Unidos para normalizar as relações com Cuba, com elementos da Comunidade de Inteligência trabalhando para encontrar oportunidades de engajamento em áreas de interesse comum através das quais poderíamos trocar informações sobre ameaças mútuas com contrapartes cubanas “, afirmava a diretriz de Obama.
A administração Obama colocou alguma carne sobre os ossos da directiva de outubro de 2016, assinando um acordo com Cuba, em janeiro de 2017, para compartilhamento de inteligência sensível.
“O memorando assinado na segunda-feira comprometem EUA e Cuba a compartilhar informações, empreendendo investigações conjuntas e possivelmente estacionando funcionários policiais em cada um dos outros países”, informou a Associated Press (AP) poucos dias antes de Obama deixou o cargo. O relatório da AP caracterizou o acordo como uma “promessa de compartilhamento de informações com a segurança do Estado cubano”.
O jornal USA Today notou que Ben Rhodes, assessor de segurança nacional de Obama, estava fisicamente presente na cerimônia de assinatura do acordo de compartilhamento de inteligência entre os EUA e Cuba em 16 de janeiro de 2017.
Se, por um lado, o plano da administração Obama de compartilhar informações dos EUA com espiões cubanos teve imediata oposição de um punhado de membros republicanos do Congresso, por outro, recebeu pouca atenção da maioria das fontes de mídia dos EUA.
O New York Times, por exemplo, nem sequer mencionou o acordo controverso da partilha da inteligência com o governo de Castro em seu relatório de políticas de administração do governo Obama. Esse relatório foi publicado na primeira página do jornal na manhã seguinte à publicação da diretriz de Obama aos oficiais de inteligência.
Vários legisladores notaram, naquele momento, que o acordo poderia resultar no envio, da parte do governo comunista, de informações sobre os EUA ao Irã.
James Clapper, ex-diretor de inteligência nacional, testemunhou o Congresso apenas alguns meses antes de Obama fechar seu acordo com Cuba, que o regime de Castro representavam uma das principais ameaças de espionagem global contra os EUA.
“A seleção e coleta de informações políticas, militares, econômicas e técnicas dos EUA pelos serviços de inteligência estrangeiros continuam inabaláveis”, disse Clapper em declarações perante o Comitê de Serviços Armados do Senado, em fevereiro de 2016. “Rússia e China representam a maior ameaça, Irã e Cuba em menor escala “.
O deputado republicano Mario Diaz-Balart, membro cubano-americano do Congresso, caracterizou o acordo da administração Obama com Cuba como “imprudente, perigoso e contrário aos interesses de segurança nacional dos EUA”.

Sean Davis é o co-fundador do The Federalist, veículo no qual o presente artigo foi publicado originalmente.

Roberto Campos, minhas homenagens

Roberto Campos, minhas homenagens

17 de maio de 2017 - 8:26:05
Quando me pus a redigir estas páginas sobre Roberto Campos, vieram-me à lembrança os artigos de sua autoria publicados pelo Correio do Povo, principal jornal gaúcho durante boa parte do século passado. Ali, por muitos anos, ainda jovem, pude provar de seu conhecimento e das lúcidas observações que fazia sobre a realidade nacional.
Acompanhei a evolução de seu pensamento e, dado meu gosto pela forma do texto, percebi o quanto ele foi se tornando mais agudo, mais crítico, mais irônico em relação aos que o contestavam. Imagino o quanto seus escritos deviam irritar adversários. Em Roberto Campos, a ironia era um punhal que cortava com o gume do argumento e cortava, também, com a exposição de seus antagonistas ao riso dos leitores. Muitas vezes, lendo-o, pensei comigo: “O velho Bob está ficando confiado”. E seu maior atrevimento consistiu em subir o aclive liberal num tempo em que o Brasil começou a resvalar na rampa socialista. Era uma época em que, com as palavras dele mesmo, o liberalismo ainda não havia nascido entre nós. E o parto continua.
Os constituintes de 1988 decidiram criar no Brasil um Estado de bem-estar social. O povo brasileiro lhes concedera o poder máximo para estabelecerem o que quisessem sobre nosso país. Nós nos submeteríamos. Então, nada aparentemente mais natural nem mais bem-intencionado do que redigir uma versão nacional do paraíso terrestre. Quase um trabalho divino de criação, na linha do – “Faça-se o bem-estar e a felicidade geral!”. Para alcançar os dois efeitos, nossos refundadores usaram uma varinha de condão pela qual cada condição necessária foi declarada “direito de todos e dever do Estado”.
Como sinalizou com precisão o constituinte Roberto Campos, sobrevieram tempos difíceis ao Brasil. Ele advertia sobre isso seus colegas demagogos e espertos que trocavam benesses constitucionais por votos. E fazia o mesmo com os ingênuos que interpretavam as generosas prescrições da “Constituição Cidadã” como sinalização de um horizonte, espécie de projeto nacional a ser alcançado. Era, de fato, previsível: todo aquele conteúdo entrou pelo protocolo dos tribunais como ações reivindicatórias e saiu pelos acórdãos como preceito de aplicação imediata, gerando direito líquido e certo, contas a pagar, impostos a aumentar e dívidas a assumir.
Com a sociedade e os constituintes convencidos de que as nações mais prósperas e com mais elevado índice de desenvolvimento humano da Europa alcançaram essa condição por terem criado boas condições ao bem-estar social, o Brasil entrou para o crédulo clube dos povos que pretenderam gerar prosperidade e felicidade geral mediante determinações constitucionais impostas a essa suposta terceira pessoa do singular – ele, o Estado. É uma crença que se mantém, apesar de não se conhecer país pobre que se haja tornado rico por implantar um “Estado de bem-estar social”. Isso só pode acontecer (se é que pode) naqueles que se tornaram ricos com o capitalismo, conforme constatou, por primeiro, o ex-marxista alemão Eduard Bernstein. Mas não há como recolher, desse modelo de Estado, condições para enriquecer um país pobre. Ao optar pelo Estado benevolente, ao qual todos recorrem em suas necessidades, garantidor de direitos reais e imaginários, provedor inesgotável, inclusive das mais insaciáveis demandas, o Brasil fez e faz, ao contrário, uma opção fundamental pela pobreza. Roberto Campos foi incisivo:
“Ao contrário da mãe das Cartas Magnas democráticas – a Constituição de Filadélfia – que é, como diz o professor James Buchanan, a ‘política sem romance’, as constituições recentes fizeram o ‘romance da política’. Baseiam-se em dois erros. Primeiro, a ‘arrogância fatal’, de que nos fala Hayek, de pensar que o processo político é mais eficaz que o mercado na promoção do desenvolvimento. Segundo, a ideia romântica de que o Estado (…) é uma entidade benevolente e capaz. Essa idiotice foi mundialmente demolida com o colapso do socialismo na inesperada Revolução de 1989/91, no Leste Europeu.”
O Brasil é a própria evidência do quanto foi prudente o ensino de Roberto Campos. Depois que tudo se comprovou errado, nosso país optou por tentar de novo. O PT criou o Foro de São Paulo e, em seguida, providenciou o caos. Teve, contudo, o cuidado de servir-se do bem-estar em primeiro lugar, com garçons de punhos alvos, jatinhos fretados e comprados e amantes distribuídas pelas folhas de pagamento do setor público e empreiteiras corruptas. Foi fácil proporcionar ao país a crise em curso. Bastou optar por Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares na economia, por Paulo Freire na educação, por Lula na política. E, num país católico, claro, entregar a CNBB aos cuidados teológicos de Leonardo Boff. Foi isso que nosso país fez. E tem, agora, a tarefa de desfazer.
Roberto Campos afirmou que a pobreza não pode ser vista como “uma imposição da fatalidade”. Pelo viés oposto, os influentes cidadãos acima mencionados não apenas levaram a sério o livro Veias abertas da América Latina, rejeitado pelo próprio autor, como o transformaram em catecismo didático – para que todos saibam que não somos pobres por conta própria, mas por culpa de ações do hemisfério Norte contra o hemisfério Sul. Com isso, em vez de nos preocuparmos com o mau gerenciamento do capital humano, dele negligenciamos, como apontava Campos. E confiamos a educação da juventude brasileira a uma pedagogia que, em vez de formar construtores do próprio destino, forma militantes para a utopia revolucionária, cujo melhor resultado acontece quando fracassa também nisso.
Por óbvio, quem escapa de tal trampa, provavelmente numa escola privada de padrão bem superior à média geral, vai em frente e sobe aos andares mais elevados da vida social, onde a vista é mais larga e a vida mais promissora. Os vitimados pelo sistema público de ensino se tornam incapacitados (os de língua espanhola usavam, antes do “politicamente correto”, a expressão minusválido que, em sua forma tosca, identifica com boa precisão o que realmente acontece no Brasil). É assim que se explica, ainda que não se justifique, a cristalização da miséria nos porões do país.
No ranking do IDH relativo aos dados do ano 2000, publicado em 2002, o Brasil ocupava o 65º lugar. Passados 14 anos, o ranking relativo ao ano 2014, divulgado em fins de 2015, situava o Brasil em 77º lugar.
A sociedade contemporânea já demonstrou, com excesso de evidências, que a promoção eficiente do desenvolvimento social, sem prejuízo da solidariedade, exige: zelosa formação de recursos humanos, através da educação; inserção dos indivíduos na vida social, política e econômica; segurança jurídica e atividades produtivas desempenhadas em economia livre. Só são contra isso os que têm mais ódio ao materialmente rico do que amor ao materialmente pobre. Cegos pela ideologia, semeiam o que dizem combater: pobreza material e crescentes desníveis sociais. Em meio à saudade, é sempre bom matá-la revisando lições com Roberto Campos.

Texto para o livro Lanterna na proa, 100 anos de Roberto Campos, obra coletiva de 62 autores em homenagem ao grande brasileiro. O título do texto é Baixa Mobilidade Vertical no País de Baixo IDH. O livro é uma edição da Livraria Resistência Cultural.

Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor e membro da Academia Rio-Grandense de Letras.

País de merda cheio de filhos da puta

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País de merda cheio de filhos da puta

10 de setembro de 2016 - 21:40:06
odcQuando conheci o Arruinaldo Azevedo, ele não sabia NADA sobre o Foro de São Paulo, e ainda permaneceu incrédulo por alguns anos, quando então começou a alardear que os únicos a falar do assunto na mídia “fomos eu e o Olavo de Carvalho” (nessa ordem). Assim como ele, inúmeros outros, que sem mim não teriam sabido nada não apenas do Foro de São Paulo, mas de tudo o mais concernente à hegemonia comunista no Brasil, têm de empinar os narizinhos e fazer pose de superiormente independentes, para camuflar a lentidão paquidérmica, a indolência obscena das suas mentes incapazes de perceber algo por si mesmas. Cada um dos que proclamam “nada devo ao Olavo de Carvalho” que trate de provar que já tinha clara consciência crítica da hegemonia comunista no Brasil antes de publicados os meus livros “A Nova Era e a Revolução Cultural” (1993) e “O Imbecil Coletivo” (1996). Se não provar isso, é um CHARLATÃO que deve ser ESCORRAÇADO de todos os meios liberais e conservadores decentes. E — notem — estou falando só da parte menor e mais modesta da minha contribuição ao ambiente mental brasileiro, sem nem mencionar o restante do meu trabalho de filósofo e educador, ao qual também, evidentemente, tantos dizem não dever nada. Por ironia: das raras inteligências que REALMENTE me antecederam no concernente à hegemonia comunista, como Jorge Boaventura, J. O. de Meira Penna, Nelson Lehmann da Silva e José Carlos Graça Wagner, NENHUMA jamais se gabou de não me dever nada. Nem, é claro, eu me gabei de nada lhes dever. Só os chupins têm de apagar a lista dos seus débitos. * Todos os grupos “de direita” que estão se formando, cada um se achando infinitamente melhor que os outros, padecem dos mesmos defeitos incapacitantes já assinalados nos seus antecessores: desinteresse a estudos profundos e à formação de um estado-maior intergrupos; conhecimentos precários do marxismo e da tradição comunista; ânsia louca de “superar o Olavo” antes mesmo de haver absorvido o que ele ensina (que cada um acredita já conhecer suficientemente sem haver sequer frequentado o COF); ambição imediatista de participar de eleições; desprezo total à formação da militância (que nem têm idéia do que seja) e ao trabalho de base junto a igrejas, escolas, sindicatos, empresas etc.; apego excessivo à realização de eventos públicos; despreparo total para o trabalho clandestino: ignorância total dos deveres discplinares imprescindíveis na luta política profunda (que qualquer principiante do MST conhece); ignorância total do fato elementar de que, no início, toda organização política vive apenas das contribuições dos seus militantes, a qual pode chegar a até 50 por cento dos seus ganhos pessoais. Em suma: mentalidade pequeno-burguesa. Qualquer grupo sério que se formasse permaneceria oculto e desconhecido por dez anos, pelo menos, atuando na clandestinidade, antes de sair por aí alardeando lindezas. Conheço UM grupo assim, que atua no Brasil há décadas, e ao qual se devem TODAS as vitórias obtidas até agora no campo legislativo. Os outros nem têm idéia de que ele exista. Se algum outro grupo fosse sério, já teria pelo menos juntado diNos anos 60 do século passado, o culto brasileiro dos diplomas, tão característico da incultura bacharelesca, e já achincalhado na literatura desde os tempos de Lima Barreto, havia sido sepultado entre sinais de arrependimento e vergonha. Ninguém, na academia ou fora dela, tinha a cara de pau de reclamar que um Luís da Câmara Cascudo ou um Jacob Gorender não tinham diploma. Quando os comunistas se apropriaram das universidades, trataram de restaurar o mais rápido possível esse culto que antes eram os primeiros a combater, e aparentemente obtiveram nisso um sucesso considerável. * Fora da grande mídia, a Graça Salgueiro, o Heitor de Paula, o Carlos Azambuja e vários outros colaboradores do Mídia Sem Máscara antecederam o Arruinaldo Azevedo em ANOS no que diz respeito ao Foro de São Paulo, e nunca foram citados por ele. Tudo o que escreveram ainda é valioso e importante. *
Mensagem da Roxane Queridos amigos, Olavo tem recebido um número anormalmente grande de pedidos de hangout, conversas por skype, visitas, conselhos pessoais, orientação nos estudos, divulgação de trabalho, participação em congressos estudantis, etc, etc e etc. Por caridade, tenham só um pouco mais de paciência. Há inúmeros livros a serem terminados, além da aula aos sábados e do curso “Guerra Cultural”, preparado cuidadosamente todos os dias. No meio de toneladas de solicitações, chegamos a uma conclusão inescapável: Ele é um só. Obrigada pela compreensão. *
Novo curso: Guerra Cultural – História e Estratégia As inscrições para o curso “Guerra Cultural – história e estratégias” começam na próxima segunda-feira. O curso terá início no dia 20 de setembro e será transmitido ao vivo toda terça-feira, às 20 horas, ao longo de 4 semanas. As aulas ficarão disponíveis para download pelos inscritos. Importante: esse curso não será oferecido novamente tão cedo em meu site. Essa é a única turma prevista. Portanto, acesse o link abaixo e inscreva-se na newsletter para receber as novidades sobre o curso e não perder o prazo de inscrição.
http://www.seminariodefilosofia.org/guerra-cultural-pre-lancamento/ * Sugestão ao governo Temer (ou a qualquer outro governo que venha a existir neste país): Querem sanear as universidades brasileiras? Não façam nenhuma perseguição ideológica, nem mesmo levantem discussões políticas. Submetam os professores a um teste de língua pátria. Se não a dominam, não é que não tenham condições de ser professores. Não têm condições de ser ALUNOS de uma universidade. Demitam impiedosamente os ineptos, e em um instante a ditadura comunista estará eliminada das nossas universidades. * Todo sujeito incapaz de apreender um problema filosófico pode, no entanto, perceber por mera leitura como esse problema aparece formulado em Kant, em Hegel ou em Nietzsche. Assim, cria-se uma filosofia sem assunto próprio e reduzida a “uma atividade com textos”, como dizia o prof. Gianotti. É um fenômeno exclusivamente brasileiro, desconhecido no resto do mundo. * Saber o que os filósofos disseram sobre isto ou aquilo é, segundo Aristóteles, o começo da investigação filosófica. No Brasil é a finalidade dela. * Da minha parte, segui sempre o caminho inverso. Nunca estudei a filosofia de fulano ou beltrano para conhecê-la apenas, mas para ver se com a ajuda dela conseguia apreender algo dos objetos a que se referia. Se não me ajudavam nisso, perdia todo interesse por elas, mesmo porque não estava em busca de um DIPROMA. Por exemplo, as filosofias da ciência de Bacon e Hobbes nada de proveitoso ensinam sobre a ciência, só sobre elas mesmas. Depois de uma centenas de páginas, desisti.nheiro para enviar alguns estudantes para o curso de formação política que ofereço há anos e que nunca obteve resposta. * No meu modesto entender, o velho Oswald Spengler ainda é muito mehor que Arnold Toynbee. O autor de “A Decadência do Ocidente” era um poeta, um visionário com dons proféticos e uma compreensão profunda das analogias e do simbolismo. O outro nunca passou de um estafeta do governo mundial, aliás reduzido às suas devidas proporções por José Ortega y Gasset em “Una Interpretación de la Historia Universal”. * Durante décadas os leitores de língua francesa (o que inclui muitos brasileiros) só tiveram acesso às obras de Aristóteles nas traduções de Jules Tricot publicadas em volumes separados pela J. Vrin. Agora a Flammarion lançou tudo junto num volumão de três mil páginas organizado por Pierre Pellegrin, um dos trabalhos editoriais mais notáveis das últimas décadas. * Boa notícia para os estudiosos: A introdução de Pierre Pellegrin à monumental edição Flammarion das Obras Completas de Aristóteles é clara, didática e elegante, sem nada daqueles arabescos pedantes que durante algumas décadas quase reduziram a prosa francesa, de nobre tradição, a uma impenetrabilidade satânica. * Vale a pena empregar cinco ou dez anos da sua vida lendo as Obras Completas de Aristóteles? Vale, mas com uma condição: que você não faça isso para conhecer “a filosofia de Aristóteles”, mas para entender algo dos objetos, temas e problemas dos quais ela trata — a estrutura da realidade, o funcionamento da cognição humana, o sistema das ciências, a linguagem e o pensamento, a ordem do Estado e da sociedade, a vida dos animais etc, etc. Em suma: leia tendo sempre em vista o conselho de Eric Voegelin: “Não estude filosofia. Estude a realidade.” Se você entra no empreendimento com esse estado de espírito, não encontrará jamais um mestre melhor que Aristóteles. O homem é sempre de uma objetividade direta, intransigente e totalmente desprovida do elemento “frescura”. * A primeira e mais notável característica do ensino da filosofia no Brasil é o seu amor idolátrico aos “textos” e seu total desprezo aos assuntos dos quais eles tratam. O sujeito passa anos esmiuçando o pensamento de Descartes ou de Nietzche, e quando você pergunta “Mas isso que eles estão dizendo é verdadeiro ou falso?”, ele olha para você com a cara de quem estivesse vendo um recém-egresso do Pinel. * No Brasil criaram este personagem de chanchada: o filósofo especialista… na filosofia de outro filósofo. Há especialistas em Kant, em Nietzsche, em Emmanuel Levinas, o caralho. Uma vez uma senhora, quando lhe disseram que eu era filósofo, me perguntou: — O senhor é especialista em qual filosofia? Respondi: — Só na minha própria. Na dos outros não passo de um curioso. * Quando, metidos numa encrenca dos diabos, os esquerdistas, em vez de analisar seriamente a situação, apelam à retórica “antifascista” do tempo de Stalin e saem bradando um slogan da Guerra Civil Espanhola que deu um azar filho da puta (‘No pasarán”), só podemos tirar disso uma conclusão: eles não estão entendendo porra nenhuma. Piraram de vez e refugiaram-se num passado mitológico. * Os comunistas ainda dominam muitos cargos e instituições, mas se encontram tão fracos intelectualmente, que agora é a hora de desmoralizá-los de uma vez por todas e bani-los da sociedade decente. Se, em vez de aproveitar essa oportunidade de ouro, a direita continuar com veadagens, nhem-nhem-nhens e legalismos, um dia terá de confessar que se deixou enrabar por um pinto mole. Espero que meu curso “Guerra Cultural: História e Estratégia” ajude muita gente a tomar consciência da sua verdadeira força. * Método Veadasco de interpretação de textos: Digo que o cristianismo não é essencialmente uma doutrina e sim uma sucessão de fatos miraculosos — Nascimento, Vida, Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo — , e o cidadão entende que afirmei que Jesus nunca ensinou doutrina nenhuma. * Muitos santos da Igreja defenderam, de boa fé, teses que depois foram consideradas heréticas. Infalíveis em matéria de doutrina, só o Papa, o Paulo Porcão e os Veadascos. * A capacidade brasileira de viver de fingimento histérico já está começando a me dar nojo. * O maior perigo que ameaça o Brasil é os comunistas se inscreverem no meu curso e ficarem mais inteligentes. Se acontecer isso, aí fodeu.
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Melô da Delação

Melô da Delação


MELÔ DA DELAÇÃO é uma homenagem aos subordinados da Odebrecht.

A música, feita sem nenhuma pretensão, foi gravada num celular de forma simples e direta.

O importante aqui é a mensagem e a forma como foi feita diz: "qualquer um pode lutar!

Seja com um celular, nas redes sociais, trocando ideias com amigos, colegas de trabalho, fazendo uma canção ou indo a manifestações".

VAMOS LUTAR COM TODAS AS ARMAS POR UM BRASIL MELHOR! AGORA! Esse é o convite.

Vamos impedir que ladrões conhecidos do dinheiro público inviabilizem nossas aposentadorias e a Previdência.

Hora de pedir apoio da população! Todos serão atingidos!

Caju, Primo, Angorá
Indio, Babel, Bitelo, Botafogo
Boca-mole, Mineirinho, Amarelou
Amigo, Justiça, Santo
Todo feio, Viagra, Vizinho, Soneca, Abelha
Sem Medo, Trem
Acelerado, Aço, Adoniram, Esquálido, dengo, Alba, Alemão 
Gremista, Amante, Roxinho, Bicuíra ou Fodão 

                  (Refrão)
Todos estão lá na delação
E ainda querem nos governar
na delação
E ainda querem mudar as leis
na delação

Tanto hospital, tanto metrô
Educação, mais professor'
Melhor salário e mais empregos
Aposentadoria e Previdência
Segurança e respeito ao cidadão
Tudo virou propina de milhões
Tudo virou propina de milhões e caixa 2
(na delação)
e caixa 2.

Atleta, Meninos da Floresta
Babão, Boa vista, pescador
Decrépito, Casa de doido, Dentuço, Caldo, Caranguejo,
Chefe Turco, Desesperado
Escritor,  Esquálido, Lindinho, Grisalhão 
Filósofo, Grego, Gripado, Inferno, Italiano, Jacaré,
Jujuba, Lento, Maçaranduba, Campari, ,Manaus, Próximus
Missa, Moleza, Charada, Nervosinho, garanhão, Misericórdia

Todos estão lá na delação
E ainda querem nos governar
na delação
E ainda querem mudar as leis
na delação

Tanto hospital, tanto metrô
Educação, mais professor'
Melhor salário e mais empregos
Aposentadoria e Previdência
Segurança e respeito ao cidadão
Tudo virou propina de milhões
Tudo virou propina de milhões e caixa 2
(na delação)
e caixa 2.

Mas agora o que o povo vai fazer?
O povo pode matar.
Mas o povo não deve matar!
O povo pode guerrear.
Será que é hora de guerrear?
O povo pode rezar! O povo pode cantar!
O povo pode gritar e se manifestar!
O povo pode votar! Votar para mudar!
O povo pode começar compartilhando educação!
O povo só não pode aceitar que nem gado essa situação!
....e caixa 2 propinas de milhões...