MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Babaca: secretário de imprensa dos EUA faltou às aulas de História

Por Associated Press

 

O secretário de imprensa dos Estados Unidos, Sean Spicer, sugeriu nesta terça-feira (11) que Adolf Hitler não usou armas químicas.
Spicer, comparando Hitler com o presidente da Síria, Bashar Al-Assad, disse que Hitler "nem sequer chegou tão baixo a(o ponto de) usar armas químicas".
Durante o Holocausto, Hitler matou judeus em câmeras de gás em campos de concentração.
No dia 4 de abril, um ataque químico no norte da Síria deixou mais de 80 mortos, e os EUA culpam Assad. O ministério da Saúde da Turquia disse que autópsias confirmam o uso de gás sarin no ataque.

Bandidos "dimenor" nas Forças Armadas? Correto, já sabem atirar...


Projeto de lei

Adolescente submetido a medida socioeduc terá prioridade no serviço militar

Certo, já sabe atirar...


HIDRELÉTRICAS A “FIO D’ÁGUA” E A QUESTÃO AMBIENTAL – UM TIRO NO PÉ!


HIDRELÉTRICAS A “FIO D’ÁGUA” E A QUESTÃO AMBIENTAL – UM TIRO NO PÉ!

Alan Kardec (*)

Na geração hidrelétrica a energia precisa ser armazenada sob a forma de água nos reservatórios, e isto o Brasil fez muito bem no passado: a água acumulada no transcorrer do tempo em grandes reservatórios possibilitava o fornecimento de energia firme por cerca de cinco anos. Este tempo foi sendo reduzido à medida que o Brasil construía hidrelétricas a FIO D´ÁGUA, ou melhor dizendo sem grande reservatório, e o tempo de fornecimento de energia firme, obviamente, foi sendo reduzido chegando, hoje, a cerca de apenas cinco meses.
O Brasil, por pressão das organizações ambientais, decidiu, em passado recente, construir apenas novas usinas hidrelétricas a FIO D´ÁGUA, no lugar de grandes reservatórios que, até então, eram construídos. A razão fundamental para tal tomada de decisão foi buscar uma menor agressão ao meio ambiente pela não inundação de grandes áreas e pela redução do desmatamento de grandes grupos florestais, colocando também em risco a fauna local.

Fica a pergunta: FOI UMA ESTRATÉGIA CORRETA?

Para responder esta pergunta é necessário abordar alguns aspectos.

1-      O que é uma hidrelétrica a FIO D´ÁGUA? 

Ao contrário de grandes reservatórios, o volume de água à montante da barragem que vai ser utilizado para girar os turbo - geradores é constituído, somente, do próprio leito do rio e mais uma pequena área inundada. Evidentemente, a energia armazenada em forma de água é muito menor, reduzindo muito a capacidade de geração durante todo o ano, tornando o processo de geração de energia mais limitado.

2- Vantagens e desvantagens das hidrelétricas de grandes reservatórios.

Não se faz omelete sem quebrar os ovos. A alegada desvantagem de agressão ao meio ambiente pela formação de maiores áreas inundadas é largamente compensada pela geração de uma energia limpa. Além disto, estes grandes lagos formados não servem somente para o armazenamento de energia limpa em forma de água, proporcionam, também, grandes áreas irrigáveis no seu entorno para plantio de alimentos, além disto, servem para regular a vazão dos rios à jusante da barragem reduzindo a possibilidade de inundações que causam tantos problemas à população ribeirinha e servem, ainda, para a diversão e para o turismo da população que vive e visita estes grandes lagos.

3- Vantagens e desvantagens das hidrelétricas a FIO D´ÁGUA.

A vantagem deste tipo de hidrelétrica está na redução de áreas alagadas o que, por conseqüência, reduz o desmatamento e protege a fauna, com o intuito de preservar o meio ambiente. A desvantagem é a menor geração de energia ao longo do ano, fora da estação de chuvas, já que o armazenamento de energia limpa em forma de água é muito menor que nas grandes barragens. O Brasil tem um percentual de 87% de energia elétrica oriunda de suas hidrelétricas – energia limpa, entretanto este percentual tem caído, consideravelmente, por falta de um maior armazenamento desta energia limpa em forma de água pelo uso de usinas a FIO D´ÁGUA – É UM ABSURDO!

4- Conseqüências desta estratégia de hidrelétricas a FIO D´ÁGUA.

O propósito de proteger o meio ambiente construindo, somente, hidrelétricas a FIO D´ÁGUA, no lugar de grandes reservatórios, tem se mostrado um verdadeiro “TIRO NO PÉ”. A menor geração de energia elétrica oriunda das hidrelétricas tem obrigado o Brasil a colocar em operação suas termoelétricas movidas a gás, a óleo diesel e até a óleo combustível, com dupla desvantagem: são mais caras e muito mais agressivas ao meio ambiente, principalmente pela grande emissão de CO2 (dióxido de carbono) - responsável direto pelo temido efeito estufa que tanto desequilíbrio vem causando ao nosso planeta afetando, principalmente, o meio ambiente que se pretendia proteger.

Conclusão: por tudo isto, podemos afirmar que esta estratégia de somente construirmos hidrelétricas a FIO D´ÁGUA está sendo equivocada e, por conseqüência, já está afetando e afetará muito as nossas vidas.

É preciso rediscutir esta estratégia com urgência antes que seja tarde demais – não podemos continuar a ouvir as justificativas de que estamos tendo, hoje, problemas relacionados a uma menor geração de energia hidrelétrica somente por razões de pouca chuva. Esta afirmativa agride o bom senso!

NÃO VAMOS ESPERAR UM MILAGRE – É PRECISO MUDAR A NOSSA ESTRATÉGIA E VOLTAR A CONSTRUIR HIDRELÉTRICAS COM GRANDES RESERVATÓRIOS.

Eng. Alan Kardec Pinto - Ex-presidente da Petrobrás Biocombustível e da Associação Brasileira de Manutenção. Consultor Empresarial e de Manutenção.

ONZE INQUÉRITOS DE LULA

O Antagonista


12 de Abril de 2017


ONZE INQUÉRITOS DE LULA


Lula é citado por Edson Fachin em onze pedidos de inquérito... [ leia mais 

O primeiro e mais importante inquérito contra Lula relata os pagamentos de propina à ORCRIM comandada por ele...

O segundo pedido de inquérito contra Lula trata dos pagamentos de propina por meio de palestras fraudulentas, a reforma do sítio em Atibaia e a compra do prédio do Instituto Lula...

O terceiro inquérito contra Lula trata dos 4 milhões de reais repassados ao Instituto Lula pelo departamento de propinas da Odebrecht...

O quarto inquérito contra Lula é aquele que envolve os pagamentos de propina para seu irmão, Frei Chico.
Não se trata de uma simples esmola...

O quinto pedido de inquérito contra Lula trata de seu trabalho como lobista da Odebrecht junto a Dilma Rousseff.
No caso, ele tentou beneficiar a empreiteira na hidrelétrica de Jirau, mas fracassou, porque Dilma Rousseff já havia favorecido uma concorrente...

O sexto inquérito contra Lula trata do pagamento de propina para a campanha de Fernando Haddad, em 2008.
Não é uma caso de caixa 2.
A empreiteira repassou dinheiro a João Santana em troca de "medidas legislativas favoráveis aos interesses da companhia"...

O sétimo inquérito contra Lula apura o assalto à Sete Brasil.
De acordo com Marcelo Odebrecht, Lula decidiu ratear a propina de 1% sobre o valor dos contratos entre os funcionários da estatal e o PT...

O oitavo pedido de inquérito contra Lula revela sua tentativa de obstruir a Lava Jato aprovando a MP 703...

O nono pedido de inquérito contra Lula é uma beleza: os 3 milhões de reais pagos pelo departamento de propinas da Odebrecht à Carta Capital...

O décimo inquérito contra Lula trata do dinheiro que o departamento de propinas da Odebrecht repassou para seu filho, Luleco...

O décimo-primeiro inquérito contra Lula imputa-o de tráfico de influência internacional para favorecer a Odebrecht em Angola...

Retalhos dos Tempos da Guerra Suja

Retalhos dos Tempos da Guerra Suja

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja
     
Documento escrito por um analista do DOI/I Ex, que somente em outubro de 2016 tomei conhecimento, por acaso:                          

     Os anos que trabalhei lá na nossa família não me fizeram um radical, mas ouvindo uma vez alguém lá do seu setor falando sobre o Cid Queiroz Benjamim,  e depois  também ouvindo a música da Nara Leão  (“Podem me bater, Podem me matar, mas eu não mudo de opinião...”) não penso no burro como falta de conhecimento. Aliás, passei uns doze anos substituindo o JCarlos, que substituiu o “Senhor vai bem?”, e porque já era formado em Português e Literatura e ser formado também em escola fora do Brasil sobre o assunto, acabei passando à condição de analista. 

     E aquelas mesas cheias de tudo, e aquele cofre com livros supimpas, de pouco acesso a muitos, e por ter freqüentado por uns quinze anos as reuniões da SBPC, vi como eles estudam muito e já eram os intelectuais, doutos realmente, e posso falar que conversava com gente competente, entre os quais o Inácio de Loyola Brandão, o Fernando Henrique Cardoso, a Marilena Chauí, o Luiz Pinguelli Rosa, uma categoria de gente que não entrou para o PT, que pertencia a uma intelectualidade que não se confundia com a militância, e que deu o PSDB, e os dirigentes da COPE-RJ, e eu assistia a reuniões do Dr. José Goldenberg e à do Dr. Piva, dos foguetes, que eram profissionais do mais alto nível.  Essa gente via a intromissão das facções de esquerda ou dos gays com indiferença; eram políticos, mas para as políticas relacionadas com projetos da ciência, e eu era analista do nosso Serviço.  

     Eu não tenho preconceito contra os comunistas, acho que alguns são crédulos numa verdade, assim como o próprio Karl Marx também deve ter sido, mas a persistência no argumento errado, a teimosia, é um nó górdio. As militâncias que fundaram o PT vieram em parte das ciências, a opção por um PT de massas foi discutida, pois se eles fossem marxistas os intelectuais não seriam militantes. Foi difícil aceitar a idéia de um PT massivo; foi com ajuda do comunismo infiltrado na Igreja, com a adoção do termo trabalhador, sem limitá-lo ao operário, que era coisa do Prestismo do PCB, e de que se aproveitaram os dissidentes táticos do Partidão, na ALN, na OCML-PO, no MR-8, na APML do B, que nada têm, ou quase nada, de proletários. 

     O PT não é um partido operário, só ficticiamente de trabalhadores, mas a ideologia é marxista com influências de Antônio Gramsci, que foi trazido para a política das esquerdas pela SBPC a partir de 1980.  O Nosso analista de PC do B, não via e nem sabia nada sobre Gramsci, foi o Dr. Gallo quem fez uma síntese supimpa para o nosso antigo relatório, explicando as bases gramscianas. Talvez tivesse deixado de falar sobre o que implicou as mudanças específicas para o caso do Brasil, que é a ideologia do bloco dos intelectuais, mas o resto ele falou tudo que era necessário, sem entrar no modo de construção teórica da compreensão dialética, mas falou e explicou bem a questão da sociedade política, sociedade civil e guerra de posiçõesÉ ele jurisconsulto nesses assuntos, para satisfação nossa que o conhecemos e trabalhamos com ele.

UMA CURIORIDADE:
O dr Gallo, acima citado, é o atual Carlos Ilich Santos Azambuja.

terça-feira, 11 de abril de 2017

LISTA FECHADA (entenda do que se trata)


LISTA  FECHADA (entenda do que se trata)

(Autor desconhecido)

Em um restaurante...
"- Garçom, me veja o cardápio, por favor.

- Nós não trabalhamos mais com cardápio, senhor.

- Vocês usam uma tabuleta, você me fala os pratos?

- Não, senhor, trabalhamos agora com lista fechada.

- Como assim, "lista fechada"?

- O senhor escolhe o restaurante (no caso, escolheu o nosso), e o nosso gerente escolhe o que o senhor vai comer.

- E o que é que eu ganho com isso?

- O senhor não precisa perder tempo escolhendo.

- Mas como vou saber o que vou comer?

- O senhor come o que o gerente achar que o senhor deve comer.

- Mas baseado em quê, se ele não sabe do que eu gosto.

- Baseado nos critérios dele.

- Que são...

- Ele pode querer que sejam os pratos mais caros. Ou os que usam ingredientes que estão com prazo de validade perto de vencer. Ou os que já estão prontos. Ou os que dão menos trabalho. Isso não cabe ao senhor decidir.

- Então eu me sento e...

- Senta, come o que o gerente quiser, e paga a conta.

- E se eu não gostar do prato?

- Nós não trabalhamos com essa possibilidade, senhor. Gostando ou não, vai pagar a conta do mesmo jeito.

- Bem, acho que vou então para outro restaurante...

- Todos agora trabalham assim, senhor.

- Mas quem decidiu isso?

- O Sindicato dos Donos dos Restaurantes.

- Pois então eu não vou mais comer fora. Vou comer em casa.

- Não tem problema, senhor. Posso trazer a conta?

- Que conta? Não vou comer nada...

- A do Fundo Suprapartidário dos Restaurantes. Comendo aqui ou em casa, o senhor tem que financiar os restaurantes.

- Por que é que eu tenho que financiar vocês?

- Porque se não financiar por bem, nós vamos conseguir o financiamento de outra forma, que é assaltando o senhor - um método também conhecido como Caixa Registradora Dois. O senhor pagar diretamente é muito mais civilizado, não acha?

- E quem me garante que eu pagando vocês não vão me assaltar do mesmo jeito?

- Ninguém, senhor. Ah, não aceitamos cartão. E os 10% são obrigatórios...

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Essa é uma das propostas da Reforma Política dos seus nobres representantes no congresso... a Lista Fechada.

Obs.: Texto de autoria desconhecida, recebido do coronel do EB Manoel Soriano Neto, advogado e historiador militar (F. Maier)

PROTEJAM NOSSAS CRIANÇAS: NÃO À IDEOLOGIA DE GÊNERO NO PME DO RIO DE JANEIRO



PROTEJAM NOSSAS CRIANÇAS: NÃO À IDEOLOGIA DE GÊNERO NO PME DO RIO DE JANEIRO

Assine a petição:

Aula de matemática do curso primário, por Ricardo Bergamini

Senhor Ronald Lobato

Confesso que não sei o que fazer e acredito que nem Deus saiba mais o que fazer com a estupidez coletiva brasileira. Sem conhecimento da matemática do curso primário não há salvação para o Brasil. Haja saco.

No Brasil um assunto de nível primário da matemática se transformou num verdadeiro manicômio onde a estupidez coletiva reina absoluta, sem nenhum pudor e vergonha, dando piruadas e palpites.

A previdência não tem nenhuma relação com valores de salários, nem com a forma de gestão: quer seja de capitalização ou caixa.

O problema da previdência no Brasil está no desequilíbrio entre a produção de inativos terem sido muito maiores do que a de ativos, conforme provado no estudo abaixo:

Se todos os 2.342.090 participantes do RPPS federal (ativos e inativos) recebessem R$ 1,00 de salário haveria um déficit da ordem R$ 598.839,05, assim sendo fica provado que a previdência não tem nenhuma relação com o valor dos salários dos participantes, mas sim com o equilíbrio entre o quantitativo de ativos e inativos.
Nesse tema somente me resta rogar a Deus que dê luz a elite desse país para entender essa bobagem de nível primário. Estaria pedindo muito a Deus?

Quanto aos jornalistas com espaço na grande imprensa poderiam ajudar no entendimento desse assunto primário e nada fazem, ficam perdendo tempo com masturbação mental ideológica.
Nota: Para os que sempre justificam que não entendem de economia devo lembrar que o estudo não é de economia, mas sim da matemática que aprendemos no curso primário.

Aula de matemática do curso primário

Ricardo Bergamini

A previdência é uma distorção de longa data no Brasil, mas 80% das aberrações ocorrem no RPPS (servidores públicos) haja vista a constatação abaixo:

- Em 2016 o Regime Geral de Previdência Social (INSS) destinado aos trabalhadores de segunda classe (empresas privadas) com 100,6 milhões de participantes (70,1 milhões de contribuintes e 30,5 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 149,7 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 1.488,07).

- Em 2016 o Regime Próprio da Previdência Social destinado aos trabalhadores de primeira classe (servidores públicos) – União, 26 estados, DF e 2087 municípios mais ricos, com apenas 9,9 milhões de participantes (6,3 milhões de contribuintes e 3,6 milhões de beneficiários) gerou um déficit previdenciário da ordem de R$ 155,6 bilhões (déficit per capita por participante de R$ 15.717,17).

Um aluno de primeiro grau com certeza não terá dúvida que o RPPS é 10,56 vezes mais grave do que RGPS.

A nossa análise será sobre o RPPS sem utilizar valores, visto que o problema da previdência social está no desequilíbrio do quantitativo entre ativos e inativos, e não nos salários dos participantes.
Premissas básicas para análise do RPPS dos servidores públicos federais:

- Em dezembro 2015 existiam 1.310.715 servidores federais ativos (civis, militares e intergovernamentais*).

- Em dezembro 2015 existiam 1.031.375 servidores federais inativos (civis, militares e intergovenamentais*)

- Em função dos direitos adquiridos, cláusula pétrea da Constituição, jamais poderá ser reduzido o seu quantitativo, da forma como ocorre nos ajustes da inciativa privada.

- Os salários dos inativos são sempre iguais aos dos ativos.

- Há uma contribuição para o RPPS de 11% da parte dos empregados e de 22% da parte patronal (União).

Para facilitar o raciocínio matemático da análise vamos hipoteticamente atribuir uma remuneração de R$ 1,00 para todos.

Em vista do acima exposto o custo com ativos seria de R$ 1.310.715,00 e com inativos de R$ 1.031.375,00. Sendo a contribuição dos servidores ativos de 11,00% o fundo receberia R$ 144.178,65 da parte contributiva dos empregados ativos e sendo a parte patronal de 22% o fundo receberia R$ 288.357,30, totalizando R$ 432.535,95, sendo  o custo com inativos da ordem de R$ 1.031.375,00 gerou um défict previdenciário da ordem R$ 598.839,05 cobertos com as fontes de financiamentos (COFI NS e CSSL) que são uma das maiores aberrações e excrescências econômicas e desumanas já conhecidas, visto que essas contribuições atingem todos os brasileiros de forma generalizada, mesmos os que não fazem parte do grupo coberto pela previdência, tais como: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada, contingente composto de quase a metade da população economicamente ativa. Esses grupos de excluídos estão pagando para uma festa da qual jamais serão convidados a participar.

Conclusão: Se todos os 2.342.090 participantes do RPPS federal (ativos e inativos) recebessem R$ 1,00 de salário haveria um déficit da ordem R$ 598.839,05, assim sendo fica provado que a previdência não tem nenhuma relação com o valor dos salários dos participantes, mas sim com o equilíbrio entre o quantitativo de ativos e inativos.

Notas:

Não foram considerados nos cálculos uma pequena parcela de inativos que também contribuem em função do altos salários, mas que o efeito seria pequeno no resultado.

Em relação ao RPPS dos estados e municípios o raciocínio é o mesmo somente mudando o indice entre ativos/inativos que no federal é de 1,27 ativos para 1,00 inativo e nos estados e municípios é de 1,88 ativos para 1,00 inativo.

Ricardo Bergamini
(48) 99636-7322
(48) 99976-6974
Membro do Grupo Pensar+ www.pontocritico.com
ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
www.ricardobergamini.com.br

De: Ronald Lobato [mailto:...@hotmail.com.br]
Enviada em: segunda-feira, 10 de abril de 2017 22:19
Para: ricardobergamini@ricardobergamini.com.br
Assunto: Sarney


Gostei muito de seu artigo sobre os abusos de Sarney em aposentadorias. E também da referência às duas categorias de aposentadoria: pública a melhor e privada a pior.
Contudo você compra a tese alardeada de que há déficit nas duas previdências, mas os especialistas estão mostrando que se as receitas previstas para a seguridade não forem desviadas o déficit não existe.
Além disso convém sublinhar que o déficit na previdência pública decorre dos valores pagos aos marajás (justiça, procuradoria, militares, delegados e outros poucos, como a concessão de pensão a fillhas pelo resto da vida para alguns setores privilegiados).
Abs
Ronald Lobato

PCUS – A AUTORIDADE INCONDICIONAL DO PARTIDO

PCUS – A AUTORIDADE INCONDICIONAL DO PARTIDO

 Carlos I. S. Azambuja

“Pode ser verdade que ‘não se consegue enganar a todos o tempo todo’, mas é possível enganar a quantidade suficiente para dominar uma grande Nação” (Will Durant)                         

     Ninguém sabe até onde se estende a autoridade incondicional do Partido. Na era Jadnov-Stalin, este último resolvia as controvérsias relativas à hereditariedade, formulava a teoria da arte, envolvia-se em lingüística e definia a verdade quanto ao passado e ao futuro. Mas nunca a “verdade histórica” foi tão rebelde à interpretação literal. O nome de Trotski foi apagado dos anais da Revolução, e o criador do Exército Vermelho, retrospectivamente, um não ser.  

     Os dialéticos, responsáveis pela linguagem repetida pelos diversos alto-falantes da propaganda, fazem uma distinção entre a autêntica doutrina e as ideologias usadas para atrair ou conquistar essa ou aquela nacionalidade. A doutrina, como tal, reza que toda a religião é superstição, mas concede-se a liberdade de culto. No interior do país usa-se o bispo local para a paz, buscando um apoio das igrejas ortodoxas. A doutrina recusa o nacionalismo e prevê uma sociedade universal sem classes. quando se trata, porém, de derrotar a agressão hitlerista, apela-se para a lembrança de Alexander Nevski, ou até mesmo de Alexander Suvorov, exaltando-se as virtudes do povo da Grande Rússia. As conquistas do Exército Czarista, eram “imperialistas”, mas passaram a ser “progressistas”, tendo em vista a superioridade da civilização levada pelas tropas russas e o futuro revolucionário que se espera de Moscou. Essa missão única do povo da Grande Rússia, seria uma ideologia manipulada pelos psicotécnicos por motivação oportunista ou um elemento da doutrina? 

     Sem poder definir a ortodoxia, os fiéis se obrigam a uma estrita disciplina na maneira de falar, e provavelmente uma boa liberdade na maneira de pensar. Czeslaw Milosz analisou as motivações e os sistemas de justificativas dos intelectuais, cooptados ou hesitantes, nas democracias populares. Os intelectuais da Polônia e da então Alemanha Oriental têm experiência própria da realidade soviética. A escolha é se submeter, resistir sem esperança ou emigrar. Os intelectuais do Ocidente são livres.

     Motivos para a adesão e conteúdo da crença variam de pessoa a pessoa: a verdadeira comunidade entre os fiéis é a da igreja, não a do pensamento nem a dos sentimentos. Os verdadeiros comunistas admitem que o Partido Bolchevique Russo, e os partidos que o seguem, encarnam a causa do proletariado, que se confunde com o socialismo.  

     Tal ato de fé não exclui as mais diversas interpretações. Uns julgam que o Partido é o agente indispensável para a industrialização acelerada e definhará com a elevação do nível de vida; outros, que o socialismo está fadado a uma difusão universal e que o Ocidente será inevitavelmente conquistado ou convertido, não por ser moral e espiritualmente inferior, mas por estar historicamente condenado a isso. Uns consideram a acumulação socialista essencial e os delírios ideológicos, deplorável acompanhamento de uma obra que a razão ordena. Outros, pelo contrário, encaram a “logocracia” como anúncio de novos tempos: as sociedades mecanicistas, tendo perdido a fé em Deus, se unirão sob o jugo de uma teologia secular.

     Otimistas ou pessimistas, estimulados por uma expectativa infinita ou resignados a um destino inumano, todos esses fiéis se situam numa aventura que não está à altura do indivíduo, e da qual o Partido assume a responsabilidade. Não ignoram a existência dos campos de concentração e o controle da cultura, mas se negam a romper o juramento de aliança ao grande empreendimento. Que o homem, na história, tome, com relação à sua época, a distância que o passar do tempo garante ao historiador: se os nossos bisnetos se submeterão, talvez agradecidos, porque não imitar, desde já, a sabedoria dos nossos ascendentes? Entre o militante que recebe, ingenuamente, do Partido, a verdade diária, e aquele que conhece objetivamente o mundo, sem os véus da significação, existem tidos os graus intermediários.

     Inapreensível, essa ortodoxia nem por isso deixa de ser imperiosa e conquistadora. Ela faz crescer o prestígio das idéias marxistas pela força de um fato: o Partido é senhor do Estado Soviético e de um imenso império. Aqueles que evocam idéias, sem se inclinar perante o fato, vacilam na adesão, inclinados, ora a vituperar o fato em nome da idéia, ora a justificar o ato pela idéia. 

     O stalinista nem sabe exatamente em que acredita, mas firmemente acredita que o Partido Bolchevique ou o Comitê Executivo foi investido de uma missão histórica. Essa crença poderia parecer burlesca em 1903, estranha em 1917, e duvidosa em 1939. Desde então, foi consagrada pelo deus das batalhas.

     Qual outro Partido seria digno de encarnar a causa do proletariado mundial?   
______________________________

     O texto acima foi transcrito do livro O Ópio dos Intelectuais, escrito por Raymond Aron e publicado em 1955 – antes, portanto, da invasão da Hungria pelos tanques soviéticosRaymond Aron (1905-1983) foi um filósofo, professor e ideólogo francês. É autor de As Etapas do Pensamento Sociológico O Marxismo de Marx, entre outros livros.

A PERENE REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO BRASIL

A PERENE REVOLUÇÃO SOCIALISTA NO BRASIL  

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva

O lançamento do Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels, em 1848, contribuiu para expandir a ideologia comunista. Anos depois, foram criadas organizações, em sucessivas Internacionais Socialistas, que reuniam grupos de distintas tendências, empenhados na revolução socialista mundial.

A IIIª Internacional surgiu em Moscou, em 1919, e ficou conhecida como a Internacional Comunista (IC). Ela estabeleceu o Comitê Internacional (COMINTERN), órgão do Partido Comunista da União Soviética (PCUS) encarregado de disseminar a revolução socialista, criando partidos comunistas em diversos países.

Em 1922, nascia o Partido Comunista - Seção Brasileira da Internacional Comunista (PC-SBIC), origem do PCB e de sua futura dissidência, o PCdoB, após a cisão em 1962. Para se filiar à IC, o partido teve de aceitar as 21 condições impostas pelo COMINTERN. Entre elas, algumas determinavam que os PC deveriam combinar ações legais com ilegais, fazer campanhas de agitação e propaganda com foco nos exércitos, ser partidos internacionais, renunciar ao patriotismo e ao pacifismo social e obedecer à IC/PCUS. É um absurdo, mas o PCB se subordinou à União Soviética!

Com a submissão ao PCUS e às suas condições de filiação, o socialismo no Brasil já nasceu incompatibilizado com as Forças Armadas, instituições legalistas, patrióticas, fiadoras da paz interna e exclusivamente leais à nação.

No Brasil, a revolução socialista faz um trabalho permanente de acumulação de forças, que culmina com tentativas de tomada do poder.

A primeira tentativa foi a Intentona Comunista em 1935. Luiz Carlos Prestes liderou uma ampla frente, a Aliança Nacional Libertadora (ANL), constituída pelo PCB e outros setores da esquerda. O golpe foi autorizado pelo PCUS e empregou o modelo bolchevista russo de 1917 - golpe de Estado imediato e violento. No Manifesto Revolucionário, que convocava a nação, constavam os slogans: “todo o poder à ANL”; e “pão, terra e liberdade”. Na revolução bolchevista, os slogans eram: “todo o poder aos sovietes”; e “pão, paz e terra”. Coincidência? A revolta foi sufocada e serviu como um pretexto para a implantação do Estado Novo, a ditadura Vargas (1937 a 1945).

A segunda tentativa se intensificou de 1961 a 1964 e usou a via pacífica preconizada pela URSS a partir de meados dos anos 1950. Assim, o golpe de Estado foi paulatinamente preparado por meio da infiltração em instituições e setores selecionados, em todos os níveis da sociedade, a fim de viabilizar pressões de base e de cúpula, bem como da subversão (agitação e propaganda), de modo a criar o clima revolucionário para motivar a nação para o golpe. Em 1963, Luiz Carlos Prestes declarara que o Brasil disputava a glória de ser o segundo país do continente a implantar o socialismo e que o PCB estava no governo, mas ainda não tinha o poder. O Movimento Civil-Militar de 31 de Março de 1964 frustrou a investida.

A terceira tentativa foi preparada desde o início dos anos 1960 e se intensificou a partir de 1966. Empregou-se a forma violenta (linha maoísta ou chinesa), que previa a luta armada prolongada, modelo fortalecido após o fracasso da via pacífica de linha soviética. A revolução socialista recebeu outro duro golpe, mas atrasou por dez anos a redemocratização almejada pela nação. A esquerda revolucionária não teve o reconhecimento de nenhuma democracia e de nenhum organismo internacional de que lutasse por democracia ou representasse parte do povo brasileiro. A redemocratização, em 1978, não foi obra da luta armada, então totalmente desmantelada, mas sim do governo, da oposição legal e da sociedade ordeira.

Porém, a revolução socialista é perene e, hoje, ela acumula forças para a quarta tentativa de conquistar o poder. Retomou a via pacífica, agora de linha gramcista, estratégia de longo prazo em andamento, também, desde os anos 1960. O PT, substituto do PCB e do PCdoB na liderança da revolução, pretende a hegemonia sobre a sociedade, para controla-la, neutralizar o aparato de segurança do Estado democrático, para destruí-lo, tomar o poder e, só então, implantar o regime socialista. A investida sofreu um revés com a saída do PT do governo, mas ele manteve o controle de setores importantes da sociedade, enfraquecida pela destruição de valores atiçada pela revolução socialista há décadas. Quem acha que o PT não é socialista não leu os sucessivos documentos do partido. O fato de muitos dos seus líderes se corromperem pela ganância por poder e riqueza, não significa que o PT não seja ideológico. Ideologia não é atestado de civismo e dignidade.

Onde a revolução socialista triunfou e impôs esse regime ou permaneceu por longo tempo no governo, mesmo sem tomar o poder, o resultado foi desastroso. No primeiro caso, impôs ditaduras totalitárias, eliminou a democracia, a liberdade e, literalmente, milhões ou milhares de cidadãos. No segundo caso, infelicidade brasileira, os socialistas chegaram e permaneceram no governo por duas décadas. Evidenciaram inaptidão para desenvolver a nação, menosprezo aos valores da nacionalidade e perfil internacionalista, de 1994 a 2002 e, além disso, falência moral, falta de ética e intolerância com o opositor, na contramão da democracia, de 2003 a 2016. Foram dois governos socialistas, um fabianista e outro marxista, muito alinhados na ideologia e parcialmente nos métodos de implantação daquele regime. O primeiro propiciou e o segundo acelerou o desmanche do país, tragédia cujas consequências ainda não foram percebidas pela sociedade. Os socialistas se proclamam progressistas, mesclando arrogância com marketing enganador, e assim são aclamados por desonestidade ou mediocridade intelectual de muitos formadores de opinião.

O Brasil tem duas poderosas e destrutivas forças internas. A liderança política fisiológica, não discutida aqui, e a permanente revolução socialista, ambas incompetentes para governar e aliadas até há pouco tempo. Se elas permanecerem ocupando, amplamente, o topo da pirâmide do poder, a nação continuará patinando e sua paz social será comprometida. Nunca antes na história desse país, um grupo governante lhe causou tanto mal.