MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

CARTA ABERTA PARA A PRESIDENTE DO STF

CARTA ABERTA PARA A PRESIDENTE DO STF

Sinto-me triste por ter que escrever esta carta à Excelentíssima Ministra e Presidente do STF – senhora CARMEN LÚCIA. Faço-a porque, de outra maneira, não chegaria às mãos da Presidente.

Escrevo esta missiva com o maior respeito ao PODER JUDICIÁRIO, pois sou de um tempo, Exma. Presidente que:

         - O professor era o mestre querido;
         - O idoso era respeitado e não precisava de código,
         - Ao passar pela rua um juiz ou desembargador, todos se levantavam e tiravam o chapéu;
         - Meu professor de Direito gritava: “A LEI – A LEI – A LEI. (não sou advogado e, sim, militar);
         - A Leitura da fala do TRONO Inglês tem a porta da frente do parlamento fechada e todos entram pelos fundos, até o Rei, assim li em algum lugar. Pela frente só o Presidente do (STF inglês) que chega numa carruagem. Dirige-se para a porta, que se abre, e o arauto anuncia: SUA MAGESTADE A LEI. TODOS SE LEVANTAM, ATÉ O REI, PARA SAUDAR A LEI;
         - Vi no governo Itamar Franco, um amigo e assessor direto ser afastado pelo presidente por ter sido acusado de algo contra a lei e assegurado sua volta, provado sua inocência. Voltou com a cabeça erguida;
         - Estou vendo hoje o que nunca vi. Fica claro que não tenho partido. Minha preocupação é com STF e a figura de Vossa Excelência. Sem a lei – Sem  o respeito a lei – Sem o cumprimento da lei, somos uma sociedade em decomposição e ameaçada de desaparecer.

Aprendi que a figura do magistrado é intocável, contudo o que estou vendo, são críticas e desconfiança quanto ao PODER sagrado da JUSTIÇA. Longe de pensar qualquer coisa de falta de respeito aos magistrados, mas o silêncio de todos, ou não se tomar conhecimento de algo a respeito de ataque até a honra, deixa-me apreensivo quando a intocabilidade do Tribunal que é a última defesa do cidadão.

A sociedade ficou suspensa com a morte do Ministro Teori Javaski. Quem será o relator? Ficou uma impressão que a escolha do Ministro Edson Fachin foi um arranjo que permitiu a chegada de oxigênio. Nova esperança.

Ministra CARMEM LÚCIA. Estamos todos confiantes na senhora. Veja o que aconteceu no Senado na eleição da CCJ.

Meu BOM DEUS! ESTÃO ESQUECENDO, NO MEU BRASIL,  O QUE ARISTÓTELES (384 –322 aC),  (2.401 anos atrás) ESCREVEU e nós ainda não aprendemos: 

“A BASE DA SOCIEDADE É A JUSTIÇA; O JULGAMENTO CONSTITUI A ORDEM DA SOCIEDADE: ORA O JULGAMENTO É A APLICAÇÃO DA JUSTIÇA.”

Meu sincero respeito a pessoa de Vossa Excelência e curvo-me perante a MAJESTADE DA LEI.

Fortaleza, 13 de fevereiro  de 2017

GENERAL DE DIVISÃO REFORMADO FRANCISCO BATISTA TORRES DE MELO

VAMOS NOS JUNTAR E CHEGAR AO STF.

REPASSE

Os 50 erros de português mais comuns no mundo do trabalho

Os 50 erros de português mais comuns no mundo do trabalho

Antissemitismo em alta nos EUA

EDIÇÃO ESPECIAL FERIADÃO

ÂncoraNO CEMITÉRIO JUDAICO, PROCURANDO RESPOSTAS EM MEIO AO DESGOSTO
Por MONICA DAVEY e ALAN BLINDER
The New York Times -21 de fevereiro de 2017


Trabalhadores levantam lápidas caídas na terça-feira no cemitério Chesed Shel Emeth, em University City (Crédito: Nick Schnelle - The New York Times)
UNIVERSITY CITY, Missouri — Em silenciosos aglomerados, famílias esperaram num cemitério judaico centenário, aqui, na terça-feira. Alguns pedaços de papel descreviam onde parentes foram enterrados. Outros carregavam pequenos sacos de plástico cheios de pedras para deixar sobre os túmulos, uma tradição.
Eles vieram com uma única pergunta: será que o túmulo de um ente querido está entre os quase 200 que haviam sido vandalizados, aqui, durante o fim de semana?
"Você espera que não seja o ressurgimento de algo, de antissemitismo, mas eu não sei", disse Herschel Price, de 87 anos, de Creve Coeur (Missouri), enquanto caminhava em direção aos túmulos de sua mãe e de seu pai.
"Este é um terreno sagrado", disse sua esposa, Margie. "E tudo o que sinto agora é desgosto".
Os Price se uniram a dezenas de outros em uma busca frenética pelo cemitério Chesed Shel Emeth, a Oeste de St. Louis, enquanto tentavam saber se as sepulturas de seus parentes estavam intactas. Encontraram as lápides de sua família ilesas.
Funcionários do cemitério disseram que foram inundados por telefonemas, e-mails e visitas, na terça-feira, de famílias angustiadas. Mas quem telefonava também perguntava se o vandalismo, neste cemitério de 124 anos, pode ser mais um de uma série de episódios antissemitas ocorridos nas últimas semanas. Na terça-feira, o presidente Trump condenou os episódios, que alguns críticos apontaram como um produto das ásperas críticas da campanha presidencial do ano passado e do tom do Sr. Trump durante a mesma.
Desde o início do ano, pelo menos 53 centros comunitários judaicos em todo o país receberam ameaças de bomba, de acordo com a Associação JCC (Jewish Comunity Centers) da América do Norte. Mais de uma dúzia das facilidades, incluindo centros em Albuquerque; Baltimore; Birmingham (Alabama) Milwaukee e Wilmington (Delaware), relataram diversas ameaças. Além disso, chocantes grafites de suásticas foram relatados em alguns campi universitários e no metrô de Nova York.
"Embora estejamos aliviados por todas essas ameaças terem sido provadas como sendo embustes e porque nenhuma pessoa ficou ferida, estamos preocupados com o antissemitismo por detrás dessas ameaças e com a repetição de ameaças destinadas a interferir no dia a dia”, disse David Posner, o diretor de Desempenho Estratégico do Grupo JCC norte-americano, acrescentando que uma instalação no Canadá também tinha sido ameaçada.
Ron Glazer, de 61 anos, disse que o cemitério onde seus pais e avós foram enterrados era amplamente conhecido como um cemitério judeu e nunca, em sua memória, havia sido vandalizado.
"Você não espera isso num cemitério e, com tudo o que está acontecendo, você não pode deixar de pensar e se preocupar", disse ele. "Não posso acreditar que isso esteja acontecendo aqui e agora, mas está. E as pessoas precisam falar sobre isso".
As autoridades policiais, que não realizaram nenhuma detenção no caso de Missouri, disseram que não tinham nenhuma indicação de que o vandalismo era um crime de ódio e nenhum investigador sugeriu publicamente um vínculo entre isso e os outros episódios antissemitas. No entanto, muitas das famílias atraídas ao cemitério na terça-feira disseram que têm sentido um clima cada vez mais sinistro por trás do padrão das ameaças.
"Nunca experimentamos esse nível de antissemitismo – de diferentes lugares em campo, através do telefone, literalmente por telefone – num momento em que grupos de ódio e supremacistas brancos, em particular, sentem que têm um representante no mais alto cargo (do país)", disse Oren Segal, diretor do Centro de Extremismo da Liga Anti-Difamação.
A Agência Federal de Investigação (FBI) e a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça abriram um inquérito sobre as ameaças de bomba no mês passado e uma porta-voz do FBI disse, terça-feira, que o departamento estava "ciente do incidente em University City”.
"Se, no curso da investigação local, informações vierem à tona sobre uma possível violação de direitos civis em âmbito federal, o FBI está preparado para investigar", disse a porta-voz Rebecca Wu, por e-mail.
A polícia de University City, com uma população de cerca de 35 mil, disse que os investigadores estavam revendo vídeos de vigilância do episódio, que pode ter acontecido no Shabat, o sábado judaico (o cemitério está fechado aos sábados). Cercas envolvendo o cemitério e as portas são trancadas à noite.


Pessoas foram ao cemitério judaico para ver se os túmulos de seus entes queridos estavam entre os quase 200 vandalizados durante o fim de semana (Crédito: Nick Schnelle - The New York Times)
Embora a maioria dos crimes de ódio nos Estados Unidos estejam ligados a preconceitos de raça, etnia ou ascendência, as autoridades federais registraram 664 incidentes anti-judaicos em 2015, o ano mais recente do qual o FBI tem dados disponíveis. Trata-se de um aumento de cerca de 9% em relação ao ano anterior, mas o número de episódios permaneceu muito menor do que em alguns outros anos recentes, como 2010, quando autoridades federais relataram 887 incidentes anti-judaicos.
"Algo foi liberado durante um período que, eu diria, um par de anos", disse Segal. "Alguns casos são de pessoas literalmente se sentimento encorajadas pela retórica divisiva. Outra parte, francamente, é a capacidade das pessoas de assediar e criar medo com muito mais facilidade do que em qualquer outro momento da História humana".
As organizações judaicas têm consciência há muito tempo de riscos de segurança. De fato, a primeira das 18 melhores práticas de segurança recomendadas pela Liga Anti-Difamação é "fazer da segurança e da proteção partes da cultura de sua instituição, envolvendo pessoal, liderança e constituintes". Outra prática recomendada é desenvolver um plano de resposta a ameaças de bomba.
"A segurança é parte da cultura da comunidade judaica neste país e, francamente, em todo o mundo", disse Segal. "Você pode estar, ao mesmo tempo, preparado, indignado e preocupado."
Ainda assim, sinagogas, e não centros comunitários e cemitérios, têm sido vistas historicamente como as mais ameaçadas. Mark Potok, pesquisador sênior do Southern Poverty Law Center, que também acompanha a atividade antissemita, disse pensar que o recente assédio aos centros comunitários seria impulsionado pela percepção de que são os chamados “alvos fáceis”, especialmente em comparação com sinagogas.
"Esse tipo de coisa, como as ameaças de bomba, me parece ser algo de baderneiros em esteróides", disse Potok. "Não estão realmente explodindo nada, mas estão causando uma quantidade incrível de confusão e é possível fazê-lo anonimamente”.
Pesquisadores de extremismo dizem que um pequeno grupo de pessoas poderia estar por trás dos telefonemas e que é cedo demais para saber se o vandalismo em Missouri está diretamente ligado às ameaças de bomba.
Mas Potok adverte que a profanação do cemitério deve ser vista como alarmante.
"Meu palpite é que podem ser adolescentes entediados e extremamente desagradáveis, mas não é pura casualidade que seja num cemitério judeu", disse ele. "Eles podem não ser grandes e sérios antissemitas que negam o Holocausto e todo o resto, mas podem ser pequenos gangsters que são estimulados pela enorme quantidade de propaganda antissemita".
Aqui em Missouri, o governador Eric Greitens anunciou, na terça-feira, que ajudaria na limpeza do cemitério, na tarde de quarta-feira.
Embora a polícia tenha advertido contra ligar o vandalismo de University City a outros crimes, a destruição aqui teve grande ressonância como um símbolo do antissemitismo contemporâneo.
Em seu programa de televisão na rede Bravo, Andy Cohen observou que tinha parentes enterrados no cemitério. Falando durante seu programa, o Sr. Cohen acrescentou: "Mas não tenho que ter uma conexão pessoal para saber que isso não é quem nós somos como americanos e isso certamente não deveria ser para onde nós estamos indo."
O vandalismo, misturado com a onda mais ampla de atividade antissemita, é desmoralizante, disse Cohen.
"Isso não parece uma coincidência", disse ele. "Não podemos permitir que atos de ódio contra alguém se tornem normais".
Na tarde de terça-feira, trabalhadores do cemitério, alguns com mapas e elaborados arquivos de papel, realizavam uma busca meticulosa de cada túmulo para tentar descobrir quantas pedras tinham sido derrubadas e quantas foram seriamente danificadas. Algumas das lápides mais antigas do cemitério estavam na seção que foi vandalizada. Uma companhia de monumentos tinha chegado para ajudar a colocar algumas pedras que simplesmente tinham sido derrubadas. Outras, segundo as autoridades, exigirão reparos.
"Estamos trabalhando o mais rápido possível para obter uma lista completa, porque sabemos o quanto as pessoas precisam saber sobre suas famílias", disse Anita Feigenbaum, diretora executiva do cemitério. “Nós estamos checando fileira por fileira, pedra por pedra. Essas famílias precisam saber”.

TENENTE CORONEL DO EXERCITO BRASILEIRO SOLTA O VERBO EM TV PORTUGUESA!

TENENTE CORONEL DO EXERCITO BRASILEIRO SOLTA O VERBO EM TV PORTUGUESA!

ISSO VOCÊ JAMAIS VAI VER NA MÍDIA BRASILEIRA TENENTE CORONEL DO EXÉRCITO BRASILEIRO FALA TUDO SOBRE CRISE NO BRASIL E SOBRE CORRUPÇÃO POLÍTICA !


A lógica da decisão do STF em 3 atos

A lógica da decisão do STF em 3 atos

Carlos Ilich Santos Azambuja

1º ATO:

O cidadão de bem é sequestrado, agredido, amordaçado, vendado e trancado no porta malas do carro por horas.
Assim é levado para o cativeiro, um cubículo de um barraco imundo e mal cheiroso, sem saneamento, sem janelas, e fica deitado no chão frio sem poder trocar de roupa ou tomar banho, fazendo suas necessidades em um balde que, quando muito, é retirado uma vez por dia.
Ali fica amarrado, mal alimentado e com água racionada.
Frequentemente é agredido, quando não é mutilado, para forçar a família a pagar o resgate.

2º ATO:

O sequestrador é levado à prisão.
O bandido recorre ao STF denunciando a superlotação da prisão, reclamando da comida, das instalações, da falta de tratamento mais humanitário, enfim, da falta das condições dignas que ele entende ser merecedor.

3º ATO:

O STF decide que a sociedade, inclusive o sequestrado, contribuinte que é, deverá indenizar o sequestrador, pois a prisão está muito longe de ser um hotel cinco estrelas.

Descem as cortinas, ao som do Hino Nacional Brasileiro...

Escorracem já o povo!

Escorracem já o povo!

Por  em 
A vaga aberta no Supremo com a morte de Teori Zavascki assanhou a patrulha ideológica. Para desgraça nossa, ela continua crespa, cada vez mais intolerante. Eram 30 candidatos com chances de levar, avaliou Eliseu Padilha, encarregado pelo Presidente de fazer uma triagem inicial, informou a revista “Época”. No seleto grupo estava Ives Gandra Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Entre os ventilados, só ele foi fulminado pela fatwa da patrulha. Razão: suas opiniões estão vetadas no Brasil pela censura dos bem-pensantes progressistas. Não conheço Ives Gandra Filho, não tenho procuração nem pedido para defendê-lo e, quer saber, nem tenho juízo formado sobre a melhor escolha. Meu problema aqui é outro, de âmbito nacional.

Intrigado com a agressividade do veto, fui atrás das opiniões do magistrado, em especial sobre a família (o falatório girava em torno do tema). E li a nota que distribuiu à imprensa. Tive enorme surpresa. Suas convicções enunciadas em linguagem culta e clara são as da maioria do povo brasileiro.

Em resumo, a artilharia libertária quer banir do Supremo qualquer candidato que espose ideias aceitas pelo grosso dos brasileiros, mas não da patota emproada. A intolerância da neoinquisição não admite divergência. Faz lembrar Henrique VIII advertindo São Tomás Morus no filme “O homem que não vendeu sua alma”: No opposition, Thomas, no opposition. Também ele não admitia oposição. Fica o recado: a KGB progressista não mais tolera no Brasil tais opiniões em pessoas que aspirem a postos de expressão; só ainda as atura no povo miúdo. Cada vez que surgir algum infeliz com tais opiniões, cogitado para posição influente, a patrulha também vai tratá-lo como proscrito.

Para onde vamos? Vamos para a servidão, se o Brasil da gente direita curvar a espinha às tirânicas oligarquias libertárias e assim permitir que minorias fanatizadas, por meio de estrondos publicitários, tomem de assalto as cadeiras do Supremo. E outros espaços de direção.
Vejam o que encontrei (está na rede). O conceito de matrimônio de Ives Gandra Filho reproduz exatamente o que ensina o catecismo católico: “O matrimônio possui dupla finalidade: a) geração e educação dos filhos; b) complementação e ajuda mútua de seus membros. Tendo em vista, justamente, essa dupla finalidade, é que o matrimônio se reveste de duas características básicas que devem ser atendidas pela legislação positiva, sob pena de corrupção da instituição: a) unidade — um homem com uma mulher; b) indissolubilidade — vínculo permanente”. Mesmo protestantes e até agnósticos podem subscrever tal definição; tem raiz no Direito Natural. A intolerância furibunda com os conceitos acima nutre no bojo o vírus da perseguição religiosa, que, se não for combatido, gradualmente vitimará o organismo inteiro.

Transcrevo abaixo algumas outras convicções relativas à família enunciadas pelo Dr. Ives: “A celula mater da sociedade (núcleo básico) é a família, como sociedade natural e primária, constituída numa comunidade de vida e amor para a propagação da espécie humana e ajuda recíproca nas necessidades materiais e morais da vida cotidiana”. Multidões de brasileiros dariam vivas e bateriam palmas em pé para quem afirmasse isso. Vou adiante: “O homem desde a sua origem surgiu no meio de uma família, que é a primeira sociedade humana. Não há que se falar, pois, em estado pré-social ou situação originária de promiscuidade sexual na vida animal”. Continuo: “A base do matrimônio é o consentimento mútuo na outorga e recepção do direito perpétuo e exclusivo sobre o corpo de cada um com vista aos atos aptos à procriação”. Mais uma: “Homens e mulheres têm constituições física e psíquica distintas, complementares entre si”. Excluir um candidato por defender tais convicções, equivale a moralmente banir o geral dos brasileiros de sua pátria.

Opinião de Ives Gandra Filho sobre união homossexual: “O casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro. Casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais, isto deturpa o conceito de família”. Reafirmo, é a persuasão da maior parte do povo brasileiro.

É também censurado por ser contrário ao aborto, ao divórcio, à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos e a pesquisas com células-tronco de embriões. Reitero meu bordão, milhões de brasileiros têm opinião idêntica.

O presidente do TST julgou-se obrigado a distribuir nota à imprensa: “Diante de notícias veiculadas pela imprensa, descontextualizando quatro parágrafos de obra jurídica de minha lavra, venho esclarecer não ter postura nem homofóbica, nem machista. Deixo claro no artigo citado, de 70 páginas, sobre direitos fundamentais, que as pessoas homossexuais devem ser respeitadas em sua orientação e ter seus direitos garantidos, ainda que não sob a modalidade de matrimônio para sua união. Por outro lado, ao tratar das relações familiares, faço referência apenas, de passagem, ao princípio da autoridade como ínsito a qualquer comunidade humana, com os filhos obedecendo aos pais e a mulher ao marido no âmbito familiar, calcado em obra da filósofa judia-cristã Edith Stein, morta em campos de concentração nazista. O compartilhamento da autoridade sempre me pareceu evidente, tendo sido essa a que meus pais casados há 58 anos viveram e a qual são seus filhos muito gratos. […] As demais posturas que adoto em defesa da vida e da família são comuns a católicos e evangélicos, não podendo ser desconsideradas “a priori” numa sociedade democrática e pluralista”.

Vou virar a página e dar um exemplo revelador das agressões da intolerância. Forum de 31 de janeiro traz em manchete: “Manifesto feminista contra Ives Gandra para a vaga de Teori ganha apoio irrestrito”. A notícia afirma que, “para eles [os signatários], Ives Gandra demonstra desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros. ‘Sexismo, homofobia, lesbofobia, discriminação racial, desrespeito aos direitos humanos e sociais e ao Estado laico não podem ser parte da trajetória de quem irá integrar o colegiado do STF’, afirmam, em manifesto”. O texto, intoxicado de preconceitos progressistas e lotado de falsidades, vem assinado, entre outros, por Luiz Gonzaga Beluzzo, Miguel Rossetto, Emir Sader, centenas de professores de Direito, procuradores, líderes sindicais, juízes, jornalistas, advogados.

É pressagioso que minorias oligárquicas de esquerdistas e libertários, treinadas no patrulhamento ideológico, façam marcação cerrada para banir dos postos de direção qualquer um que tenha consonância com opiniões majoritárias do povo brasileiro, por eles abominadas.Agem aqui os mesmos germes causadores das perseguições que mataram milhões nos gulags da Rússia soviética e nos campos de concentração da Alemanha nazista.

NÓS E OS ALGORITMOS

NÓS E OS ALGORITMOS


Maria Lucia Victor Barbosa
23/02/2017

Na sua magistral obra, Homo Deus, Yuval Noah Harari trata de temas extremamente complexos e instigantes de forma compreensível ao senso comum. Entre outros assuntos ele mostra com clareza o que é um algoritmo, termo que vai entrando na moda, mas que é pouco entendido pela maioria:

Um algoritmo é um conjunto metódico de passos que pode ser usado para realização de cálculos, na resolução de problemas e na tomada de decisões”. Como exemplo simples de algoritmo ele dá uma receita de sopa em que os “passos metódicos” são os ingredientes usados para fazer o alimento.
Acrescenta o autor do best-seller que já vendeu mais de dois milhões no mundo, “que os algoritmos que controlam os humanos funcionam mediante sensações, emoções e desejos”, justamente o ponto que desejo abordar nesse pequeno e modesto texto. Isto por que, se a tecnologia é algo extraordinário, dependendo do uso que se faz dela pode ser usada não para o bem e sim para o mal como tudo que é humano.
Um dos usos perigosos é o aperfeiçoamento da manipulação, que sempre existiu, mas que agora é elaborada por técnicas cada vez mais avançadas. Sem perceber a maioria obedece aos interesses de governos, de partidos políticos, da mídia, do marketing, do mercado, da opinião pública, de outras entidades ou grupos. Isso se faz através de passos metódicos baseados em algoritmos que manipulam sensações, emoções e desejos.
A mídia, conforme, Jorge Moreira, tem o “setting, um tipo de efeito social que compreende a seleção, disposição e incidência de notícias sobre temas que o público falará e discutirá. “A agenda é pautada por diversas conveniências do governo e da necessidade de verba de publicidade dos meios de comunicação”. “O que um canal de TV, um jornal ou uma revista postam, todos seus concorrentes seguirão a pauta”.
Como exemplo concreto relembro que o uso da mídia e do marketing foi largamente usado pelo governo petista, muito além de outros governos. Desse modo, Lula se tornou intocável, inimputável, sempre encaixado no papel de vítima. Criticá-lo era sacrilégio, crime de lesa-majestade, algo politicamente incorreto.
Eleito presidente da República na quarta tentativa, foi reeleito malgrado o escândalo do mensalão e, para provar que detinha quase a maioria do povo elegeu e reelegeu sua sucessora, uma façanha política e tanto.
O PT, que se disse puro, ideológico, capaz de mudar o que os outros partidos faziam de errado, continuou elegendo correligionários apesar de ter institucionalizado a corrupção. Os petistas haviam finalmente encontrado um bom marqueteiro que fazia a mágica.
Entretanto, uma das características da vida e das sociedades é o dinamismo e por um processo ligado a uma série de fatores mudanças acontecem mesmo em sistemas autoritários e totalitários. Nas democracias a insatisfação popular manifesta livremente é um dos fatores de mudança e nenhum governo resiste quando a economia vai mal.
Os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff mergulharam o Brasil na pior recessão da nossa história. Como consequência aconteceu o impeachment na esteira da insatisfação popular. Atentos às suas necessidades de votos, parlamentares foram sensíveis à reivindicação de milhões de brasileiros que nas maiores manifestações já havidas no País foram às ruas pedir a saída de Rousseff.
O pior governo que o Brasil já teve esboroou com estrondo. Em vão o PT tentou chamar de golpe o que na verdade era resultado do inconformismo popular com o desemprego, a inflação, a inadimplência. Nas eleições municipais veio outro troco dos brasileiros: o PT perdeu 60% de suas prefeituras e Lula viu minguar seu prestigio.
Diante disto, lideranças petistas agora fazem cálculos para recuperar o enorme poder que já desfrutaram, mas sabem que só podem resgatá-lo mediante a volta à presidência da República do seu único candidato viável, Lula da Silva, em que pese este ser cinco vezes réu.
Apropriadamente surgiu uma pesquisa benfazeja mostrando Lula em primeiro lugar. Pesquisas podem funcionar como marketing, pois pessoas costumam votar em quem está no topo das escolhas para também sentirem vencedoras. O PT sabe disso e tem esperança de que seu líder volte a ser amado enquanto dirige o foco do ódio, que tão bem sabem manejar, para outras figuras como Temer, Alexandre de Moraes, a Polícia e até Trump, presidente dos Estados Unidos do qual não se deixa de falar mal um dia sequer.
Lula sabe instintivamente manipular sensações, emoções e desejos. Em 2018 tudo vai depender das circunstâncias, mas é bom lembrar do que escreveu Nicolau Maquiavel, em 1513, na sua eterna obra, O Príncipe: “Os homens são tão pouco argutos e se inclinam de tal modo às necessidades imediatas, que quem quiser enganá-los encontrará sempre quem se deixe enganar”.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga, autora entre outros livros do “O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a ética a malandragem” e “América Latina – em busca do paraíso perdido”.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

BRASIL EM DESMANCHE, por General Luiz Eduardo Rocha Paiva

BRASIL EM DESMANCHE

General da Reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva
   
  Uma causa longínqua, mas decisiva do desmanche do Brasil é a falência do sistema de ensino, precário na transmissão de conhecimentos, no desenvolvimento da cultura, na formação cívica do cidadão, na valorização da história e tradições, o que enfraquece o patriotismo, e na conscientização de princípios morais e éticos, fatores de fortalecimento da sociedade. Essas deficiências facilitaram a implantação e expansão no país da crise de valores, dos anos 1960-1970, que contaminou a instituição da família, globalmente, e abalou sociedades imaturas como a brasileira.
   Esse cenário foi explorado pela esquerda socialista, a partir dos anos 1960, permitindo-lhe o progressivo domínio do sistema de ensino. Os partidos e movimentos dessa ideologia acabaram por dominar, também, o meio artístico e grande parte da mídia. Com os formadores de opinião nas mãos, promoveram a satanização da maioria conservadora, falsamente acusada de radical, regressista e avessa a anseios da população carente. Na verdade, o conservador não é contra a evolução política e social, desde que se considere a experiência, a tradição, as virtudes e os valores construídos e consagrados ao longo da história. Condena revoluções sociais e políticas propostas por ideologias radicais e utópicas de viés socialista internacionalista ou nacionalista, esta última chamada de extrema direita e maliciosamente confundida com o conservadorismo.
   Democracias não se sustentam em nações sem consciência cívica, justiça legítima e eficaz e onde o Estado não provê as necessidades básicas à população e é gerido por lideranças desacreditadas. A esquerda socialista estava no poder desde 1994, primeiro a fabianista e depois a marxista, ambas parceiras de lideranças patrimonialistas. Essa aliança desacreditou a democracia e afundou o país no mar de lama que sufoca a nação. Com sua ultrapassada visão de Estado, governo e sociedade, os socialistas ditaram rumos desastrosos na busca do Estado do bem-estar social em um país sem o nível de riqueza capaz de sustentá-lo e manter o desenvolvimento. Imagine se tivessem tomado o poder nos anos 1960, quando o Brasil ainda era a 48ª economia mundial.
   A crise brasileira está no limite do suportável. A continuar o ritmo de deterioração política, econômica, moral e social a tendência será a eclosão de rebeliões generalizadas, comprometendo a unidade política do país. Eis o resultado de mais de uma década de danosas políticas populistas eleitoreiras, de gestão econômica irresponsável e insustentável e da estratégia de corrupção para perpetuar o PT no poder.
   O atual presidente da República e o PMDB foram parceiros da liderança petista e, por isso, também são responsáveis pela crise. Assim, embora o impeachment de Dilma Rousseff fosse o melhor para o país, e o processo tenha sido legal, era possível antever as dificuldades para o sucessor superar os óbices e recolocar o Brasil nos eixos.
   Hoje, o Estado não cumpre o papel que lhe delega a nação de garantir sua segurança, desenvolvimento e bem-estar. Na segurança pública, a situação é de pré-anomia, pois o Estado não demonstra autoridade e capacidade de controlar todo o território nacional, nem de exercer o comando e a disciplina sobre órgãos de segurança da população. A demora em controlar as revoltas em presídios do Norte e do Nordeste e o motim da PM do Espírito Santo revela leniência, indecisão e falta de vontade ou autoridade dos governos Federal e estaduais. A mistura dessas fraquezas com o não atendimento das necessidades básicas da população é um estopim para a disseminação de revoltas capazes de provocar o caos político-social e comprometer a segurança nacional.
   A efetiva reabilitação do Brasil, em todos os setores afetados, demandará mais de uma década, mas o ponto de partida e os alicerces da recuperação estão na economia. Será fundamental haver evidências seguras de reabilitação, nos próximos meses, para as tensões se amenizarem. Com isso, o governo terá folego para encaminhar as soluções aos problemas dos setores político e social.
   É justo reconhecer que o governo busca implantar medidas necessárias à recuperação econômica, mas precisa convencer a sociedade a aceitar sacrifícios. Ela concordaria em arcar com um pesado ônus para ajudar o Brasil a sair do abismo, desde que o andar de cima apertasse, e muito, o próprio cinto. Porém, a liderança nacional, nos três Poderes da União, não entende que o exemplo vem de cima e é a base moral da autoridade. Nos altos escalões do serviço público, da União e dos estados, existem mega-salários turbinados por benesses complementares, cuja legalidade sem legitimidade afronta a justiça. Asocialização equilibrada desse custo é a única forma de legitimar sacrifícios impostos a uma sociedade sem reservas para cortar.
   A deterioração da economia nos próximos meses geraria cenários de conflitos, pois as tensões sociais se agravariam, escalando para revoltas em diversas regiões e ameaçando os poderes constitucionais e a unidade nacional. O Executivo sem a confiança da nação, leniente, tímido e sem força política, ao lado do Legislativo desacreditado e descompromissado e do Judiciário dividido, terá muita dificuldade para pacificar o país com base no arcabouço legal vigente. Para aquilatar o provável nível de violência desses conflitos, basta lembrar que a unidade nacional é cláusula pétrea para as Forças Armadas.      
   A nação precisa entender que o poder da esquerda socialista, ideologia liberticida e fracassada, e da nossa liderança política fisiológica é fator de atraso e falência moral. Elas afundaram o Brasil, promoveram a quebra de valores morais e do princípio da autoridade, bases da paz social, incentivaram a indisciplina no serviço público e fraturaram a coesão nacional. Como deter o desmanche do país, dentro das normas legais, com a nação sujeita à forte influência socialista e sob o poder de lideranças fisiológicas tão difíceis de expelir? 



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A FEB NA II GRANDE GUERRA: A bravura do tenente Apollo Miguel Rezk

A FEB NA II GRANDE GUERRA

Em 24 de fevereiro de 1945, a FEB conquistou La Serra, no prosseguimento do rompimento da Linha Gótica (Montes Apeninos), em seguida à tomada de Monte Castelo.

A missão foi do II/1º RI do Ten Cel Sizeno Sarmento. No ataque, destacou-se o Ten Inf Apolo Resk (CPOR-RJ). A seguir vai a citação que consta de suas Alterações, para respaldar o recebimento da Cruz de Combate de 1ª Classe, mais alta condecoração militar nacional. 

Este Infante exemplar é orgulho para todo soldado e, com especial significação, aos oriundos dos CPOR/NPOR. Creio que seja o Febiano mais condecorado.

A de 1ª classe (dourada) é concedida por bravura ou aos que revelarem espírito de sacrifício no desempenho de missões de combate. A de 2ª Classe (prateada) é concedida por ação meritória em campanha. 

O texto foi extraído da Monografia - “Condecorados com a Cruz de Combate de 1º Classe Durante a II Guerra Mundial – virtudes militares comuns”, Glauco Costa de Moraes.  UNISUL (SC)

- 1º Tenente Apollo Miguel Rezk (Ten Temp 1º RI)

Em 12 Dez 44, em Monte Castelo, comandando seu Pel, o Ten Apollo conquistou importante posição alemã, após violenta batalha. Pela bravura demonstrada nessa ação, foi agraciado com a "Silver Star", pelo alto comando americano. Em 24 Fev 45, conquistou La Serra, à frente de seu Pel, atravessando extenso campo minado e sob pesada resistência Ini. Ferido e em posição vulnerável, conseguiu suportar os contra-ataques dos alemães e, apesar do poder de fogo Ini, logrou repeli-los e infligir-lhes severas baixas. Por essa magnífica atuação, Apollo, já no Hosp Camp, ouviu pela rádio BBC de Londres a seguinte notícia: "O Cmdo Aliado na Itália resolveu louvar um Oficial da FEB pelos seguintes motivos: cada ação em combate é um pretexto para evidenciar suas belas qualidades de soldado e sua excelência no Cmdo Pel, conduzindo a sua tropa ao objetivo com o exemplo da sua própria coragem”. Conquistou La Serra, em cujas ruínas se manteve até ser evacuado horas depois de gravemente ferido, quando ainda lutava com sua metralhadora.
Sua posição estava cercada de metralhadoras Ini, a esquerda, à frente e a direita, seis ao todo, as mais próximas distavam cerca de 15 metros do objetivo alcançado, e as mais afastadas, 80 metros. Suportou contra-ataques e esteve cercado durante quase toda a primeira noite. Fez cinco prisioneiros. Ferido em combate às 23 horas do dia 23, só pôde ser evacuado na manhã seguinte, às 10 horas, devido ao intenso bombardeio da Art e Mrt a que estava sujeita a posição. Sua audácia em marchar para o objetivo fixado, que sabia fortemente defendido, completou-se com a decisão de manter o objetivo conquistado. Mesmo ferido, contra-atacado e cercado, não abandonou a posição. Demonstrou coragem, responsabilidade, tenacidade, vontade, espírito de sacrifício, honra e senso de cumprimento do dever.
Pela sua destacada ação em La Serra, o Ten Apollo recebeu dos EUA  a “Cruz de Serviços Distintos”, de valor hierárquico maior que a “Silver Star”, que já havia recebido. Foi um dos poucos combatentes não americanos, em todo o mundo, condecorado com tão importante comenda.
Obs.: Texto recebido do general Luiz Eduardo Rocha Paiva (F. Maier).