MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964
Avião voa sobre a orla carioca em 31/03/2014, ostentando faixa com os seguintes dizeres: "PARABÉNS MILITARES - 31/MARÇO/64 - GRAÇAS A VOCÊS O BRASIL NÃO É CUBA". Clique na imagem acima para acessar MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964 - uma seleção de artigos sobre o tema.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Brasil é campeão mundial de pentatlo militar

 Brasil é campeão mundial de pentatlo militar

 Wiener Neustadt (Áustria) - Encerrando um jejum de 22 anos, a equipe masculina de Pentatlo Militar das Forças Armadas do Brasil sagrou-se campeã do 63º Campeonato Mundial de Pentatlo Militar, do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM). A competição aconteceu de 7 a 14 de agosto em Wiener Neustadt, Áustria, e reuniu 167 atletas de 28 países.

A equipe das Forças Armadas é composta por militares do Exército Brasileiro: o CapitãoTiago Cabral Silva, do 20º B Log Pqdt, e o 1º Ten Douglas de Castro Jacinto, da EsEFEx, conquistaram o 3º e 4º lugares no Individual Geral, respectivamente. Também integraram a equipe o Capitão Diego Garcia Leite, Capitão André Silva Torres, 2º Tenente Thiago Dias Sales e 3º Sargento Leonardo Ressurreição.

Considerado o principal e mais tradicional esporte do CISM, o pentatlo militar é dividido em cinco provas: tiro, natação, lançamento de granada, pista de obstáculos e corrida através campo de 8km.

Cada equipe é composta por seis atletas. Os quatro melhores contam pontos para a classificação geral por equipe. Todos têm que realizar as cinco provas.

A Comissão de Desportos do Exército parabeniza os atletas pela relevante conquista, fruto de muita dedicação e trabalho.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Semitismo: Judoca egípcio se recusa a cumprimentar judeu

Mais um vexame islâmico

JUDOCA EGÍPCIO SE RECUSA A CUMPRIMENTAR OPONENTE VITORIOSO POR SER JUDEU

Rodrigo Constantino

12 de agosto de 2016

Depois dos atletas libaneses se recusarem a entrar num ônibus comum com judeus, foi a vez do judoca egípcio, derrotado pelo oponente israelense, sair sem cumprimentá-lo do tatame, deixando o outro com a mão estendida. É a imagem do racismo, do preconceito, da postura antiesportiva que merece nosso desprezo, nossa revolta e indignação, pois vai contra tudo aquilo que o espírito olímpico liberal representa. Vejam a imagem:
Guga Chacra comentou em sua página do Facebook:
Lamentável a atitude do judoca egípcio de não cumprimentar o israelense. Os dois cresceram como muitos brasileiros que lutaram judô. Devem ter começado a praticar esta modalidade para melhorar a defesa pessoal e terem disciplina. Devem ter aprendido a contar até dez em japonês. Devem ter deixado os pais orgulhosos quando mudaram da faixa branca para a azul e quando conquistaram a primeira medalha. Deviam chegar em casa com fome depois do treino para comer hummus preparado por suas mães. Devem ter ficado tristes em derrotas. Devem ter deixado seus países orgulhosos quando chegaram à Olimpíada. Mas, infelizmente, um deles não soube competir. Não soube ver que do outro lado estava um judoca como ele. Um competidor. Não um inimigo. Uma pena. Egito e Israel tiveram 4 guerras. Milhares de jovens como eles dois morreram. Mas Sadat e Begin assinaram a paz em Camp David. Uma paz para que israelenses egípcios pudessem ser amigos e um dia, décadas mais tarde, dessem a mão com admiração e respeito em uma Olimpíada. Não foi o que aconteceu.
Shylock, de O Mercador de Veneza, uma das peças mais interessantes de Shakespeare, pergunta:
Os judeus não têm olhos? Os judeus não têm mãos, órgãos, dimensões, sentidos, inclinações, paixões? Não ingerem os mesmos alimentos, não se ferem com as armas, não estão sujeitos às mesmas doenças, não se curam com os mesmos remédios, não se aquecem e refrescam com o mesmo verão e o mesmo inverno que aquecem e refrescam os cristãos? Se nos espetardes, não sangramos? Se nos fizerdes cócegas, não rimos? Se nos derdes veneno, não morremos? E se nos ofenderdes, não devemos vingar-nos?
Mas parece que o antissemitismo (ou a judeofobia) tem sido tolerada hoje em dia. Israel pode ser o vilão do mundo na narrativa doentia da esquerda, que despreza justamente a mais próspera e livre democracia daquela região, em meio a vários países muçulmanos sem nenhum tipo de liberdade. Por que tanto ódio? Por que tanto preconceito? E por que tolerar aquilo que, se fosse um israelense fazendo, seria motivo da mais impressionante revolta mundial?
Esse duplo padrão é o câncer da era moderna. “Devemos respeitar a cultura deles”, dizem os multiculturalistas. Mas e quando a “cultura” deles é desprezar a nossa, nossos valores básicos? E quando toleramos demais a intolerância alheia, aqueles que querem nos destruir? Israel é alvo dos mais sórdidos ataques, e não pode se defender. Quando o faz, é alvo de novos ataques, que invariavelmente o condenam por qualquer tentativa de proteger sua população, de garantir sua segurança.
Lamentável mesmo a postura dos libaneses muçulmanos e desse “atleta” egípcio. Só sei que a imprensa jamais reagiria da mesma maneira se fosse o contrário, se as atitudes condenáveis fossem de israelenses contra muçulmanos. E isso no Ocidente com seu legado judaico-cristão. É um espanto!
O COI tem obrigação de expulsar esse racista da Olimpíada para sempre. André Lajst foi preciso em seucomentário sobre o assunto:
O esporte une, agrega, junta e não diferencia raça ou cor. Se esses são os princípios básicos de de uma olimpíada, onde atletas do mundo todo celebram a paz e a coexistência através do esporte, esses princípios estão sendo rompidos na Rio 2016 e nenhuma providência está sendo tomada.
O vídeo abaixo mostra o lutador Egípcio e o Israelense após o fim da luta. No momento que o juiz anuncia o vencedor israelense, o mesmo vai até o egípcio a fim de cumprimentá-lo. Foi ignorado completamente e o Egípcio não fez nem a referencia tradicional de respeito do judô.
Atitudes como essa ferem o princípio básico das olimpíadas: paz e coexistência através do esporte.
Não é a primeira e nem a segunda vez que israelenses são discriminados na frente das câmeras e do público em olimpíadas e campeonatos esportivos mundiais. No primeiro dia das olimpíadas do Rio, atletas libaneses impediram que israelenses subissem em um ônibus compartilhado, em campeonatos de natação no passado, a bandeira de Israel foi retirada do placar e da transmissão ao vivo.
Isso precisa acabar. Israel e Egito assinaram um acordo de paz em 1979, porém, a população de países árabes recebe, com honra, em seus países, atletas que recusaram de lutar ou cumprimentar israelenses.
O racismo dominou o mundo por séculos, causou milhões de mortes em inúmeras guerras. A humanidade passou pelo holocausto e pelo apartheid na África do Sul, portanto, qualquer tipo de discriminação deveria ser severamente punido em um evento como as olimpíadas.
Vivemos no ano de 2016 onde ensinamos nossos filhos o que é certo e errado, o que é moral e ético, e o que é racismo e ilegal. Vamos fazer jus ao lema do esporte mundial e vamos dar o melhor exemplo para as próximas gerações. Racismo é crime no Brasil, nas olimpíadas também deveria ser.
Deveria. Com a palavra, o Comitê Olímpico…

E SE EU FOSSE UM PROFESSOR-DOUTRINADOR?

E SE EU FOSSE UM PROFESSOR-DOUTRINADOR?
15 de agosto de 2016
Por Thiago Kistenmacher, publicado pelo Instituto Liberal
Já perguntamos: E se eu fosse um terrorista muçulmano? O que eu apoiaria e que poderia beneficiar meus planos de, como citado anteriormente, estremecer o Ocidente?
Agora, levando em consideração os debates em torno da questão da ideologia em sala de aula, do projeto Escola Sem Partido e da polêmica que daí suscita, perguntemos: E se eu fosse um professor-doutrinador? O que eu poderia apoiar e criticar para que eu pudesse continuar execrando os EUA enquanto pinto a lousa de vermelho e estimulo um senso crítico direcionado? Pensemos, portanto, como um professor-doutrinador.
Se eu fosse um professor-doutrinador, seria, primeiramente, contra as ideias levantadas pelo projeto Escola Sem Partido, afinal, não poderia mais dizer que Che Guevara foi um herói e louvar Fidel Castro sem sofrer nenhuma consequência.
Se eu fosse um professor-doutrinador, diria, portanto, que não há doutrinação e que nossas aulas, onde nunca se cita nenhum autor liberal ou conservador, são livres e democráticas.
Se eu fosse um professor-doutrinador, negaria a todo custo que os regimes totalitários comunistas são comunistas. Diria, assim, que deturparam Marx e que a aplicação legítima das ideias comunistas teria efeito contrário, quer dizer, o mundo, com elas, seria harmonioso e sem estas desigualdades promovidas pela ganância neoliberal.
Se eu fosse um professor-doutrinador, diria que o debate de ideias é interessante, vendo, porém, naquele aluno liberal com conhecimento de causa, alguém que ainda não compreendeu o mundo como ele deve ser e, claro, como uma ameaça àquelas mentes ainda em formação.
Se eu fosse um professor-doutrinador, sabotaria a bibliografia dizendo que não há espaço para todos os autores, todavia, preencheria esse espaço com referências bibliográficas que não fizessem nenhuma crítica séria às minhas próprias convicções.
Se eu fosse um professor-doutrinador, não faria questão de ser um militante caricato, que vestisse camisas com fotos de Leon Trotsky ou coisas do tipo, dado que, como apontava Gramsci, a melhor forma de fazer isso é sorrateiramente.
Se eu fosse um professor-doutrinador, diria que o aluno liberal ou conservador é radical.
Se eu fosse um professor-doutrinador, diria que nunca vi doutrinação.
Se eu fosse um professor-doutrinador, acusaria colunistas e formadores de opinião liberais e conservadores de distorcer os fatos em favor da classe dominante.
Se eu fosse um professor-doutrinador e fosse acusado de doutrinador, diria estar sendo perseguido pelos defensores do ensino tradicional e, portanto, acrítico.
Se eu fosse um professor-doutrinador, alegaria, com todas as minhas forças, ser contra a doutrinação em sala de aula para ter mais chance de parecer neutro, a favor da liberdade intelectual e, assim, poder doutrinar de modo ainda mais eficaz.
Finalmente, se eu fosse um professor-doutrinador, eu não seria um professor.
Comentário do blog: acrescentaria apenas uma coisa: se eu fosse um professor-doutrinador, seria fã do Gregorio Duviver.
Obs.: Acesse www.escolasempartido.org, coordenado pelo Procurador e Advogado Miguel Nagib (F. Maier).
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Félix Maier é escritor. Publicou o livro 'Egito - uma viagem ao berço de nossa civilização', pela Editora Thesaurus e tem escritos publicados na Usina de Letras, no Ternuma, e no site do Prof. Ricardo Bergamini.
MIDIASEMMASCARA.ORG|POR FÉLIX MAIER

Uma falha na Abertura da Olimpíada

Foi proposital.
Para as antas, o mundo estaria melhor se houvesse prevalecido a cultura da mamãe África e de nossos “ bons” índios que teriam permanecido sem miscigenação, preservando a pureza da raça e de suas cultura.
E a isto eles nem chamam nem de racismo , nem de radicalismo
Eu , elemento miscigenado ( auto- assumido cachorro vira-lata, de origem quase incerta e desconhecida ) chamo a isto fdaputismo militante.
Viva a raça humana e miscigenada!
Laudant quae sciunt,vituperant quae ignorant;laudare a bonis et vituperari a malis unun atque idem est"                             citação de Marcus Tulius Cicero (106-43 AC)
Edson Areias
(21) 9812155 19/  2516 4301/ 03
(61) 98124 55 19/  322 65263

Foi esquecida a importante influência de migrantes europeus

Por Marcelo Câmara

Foi um belo espetáculo a cerimônia de Abertura da Olimpíada2016, no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. “Belíssimo, irretocável, emocionante” – disseram todos, escreveu o mundo. Eu assisti e ratifico: Uma maravilha. Criatividade, gigantesca e adequada cenografia, recursos audiovisuais, coreografia, artes circenses, tecnologias, efeitos especiais. Execução impecável de atores e voluntários. A equipe de criação e produção, formada por Abel Gomes, Andrucha Waddinton, Daniela Thomas e Fernando Meirelles estão de parabéns.

Porém uma falha na seleção e definição dos temas a serem desenvolvidos – que foi do nascimento da vida à defesa do meio ambiente no planeta, passando por toda a formação da Gente e da Cultura Brasileiras – é incompreensível, inaceitável que ocorresse. Se fosse a ausência de um detalhe, um ornamento, um personagem lateral, um figurante, um objeto fora de lugar – tudo isto seria irrelevante, perdoável. Mas houve uma falha grave, um erro importante no roteiro, um pecado mortal, que, creio, o entusiasmo, a emoção, a noite memorável, não permitiram que alguém percebesse e a Imprensa registrasse, em meio à grandiosidade e beleza do espetáculo.

Quando se passeou pelas matrizes e influências na formação da Nação, após o protagonismo do nativo, o índio, habitante de Pindorama, vieram os portugueses, colonizadores. Depois, os africanos, negros escravizados arrancados a chicote da sua terra, amordaçados, acorrentados. Em seguida, passamos à influência árabe, especialmente de sírios e libaneses, para, afinal, apresentar a imigração japonesa no início século passado. Tudo quase perfeito.

DOIS POVOS – Esqueceu-se de dois povos, cujas imigrações constituíram presenças muito mais importantes e influentes do que os árabes e os japoneses. Foram e são eles os alemães e os italianos.

A imigração alemã, iniciada antes da nossa Independência, tem uma história humana de quase duzentos anos, de chegadas, de jornadas que duraram até 1960, de muito trabalho, construção, conflitos, autonomias, assimilações, acréscimos, recepções, permutas, criações, doações, e contribuições à Civilização Brasileira. Enfim, os alemães aqui estabelecidos, e suas descendências, exibem uma vasta fenomenologia socioantropológica, visíveis em monumentais patrimônios sociais, econômicos e culturais, identificados e flagrantes na nossa Vida e na nossa Terra.

As “germanidades” e os traços germânicos habitam muitos fatos, façanhas, expressões e feitos da nossa Cultura, especialmente no Sul do País: na resistência da língua e dialetos alemães, ainda falados e escritos em muitas comunidades e, depois dividindo currículos com a língua portuguesa; em vários estilos de vida, mentalidades e ideologias, rurais e urbanas; no modo de ocupar, dividir e cultivar a terra e os recursos rurais que plasmaram grande parte da nossa Agricultura, diversificando-a e racionalizando-a, resultando um campesinato peculiar, marcados pela maneira de produção, convívio e desenvolvimento próprios, plasmados na racionalidade e na sustentação ambiental; na Culinária, nas Festas profanas e em várias manifestações do Folclore.

INFLUÊNCIA FORTE – Os alemães também marcam a urbanização e a industrialização do Brasil, difusamente, em vários Estados, de forma mais concentrada nos espaços meridionais, onde uma arquitetura foi erguida. Os alemães criaram e influenciaram muitas artes, da Literatura às Artes Plásticas, as Ciências e Tecnologias; na Educação e na Academia. A nossa paisagem humana, físico-social, está marcada por essa germanidade, ora espantosamente européia, íntegra, distinta, ora incorporando-se ao nosso modo de viver e conviver, enriquecendo a Cultura Brasileira. Pode-se afirmar que há uma população teuto-brasileira, integrada à Vida Brasileira, que não renunciou aos valores, referências, signos e símbolos, fortunas e expressões culturais alemães.

As mais eloqüentes presenças, afirmações, heranças e marcas dessa imigração, nós as encontramos, principalmente, nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Centenas de cidades e vilas brasileiras foram criadas ou intensamente povoadas por alemães.

Já os italianos, que chegaram depois, na segunda metade do Século XIX, não são menos importantes para a Terra a Sociedade, a Economia, a Cultura Brasileira. Hoje, os seus descendentes somam quase vinte por cento a população do País. Creio que depois das três matrizes básicas – o índio, o português e o negro – o italiano, sua língua, sua fala, suas tradições, hábitos e costumes estão em toda a parte, tangem mentalidades e comportamentos onde a imigração desembarcou, nas cidades e nos campos. Assim como temos um Nordeste em São Paulo, encontramos nesse Estado a maior messe de italianos fora da Itália.

FALA CANTADA – De onde vem a fala cantada, as inflexões e a prosódia paulistana típica, consolidada, se não da imigração italiana, non è vero? As contribuições e influências italianas ao País são importantíssimas, muitas vezes primaciais, fundamentais, mais visíveis, eloquentes, tal qual a alemã, no Sudeste e Sul do País, onde eles foram mão-de-obra substituta da escrava, principalmente nos cafezais paulistas.

Os italianos também foram vanguarda e maioria esmagadora na industrialização paulistana e, no Sul, fez o desenho da estrutura das pequenas propriedades, antilatifundiárias, na introdução de tecnologias agrícolas, e oposta à monocultura. O Catolicismo itálico azeitou a adaptação dos imigrantes ao convívio com brasileiros. As capacidades de trabalho, superação, adaptação e improvisação, a musicalidade, a alegria, a criatividade italianas foram fatores decisivos, amalgamadores, de integração e assimilação mútua ao cotidiano brasileiro.

ERRO GRAVE – No Rio Grande do Sul, bem como em toda a região meridional do País, a partir do Século XIX, as colônias italianas, de atividade agrícola, contrabalançaram, com a latinidade, com o sentimento e a alma latina, a germanização ortodoxa dos assentamentos, inflexível, às vezes cingidos pelo Luteranismo rígido e alguns manchadas pelo racismo, filho de execráveis e perversas ideologias políticas. Os italianos projetaram sua língua, modos de vida, costumes e sentimentos, seus gêneros, ritmos e talentos na música, dança, teatro, artesanato, poesia, nas artes plásticas e visuais, na culinária, no nosso plural Folclore, e até nos esportes que praticamos, por extensas áreas da terra brasileira, recriando, enriquecendo as correspondentes expressões nacionais. A escola e a universidade brasileira receberam mestres, pensadores, artistas e gestores oriundi de famílias dessa imigração, especialmente em São Paulo, que revolucionaram, inovaram, fizeram vanguarda em seus campos de atividades. Como os alemães, também fundaram vilas e cidades em diversos Estados.

Não se pode mostrar para o mundo, na Abertura de uma Olimpíada, num grande, belo e longo espetáculo cênico, de música, dança, luz, cores de grandes e belos efeitos visuais, num evento pensado e planejado durante anos, a formação e evolução da Nação e da Cultura Brasileiras, excluindo-se as doações e influências, as contribuições que recebemos dos alemães e italianos. Um esquecimento transformado em erro. Erro grave, injustificado, imperdoável, irremediável. Falta de uma consultoria cultural? Não se sabe. O tropeço serve como lição a ser aprendida.

Tribuna da Internet

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

A história do Brasil do PT - Artigo do Pondé sobre o PT dia 18 Abr 02

A história do Brasil do PT

Artigo do Pondé sobre o PT dia 18 Abr 02

18/04/2016 02h00

A "batalha do impeachment" é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.

Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A "inteligência" brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da "inteligência" romper com a esquerda, perde "networking".

Ao afirmar que a "história não perdoa as violências contra a democracia", José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.

O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma "teoria do Brasil" e uma historiografia.

Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.

Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como "agenda socialista do Brasil" só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada "letrada" do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.

Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção "liberal" (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como "direita" que deixam a esquerda com água na boca).

Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um "deus") e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como "merceeiro", como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.

O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.

A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.

Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha.